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Capítulo 183 - O Calabouço

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 183 - O Calabouço

Autor: Maurício Argôlo | Revisão: SolidSnake | QC: Bru, Atrocittus

Ao ouvir as palavras de Sagwa alguns Anciãos deram risada, uma coisa era Yumi lidar com um único oponente, mas agora, aquela garota queria lidar com sete cultivadores de uma vez só?

No instante seguinte, quando o grupo de pessoas apareceu, o semblante deles mudou e agora demonstravam puro medo e horror, e o mais intimidador de tudo era que David Snake, neto do Patriarca Snake, estava presente.

“Fujaaaaamm!” - Quando perceberam o tamanho da desvantagem que tinham, os Anciões se viraram e cada um fugiu para um lado. Em resposta, Sagwa levantou seu braço e arremessou Poseidon na direção do primeiro ancião que ela viu. Segundos depois o peito do alvo foi atingido pelo tridente e caiu morto no chão.

Sagwa e seu grupo não foram nem um pouco piedosos, em questão de alguns minutos todos os anciãos do Clã Snow, que estavam presentes, sofreram uma morte sangrenta.

Assim que terminaram a matança, Yullan olhou ao redor testemunhando uma cena caótica: milhares de corpos, vísceras e o rio de sangue que tinha se formado. Quando olhou mais pro lado e viu os discípulos da Seita Interna recolhendo os anéis espaciais dos soldados ele falou em voz alta. - “Vocês fizeram uma boa limpeza aqui heim.”

“Isso quer dizer que vencemos? Correto?” - Asyha falou.

“Eu creio que sim… Mas ainda temos que lidar com o Eckbert e os Guardas dele.” - Yullan voltou a falar.

“Não se preocupe com isso… Aqueles dois anciãos que estavam aqui são bastante fortes. Eu gostei deles!” - Sagwa falou sorrindo enquanto lembrava das pequenas brigas entre eles denunciando sua relação de irmandade e caminhava na direção de Yumi, que ainda olhava o corpo morto de seu pai.

“Yumi... Você está bem?” - Sagwa perguntou se aproximando dela.

“Sagwa?... Ele ta morto? E-eu realmente o matei?” - Yumi falou triste e friamente.

“Sim… Yumi… Você realizou o desejo que nutriu por todo este tempo!” -Sagwa falou ainda se aproximando.

“M-mas is-isso realmente foi o correto?” - Yumi falou.

Apesar de as palavras de Yumi parecerem estranhas, Sagwa entendeu perfeitamente do que ela estava falando. Apesar de sentir ódio de Raimond, o fato de que ele foi crucial para sua existência ainda existia. Nada poderia negar que eles compartilhavam laços de Sangue - e este era um dos laços mais importantes da vida de uma pessoa. Portanto, apesar de ter feito o correto e não o considerar mais seu pai, Yumi ainda se sentia um pouco mal pelo o que fizera.

Naquele instante Sagwa apressou os passos enquanto abria os braços, segundos depois ela abraçou Yumi por trás que foi pega completamente de surpresa. “Yumi… ele não era seu pai, é como você disse, ele foi só uma ferramenta para te pôr no mundo. Pai não é somente pôr o filho no mundo, é aquele que preza pela segurança, ama, ensina, dá carinho.

Seu avô sim é o seu verdadeiro pai e aquele a quem você deve honrar. Seu Clã, seus irmãos que ainda estão vivos, o Cristan e a Avril, eles são sua verdadeira família e estavam correndo perigo de vida enquanto ele estivesse vivo. Entenda que mesmo os animais mais dóceis atacam os outros para proteger sua família.”

Naquele momento as primeiras lágrimas da noite brotaram nos olhos de Yumi, o que fez Sagwa se preocupar um pouco, momentos depois Yumi deu um passo à frente, quando ela se virou, Sagwa pôde ver o lindo sorriso em seu rosto. “Você esqueceu de duas pessoas…”

“Hô… foi mesmo?” - Sagwa respondeu sorrindo para a amiga.

