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Capítulo 62 - Eles voltaram!

A Guerra dos Nove Mundos (GNM)

Capítulo 62 - Eles voltaram!

Autor: Maurício Argôlo | Revisão: Luis Gimenes, Bru, SolidSnake

“Ayduin”…

“Me desculpe por não vir antes, estava restabelecendo a energia necessária para poder me projetar neste mundo. A senhorita precisa de mim?”

“Tudo bem! Me diga uma coisa, você consegue ver tudo o que acontece aqui fora enquanto está dentro do medalhão?”

“Algumas coisas sim, eu preciso me concentrar antes de conseguir fazer isso, o que me faz gastar muita energia. Então eu observo somente um pouco do que se passa aqui fora... Posso perguntar o por quê da pergunta?”

“O Avô da Yumi tem um tipo raro de doença e está precisando de medicamentos espirituais para sobreviver. Eu preciso saber se dentro do meu anel espacial existe algum medicamento que faça com que ele melhore.”

“O Avô da Yumi é aquela pessoa chamada Rickard Snow, correto? Sim, eu lembro de tê-lo visto dentro na casa da sua amiga da cidadela… Existe sim um remédio no anel que você encontrou. Porém é algo que só irá retardar os efeitos da doença.”

“Existe algum que faça com que a doença dele seja curada?”

“Sim, existe uma pílula no anel da senhorita Vishnu. Ela era proficiente em refinamento medicinal e a maioria dos medicamentos que ela produzia possuíam um intenso poder de cura. Ela era capaz de curar uma grande variedade de doenças e esta doença que o Rickard tem é uma doença simples de ser tratada com os medicamentos corretos.”

A doença de Rickard era degenerativa, ou seja, cada parte do corpo dele começaria a se degenerar. Primeiro seriam os rins, depois os pulmões e assim por diante até chegar no cérebro e finalmente no coração. Um ser humano Mortal com certeza morreria nas primeiras etapas, mas, como um cultivador tinha uma maior resistência física, a doença tinha mais dificuldade em se espalhar. Mesmo assim, com o tempo, com certeza ela venceria.

“Certo, você poderia me falar sobre todos os medicamentos espirituais que tenho neste anel e já aproveitar para me falar qual eu poderei usar para ajudar o avô de Yumi?”

“Mas é claro. Bom, deixe-me ver por onde começo. Os medicamentos estão separados por Garrafas de Jade e cada uma delas tem um nome escrito com prana. A Pílula da essência estelar é ótima para os cultivadores de níveis inferiores como vocês deste mundo, ela vai ajudar na absorção da energia celestial, o que vai aumentar a velocidade de cultivo...”“A Pílula da Bruma Escarlate de 10.000 anos lhe dará uma explosão de energia em um momento crítico, porém os efeitos colaterais são desastrosos. Você irá precisar de uns 10 dias para conseguir restabelecer os meridianos que irão se partir com a quantidade de energia que irá passar por eles.”

“A Pílula da Medula do Cervo Dourado é uma medicina espiritual que auxilia na recuperação de feridas...”

Ayduin continuou narrando para Sagwa todas os medicamentos espirituais que ele se lembrava de ter visto no anel antes de morrer. Algumas coisas ele esqueceu e por isso Sagwa teve que pegá-las para que Ayduin se recordasse de todas. Trinta minutos depois, Ayduin explicou tudo para Sagwa. Ela estava impressionada com as várias pílulas e medicamentos espirituais que tinha em seu anel espacial e, pelo o que Ayduin tinha dito, estas ainda não eram nem os melhores medicamentos disponíveis. Existiam medicamentos muito mais potentes e raros nos outros anéis.

“Senhorita, Sagwa, agora preciso retornar. Ainda não consigo ficar muito tempo fora do medalhão, minha energia se esgota muito rápido pelo tremendo esforço que tenho para fazer para gerar esta projeção e cada vez demoro mais para recolher energia.”

“Tudo bem, Ayduin, o senhor ajudou muito” - Depois que Sagwa terminou de agradecer, Ayduin simplesmente desapareceu como se nunca estivesse estado ali.

Sagwa contemplou a lua enquanto uma série de pensamentos passava por sua mente e fez uma cara feia quando disse: “Eu não sei nada sobre medicamentos espirituais, eu preciso me esforçar mais neste ponto”.

Ela se levantou e começou a se preparar para voltar para a cabana. Ela até queria ficar e cultivar, mas o avô de Yumi era mais importante neste momento.

Logo chegou na cabana. Mary estava dormindo e Peggye estava passando um pano molhado na testa de Rickard.

Assim que ela entrou, Yumi se levantou e correu até ela e a abraçou profundamente enquanto algumas lágrimas brotavam de seus olhos: “Sagwa… E-ele está morrendo.”

“Calma, Yumi… Tome, dê esta pilula a ele. Ele vai melhorar!”

Yumi olhou para Sagwa com surpresa nos olhos. Ela nunca tinha visto aquela pílula antes e o mais importante, onde Sagwa conseguiu encontrá-la? Vendo que Yumi estava hesitando, Sagwa olhou direto em seus olhos: “Confie em mim, não se preocupe, eu nunca faria nada para prejudicar seu avô. Sem falar que te prometi que iríamos salvá-lo. Eu não posso te explicar como consegui essa pílula agora, mas em breve te explicarei tudo”.

“C-certo…” - Yumi estava com várias dúvidas sobre o que estava acontecendo, mas aprendeu a confiar em sua amiga acima de tudo. Ela já tinha decidido que Sagwa tinha os segredos dela, se algum dia quisesse contar tudo, ela contaria, se não quisesse, não iria pressioná-la.

Yumi foi na direção de seu avô e colocou a pílula dentro de sua boca. Em instantes, ela se dissolveu e logo em seguida começou a percorrer por sua circulação.

Por alguns minutos, nada aconteceu e Yumi continuou preocupada. Na verdade, os elementos medicinais já tinham ido para o coração de Rickard e agora estavam sendo bombeados para todo o corpo dele. Em alguns minutos, cada célula de seu corpo estava completamente cheia do poder da pílula e a reação do corpo de Rickard foi logo percebia.

A febre dele tinha baixado e as contrações dos músculos também diminuíram.

Neste momento, Sagwa se aproximou de Yumi e falou: “Ele vai ficar bem, só precisa descansar um pouco. Assim que ele estiver melhor voltaremos para a Seita”.

Yumi, que estava sentada ao lado de seu avô, levantou subitamente e abraçou Sagwa novamente e pronunciou no ouvido dela bem baixinho: “Obrigada...”.

Sukh estava observando todo o acontecimento. Ela estava sentada na sala e Yullan estava ao seu lado. Ele não entendia muito bem o que estava acontecendo e não ligou muito. Mas Sukh, ela sabia o tipo de doença que Rickard tinha e noção do quão perversa e descontrolada poderia ser. Mas o Medicamento que Sagwa deu a ele parecia estar agindo perfeitamente contra a doença. Se ela não estivesse vendo com os próprios olhos, nunca teria acreditado nessa história.

Ela estava curiosa e queria saber como e onde Sagwa encontrou um medicamento como aquele. Era possível dizer que o valor dela não seria nada barato se colocado à venda. Para falar a verdade, dado o nível de raridade, tal medicamento seria vendido em leilões e não em lojas normais.

Neste momento, Sagwa movimentou sua mão e três frascos do medicamento apareceram a sua frente. Os olhos de Sukh quase saíram de seu rosto de tamanha surpresa.

“Yumi, cada frasco tem doze pílulas dessas que acabei de dar a seu avô. Ele deve tomar uma pílula por mês e já está de bom tamanho, ou seja, ele tem como controlar e retardar completamente o avanço da doença por três anos. Até lá, eu já terei conseguido a cura total para ele.”

“Sagwa… E-eu nem sei como agradecer” - Yumi voltou a abraçar Sagwa mais forte ainda. Ela não sabia o que falar, como agir e nem como agradecer: “Eu não sei como irei te pagar por tanta coisa que você fez e faz por mim”.

“Yumi, eu já te falei, nós somos irmãs. Eu vou cuidar de você para sempre.”

Sukh levantou e caminhou até as garotas. Ela estava assistindo tudo de longe, mas não pretendia perguntar a Sagwa o que ela fez para conseguir tantas pílulas deste tipo. Os cultivadores marciais tinham seus próprios segredos, ela também tinha os dela e não gostaria de revela-los forçadamente. Então, se Sagwa algum dia quisesse falar algo a ela, seria por livre e espontânea vontade.

“Sagwa, enquanto você estava fora, eu mandei uma mensagem para o Mestre informando tudo o que aconteceu. Ele ficou intrigado com os acontecimentos e falou que era para voltarmos o mais rápido possível. Já o informei sobre a condição do avô de Yumi, então ele permitiu que voltássemos quando ele puder viajar.”

“Hummm… Ótimo. Com estes medicamentos que demos a ele, em alguns dias ele estará melhor e aí poderemos voltar em segurança. Até lá ,vamos ficar por aqui” - Ela virou-se para Peggye e falou: “Senhora, Peggye… Teria algum problema se passarmos alguns dias aqui? Iremos pagar por todo os gastos necessários”.

Peggey fechou os olhos enquanto sorria: “Não se preocupem com isso. Podem ficar aqui o tempo que precisarem”.

Yullan olhou de forma estranha para a mãe, mas não disse nada. No fundo de seu coração, ele sabia que essas garotas não eram maldosas. Mas, devido aos traumas que teve, ainda assim ele tinha dificuldade em não desconfiar delas.

Algumas horas depois, quando o dia começava a raiar. Sagwa acordou com o cheiro da grama molhada e o canto dos pássaros. Ela olhou para os lados e percebeu que só Yumi continuava dormindo, Sukh já tinha levantado e não estava à vista.

Da cozinha, o cheiro do café da manhã preparado por Peggye invadia as narinas de Sagwa e despertou nela uma fome sem precedentes. Foi então que ela se lembrou que não comia desde o dia anterior. Ela entrou na cozinha com sua barriga zuada.

A pequena Mary deu uma leve gargalhada e falou: “Mamãe… A senhorita Sagwa está com fome”.

Sagwa corou e olhou para baixo, ela ficou sem graça pelo o que acabou de acontecer, mas logo ela ouviu a voz de Peggye entrar em seus ouvidos.

“Sagwa, venha… Sente-se e coma com a gente. Não é comida de rico, mas alimenta bem” - Paggye falou quando colocava uma panela de barro no meio da mesa.

“Hummm…” - Sagwa não recusou, ela precisava comer algo ou iria desfalecer de fome.

“Senhora, Paggye, você viu a Sukh?” - Sagwa perguntou antes pegar o copo contendo um liquido esverdeado e colcá-lo na boca.

“Ela saiu mais cedo e disse que, como o avô da Yumi precisaria de alguns dias até estar em condições de viajar, ela iria procurar um local bom para cultivar um pouco. Eu falei a ela que a selva tem muitos animais perigosos, mas ela não quis me ouvir e foi assim mesmo.”

“Não se preocupe com ela, ela é bem forte… Provavelmente eu farei a mesma coisa que ela enquanto aguardamos a melhora do senhor Rickard.”

Peggye olhou para Sagwa. Ela pretendia alertá-la do mesmo jeito que fez com Sukh, mas antes que pudesse falar alguma coisa um garoto entrou em casa com pressa e fechou rapidamente a porta.

Peggye levantou da mesa com pressa e foi logo perguntando: “Yullan? O que houve?” - O olhar dela dizia que ela já tinha ideia do que estava acontecendo.

“Eles voltaram…” - Yullan falou enquanto olhava para sua irmã mais nova.

Por Luis Gimenes | 30/12/17 às 00:44 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Wuxia, Xianxia, Xuanhuan, Protagonismo Feminino, Romance, Brasileira