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Capítulo 1012 - Águia da Noite e da Luz

Ascensão de um Deus (AUD)

Capítulo 1012 - Águia da Noite e da Luz

Autor: Calebe Piccoli Camargo

Algumas horas depois, a amiga de Sai Mei acordou de seu descanso.

Ela se chamava Lon Mei.

“Que bom que acordou, pegue...” Le Chang apareceu ao lado dela e estendeu uma pequena tigela contendo um tipo de sopa, feita com carne da Besta Anciã que ele matou.

Ela olhou com alguma relutância para Le Chang, mas ao ver que as outras jovens estavam ao longe, conversando e rindo, ela entendeu que estava em um lugar seguro.

“Meus deuses! O que é isso?!” Exclamou a jovem, claramente surpresa por sentir uma quantidade considerável de Energia adentrando seu corpo assim que levou a primeira colher de sopa a sua boca.

“É, nós estamos curiosas também sobre os ingredientes usados, eu nunca experimentei esse sabor...” Sai Mei e as outras jovens foram até ao lado da cama.

“Que bom que acordou...” Disse Sai Mei para Lon Mei que sorriu para ela, claramente não tinha sido fácil andar com alguém praticamente inconsciente e ela estava grata por suas amigas terem se esforçado tanto por ela.

“Eu matei uma Besta Anciã antes e cozinhei alguns pedaços para ver se era bom, acabou tendo um ótimo sabor, então testei novas receitas com ela...” Le Chang sorriu animadamente, claramente ele adorava cozinhar e testar novas ideias.

Ele então pegou algumas tigelas com água e os panos sujos que as jovens haviam usado para limpar a poeira e a sujeira do rosto de Lon Mei, e calmamente voltou para onde havia a cozinha improvisada.

Como se não fosse nada ele começou a lavar a louça.

“E... Espera... Haha... Espera... Você matou uma Besta Anciã?...” – Sai Mei.

“Hm? Ah! Sim, mas ela não era muito forte...” – Le Chang.

“Qual o nível de poder dela?...” Lon Mei acordou completamente ao ouvir que havia acabado de comer a carne de uma Besta Anciã.

“Hm... Eu acho que no Pico do Dao do Falso Deus?... Um pouco acima disso, talvez...” Le Chang disse enquanto lavava calmamente as tigelas usadas para comerem sopa.

Um silêncio imperou enquanto isso.

“S... Senhor Le Chang, é verdade mesmo?...” Sai Mei deu alguns passos em sua direção, como se fosse possível que Le Chang não tivesse ouvido sua pergunta direito.

“É sim, dois candidatos criaram uma barreira ao redor de onde eu estava e fizeram uma Besta Anciã correr em minha direção, minha única alternativa era matar...” – Le Chang.

Sai Mei olhou para trás, buscando apoio na face de suas amigas, mas elas estavam tão surpresas quanto elas.

“Bom, não é como se fosse grande coisa, tenho certeza que você poderia matar uma se quisesse, certo?...” Le Chang disse ainda com os olhos nas louças que lavava.

“Na realidade... Não... Uma Besta Anciã desse nível de poder... É simplesmente imbatível...” – Sai Mei.

“Hm?... Mas você claramente é forte, ainda mais que tem uma Herança tão poderosa...” Le Chang virou o rosto em direção a Sai Mei e sorriu.

“C... Como você... Como você sabe da Herança?...” Sai Mei chegou bem perto de Le Chang e cochichou perto de seu ouvido, como se isso fosse um segredo até mesmo de suas amigas mais chegadas.

Le Chang olhou para as meninas ao longe, elas claramente tinham faces curiosas.

“Bom, eu pensei que alguém com o apoio que você tem, teria alguma linhagem ou herança...” Le Chang rapidamente agiu de forma a esconder o fato de que ela tinha uma Herança, parecia que era um segredo que as três amigas de Sai Mei não estavam cientes.

“Nem todos os candidatos têm heranças ou linhagens, a maioria apenas demonstrou algum talento considerável...” Quem falou foi Lon Mei.

“Entendo...” – Le Chang.

“E você? Tem alguma herança?...” Indagou Lon Mei, claramente curiosa.

“Algumas...” Le Chang disse com um sorriso tranquilo.

“A... Algumas... Haha... Certo...” Lon Mei claramente riu em derrota, parecia que elas haviam se deparado com um monstro.

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Durante a noite, Le Chang estava sentado no pico da montanha onde ficava a caverna que ele se refugiou.

Ele olhava para o céu estrelado e ouvia os sons assustadores das Bestas Anciãs andando pela floresta a noite.

“Posso?...” Sai Mei apareceu ao lado dele e perguntou se podia assentar-se ao seu lado.

“Oh! Claro! Eu só estava olhando o céu e a floresta, é engraçado que algo tão lindo tenha perigos tão assustadores...” – Le Chang.

“Até as mais belas rosas são repletas de espinhos...” Murmurou Sai Mei.

“É... Acho que tem razão...” Riu Le Chang.

“Você veio de qual lugar?...” – Sai Mei.

“De muito longe...” – Le Chang.

“Entendo...” Sai Mei parecia decepcionada, ela realmente estava curiosa para saber de onde um gênio desses havia surgido.

“Desculpe se for algo pessoal, mas porque esconder o fato de que você possui uma Herança?...” – Le Chang.

Sai Mei olhou para ele e seu olhar ficou levemente triste e cansado, como se o seu poder fosse um fardo.

“Eu... Bom... Eu sou a última sobrevivente do Clã Sai... Apesar de isso ter sido esquecido na história do Reino Supremo Divino, o meu Clã é descendente de um poderoso Ser da Primeira Era...” – Sai Mei.

“Oh...” – Le Chang.

“Na Primeira Era, diversas raças foram criadas. Entre elas surgiram Raças Malignas, criadas através dos medos e pensamentos negativos da Criadora. Uma dessas Raças era a Raça da Águia da Noite...” Sai Mei olhou para sua mão como se ali estivesse algo de grande interesse.

“Você é a última descendente de uma Raça Maligna?...” – Le Chang.

“Sim, mas não é só isso. Durante as Eras seguintes, seres de diferentes raças se apaixonaram e a miscigenação acabou ocorrendo, sendo assim, eu possuo dois poderosos seres como meus antepassados, a Águia da Noite e a Águia da Luz...” – Sai Mei.

“Você possui duas heranças?” – Le Chang.

“Não, apenas uma. Eu sou um dos poucos seres dentro do Reino Supremo Divino que possuem uma Herança Dupla, ou seja, uma Herança criada pela união de duas...” – Sai Mei.

“E porque esconder isso?...” – Le Chang.

Sai Mei riu para Le Chang como se isso fosse uma pergunta tola.

“Porque estamos no Reino Supremo Divino, poder aqui é tudo. Se você é forte lhe admiram, mas se você é fraco, acaba sendo descartado. No entanto, é muito pior ser alguém com um futuro promissor. Diferentes facções brigam constantemente dentro do Reino Supremo Divino, até mesmo dentro da Ordem da Justiça Terrena, se eles soubessem que alguém com o meu potencial existe, provavelmente enviaram assassinos para dar um fim à minha vida. Dessa forma, eles impediriam que uma poderosa cultivadora surgisse e que minha Mestra recebesse grandes honrarias pela descoberta de um gênio sem precedentes...” – Sai Mei.

Le Chang entendeu o que ela queria dizer.

Sempre que alguém demonstra talento a inveja surge aos montes, afinal, quantos gênios não tiveram suas vidas ceifadas ainda no começo como forma de impedir suas ascensões?

“Quão forte você ficaria se usasse a Herança?...” – Le Chang.

“Não tanto quanto você, mas acredito que também seria capaz de matar uma Besta Anciã do nível que você falou anteriormente, no entanto, não sairia tão ilesa quanto você de uma batalha desse nível...” Sai Mei riu, mesmo sua herança sendo significativamente poderosa, ela ainda não podia igualar-se nem um pouco ao poder de Le Chang.

“Bom, pode ficar tranquila, seu segredo está seguro comigo...” Le Chang sorriu e levantou-se, desaparecendo através do Espaço.

Ele havia construído alguns quartos dentro da caverna, para que as meninas pudessem ter privacidade para descansarem.

Le Chang então entrou dentro do quarto que fez para si, trancou a porta e sentou-se em posição de lótus, lentamente cultivando para lapidar ainda mais seu cultivo, afinal a luta contra aquela Besta Anciã havia lhe dado algumas ideias de melhorias.

Por Calebe Piccoli Camargo | 23/02/20 às 03:18 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Romance, Harém, Magia