“Sim… você! Você e a Sukh, que junto do meu avô, são as pessoas mais importantes para mim!” - Yumi falou enquanto abraçava Sagwa de volta. Naquele instante Sagwa entendeu que aquelas eram, na verdade, lágrimas de felicidade e emoção.

David olhava aquela cena de longe com a boca um pouco torta e um olhar estranho e um pouco de vermelhidão no rosto: “E-elas são mesmo somente amigas?”

Quando ouviram a pergunta de David, todos ao redor, menos Sukh que tinha um olhar estranho no rosto, riram alto.

Quando ouviu as palavras de Yumi, um sentimento estranho brotou no coração de Sukh. Desde que conheceu Sagwa e Yumi, ela vinha sentindo algo deste gênero, mas ainda assim era algum tipo de sentimento meio estranho, o qual ela não estava muito acostumada a sentir. Subitamente, enquanto todos riam, Sukh andou na direção de Yumi e assim que chegou perto, ela abriu os braços e abraçou Sagwa e Yumi ao mesmo tempo.

Fora os momentos com Skar, que mais que seu mestre, era como um pai para ela, aquela foi a primeira vez que ela sentiu vontade de, verdadeiramente, abraçar alguém. O sentimento de ter pessoas em quem ela pode confiar e chamar de melhores amigas, desde a tragédia de sua vida, aquela foi a primeira vez que ela sentia aquilo.

“Sukh…” - Sagwa falou sorrindo quando viu a amiga, aquela foi a primeira vez que Sukh lhes abraçou por livre e espontânea vontade.

Quando olhou pra Sagwa, Sukh corou de leve e rapidamente saiu do abraço enquanto falava - “Precisamos ir ao encontro dos anciões e do Eckbert.”

“Verdade…” - Sagwa concordou, querendo falar algo a respeito da falta de jeito de Sukh para demonstrar seus sentimentos, mas preferiu ficar quieta.

Antes que Sagwa se virasse para ir na direção do quarto, que costumava ser de Raimond, Yumi correu e abraçou a Sukh. “Obrigada por ser minha amiga…” - Yumi falou baixinho no ouvido de Sukh que corou de leve sem saber exatamente o que fazer.

Antes que ela pensasse demais, Yumi saiu do abraço e se lançou na direção da mansão junto com Sagwa e Yullan que já estava quase na entrada do quarto. Logo em seguida todos do grupo a seguiram.

Sukh foi a última a se movimentar, depois de tanto tempo com Yumi e Sagwa, ela se sentia bem quando estava com as duas, mas ainda era estranho para ela deixar os sentimentos extravasarem. Quando ela chegou no quarto, Thousaka já estava de pé.

Cristan e Avril estavam colocando uma pílula esverdeada na boca. Os ferimentos dos três não eram graves, por isso não demorou muito para eles se recuperarem. Assim que ficaram prontos, todos foram na direção do salão principal guiados por Thousaka.

Assim que chegaram no salão principal, um olhar de surpresa tomou conta do semblante de Sagwa. Em sua frente estava a cena de um salão completamente ensanguentado, com diversos corpos espalhados por todos os lados e alguns tinham sido completamente desmembrados. A Anciã Ashli estava sentada no assento do Patriarca enquanto assistia a luta entre o irmão e Eckbert.

“Aaaaaaaaaaahhhh” - O grito de angustia e dor de Eckbert ecoou pelo cômodo quando o Ancião Jaul cortou ambas as suas pernas após ele tentar fugir.

“Seu filho da puta… Eu vou te esfolar, irei tirar cada unha de seus dedos, seus dentes, irei perfurar cada centímetro do seu corpo. Quando você estiver prestes a morrer eu irei te dar uma pílula regenerativa, e depois continuarei todo o processo de novo. Quando eu estiver satisfeito, deixarei você morrer e irei refinar sua alma para que seu tormento seja eterno.” - Eckbert gritou quando tentava lidar com a dor do desmembramento.

“Você fala demais, acho que vou arrancar sua língua para você parar de falar asneiras. Primeiro você ousa trair nossa amada Seita e agora ousa proferir essas palavras tão degradantes.” - O Ancião Jaul falou se aproximando de Eckbert.

“Jaul… Não faça isso, precisamos dele vivo para que o Patriarca faça o interrogatório.” - A Anciã Ashli falou ainda sentada na poltrona - “Além do mais, nós temos visitas.”

“Interrogatório? É só usar a técnica de pesquisa da alma nesse merda, sendo assim, só precisamos que ele esteja vivo.” - Jaul falou enquanto se virava na direção da entrada - “Hô… Vocês duas? Jovem Mestre Snake, o senhor também está aqui? Os outros eu não conheço.”

“Ancião, Anciã…” - Sagwa falou juntando os punhos em respeito. Em seguida ela continuou a falar enquanto entrava no salão. “Estes são meus amigos…”.

“Ancião… Anciã” - Todos, inclusive David, juntaram os punhos em respeito.

“Hô… Vocês resolveram o que tinham para resolver?” - O Ancião Jaul perguntou.

“Sim… Já demos um jeito em tudo.” - Yumi falou.

“Ótimo, teremos que ir atrás dos anciões do Clã Snow, parece que eles também estavam por aqui, o que significa que eles traíram a seita também. Você não se importa se o matarmos, né garota?” - O Ancião Jaul respondeu olhando para Yumi, apesar de não saber da relação de pai e filha entre o Patriarca e a Yumi, eles eram do mesmo Clã e geralmente, o respeito e a personificação do patriarca eram absolutos.

“O ancião não precisa se preocupar com isso, eu matei pessoalmente o Patriarca Snow, os outros anciões foram mortos por meus amigos.” - Yumi respondeu ao Ancião Jaul.

“Você está no nível inicial do terceiro grau, o Patriarca Raimond estava no ápice do nível avançado do terceiro grau. Apesar de saber que você não tem motivos para mentir, é meio irracional conceber a ideia que você matou ele sozinha!” - O Ancião Jaul falou.

“Foi justamente isso o que aconteceu. Ela dividiu o corpo do patriarca em dois!” - David falou olhando para o Ancião Jaul.

“Hô… Que brutal!” - A Anciã Ashli falou sorrindo de leve. “Garota, gostei de você!!”

“Me sinto honrada, mas a Anciã está me superestimado.” - Yumi falou juntando os punhos novamente.

“Seus putos, eu vou matar todos voc-” - Eckbert levantou a voz para falar novamente, mas antes de completar a frase, o Ancião Jaul virou e acertou um chute na cara dele fazendo com que voasse alguns metros, até bater contra uma pilastra e cuspir um bocado de sangue..

“Cale a boca seu merda. Ninguém está falando com você” - O ancião rugiu.

“Pelo visto, as coisas estão resolvidas por aqui. Devemos nos dirigir até o calabouço para resgatar os prisioneiros e constatar as informações que os batedores confirmaram de haver crianças raptadas por aqui.” - Thousaka comentou em voz serena.

“Thousaka… Você está vivo… Você é uma barata! Eu me certificarei de que você seja o primeiro a morrer”.  - Eckbert gritou furiosamente quando viu o irmão vivo.

“Você é tão sem noção Eckbert… Quase morto, mas ainda pensa que pode matar alguém. Eu tenho pena de você. Não se preocupe, depois que o Patriarca lidar com você, eu mesmo me encarregarei de tirar sua vida em nome do meu pai e da minha mãe.” - Thousaka falou olhando para o irmão, em seguida ele se virou e saiu do cômodo se dirigindo para a entrada mais próxima do calabouço, Jaha não perdeu tempo e seguiu o amigo.

“Podem ir, iremos aguardar o Patriarca Snake aqui.” - Jaul falou.

“Eu vou com eles… Isso aqui ficou muito chato depois que matamos todo mundo.” A Anciã Ashli deu um pulo do trono onde estava sentada e em segundos reapareceu ao lado de Yumi. “Hê garotinha, vamos, me conte como você dividiu o corpo do Patriarca Snow, saiu muito sangue?”

Yumi não sabia bem como reagir aquilo. Um lado dela não queria ficar relembrando e remoendo o fato, mas o outro se sentia feliz pelos seus atos. No fim ela preferiu não ofender a anciã e começou a narrar os fatos desde o início, porém ocultou o fato de ele ser seu pai.

Sagwa, Sukh e David caminharam lado a lado, com Sagwa no meio e logo atrás Yullan ao lado de Aysha.

Os corredores da mansão era magnificamente decorados. Quadros dos antigos Patriarcas da família Emya estavam espalhados por todo canto. Porém, contrastando com o branco límpido das paredes, o vermelho rubro e os corpos espalhados pelo chão davam um aspecto extremamente macabro à mansão.

Vários discípulos da Seita Interna estavam verificando os aposentos e outros estavam recolhendo armaduras e os anéis espaciais dos soldados. Enquanto isso, outros ajudavam os discípulos que ficaram feridos e recolhiam os corpos mortos.

Quando Thousaka finalmente chegou perto do quadro de seu pai, que ficava na extremidade direita da mansão, ele tateou a parede com a mão que lhe restava e alguns segundos depois achou o interruptor que abria a passagem secreta. Imediatamente uma extensa escadaria em espiral surgiu em sua frente.

O local era iluminado por uma infinidade de tochas e deu ao grupo uma extrema sensação de perigo. O ar que aquele lugar possuía estava impregnado com a morte. Quando eles finalmente chegaram no final, mesmo a anciã engoliu um bocado de saliva com a visão que apareceu em sua frente.

O calabouço era tão grande quanto a mansão e possuía diversos corredores indo em todas as direções, dando-lhe a impressão de ser dividido em diversas partes. As paredes eram de pedras recortadas em formato retangular e possuíam uma coloração negra tornando o ambiente macabro.

A única fonte de luz vinha das tochas ordenadas no corredor e dos lustres espalhados a cada vinte metros. As teias de aranha imperavam e estavam espalhadas por todo canto. Não era incomum ver ratos passeando pelo piso, que por sinal, estava completamente imundo e coberto por uma mistura de sangue, poeira e sujeira.

Assim que começaram a andar pelo corredor, a cena de uma infinidade de crianças presas em celas e em correntes espalhadas pela parede veio a tona, muitas delas eram mortais, mas muitas outras eram cultivadores e estavam nos primeiros níveis do primeiro grau.

“I-isso é…” - Aysha falou quando viu aquilo.

“Surreal… Eles realmente mantiveram estas crianças em tal estado! Isso é cruel até mesmo para o Eckbert.” - Yullan completou.

“Não fiquem estarrecidos. Meu irmão é um sádico e só se interessa em ganhos próprios. O sofrimento alheio é nada se colocado entre ele e a concretização de seus planos. Vamos, me ajudem a soltá-las.” - Thousaka falou enquanto corria para um canto do corredor procurando as chaves das celas.

“Não perca tempo procurando chaves… Vamos quebrar as grades e as correntes.” - A Anciã Ashli falou se preparando para lançar um ataque nas grades.

“Não faça isso, você pode machucar seriamente as crianças.” - Thousaka falou.

“O Senhor Thousaka tem razão, dado o atual estado deles, se a Anciã usar muita força é capaz que muitas crianças sejam mortas no processo. É melhor acharmos as chaves.” - Yullan falou enquanto analisava minuciosamente uma das grades. Quando ele se aproximou, um braço seco, sendo possível até mesmo ver os ossos sob a pele dele, apareceu indo em sua direção.

Atrás dele uma garota de aproximadamente dez anos tentou tatear o rosto dele.

“N-nos a-a-ju-d-d-ee…” - A voz fraca da menina entrou por seus ouvidos.

Yullan estava tão concentrado que tomou um susto. Quando focou sua percepção totalmente na garota, sua boca abriu levemente e uma mistura de emoções se sucederam. Ódio, raiva, rancor, um turbilhão de emoções correu por sua veias enquanto uma aura sinistra começou a irradiar de seu corpo.

“Yullan, você a conhece?” - Aysha perguntou.

“E-ela é minha prima!” - Yullan respondeu.

Quando a garotinha ouviu as palavras de Yullan, lágrimas começaram a sair por seus pequeninos olhos, ela estava tão fraca que estava enxergando tudo embaçado, somente agora ela tinha percebido quem era aquele que estava diante dela. “Pri-moo…” - A garotinha falou enquanto as lágrimas de seu choro inundavam a sua face.

Yullan tocou a mão de sua prima enquanto olhava o resto da cela, ele pôde constatar mais duas crianças oriundas de seu clã, naquele instante puro ódio emanava de seu corpo. Yullan pegou umas pílulas medicinas que Sagwa tinha lhe dado há muito tempo e começou a distribuir entre as crianças da cela. Aysha e os outros fizeram o mesmo.

Demorou alguns minutos até Thousaka achar as chaves, estranhamente elas estavam no chão, em cima de uma mistura sinistra de carne humana e sangue que parecia ter se formado há pouco tempo. Ele não ligou muito para o fato, simplesmente correu na direção do grupo e começou a abrir cela por cela.

Haviam cerca de oitocentas crianças oriundas de vários Clãs da Seita, até do Clã Yamadron e Noonan foram encontradas. Além disso havia também cerca de quinhentos adultos e idosos também misturados entre mortais e cultivadores, que foram imediatamente tratados e levados para a superfície.

David estava andando pelo calabouço fazendo as verificações finais. Foi naquele momento que uma cela em especial tinha chamado sua atenção. Dentro dela alguém estava preso. Ele rapidamente chamou Sagwa e Thousaka, que estavam com a chave mestra, para abrir a cela.

O corpo estava moribundo no chão e parecia pertencer a uma mulher. Quando David a virou, pura surpresa podia ser vista em seu rosto. “Susan? Susan? Não se preocupe, iremos cuidar de você.”

O corpo de Susan estava completamente ferido, estava claro para todos que ela tinha passado por uma recente sessão de tortura, sua roupa estava rasgada fazendo com que sua nudez ficasse quase totalmente a vista. Sangue escorria por cada ferida de seu corpo e seus cabelos estavam completamente desgrenhados e tão sujos que facilmente poderiam ser confundidos com o chão imundo.

“D-David?...” - Foi a única coisa que Susan falou antes de se permitir desmaiar.

Sagwa deu a David uma de suas pílulas para que ele desse a Susan. Ela não gostava de Susan e por isso não deu a melhor das pílulas para ela. Em algumas semanas ela estaria completamente curada e deveria agradecê-la ter salvo sua vida.

Quando todos estavam saindo algo se mexeu na cela ao lado. Sagwa olhou pro lado e pôde ver um homem nu deitado de costas pra cima. Em seu corpo existia uma infinidade de machucados e um corte, que percorria diagonalmente toda a extensão de suas costas, estavam totalmente à vista. Isso explicava porque ele estava deitado daquela forma tão incômoda, seria pior se ele tivesse deitado de costas pra baixo.

A ferida estava infeccionada, e se alguém usasse as mãos para força-la daria para ver seus ossos. Seu cabelo era extremamente negro e completamente liso, e foi colocado para o lado para que não grudasse na ferida.

“Ele não parece ser da Seita!” - David falou.

“Sim, a aura que flui dele é diferente de tudo que eu já senti.” - Sagwa comentou.

“O que você pretende fazer?” - David perguntou a Sagwa com Susan em seus braços.

“Vamos levá-lo conosco…” - Sagwa falou pegando as chaves da mão de Thousaka e indo na direção da cela para abri-la.

“Senhorita Sagwa, isso é muito perigoso, nem mesmo eu sei quem é esse cara. E se for alguma armadilha?” - Thousaka perguntou preocupado.

“Eu devo concordar com o Thousaka.” - David falou.

“Olhem a situação dele. Eu não irei abandoná-lo sabendo que posso fazer algo por ele. Além do mais, se ele tentar algo contra nós eu mesma o matarei. Até lá ele está sob minha proteção e não quero que ninguém lhe faça nenhum mal.” - Sagwa respondeu com seriedade.

“Se a senhorita insiste.” - Thousaka falou e David não contra-argumentou.

Assim que Sagwa entrou na cela, um calafrio percorreu seu corpo, uma ameaçadora aura de morte começou a ser emitida do corpo do homem e quando Sagwa olhou para ele, parecia que o espaço ao seu redor estava prestes a se distorcer.

“Mesmo desmaiado ainda emite tal pressão aterradora. Isso é muito perigoso, ele não é problema nosso.” - Thousaka falou.

“Eu irei me responsabilizar por qualquer eventualidade, mas irei salvá-lo. Sinto que ele não é alguém comum. Quero saber quem ele é. E se ele for alguém de alguma seita importante, poderá nos ajudar a lidar com essa guerra.” - Sagwa encerrou a questão enquanto tentava lidar com a pressão que emanava do corpo do homem.

Quando ela chegou a poucos metros de distância do corpo de homem, o ar ao redor do corpo dele se agitou, o que deu início a uma pequena, mas violenta, rajada de ventos cortantes. Era como se ao redor do corpo dele existisse uma infinidade de adagas de vento extremamente afiadas. Quando ela finalmente conseguiu alcançá-lo, vários pequenos cortes foram infligidos por todo seu corpo.

Contudo, dada sua alta taxa de regeneração, aquilo não foi um problema muito grande para Sagwa. Thousaka já tinha visto aquela cena antes, então não estava tão abismado quanto David. Esta foi a primeira vez que ele viu alguém se curar tão rápido sem o auxílio de uma pílula medicinal.

Quando Sagwa se abaixou e levantou suavemente a cabeça do homem, ela o virou de lado com cuidado para não olhar para a nudez dele, e colocou na boca dele a pílula medicinal de alto grau que ela possuía. Assim que a pílula se dissolveu no corpo do homem, a pressão diminuiu e o ritmo da respiração dele melhorou.

“Senhor Thousaka, venha, me ajude a carregá-lo.”- Sagwa pediu enquanto tirava um pano qualquer de seu anel espacial para cobrir o corpo.

Ela pegou o homem pelos ombros enquanto Thousaka o pegou pelas pernas com cuidado para não tocar em suas feridas. Quando eles saíram da cela, os olhos do homem abriram subitamente e encararam o semblante de Sagwa.



Nota:

A pedido de alguns fãs eu fiz um discord par a novel, eu estarei sempre lá, então se quiserem bater papo sobre a novel, ou qualquer outro assunto, podem me encontrar lá, também estarei disponível para conversas por áudio em alguns momentos. Através dele eu darei avisos importantes também ^^ Segue o link: Discord


PS: Um pedido especial meu, comentem nos capítulos... comentem o que estão achando, o que não estão gostando, suas teorias, ou ate mesmo um agradecimento. Para vocês pode parecer pouca coisa, mas pra mim, cada comentário de vocês é um incentivo para escrever mais, isso também ajuda os novos Leitores a decidirem pela Leitura ou não ^^ Além disso é através de seus comentários que eu consigo perceber como que está o rumo da historia, melhorias a fazer e o que manter. Vocês são tão importantes neste processo de criação quanto eu <3 Então, Obrigado a cada um de vocês por tudo * - *

Por ScryzZ | 28/05/18 às 20:22 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira