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Capítulo 111 - O Túnel na Montanha

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 111 - O Túnel na Montanha

Autor: Maurício Argôlo | Revisão: Bru | QC: SolidSnake

As pessoas do Clã ainda estavam estarrecidas com tudo que tinham presenciado. Quando Sagwa retornou ela parecia a mesma garota meiga de sempre, claro, muito mais madura que antes, mas ainda era meiga e não emanava nenhum intenção de morte.

Porém a visão que eles passaram a ter dela agora era o total oposto, a aura assassina de Sagwa era tão forte que mesmo sem poder cultivar os aldeões sentiram seus corações tremerem. A garota que eles conheciam estava totalmente diferente, eles lembraram da primeira vez que Sagwa matou, também para protegê-los. Ela ficou com receio e sentiu medo pelas consequências, mas a Sagwa de hoje era totalmente o oposto daquela garotinha.

Eles não a culpavam, a matança era algo que era inevitável para aqueles que percorriam o caminho do cultivo, usar os corpos dos inimigos para avançar cada vez mais era quase um tipo de lei impossível de ser quebrada. Mas ainda assim, a mudança repentina de Sagwa lhes deixou completamente desconcertados. Mesmo os guardas-costas sentiram uma pressão em seus corações, apesar de estarem no quarto grau, daqui alguns anos, eles não tinham nenhuma esperança de continuarem sendo mais fortes que Sagwa.

De repente uma membrana aquática apareceu no corpo de Sagwa e em poseidon, limpando completamente o sangue que estava cobrindo os dois. Enquanto aquilo acontecia Sagwa caminhava na direção de Helga.

Assim que chegou em frente a mãe, que não tinha a mínima ideia do que dizer, sagwa sorriu e falou: “Mãe, a senhora está bem?”

A forma com que Sagwa falava agora era totalmente diferente de alguns minutos atrás, toda sua aura assassina se dissipou, se alguém olhasse para ela nesse exato momento, sem ter presenciado a cena anterior, diria que ela era o tipo de garota que não ousaria tirar uma vida.

Aquela mudança deixou as pessoas ainda mais impressionadas, foi nesse momento que eles entenderam, para Sagwa, se ela tinha uma pessoa como seu amigo ou amiga, seria uma amiga leal e honrada, porém se fosse alguém que merecesse morrer, ela mataria sem pensar duas vezes.

Após algum momento a multidão se dispersou e todos voltaram as seus afazeres diários, mas a conversa sobre o que tinha acontecido não terminou ali, muitos estavam com medo do que poderia acontecer, mas outros tinham fé em Sagwa, ainda mais porque Skar estava por perto, não havia nada para se preocuparem.

Sagwa tinha retornado para casa com sua mãe, estava na hora de almoço, mas mesmo sem fome ela se sentou para almoçar com a família. Aquele era um momento em família que ela gostava, aquilo lhe fazia se sentir mais viva pois ela transbordava de felicidade.


“Sagwa, você tem certeza da decisão que tomou? Se o Clã Starfford agir contra nós, certamente seremos exterminados.” - Helga perguntou, com preocupação evidente em sua voz.

“Sim mãe, não tem com o que se preocupar. A partir de hoje não vamos nos rebaixar a ninguém e todos que ousarem tentar nos reprimir sofrerão por seus atos.” - Sagwa respondeu.

“Mas e quando você não estiver aqui?” - Helga falou

“Sobre isso… a senhora não precisa se preocupar, o Mestre Skar decidiu que irá morar por um tempo aqui no clã. ”

Quando ouviu aquilo a boca de todos se abriram, uma coisa era conhecer Skar, outra coisa totalmente diferente seria tê-lo como hóspede e por tempo indeterminado. Que tipo de honra era aquela?

“Você está falando sério?” - Helga perguntou não ousando acreditar naquelas palavras.

“Sim, ele pediu para construirmos uma casa para ele um pouco afastada do centro da vila... mas acredito que o local que ele iria gostar muito é o campo de flores da cordilheira. Esse é um dos pontos que gostaria de discutir com a senhora. Peça a algumas pessoas para construírem esta casa para ele. Outro ponto é que eu preciso que a senhora vá até a cidade da Boa Fortuna.” - Sagwa falou.

“A Cidade da Boa Fortuna? Esta não é aquela cidade que tem um dos maiores leilões da Seita?”

“Sim, essa mesma. Como a distância até lá é muito grande a senhora pode usar a águia imperial do Mestre Skar. Eu preciso que a senhora vá ao encontro de uma pessoa chamada Thousaka Emya e entregue a ele esta lista de materiais para que ele tente conseguir para mim. Além disso tem uma mensagem pedindo para ele vir nos visitar, eu preciso conversar alguns assuntos sérios com ele e precisa ser pessoalmente. Leve a Estrella, Lily, Esther e Sheegwa também, é bom que elas conheçam um pouco do mundo. E para proteção leve cinco guarda-costas, os outros três ficam aqui na vila comigo… E eu darei início nos preparativos.”

“Preparativos?” - Helga perguntou demonstrando não entender nada do que Sagwa queria dizer.

“Sim, eu irei construir uma matriz de defesa… Os tempos futuros serão sombrios e eu não conseguirei me concentrar nos meus afazeres se não tiver certeza que vocês estão a salvo. Além do mais, com as batalhas que estão por vir, temo que o Mestre não consiga dar atenção as batalhas e a proteção do Clã também”.

Sagwa tinha plena noção de que, pelo andar das coisas, uma guerra sangrenta estouraria por todo o território da Seita. Ela não fazia ideia de qual eram os planos dos inimigos, mas de uma coisa ela tinha certeza, os mais fracos iriam, inevitavelmente, morrer. E ela não permitiria que isso acontecesse com seu Clã.

Helga deu uma olhada rápida em alguns itens que Sagwa tinha escrito no pedaço de papel, a maioria eram de coisas que ela nunca tinha ouvido falar.

Nesse momento Sagwa olhou para Helga e falou: “Use uma parte do dinheiro que te dei, eu irei reembolsá-la quando voltar.”

“Certo… Partiremos amanhã pela manhã.” - Helga falou.

“Ótimo…” - Sagwa falou enquanto terminava de comer. A comida celestial com o tempero de sua mãe era verdadeiramente algo fantástico.

Depois do almoço Sagwa usou todo o resto do dia para percorrer toda a extensão da cordilheira dos antepassados, ela analisou a posição de cada montanha, da posição da mina de Étherion e de seu Clã. Ela analisou também o território que ficava além das montanhas e toda a extensão do campo de flores.

Usou um pergaminho de jade para gravar toda aquela informação, e no final acabou fazendo um mapa que mostrava todo o território que ela analisou. Aquele era o primeiro mapa descritivo que alguém já tinha feito do Clã Étheiron, ao menos o único de que se tinha conhecimento.

A cordilheira tinha um formato côncavo e fornecia um tipo de barreira natural para tudo que estava em seu centro, e nele também estava o Clã Étherion. Este era um dos motivos do porquê o Clã ser tão isolado, a ponto de nem estar na maioria dos mapas da Seita.

Quando a noite caiu ela retornou para casa e em seu quarto analisou alguns pergaminhos de jade referentes a algumas matrizes, alguns cubos e junto com o mapa que fez, ela começou a traçar a estratégia para a preparação da montagem da matriz.

Ela analisou plano por plano, mas finalmente se convenceu de que a melhor matriz de defesa que ela poderia construir seria a Parede de Cristal.

Era a escolha ideal porque possui um pilar central e diversos pilares subordinados que poderiam ficar dispostos em vários lugares, o central coordenava os subordinados e estes fortaleciam o poder de defesa da barreira. Caso houvesse a necessidade de expandir a barreira, era só criar outros pilares centrais e subordinados e fazer com que os centrais se comunicassem. Dessa forma se criaria um tipo de rede. E se algum dos pilares fosse atacado ou precisasse de mais energia, os pilares centrais gerenciariam os outros e desviariam energia para suportar a carga.

Outro ponto positivo é que aquela matriz podia ser alimentada usando Étherion, e isso já não era mais nenhum problema. E o melhor é que no pilar do núcleo, aquele que coordenaria toda a matriz, ficaria registrado a alma de cada pessoa que pudesse passar por ela.

Para isso bastaria uma gota de sangue e um tipo de chave de gerenciamento que, além do construtor ou a pessoa que ele determinasse como sendo  master, somente pessoas devidamente autorizadas poderiam ter acesso, com a ressalva de que quem tivesse o cargo de mestre tinha controle absoluto sobre toda a matriz, neste caso seria a Sagwa. Em outras palavras, só poderia passar pela barreira quem tivesse sua alma devidamente ligada a matriz.

Outro ponto que tornava essa matriz a melhor escolha, era o fato de ser uma das mais fáceis de construir - e Sagwa tinha todos os materiais necessários para sua construção. Ela só precisava aprender todas as runas que teria que utilizar para preparar os pilares e a forma correta de dar origem a eles.

Ela vasculhou seu anel espacial procurando um novo cubo que lhe ajudasse a tirar algumas dúvidas que tinha sobre algumas runas, mas foi nesse momento que os raios de sol da manhã atingiram seu rosto, ela abriu os olhou e viu a cena magnífica que ela tanto amava.

Neste momento Lily bateu na porta de seu quarto chamando e avisando que ela, suas irmãs, Helga e Larrel estavam de saída.

Sagwa se levantou e foi até onde a águia estava. Ela jogou um cristal para um dos guarda-costas, aquela era um item que ele poderia usar para passar informações de voo para a águia.

A despedida foi rápida, as garotas estavam emocionadas, esta seria a primeira vez que elas voariam em uma águia imperial. Helga também estava ansiosa para experimentar a sensação de ver o mundo nas alturas, então logo a águia levantou voo.

Sagwa sorriu por ver a felicidade no rosto de suas irmãs, mas logo olhou em volta para cada uma das montanhas que compunham a cordilheira e voltou para casa.

Ela sentou-se em cima de sua cama, a pérola negra apareceu em sua testa e ela começou a estudar os cubos referentes as runas para dar inicio a construção da Matriz de Defesa: Parede de Cristal.

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Alguns dias passaram e algumas crianças estavam brincando no campo de flores da cordilheira. Em um dado momento uma delas se afastou do grupo, e caminhou próximo a base de uma das montanha, porém algo lhe chamou atenção. Desde que se lembrava, ela brincava todos os dias com seus amigos ali naquele local, era o melhor lugar para recolher flores de cor violeta e, com toda certeza, há alguns dias atrás o que ela estava vendo agora não existia ali.

Era uma túnel, um túnel muito estranho, diferente daqueles que ela já tinha visto: este não tocava no chão, era totalmente rodeado pelas pedras da montanha. Para entrar era necessário subir alguns metros, e ele não era tão grande, um adulto não conseguiria entrar nele. O mais estranho era que as paredes pareciam estar chamuscadas e algumas das pedras pareciam estar derretidas.

Quando ela fixou o olhar e forçou a vista, ela pôde ver resquícios sutis de luz, aquele era um túnel que ligava o outro lado da montanha. Quando percebeu isso ela saiu correndo para contar a descoberta aos amigos.



Jovens, tudo beleza com vocês? Então, hoje eu estou aqui para que trazer para vocês um evento um tanto diferente do normal: desta vez não estará em jogo um combo de GNM. Mas a boa notícia é que a chance de algum de vocês ter a oportunidade de participar da criação de um personagem de relevância na novel.

Para saber mais acessem: Evento - A Guerra dos Nove Mundos

Não esqueçam de comentar o Capítulo :D

Por ScryzZ | 23/02/18 às 23:48 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira