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Capítulo 123 - Uma Noite Sangrenta (Parte 1)

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 123 - Uma Noite Sangrenta (Parte 1)

Autor: Maurício Argôlo | Revisão: SolidSnake

Skar levantou novamente seu chapéu de palha e olhou na direção dos sobreviventes, todos estavam boquiabertos e as palavras não queriam sair de suas gargantas. Eles sempre souberam que Skar era alguém que possuía um incrível poder, mas nunca imaginaram que Skar fosse tão monstruoso. Aiken já tinha alcançado o poder de um cultivador do segundo reino do caminho marcial, mas ainda assim foi morto com incrível facilidade por Skar.

“E-ele o matou com uma única brandida de seu Dadao… I-isso é..”

“Os comentários eram reais…”

“Graças aos céus ele é nosso aliado e não inimigo, eu não gostaria de ter um inimigo como ele.”

O murmúrio começou assim que a primeira pessoa conseguiu falar, logo gritos de emoção e felicidade encheram o local. Porém no meio da celebração um som de explosão ao ecoou ao longe.

Todos olharam na direção da explosão e puderam ver com bastante dificuldade a batalha que se iniciou no horizonte.

“M-mestre, você não vai ajudá-las?” - Uma voz masculina pôde ser ouvida pelos presentes.

“Hô…” - Skar olhou na direção da batalha - “Não há necessidade… O mais forte dos inimigos não está nem no quarto grau da purificação da matéria, e a maioria não passou do nível inicial do terceiro grau. Além disso… ” - o olhar de Skar varreu todo o campo de batalha- “O inimigo preza por quantidade, isso não quer dizer nada, a verdadeira diferença em uma guerra, é a qualidade dos soldados.”

“M-mas mestre, ainda assim, o número de inimigos é gigantesco, temos apenas dois mil discípulos contra dez mil inimigos. A diferença é gritante.” - Outra voz pôde ser ouvida, desta vez era uma mulher idosa.

“Se eu for até lá, vocês ficarão desprotegidos, mesmo sendo rápido, pode não ser o suficiente para salvar a todos e alguns podem morrer. Em segundo lugar minhas discípulas estão lutando com os outros discípulos, eu confio nelas. Além do mais se depois de terem treinado tanto nas matrizes de simulação, elas não forem capazes e lidar com um número tão mínimo de inimigos que possuem um nível de força superficial, isso só significa que eu gastei meus recursos atoa. E em terceiro…” - Skar olhou diretamente no sorriso que Sagwa tinha no rosto enquanto matava um inimigo - “É a vez delas se divertirem um pouco e testarem os próprios limites e, consequentemente, aprimorando-se cada vez mais na arte da guerra. Eu não tenho o direito de tirar isso delas.”

As pessoas não entenderam muito bem o que Skar estava querendo dizer com estas palavras, mas se ele estava dizendo, então confiariam nele.

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Fogo crepitava enquanto se alastrava por toda a extensão de Poseidon, as chamas pareciam ter vida própria e queimavam com mais intensidade toda vez que Sagwa cortava o corpo de um inimigo, era como se o sangue dos inimigos fossem sua fonte de alimento.

Sagwa tinha acabado de matar o último inimigo do primeiro esquadrão, eles estavam todos no segundo grau da purificação da matéria, Sagwa os matou como se fossem formigas. Em sua frente o segundo esquadrão estava se aproximando, este continha mil e quinhentos inimigos, e a grande maioria estava no nível Supremo do Segundo grau.

Sagwa já tinha percebido que, apesar de serem numerosos, usar um poder artificial criava cultivadores artificias. Seu poder não se comparava em nada com o poder que ela adquiriu ao cultivar cem por cento em todos os graus. E o que mais lhe dava vantagem era cultivar usando Étherion e uma técnica transcendente. Ela não estava com medo, ela estava tremendo de emoção e ansiosa para saber qual o seu verdadeiro limite.

“Senhorita Sagwaaaaa…” - Sagwa estava prestes a avançar na direção do próximo batalhão quando uma voz conhecida soou atrás dela.

“ Yullan… Sukh… Vocês estão bem!!” - Ela falou sorrindo, foi somente então que ela notou Aysha e todos os outros discípulos atrás deles - “Hô… Veio tanta gente!”

“Sagwa…” - Aysha falou juntando os punhos. ‘Ela já chegou no terceiro grau da purificação da matérias… I-isso… essa velocidade de cultivo é anormal. Mas não só isso, a Yumi, o Yullan, mesmo a Sukh parecem ter ficado mais fortes que o normal.’ - ela pensou consigo mesma enquanto mantinha a cabeça baixa em respeito a Sagwa.

Sagwa juntou os punhos e se curvou de leve também em forma de respeito, depois olhou para Yumi, Sukh e Yullan enquanto perguntava “Yullan, você traçou algum plano de ataque? Eu ia simplesmente atacar até matar todos, mas com tantos discípulos aqui, temos que tomar a melhor estratégia para matar a maior quantidade de inimigos sem perder mais nenhuma vida.”

“Sim, enquanto vínhamos até aqui eu pensei no seguinte. Vamos dividir nossos números em quatro equipes. Duas de infantaria avançada, uma de apoio e uma de ofensiva a longa distância. A senhorita e a Sukh comandarão as duas infantarias, a Yumi comandará a equipe de suporte e eu comandei a equipe de longa distância.” - Yullan respondeu avidamente.

“Humm… Ótimo, eu não me oponho, desta forma podemos coordenar melhor os ataques e conseguimos dar suporte aos que precisarão… Estão prontos?” - Sagwa perguntou.

“Pode ter certeza” - Yullan respondeu.

“Sim…” - Yumi respondeu meio sem jeito.

“Humm…” - Sukh falou.

“Vocês realmente planejam atacar aquela quantidade infinita de inimigos com um plano como este? Nos dividirmos só irá acelerar nossa morte.” - Uma voz pôde ser ouvida da multidão de discípulos.

“Sim, ir lá assim é suicídio…” - Outra voz pode ser ouvida.

“Param de falar merda, vocês viram as pontuações dela nas estelas de pedra? Cada uma delas superou qualquer um de nós aqui em centenas de níveis, isso é o mesmo que dizer que elas possuem consciência do que é necessário para lutar contra números elevados de inimigos. Além do mais, vocês não viram o que eu vi? A Sagwa acabou sozinha com quinhentos inimigos. Parem de agir sobre os efeitos do medo, vocês são cultivadores da Seita Penas do Caos e desde a última guerra com a Seita Rio de Sangue sabíamos que algum dia teríamos que lutar uma amarga guerra de proporções inimagináveis. Aqueles que não desejarem lutar podem voltar e aguardar junto com os que não puderam vir, aqueles que desejarem ficar, se dividam em quatro equipes. Os proficientes em ofensiva formem um grupo com a Sukh ou com a Sagwa, os que forem proficientes em ataques a média distância e cura, vão com a Yumi, aqueles que usarem ataque a longa distância, com o Yullan.” - Aysha falou em alto e bom tom. Ela nao tinha total certeza no plano de Yullan, mas ela sabia que a melhor chance de sobreviverem era lutar junto com este grupo de indivíduos tão exótico.

Assim que Aysha terminou de falar os murmúrios cessaram e a movimentação logo se iniciou. Aysha escolheu ficar no mesmo grupo de Sagwa, e por isso a maioria dos discípulos queria ir neste grupo, mas ela pediu para que alguns fossem ao grupo de Sukh. Rapidamente eles se organizaram, na frente Yullan, Sagwa, Sukh, Yumi e Aysha e atrás todos os discípulos empunhando suas armas e prontos para a luta.

Os Inimigos estavam a alguns metros de distância deles, Poseidon vibrou na mão de Sagwa como se estivesse ansioso para iniciar o massacre. “Yumi…” - Sagwa falou em alto e bom tom.

Os discípulos não entenderam o que estava acontecendo, porque Sagwa falaria o nome de Yumi em um momento como estes. Mas antes que eles tivessem a oportunidade para perguntar, a temperatura o ambiente começou a esfriar e flocos de neve começaram a cair.

Quando perceberam que aquilo era obra de Yumi, os discípulos ficaram boquiabertos.

“E-ela consegue fazer nevar? I-sso é impossível…” - Um deles falou ainda não acreditando no sentidos.

Os outros não tiveram tempo de falar. Sekh e Sagwa avançaram enquanto Yullan preparava seu arco para iniciar a festa.

“Preparem suas habilidades, mirem nos inimigos de trás.” - Yullan falou.

Todos se prepararam e enquanto isso o grupo de Sukh e Sagwa as seguiam, ou melhor, tentavam segui-las. A velocidade delas era anormal, em segundos elas alcançaram o grupo inimigo Sukh pela ponta da esquerda e Sagwa pela ponta da direita.

Todos, inclusiva Aysha, pararam ao ver a cena seguinte. O tridente de sagwa estava tomado por chamas enquanto Sagwa avançava, depois disto, sangue, gritos de dor e o terror nos olhos dos inimigos.

Sagwa cortou com seu tridente na horizontal e dividiu um inimigo ao meio, ainda, com o corpo em movimento, ela saltou no ar e golpeou com seu tridente na diagonal, acertando em cheio a cabeça de outro inimigo.

Do outro lado Sukh não estava muito diferente, sua foice dançava pelo ar, e a cada movimento dela, uma vida era ceifada. Ela olhou para trás e viu que os discípulos não a seguiram, este era o momento ideal, ela estava preocupada quando Yullan anunciou o plano, com tantos discípulos mais fracos que ela por perto, se liberasse sua aura, certamente eles acabariam morrendo. Mas ela teve uma ideia - seu patrono poderia se encarregar de ajudá-los sem a necessidade de ela se aproximar tanto.

“Selo das Estrelas: Liberar restrição de nível zero.” - Ela não se conteve. Rapidamente sua aura uma aura negra apareceu ao redor de seu corpo, momentos depois ela começou a se concentrar ao seu lado e em seguida uma garotinha pôde ser vista novamente.

“Mama… Hihihihihi” - Ela sorriu feliz quando viu o rosto de Sukh novamente.

Sagwa olhou na direção dela, e ficou surpresa quando viu o semblante da garota, inicialmente ela pensou que merda estaria aquela garotinha fazendo ali, mas depois ela viu o Chakran dela sair de sua mão tão rápido quando Sukh de movimentava, segundos depois sangue começou a esguichar do corpo de um dos inimigos quando sua cabeça foi arrancada de seu corpo junto com sua capa.

Quando viu a cena ela finalmente entendeu ‘Aquele é o patrono das trevas dela…’ Sagwa não sabia se ria ou se chorava, uma garotinha com um semblante angelical matando igual a um demônio. Depois ela lembrou de si mesma e sorriu de leve olhando na direção do próximo inimigo e cortando-lhe as pernas. Quando ele caiu no não posseidon entrou fundo na sua barriga e em seguida, foi girado, abrindo um rombo nele.

Os discípulos ainda estavam pasmos, eles nunca viram ninguém lutar como elas. Os mais velhos, que presenciaram a última guerra, viram o terror que era uma luta contra um exército de tal tamanho, mas agora, número não queria dizer nada.

Porém, quando eles estavam quase se recuperando do choque, três cristais de gelo apareceram em meio a confusão, instantaneamente dois inimigos morreram.

A cena se repetiu com o grupo de Yumi, eles estavam boquiabertos, porém, dois deles estavam tão impressionados que seus olhos estavam quase saindo as órbitas oculares. Cristan e Averil olharam para Yumi enquanto seus cristais de gelo aniquilavam os inimigos, como se fossem feitos de papel. Quando a virem chegar no campo de batalha, eles quase não acreditaram que era ela. Tudo nela estava diferente, e o mais impressionante era o seu nível atual. Yumi tinha superado os dois e já tinha alcançado o nível Supremo do Segundo Grau, e o pior, ela estava no pico deste nível, a qualquer momento poderia fazer um novo avanço e invadir a faixa do terceiro grau.

As três garotas estavam lutando contra a maré de inimigos e os estavam aniquilando como se fossem nada. Foi então que eles viram Sagwa ignorar completamente um inimigo e atacar outro contando-lhe a cabeça. Quando eles acharam que ela ia ser seriamente ferida uma flecha atingiu o inimigo bem no centro da testa. A flecha de vento com o brilho amarelado ao redor entrou no crânio inimigo e saiu pelo outro lado.

Em instantes várias flechas de vento foram vistas voando na direção da batalha, mas, o que deixou os discípulos com vontade de engasgar no próprio sangue foi a posição que as flechas eram lançadas. Elas pareciam ter sido lançadas por alguém inexperiente, em ângulos totalmente desconexos. Mas, estranhamente, elas estavam todas acertando diferentes inimigos exatamente no mesmo local: o centro da testa. Depois de ver esta cena maluca, e eles se acostumarem com aquele tipo de arquearia, viram o impossível se tornar possível. Três flechas com o estranho brilho amarelo em uma velocidade que muitos discípulos teriam dificuldade e, acompanhar, se chocaram uma com a outra em momentos diferentes, desviaram da rota inicial e em seguida mataram dois inimigos distintos e um terceiro ficou preso com a flecha atravessando sua perna na diagonal e se fixando no solo, segundos depois uma foice perfurou sua barriga e o dividiu no meio da cintura pra cima.

Eles olham para trás só para ver Yullan puxando a corda de seu arco e flecha após flecha sendo disparadas por ele. Sua percepção se tornou algo inacreditável. Mesmo alguns anciões, tendo cultivado perfeitamente parte do sexto grau e tivessem afiado seus sentidos, ainda assim não conseguiam demonstrar o nível de perícia com o arco que Yullan conseguia ter. Mas quem poderia culpá-los? Mesmo estando no nível Avançado do Segundo Grau Yullan possuía uma técnica que nenhum deles poderia sequer sonhar em ter. Quando ele chegasse ao sexto grau da Purificação da Matéria, seus sentidos iriam alcançar um nível tal que poucos escolhidos sequer conseguem imaginar possuir.

“Céus… E-eles estão mesmo fazendo isso?” - Uma discipula perguntou em voz alta.

“Brutal! Elas são muito brutais. Matam como se isso fosse algo do dia-a-dia.” - Uma voz masculina pôde ser ouvida desta vez.

“Haaaa Eu quero me casar com uma delas.” - Outro garoto falou.

“Pare de falar merda, onde você acha que essas Deusas poderiam pôr os olhos em alguém como nós? Mesmo os discípulos da Seita Interna teriam que se arrastar aos seus pés para conseguirem apenas um olhar.” - Desta vez uma garota que falou, irritada.

“Calem a boca” - Aysha gritou irritada enquanto empunhava seu Guandao com mais força. “Vamos, nós temos que fazer o possível para ajudar, e tentem não atrapalhá-las.”

“Sim…” - Todos falaram em uníssono. Antes estavam com medo, desolados, a única perspectiva de futuro que achavam possível, era a morte. Eles só seguiram Aysha porque não queriam ser taxados de covardes e fracos, de forma que sua honra iria cair na lama e eles sujariam os nomes de suas famílias. Mas agora, depois de ver estas quatro pessoas lutando, a esperança voltou a vibrar em seus corações, o desejo de viver e de vingar seus mortos foi o combustível necessário para fazer todo o corpo de todos os presentes arder em chamas. Até mesmo Cristan e Averil estavam animados.

“OOOooohhhhhAaaAAAAaaaaaaaaa” - Um som ensurdecedor pode ser ouvido por todos os sobreviventes, o contra ataque tinha finalmente começado.

Naquele momento, sentado em cima de um muro, um sorriso apareceu no rosto de Skar. “No futuro bem próximo, elas serão o pilar da Seita, essa provação será superada e como uma fênix renasceremos ainda mais fortes. E, se algum dia eles vierem até aqui, nós iremos guia o ‘Novo Mundo’. Através de toda a tribulação e massacramos qualquer um que tentar nos escravizar e destruir.” - Ele falou baixinho, ninguém pôde ouvir, somente ele. Este era um problema com o qual ele estava preocupado por muitos anos, mas agora Sagwa tinha aparecido e com ela a esperança veio junto.

Por ScryzZ | 16/03/18 às 00:23 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira