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Capítulo 164 - Você realmente está vivo!

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 164 - Você realmente está vivo!

Autor: Maurício Argôlo | Revisão: SolidSnake, Atrocittus | QC: Bru

Alguns minutos antes:

“Ei… Dongwa, estamos chegando…” - Um homem falou de pé quase em cima da cabeça do corvo enquanto olhava a cadeia de montanhas que se formava em sua frente.

Faziam alguns minutos que haviam encontrado os dois batedores que foram na frente seguindo Sagwa e os outros. Agora dois corvos voavam lado a lado, sendo que um deles era esmagadoramente maior que o outro.

“Hê… Mas já?” - Dongwa falou enquanto se levantava. Quando a Cordilheira dos Antepassados entrou na sua linha de visão ele pareceu se desconectar do mundo, seus olhos, tão vermelhos quanto a cor do sangue, se arregalaram, um sentimento nostálgico inundou seu ser e um calafrio passou por seu corpo enquanto em sua mente, lembranças de uma mulher de cabelos negros abraçando um jovem garoto de cabelos negros surgiam em sua mente.

“Dongwa… Dongwa???” - a voz de uma das companheiras dele parecia distante inicialmente, mas era como se ficasse gradualmente mais alta enquanto ele voltava a realidade.

“Que foi??” - Ele falou colocando a mão na cabeça.

“Você ficou estranho de repente, aconteceu algo?” - Ela perguntou demonstrando preocupação.

“N-não… Está tudo bem…” - Dongwa respondeu e tirou o capuz que cobria sua cabeça. Quando o fez, revelou uma pele extremamente pálida. As pupilas de seus olhos eram tão vermelhas que facilmente se confundiria com sangue, seus cabelos eram lisos e tão negros quanto a noite. Daquele ponto de vista não era possível saber qual o seu tamanho real pois ele estava coberto pela capa. Parte de seu cabelo cobria também uma parte de seu rosto, lhe dando uma aspecto ainda mais temível.

“Vocês três… Vão na frente e anunciem a nossa chegada! Aqueles que não quiserem morrer devem entregar as discípulas do Mestre Skar…” - Outro homem falou.

“M-m-mas e se o mestre Skar estiver ai…” - Um dos batedores falou.

“Ai vocês vão morrer antes de nós!” - ele respondeu.

Os batedores engoliram em seco e indicaram para o corvo menor avançar. A velocidade deles era mediana, eles estavam indo com cautela porque se Skar aparecesse ali seria um grande problema. Provavelmente acabariam mortos sem nem saber o que aconteceu, se o encontrassem.

Não demorou muito para eles avistarem as primeiras pessoas a alguns quilômetros de distância. A maioria deles fazendo algum tipo de trabalho juntos, eles só não conseguiram identificar exatamente o que era.

Quando finalmente foram notados, eles viram várias pessoas apontando na sua direção e outras que começaram a correr desesperadas. Aquela visão junto com o fato de que ninguém veio para lidar com eles, fez com que um sentimento de superioridade tomasse conta de seu coração deles. Isso lhes deu a coragem necessária para fazer com que o corvo voasse ainda mais rápido.

Alguns momentos depois, algo que nem mesmo Dongwa esperava aconteceu: o corvo colidiu com algo, teoricamente invisível. Seu tamanho, seu peso e sua velocidade fez com que o resultado da colisão produzisse resultados catastróficos para ele e para os três homens de negro que o acompanhavam. Alguns momentos depois o corvo caiu no chão com ferimentos graves por todo seu corpo.

“Uma matriz de defesa?” - Um dos homens ao lado de Dongwa falou.

“Eu nunca vi uma matriz desta… Ela nem parece estar ali. Parece que teremos um pouco de diversão…” - Uma das garotas falou.

“Dongwa… Quais são as ordens?” - Outro perguntou, mas não obteve resposta.

Nesse momento todos olharam para Dongwa que encarava o campo de flores que agora já estava totalmente visível para ele. Sua mente estava longe e cenas de dois garotos, um deles o mesmo garoto da primeira visão, brincavam com duas garotas e uma mulher, a mesma mulher de antes, os cabelos dela eram iguais aos dele, tão negros que pareciam o véu que cobria o céu da noite.

Ainda preso na lembrança, Dongwa finalmente viu um rosto que lhe pareceu familiar, um homem aparentando ter trinta e cinco ou quarenta anos apareceu segurando uma bebê de cabelos negros nos braços, ele andou na direção da mulher de cabelos negros e lhe entregou a criança em seguida a beijando.

“Eldrin??” - Dongwa pronunciou em voz alta.

“Dong? Você tá bem?” - Uma das garotas andou e se posicionou em frente a Dongwa olhando para ele.

“S-sim… Desculpem, eu lembrei do homem que me ajudou por um tempo quando fui recrutado.” - Dongwa falou ainda olhando para o campo de flores.

“Quais são suas ordens?” - O mesmo homem perguntou novamente.

“Oliver… Ataque a barreira! Vamos ver o quão poderosa ela é!!” - Dongwa falou colocando a mão na cabeça novamente.

“O resto de vocês, venham comigo, vamos chegar mais perto para ver se descobrimos algo sobre esta matriz, algo me diz que isso pode ser o início de grandes problemas para o mestre.”

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Neste mesmo momento, em um local próximo ao campo de flores.

“O que está acontecendo?” - Helga perguntou. Ela estava acompanhada com alguns dos Guarda-Costas contratados por ela há algum tempo. Inicialmente ela tinha a intenção de renovar o contrato deles, mas com a destruição da Cidadela eles ofereceram os serviços com a condição de ser cedido um pedaço de terra para que as famílias deles construíssem suas casas dentro da nova cidadela, aquele significa uma mudança na vida deles e das famílias dele.

Helga não recusou, primeiro porque o tempo que ela passou com eles fez com que uma relação de confiança se desenvolvesse entre eles. Em segundo lugar, que ela estava mais que feliz em ajudá-los, eles já não eram mais guarda-costas delas, mas sim amigos próximos que tinham sua confiança.

“E-estão nos atacando… De novo não. Eu não vou aguentar passar por tudo isso de novo.” - Uma mulher gritou histericamente. Ao mesmo tempo uma infinidade de gritos do mesmo tipo foi ouvido de uma multidão que corria na direção do Clã Étherion.

Helga se moveu contra a multidão com a ajuda dos guarda-costas. Em poucos minutos ela estava próxima ao limite da Parede de Cristal. Esther já estava lá, olhando para seis pessoas que caminhavam lentamente na direção deles, ela olhava especialmente para um deles, com um sentimento estranho de que o conhecia de algum lugar.

Assim que ela viu Helga chegar caminhou na direção da mãe, mas para sua surpresa, Helga passou direto por ela como se ela nem estivesse ali.

“Mãe… Onde a senhora vai…” - Esther gritou na direção da mãe, mas não obteve resposta. Foi então que ela entendeu que Helga não tinha a intenção de parar, ela ia sair do alcance da Parede de Cristal e se isso acontecesse, ela iria, certamente, morrer.

“Syrat…” - Helga olhou para um dos guarda-costas. “Rápido, vá até a mansão e avise as minhas irmãs o que está acontecendo.”

Syrat acenou positivamente e se lançou na direção da mansão da matriarca.

Syrat estava no quarto grau da Purificação da matéria, sua velocidade não era algo a ser ignorado,demorou poucos minutos para que ele conseguisse chegar na mansão e a primeira pessoa que ele encontrou quando chegou foi a Lyli, que quando soube o que estava acontecendo disparou na direção do quarto onde Sagwa estava.

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Quando Sagwa chegou próxima a Esther, Helga já tinha passado do alcance da Matriz. Ela fez uma careta quando viu um dos homens de negro pegar uma alabarda e sorrir olhando para ela.

No mesmo instante ela se lançou rapidamente na direção de sua mãe, mas o homem também já tinha atacado.

‘Drogaaaaa… Não vou chegar a tempo’ - Sagwa falou enquanto forçava ao máximo todo o poder que habitava em seu corpo. As linhagens de Shiva, Vishnu, e Brahma acordaram e a tomaram, se espalhando aos poucos por cada meridiano. A estranha pérola em sua testa vibrou de leve com aquele sentimento enquanto Poseidon aparecia na sua mão.

Mas não ia dar tempo, o homem estava no Nível Supremo do Quinto Grau da Purificação da Matéria, ela ainda estava no terceiro grau e apesar de ter as linhagens dos três príncipes, ainda não as tinha despertado elas completamente. O: sua distância até Helga era maior que a distância do homem de negro, ou seja, ela ela nunca chegaria a tempo.

Foi nesse instante que algo surpreendente aconteceu, outro homem de negro apareceu na frente de Helga e segurou a alabarda com as mãos nuas, sangue brotou da ferida que tinha acabado de se formar.

“D-dongwa… Que merda você está fazendo?!!” - O homem rapidamente retraiu a alabarda, ele não sabia o que falar, ele não sabia o que fazer. Nunca em sua vida ele sonhou que Dongwa iria fazer algo desse tipo.

Dongwa também não entendia o que tinha feito, sua mão ainda continuava na mesma posição e enquanto o sangue rubro escorria por seu punho um turbilhão de cenas voltou a passar por sua mente e ao mesmo tempo, parte dele, tentava entender o que tinha acabado de fazer. Seu corpo simplesmente se moveu sem lhe dar nenhuma alternativa.

Enquanto estava perdido em seus pensamentos um par de braços apareceram no peito frio de Dongwa, envolvendo-o em um longo e caloroso abraço.

“Não é uma alucinação… Você realmente está vivo!” - ouvir a voz de Helga lhe trouxe uma sensação que ele nem lembrava que existia.

Por ScryzZ | 01/05/18 às 01:25 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira