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Capítulo 218 - Por favor… Não Morra

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 218 - Por favor… Não Morra

Autor: Maurício Argôlo

Em uma caverna próxima à fronteira com a Seita Rio de Sangue:

O ambiente estava escuro sendo iluminado somente pela luz da fogueira. Sombras  humanóides dançavam pela parede, animadas pelo fogo que se movimentava, dando ao ambiente um leve toque lúgubre.

— Então, existem outros sobreviventes além do Saladin? — Dongwa encarou o fogo, pensativo.

Sua mente vagava longe. Até o momento ele acreditava que todos os mortais que passaram pela iniciação e sobreviveram foram usados para tentar matar o Patriarca Snake no território da Família Emya. Então, se realmente houvesse sobreviventes, seria uma dádiva dos Deuses.

Ele ainda se culpava por ter levado tantas crianças para sofrerem um destino doentio para concretizar um plano desumano e por conta disso se sentia no dever de providenciar um futuro para elas.

— E não são poucos, eles foram abandonados em algumas bases avançadas. E não creio que sejam os únicos: encontramos estes mapas no último esconderijo. Ao que parece eles são locais que serviam de “armazenamento”…  — A voz de Laurenz quebrou os pensamentos de Dongwa. Em sua mão estava um Cristal de Jade com informações sobre todas as bases desconhecidas para Dongwa.

— Entendo! — Dongwa deu um longo suspiro e uma rápida olhada no canto da caverna, refletindo sobre o assunto.

Em seu campo de visão estava o mais novo integrante de seu grupo. Ele estava em sono profundo e com o corpo cheio de hematomas devido ao treinamento exaustivo que Dongwa lhe proveu.

— O que faremos? — Desta vez quem falou foi Rayane. Apesar de seus olhos possuírem um ar demoníaco, conseguiam exprimir sua preocupação.  — Não podemos abandoná-los! Se o fizermos, eles provavelmente morrerão…

— Eu sei… Isso não estava nos planos! Mas me sentiria muito mal se não fizermos nada. — Suspirando profundamente Dongwa deu uma pausa em sua fala, olhando novamente para cada um dos amigos que o rodeava e voltou a falar —  Eu não entendo, ele passou tanto tempo para formar esse exército e criar os Primes, mas abandonou tudo do nada… Isso não faz sentido.

— Eu sei como você se sente… — Havena estava sentada ao lado de Dongwa e apertou a mão dele passando toda ternura e apoio que conseguia. A preocupação no tom de voz dela era evidente, seus olhos cintilavam quando começou a lacrimejar.  — Apesar de nunca ter agido contra o que fazíamos, eu me sentia mal pela crianças… Mas fomos todos enganados, achávamos que estávamos salvando-as, você não pode se culpar por isso, Dong…

— Eu entendo… Mas vocês sabem como é não ter nenhum tipo de sentimento durante tanto tempo e, de uma hora pra outra, todos esses sentimentos acordarem? Eu estou queimando, estou pegando fogo, meu coração parece querer explodir. É como se eu estivesse sendo perfurado por incontáveis agulhas.

Um tremor percorreu o corpo de Dongwa, apertando o peito ele rangeu os dentes amaldiçoando tudo o que ele fez, tudo o que ele se tornou!

— CARAMBA! Dong… Você não está sozinho!

Um ardor surgiu to topo de sua cabeça. Quando Dongwa levantou o olhar, Uehara estava em sua frente com a mão levantada e as juntas dos dedos avermelhadas.

— Uehara seu bastardo, como ousa dar um cascudo no Dongwa? Você quer morrer? — A aura assassina de Oliver preencheu o local quando ele se levantou irritado pronto para socar Uehara. Contudo, antes de dar mais um passo a aura de Havena se sobrepôs a dele fazendo-o se acalmar.

— Olhe para todos nós — Uehara continuou. Abrindo os braços ele apresentou todos que circundavam a fogueira, seus olhos cintilaram, um misto emoções fizeram seus olhos lacrimejarem — Nós estamos vivos porque você nos deu forças… DONGWA, VOCÊ NOS SALVOU! Ou acha que estaríamos vivos sem você?

Por um momento o mundo pareceu parar, um sorriso de canto de boca surgiu no rosto de Dongwa. Ele respirou fundo e se forçou a se controlar.

— Uêê… — A voz e o estado mental de Dongwa voltou ao normal, ele levantou, e se recompondo voltou a se concentrar no problema que tinham em mãos. — De fato, não temos tempo para nos prender ao passado! A nossa seita precisa de nós… Portanto, vamos até a base que vocês encontra~

— Dong… Rigardo acabou de informar que o patriarca e o Mestre de sua Irmã e mais duas pessoas chegaram ao Clã Stafford.— Havena falou com urgência interrompendo a fala de Dongwa.

— Uhumm… Por isso ele ainda não voltou... —  O rosto de Dongwa suavizou. Rigardo era o único do grupo que já foi em uma missão e não tinha retornado.

— A luta já começou e parece que o Patriarca Stafford possui Primes. Além disso, parece que são alguns de Classe A.

As sobrancelhas de Dongwa franziram quando seus pensamentos foram longe.

— Não sabia que aquele velho tinha conseguido Primes de classificação A. — Uehara falou com um sorriso brincalhão no rosto. — Vamos chegar lá de supetão e roubar tudo.

— Não fale merda, você sentiu o poder do Mestre da Irmã do Dongwa. Por acaso planeja morrer? Se sim, faça isso sozinho!

— Merda? Oliver, você acabou de ouvir, temos outros irmãos que precisamos ajudar. Do jeito que o ‘Mestre” é, essas crianças ainda devem ser habitadas pelos Escaravelhos Reprodutores… pode ser que mesmo os salvando, eles ainda morrão. Precisamos ao menos garantir que eles morram sem dor!

— Ainda assim, não podemos nos expor. O patriarca não sabe que não somos inimigos deles. — Oliver Rebateu.

— Eu concordo com o Uehara. — Rayane pontuou. — Precisaremos de mais Primes se quisermos salvar estas crianças.

— Raya~

— Eles tem razão — Dongwa interrompeu a discussão enquanto olhava novamente na direção de Saladin, ele continuava dormindo como se nada no mundo importasse. — Não podemos desperdiçar esta chance.

Por um momento ninguém ousou falar nada. O olhar de Dongwa estava longe, ele estava ponderando os prós e os contras de ir ao Clã Stafford. Sabendo que as vidas de todos estavam em suas mãos, não podia se dar o luxo de cometer erros.

Ele respirou fundo e começou a falar:

— Eu e o Laurenz iremos ao encontro do Rigardo. Oliver você deve procurar um local para estabelecermos nossa base, de preferência um local que possua uma defesa natural própria. Os outros devem ir de base em base e levar as crianças para um lugar seguro até que o Oliver nos informe para onde que devemos ir.

— Ordens Confirmadas! —  Todos falaram ao mesmo tempo. Alguns tinham dúvida no olhar, enquanto outros tinham um semblante de euforia e ansiedade. Contudo, apesar de seus sentimentos particulares serem conflitantes, todos possuíam um sentimento de confiança suprema em relação a Dongwa.

— Ravena avise o plano ao Rigardo e por favor, acorde o Saladin e dê a ele um pouco de comida, em seguida partam o mais rápido que conseguirem. Eu e o Laurenz vamos adiantar, se a luta já iniciou temos pouco tempo.

— Certo!

— Oliver, me entregue o corpo de Yuri Beifong. Se encontrarem alguém da Seita, é melhor que o corpo esteja comigo!

— Certo… — Oliver balançou a mão e um caixão de madeira saiu de dentro do seu anel espacial.

— Nos encontramos novamente na nova Base. — Sorrindo para o grupo, Dongwa se despediu e caminhou na direção da saída com Laurenz indo logo atrás dele.

Assim que saiu da caverna a Lua Vermelha iluminou seu corpo. O contraste da cor avermelhada em seu corpo pálido lhe deu uma aparência ainda mais demoníaca.

Ele sorriu quando pensou em tudo que estava prestes a acontecer. O destino nunca foi bom para ele, e parecia que pretendia dificultar ainda mais as coisas.

Seu plano inicial era simples, achar o ‘Mestre’, matá-lo, achar um lugar seguro para seus companheiros e depois se matar. Desta forma ele expiaria todos os seus pecados.

Mas agora, as variáveis estavam mudando. Não só sete pessoas iriam depender dele, mas sim algumas dezenas. Como ele poderia simplesmente morrer?

Naquele momento de dúvida, dois braços lhe envolveram em um abraço afetuoso. Seu rosto pareceu confuso até que ele sentiu uma cabeça repousar em suas costas.

— Po-por favor… Não Morra.

A voz de Havena era baixa, mas perfeitamente audível.

Sem saber como reagir o rosto pálido de Dongwa adquiriu um leve tom avermelhado.

Depois de tanto tempo ele ainda não sabia como reagir a esses momentos com Havena. Seu coração se amolecia e uma sensação indescritivelmente boa tomava seu corpo, era como se sua alma encontrasse a paz que ele tanto desejava.

Mordendo sua língua ele se forçou a voltar para realidade. Como se caísse da cama e acordasse do sonho maravilhoso ele lembrou era um pecador e não merecia ser feliz.

Se virando, tirou o capuz que cobria a cabeça da garota e beijou a testa dela. Em seguida olhou dentro dos olhos dela.

— Pode deixar! Voltaremos os três vivos. — Os olhos dos dois se encontraram dando aos dois uma sensação de que tudo acabaria bem.

Sem dizer mais nada ele se virou e se lançou na direção do Clã mais próximo com  Laurenz logo atrás dele , seu plano era usar uma matriz de Teletransporte antes que o notassem. Este seria o jeito mais rápido de chegar ao Clã Stafford.


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— Preparem-se para a batalha. — A voz do Patriarca Stafford soou imponente, séria e arrogante.

— Sim Senhor Patriarca  — A multidão que estava no salão falou em uníssono. Alguns demonstrando energia, outros, diante da possibilidade da morte, estavam apavorados, mas ainda assim sabiam que já era tarde demais para voltar atrás.

— Minhas ordens são: Clark, Damien, Primeiro, Segundo e terceiro Anciãos vão adiante e façam o possível para adiantar o processo de ativação da Lua de Sangue. Aproveitem e deixem Matteo cuidando da Yvonne no Salão Astral para que ela recupere seu Prana mais rápido... — Assim que saiu da sala um tremor percorreu o corpo do Patriarca, o cheiro de sangue misturado com quatro auras de morte lhe deu uma sensação de desespero, mas mantendo a calma ele continuou a falar.

— Se as coisas saírem do controle devemos atrair os quatro para o Salão do Sacrifício, e os prenderemos junto com a Besta Demoníaca que será invocada com o Ritual da Lua de Sangue. — O patriarca Stafford agitou as mangas de seu robe e caminhava apressadamente pelo corredor da mansão.

— Além disso — O Patriarca continuou falando — O Quarto, Quinto e Sexto Anciãos, junto com o Primeiro, Segundo e Terceiro Mestres devem proteger o Lanliel, se ele morrer perderemos o controle da Besta Demoníaca, o que causará a morte de todos nós. Os outros, venham comigo!

— Sim Senhor Patriarca — Todos responderam em Uníssono novamente, em seguida formaram grupos e se separaram.


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A vila do Clã Stafford era considerada uma das cinco maiores da Seita Penas do Caos e mesmo com seu rápido crescimento, ela foi desenvolvida de maneira planejada - este era um dos benefício de ser um dos cinco maiores clãs da Seita.

A vila era dividida por quatro estradas principais: Norte, Sul, Leste e Oeste. Todas se encontravam em sua região central, onde ficavam a biblioteca e ao lado, o salão de treino e aprendizado dos Discípulos do Clã.

A mansão do Patriarca ficava no lado norte, exatamente no fim da estrada principal e era cercada pelas mansões de alguns anciões.

Quando o patriarca saiu da sua residência, a cena à sua frente lhe deixou um tanto perplexo. As únicas coisas que ele entendeu bem foram o amontoado de escombros, de ambos os lados da estrada, provenientes das casas e palacetes que foram destruídos e dos incontáveis membros das mais diversas bestas demoníacas espalhadas por todos os lados.

*ROOOAAARR*

*BOOOM BOOOM*

O rugido de dor das bestas demoníacas e os sons de explosões chamaram sua atenção. O cheiro de sangue ficou mais forte e quando ele olhou para a esquerda notou o rio de sangue que tinha se formado.

— Shirararara, parece que tirei a sorte grande

Os olhos do Patriarca se estreitaram, em meio a toda aquela morte e devastação estava parado um homem alto de cabelos longos. Ficou claro que ele tinha acabado de extirpar uma besta que estava em sua frente. Ao redor dele, mais pedaços de bestas demoníacas estavam espalhadas, era difícil dizer quais pedaços pertenciam a mesma besta demoníaca.

— Vocês tem culhões para invadirem meu Clã Stafford em quatro pessoas. Mesmo o Clã Snake não ousaria fazer isso. — O patriarca esquadrinhou os arredores com seu sentido divino enquanto encarava o desconhecido em sua frente que trajava um kimono cinza com a parte superior caída para os lados e para trás. Em suas mãos ele segurava duas Kodachis encharcadas de sangue.

O olhar do patriarca ficou mais sério, instantaneamente ele percebeu que aquele homem estava no segundo reino. Isso explicava como eles avançaram tão rápido pela horda de bestas demoníacas e adentraram tão rápido no centro da vila.

Tendo em vista que a diferença entre níveis era astronômica e a diferença entre reinos - ainda maior - ele normalmente preferiria se pôr em seu lugar e bajular o adversário para que não fosse morto sem aviso. Afinal, apesar de toda sua devoção para com a seita, a lei do mais forte ainda imperava acima de tudo.  

Mas agora era diferente, agora ele tinha seus trunfos e com seus números conseguiria lutar de igual com qualquer um que estivesse nos primeiros níveis do segundo reino.

— Hô… Então eles são um bando de fracotes! Mesmo uma criança da minha aldeia seria capaz de matar cada um de vocês sem muito trabalho. — Hito agiu de maneira despreocupada, como se os homens em sua frente não lhe oferecesse nenhum tipo de perigo. Ele pegou a bainha do seu quimono e começou a limpar o Sangue das bestas.

— Seu bastardo, como ousa invadir nosso Clã e agir de forma tão     orgulhosa!? — O Décimo ancião do Clã Stafford falou com evidente raiva em seu tom de voz.

— Bem, Como dizem? Estou cortejando a morte! — Hito sorriu sadicamente e em seguida se lançou na direção do décimo Ancião.

— Morra

A voz de Hito fez o Ancião sentir arrepios por todo o corpo. O medo o fez ficar paralisado, as coisas aconteceram muito rápido, ele sentiu que não conseguiria desviar a tempo. A única coisa que passava por sua mente era a possibilidade da morte eminente.

*ZOOOMM*

*BOOOMMM*

As sobrancelhas de Hito se juntaram quando ele franziu o cenho: o que ele via não fazia sentido. Em sua frente, onde deveria estar o corpo dividido ao meio do ancião, diversas casas estavam cortadas no meio e um rastro de destruição seguia mais adiante.

— Humm?? — Ele olhou ao redor e viu o grupo de inimigos a sudoeste de onde estava. O sentimento de dúvida aumentou dentro dele enquanto procurava por quaisquer resquícios das leis do Espaço.

— Vocês são um Clã estranho. — Hito se virou e encarou o Patriarca — Primeiro aparece uma mulher que consegue criar um tipo de domínio espacial, coisa que mesmo eu só tinha ouvido falar. Outro consegue controlar as bestas demoníacas, e agora um que consegue controlar o espaço sem compreender as leis do espaço?

— Por que não se controla um pouco? — O patriarca deu um passo à frente e interrompeu sua linha de raciocínio enquanto o encarava friamente — Diga-me, quanto o patriarca Snake está te pagando? Posso pagar o dobro por seus serviços.

Saber que o único cultivador da Seita Penas do Caos que estava no segundo reino era o Patriarca Snake foi um dos motivos que o fez ter a coragem necessária para ousar dar um golpe e assumir o posto de Patriarca da Seita. Ele sabia que se o homem em sua frente não era o patriarca, só restava a opção de ele ser um mercenário contratado para fazer os serviços sujos, portanto, se oferecesse mais, com certeza ele trairia os antigos patrões.

— Thyyy… Eu realmente me pareço com um mercenário? Se não tivesse ordens expressas de  não te matar, você teria perdido a cabeça por isso.

— Se você recebe ordens é porque é subalterno de alguém. Além de Barras de Ouro ou Étherion, o que na Seita Penas do Caos pode ter feito alguém com tamanho poder se submeter a tal ponto?

— Isso é algo que não diz respeito a um morto! — Antes mesmo de terminar a frase Hito já tinha desaparecido, suas palavras voaram como se um fantasma tivesse dito enquanto reaparecia ao lado da única mulher do grupo.

Ele estava curioso, queria saber e entender como aquela mulher estava fazendo-o reaparecer em lugar completamente improvável. Se entendesse esse mecanismo, sua compreensão da lei do espaço poderia progredir a passos largos.

Um calafrio percorreu o corpo da mulher quando Hito chegou ao lado dela mais uma vez. O medo por estar enfrentando alguém tão forte junto com a velocidade que ele demonstrava ter, quase a fez ajoelhar e pedir clemência.

Mas clemência era algo que ela sabia ser impossível de receber. Afastando o medo de seu coração e rangendo os dentes o símbolo de escaravelho alaranjado começou a aparecer em sua testa.

Hito sentiu seu corpo tremeluzir e outra vez reapareceu em outro local e desta vez a vários metros de distância. Novamente, seu ataque atingiu os escombros da batalha contra as bestas.

*ZOOONN*

Hito ouviu o som estranho quando se virou a procura do grupo, e conseguiu ver o símbolo roxo em forma de escaravelho na testa do Oitavo Ancião enquanto seu corpo tremeluzia e lentamente desaparecia.

Vendo aquela cena, um sorriso sádico apareceu no rosto de Hito, sua expressão traduzia sua completa perversidade e prazer.

— Vocês estão me fazendo muitas surpresas boas.

O Oitavo Ancião se materializou ao lado dele e golpeou com uma lança dourada na direção de seu crânio.

Levantando ambas Kodachis Hito defendeu, uma chuva de faíscas se formou enquanto a lança passava rente ao seu corpo. Após desviar o ataque ele se inclinou para frente enquanto o espaço ao seu redor se contorcia.

— Você é uma mulher interessante… — Seu sorriso sádico retornou ao rosto quando ele reapareceu próximo a mulher — Será gratificante te cortar e entender seus segredos.

Mais uma vez o medo se apossou do coração da mulher, em uma tentativa desesperada ela recuou alguns passos enquanto forçava seu poder ao máximo.

Hito Sentiu seu corpo tremeluzir novamente, sua visão mudou, ele tinha reaparecido a alguns metros de distância dela.

Seu semblante de felicidade se formou e seu sangue ferveu de excitação. Fazia tempo desde a última vez que ele sentiu a emoção de uma luta, ou seja, agora ele não precisava mais se segurar tanto para prolongar a batalha.

O Ancião o atacou novamente. Hito moveu o corpo para a esquerda, em seguida girou levantando a perna e chutou a nuca do ancião.

*Wishhhhh* O Oitavo Ancião sentiu seu corpo ficar leve enquanto ia em alta velocidade na direção de algumas casas vazias.

Lambendo os lábios Hito olhou na direção da mulher e começou a caminhar enquanto a encarava.

Por ScryzZ | 06/04/19 às 20:00 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira