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Capítulo 152 - Luna Yadava

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 152 - Luna Yadava

Autor: Maurício Argôlo | Revisão: SolidSnake | QC: Bru

Fora da ravina:

Enquanto Jaha conversava com Yumi e Sukh, Cristan e Avril estavam tentando conhecer um pouco mais sobre a garota que eles tinham salvado.

“Então, seu nome é Luna?” - Avril falou.

“I-isso, Luna Yadava.” - Luna respondeu.

“Clã Yadava? Eu não me recordo de nenhum clã como este aqui na Seita Penas do Caos.” - Cristan falou tentando se recordar da possibilidade de existir um clã novo - mas isso geralmente era motivo de festa na seita interna e seu pai certamente seria convidado, então, não tinha como este ser um clã novo.

“Meu clã não é desta seita…” - Luna respondeu.

“Não? Então de qual seita você é luna?” - Cristan perguntou.

“Não é bem uma Seita, eu venho de um reino.” - Luna falou sem delongas.

“U-um reino?” - Avil perguntou tentando entendar o que Luna queria dizer.

“Sim… Diferente de vocês, nós não nos organizamos como um seita, onde o posto de patriarca pode ser ganhado por pessoas de diferentes clãs. Nós temos um Rei e uma Rainha que passam a posição de forma hereditária. Isto nos dá um sentimento maior de união.” - Luna explicou para Cristan e Avril que pareciam nunca ter ouvido de tal possibilidade.

“Eu já olhei o mapa de todo a região nordeste, e não lembro de ter visto algum lugar que se proclame Reino, todas são seitas.” - Avril falou.

“Meu reino não é daqui, eu não sei muito bem o que significa isso de região nordeste ou o que quer que seja. Eu fui trazida aqui pelo grupo de mercenários que estão sediados na cidade da Boa Fortuna, eles me venderam à nova gerente daquele restaurante.” - Luna respondeu.

“Mas, se você não é daqui, de onde você veio então?” - Cristan perguntou.

“Eu não sei muito bem, mas eu lembro que eles discutiam de algo… De algo que se tratava de um Reino Místico, lembro também que tivemos que passar por um tipo de portal para chegarmos até aqui.” - Luna falou.

“Eles te roubaram de um reino Místico?” - Avril falou enojada com as ações dos mercenários.

“S-sim… Mas acredito que eles fizeram isso porque a vila onde eu morava era um ramo bem distante da sede do Clã Yadava, se desaparecessemos não faria a menor diferença para a sede. Na verdade seria um favor para eles… Éramos quase uma vila mortal, afinal somente eu era capaz de cultivar lá, e isso era uma grande desonra para o Clã.” - Luna falou tristemente.

“Não se preocupe, a partir de agora você pode ficar conosco. Precisamos ir até nosso Clã para resolver uns problemas com nossa irmã, mas depois iremos para um local onde você poderá viver livremente.” - Cristan falou.

“Obrigada, eu devo minha vida a vocês” - Luna respondeu e ficou quieta por um momento, logo em seguida ela olhou para o céu e depois para Cristan novamente enquanto perguntava “Aquela garota de cabelos loiros, ela é do mesmo Clã de vocês?”

“A Sukh?” - Avril perguntou.

“S-sim… Ela mesma.” - Luna falou olhando o céu.

“Não, ela é discípula principal do Mestre Skar, um dos homens mais poderosos da nossa Seita. Aliás, não só ela, a minha irmã, Yumi, também é discípula dele. E ainda tem uma terceira, ela se chama Sagwa.” - Cristan falou.

“Pelo o que parece, elas são amigas de longa data…” - Luna falou.

“Não, elas se conhecem há menos de dois anos, mas parecem irmãs. De qualquer forma, tente não arrumar confusão com elas, principalmente com a Sagwa. Ela é justa e ajuda de bom grado, mas quando decide que alguém merece morrer, ela não tem dó nenhum.” - Um calafrio percorreu o corpo de Cristan enquanto lembrava das lutas de Sagwa que ele teve a oportunidade de assistir.

“Ahaha, tudo be-” - Antes de Luna falar um tremor percorreu seu corpo, no mesmo instante Cristan a segurou pelo braço e correu na direção da ravina junto com Avril.

*Booooommmmmmmmm* - Segundos depois um som de explosão se espalhou por toda a área.

“Avril, você é mais rápida que eu, vá na frente e as encontre. Eu estarei logo atrás de você.” - Cristan gritou.

“M-mas eu não posso deixar vocês.” - Avril falou.

“Vá logo!” - Cristan gritou - “Se você não for, morreremos todos antes de alterá-las, se elas souberem o que está acontecendo, irão vir me ajudar, agora vá.”

“T-tá…” - Avril falou enquanto aumentava sua velocidade e entrava na ravina.

“Não deixem eles fugirem.” - Uma voz masculina ecoou pela floresta atrás de Cristan. “Brock, leve sua divisão para a outra entrada da ravina, vamos cercá-los, eles não terão por onde escapar.”

“Sim senhor” - Um homem negro e careca respondeu enquanto se lançava em outra direção com o intuito de dar a volta na ravina.

“Vocês, venham comigo, matem todos, podem até dilacerar os corpos, mas deixem as cabeças intactas…” - Falou o homem que parecia estar no comando.

“Sim senhor…” - Cerca de cinquenta homens falaram ao mesmo tempo e se lançaram na direção da ravina atrás de Cristan.

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Na caverna da Ravina:

“Entendo, então Eckbert matou o pai, deu o golpe e se tornou patriarca. Depois disso, matou todos que eram contra ele e assumiu totalmente o poder do esquadrão de proteção e Thousaka, bem como de toda a família Emya.” - Sukh falou.

“I-isso mesmo.” - Jaha respondeu.

“Partindo deste ponto… Yumi, podemos supor que o inimigo que nos atacou quando chegamos, estava agindo sob ordens de Eckbert. Ou seja, ele se aliou aos inimigos, e levando em conta que defendeu tão avidamente a aprovação dos parceiros com o leilão, provavelmente os parceiros dele são os nossos inimigos.” Sukh falou olhando para Yumi.

“Isso quer dizer que além de trair a família ele também traiu a seita.” - Yumi falou.

“Jaha, Você sabe me dizer como eles fizeram para bloquear os sinais de comunicação?”- Sukh perguntou.

“Essa é uma matriz da família Emya, ela é usada somente em casos extremos, como por exemplo, roubo de algum item que deveria ser leiloado. Isso impediria a comunicação externa com os ladrões para facilitar sua captura, mas Eckbert usou ela para achar o Thousaka e deu a desculpa de que foram os recentes ataques a Cidadela do Oeste que está interferindo na comunicação externa.” - Jaha explicou.

“Entendo, isso quer dizer que essa matriz fica dentro da cidade, teremos que descartar a opção de destruí-la para pedir ajuda. Bem, se não podemos ir pela forma mais fácil, vamos pela mais difícil. Preparem-se e descansem, quando sairmos daqui certamente teremos que mata~.”

*Bommm* - Sukh não teve tempo de completar a frase, um som abafado de explosão pôde ser ouvido e um leve tremor sentido.

“Eles estão aqui…” - Jaha falou.

“Cristan… Avril…” - Yumi rapidamente se levantou e saiu da caverna.

“Yumi, calma, você não pode ver nada nesse breu e nao pode usar seu sentido divino. Não se apresse.” - Sukh falou.

“O que faremos então…” - Yumi perguntou olhando para a amiga.

“Está na hora de testar uma coisa que nunca tive oportunidade de usar.” - Sukh falou dando alguns passos para fora. Desde que ela começou a cultivar a Técnica ‘Manto de Nyx’ ela começou a sentir que sua ligação com a escuridão só fazia aumentar. Se estivesse certa, as condições daquele local davam a melhor oportunidade que ela tinha de usar o território e aumentar sua própria força.

“Jaha, você fica perto da Yumi, será mais fácil para localizá-lo estando ao lado dela. Nossa prioridade será salvar nossos amigos, depois disso, mataeremos todos e sairemos daqui imediatamente antes que enviem mais reforços.”

“Okey, mais e o Thousaka?” - Jaha perguntou preocupado.

“O tempo que vamos demorar para matar os inimigos deve ser o suficiente para o corpo dele se recuperar ao ponto de conseguirmos movimentá-lo.” - Sukh respondeu.

“Certo… Vamos matar uns mercenários.” - Yumi falou já sacando a Tormenta de Gelo. Sukh viu aquilo e sorriu de canto.

“Do que você tá rindo?” - Yumi perguntou dando um sorriso.

“Nada… Vamos logo.” - Sukh falou e assim que saiu de dentro da caverna o breu da ravina tomou conta de seus sentidos.

Segundos depois tudo começou a ficar ainda mais escuro enquanto Sukh falava “Selo das Estrelas: Liberar restrição nível um.”

No mesmo instante uma aura de pura morte se espalhou por toda a ravina. Os insetos e musgo que estavam próximos a Sukh morreram e secaram instantaneamente, os que estavam mais longe começaram a entrar na primeira fenda que encontravam.

“Sukh, você vai lutar sério?” - Yumi perguntou sem enxergar nada.

Jaha estava do lado e não pôde deixar de ficar arrepiado, ele não estava vendo o que estava acontecendo, mas somente de sentir a aura de Sukh já fazia seu coração disparar.

“Eles estão tentando matar nossos amigos, seus irmãos, não tem porque pegar leve.” - A resposta veio com o tom da voz de Sukh, mas logo em seguida ele também ouviu a voz de uma criança:

“Mama…. Hihihi”

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Fora da Ravina.

“Aaahhhhhh me soltem…” - Cristan gritava enquanto olhava nos olhos dos mercenários que estavam à sua frente.

“Você se acha demais, não é garoto? Depois de entrar na Cidade e causar tanta confusão, roubar uma escrava e matar tantos dos nossos, você ainda têm coragem de pedir para que eu te solte? Você só sai daqui morto!” - Um dos mercenários falou enquanto caminhava na direção de Luna.

“Senhor, deixe-me matá-lo de uma vez…”- Outro mercenário falou andando na direção de Cristan.

“Pare, não seja apressado…” - O mercenário que parecia estar no comando falou.

“Não me negue isso, o senhor falou mais cedo que poderíamos matar a todos contando que deixássemos as cabeças intactas.” - O mercenário falou olhando para trás.

“Você está me questionando?” - Uma aura fria emanou do corpo do chefe mercenário, no mesmo momento o mercenário que estava falando rapidamente se calou - “Nós podemos usá-lo para forçar os outros se entregarem e saírem da ravina, agora, pare de tentar pensar que você não é bom nisso e vá verificar se os doze que foram atrás da garota já voltaram.”

“S-sim senhor…” - O mercenário falou enquanto andava na direção da ravina.

“E você pequena vadia, você achou  que? Que ia fugir de nós? E depois? Você já pensou no que faremos com sua família quando voltarmos para o seu mundo?” - O chefe mercenário segurou fortemente a boca enquanto olhava nos olhos dela.

“Não a machuque…” - Cristan gritou se odiando por ser tão fraco.

“Calem a boca desse garoto.” - O chefe dos mercenários falou, em seguida outro mercenário caminhou até Cristan e o socou na barriga tão forte que ele ficou até mesmo com falta de ar.

“Vo-vo-vocês, vão pagar com isso com a vida…” - Cistan falou com dificuldades enquanto sangue saía pelos cantos de sua boca.

“Você quer morrer agor-” - O mercenário começou a andar na direção de Cristan, mas foi interrompido por um som de explosão que veio de dentro da Ravina.

“Não… Quem vai morrer aqui é vocês!” - Um sorriso sarcástico pendia no rosto de Cristan.



Agradecimentos especiais a Erick Almeida Santos por patrocinar este capítulo.

PS: O Monstro (Skar) tá saindo da Jaula * - *

Aqueles que puderem ajudar, por favor ajudem. Todas as doações serão totalmente convertidas em imagens dos personagens relevantes para a Historia bem como mapas táticos e de ambientes da história. E, além disso, a cada R$ 30,00 reais doado eu irei liberar um capítulo extra patrocinado. Caso queiram ver como o Skar esta ficando cliquem no Link.

Próximas Imagens:

- Yullan Hyugashi

- Himiko

- Aysha Yamadron

- David Snake

Por ScryzZ | 16/04/18 às 15:24 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira