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Capítulo 13 - Forja de Heróis

Corvo Negro (CN)

Capítulo 13 - Forja de Heróis

Autor: Keven Alves

Pela manhã, na frente da instalação dos Corvos Negros, na segunda camada da cidade real, estava um jovem de aparência simples, vestido com uma calça cinza e uma camisa branca. Ao lado dele, estavam outras duas pessoas, uma era uma linda mulher de aproximadamente 19 anos e a outra era uma pequena e adorável menina. Claro, os três eram Atlas, Lizzy e a atendente, Juliana.

― Woo! Mestre, o que é aquilo? ― Perguntou Lizzy, que estava segurando a calça de Atlas com uma expressão encantada enquanto olhava para o céu.

Atlas, também encantado com a visão, não sabia o que responder. Afinal, ele é tão inexperiente quanto ela, e não fazia ideia do que era aquilo.

― Incrível né? ― Perguntou Juliana, que continuou com a explicação enquanto olhava admirada para o alto. ― Aqueles são balões de poder marcial. Eles usam tecido de Besta demoníaca para fazer os modelos, e os cultivadores no reino da terra injetam poder marcial, que os da forma e mantém voando indefinidamente.

Percebesse que eles estavam extremamente admirados com a visão de um gigantesco e imponente balão. Mas não apenas um simples balão, era um balão com uma forma tirânica que exalava uma pressão tão forte quanto um cultivador do reino da terra, e nele, estava escrito, 'Forja de Heróis'.

― Atlas! ― Enquanto Atlas estava ouvindo a explicação sobre tal engenhosidade, uma voz conhecida o chamou de longe. Olhando para a direção da voz, ele reconheceu Gustavo com o seu imponente martelo, e Lucas que sempre carregava suas espadas. Ambos estavam montados em uma besta demoníaca do tipo corvo e voavam direto para onde Altas estava.

Assim que corvo desceu, Gustavo pulou e deu um abraço apertado em Atlas enquanto bagunçava o cabelo de Lizzy.

― Nós viemos busca-lo! ― Disse Lucas, que também desceu da besta demoníaca e apertou a mão de Atlas.

Após os cumprimentos, todos montaram na besta demoníaca do tipo corvo que rapidamente levantou voo, indo direto para a terceira camada da capital real onde fica localizada todas as grandes academias.

― Porque aquele 'balão marcial' tem escrito nele Forja de Heróis? ― Perguntou Atlas.

― Hoje é um dia especial na capital real. Hoje, todos os poderes de pico da capital abrem seus exames de recrutamento, ou seja, o número de jovens entre 16 e 18 anos participando é gigantesco. Como eles podem se tornar heróis gloriosos no futuro, este dia ficou marcado como Forja de Heróis pela população, que depois, foi usado pela família real como propaganda para atrair ainda mais jovens, aumentando assim, o poder marcial do país. ― Respondeu Lucas de maneira direta e simples.

Quanto mais a besta demoníaca se movia em direção a terceira camada da capital real, mais Atlas ficava admirado. Na segunda camada da capital, tinha muitas decorações, no entanto, se comparado com a entrada da terceira camada, seria apenas uma gota no oceano. As ruas estavam lotadas, jovens, velhos, crianças, ricos ou pobres, todos queriam participar da festividade e assistir aos jovens que vão se inscrever nos grandes poderes.

― Olhe! ― Apontou Gustavo ― Aquela arena negra é a nossa!

― Incrível! Tantas pessoas... ― Exclamou Atlas assustado.

― Ao lado, é a arena da academia Real, academia Vento Uivante, academia Militar e torre da Alquimia. ― Comentou Lucas.

Percebendo o olhar de Atlas, ele continuou. ― Academia Real é a única que se opõe diretamente a nós, eles recrutam um número muito maior do que o nosso, no entanto, nós possuímos os gênios mais talentosos de todo o país do Sol. ― Afirmou Lucas em um tom cheio de confiança inabalável.

― Já a academia do Vento Uivante, eles são poderosos e sempre se mantém neutros. Não há muito para falar sobre eles. ― Apontando na direção da arena da academia Militar ele comentou. ― A academia Militar é diferente de todos os outros poderes. Qualquer jovem que entre nela, permanecerá nela, a menos que morra ou seja expulso. Muitos jovens pobres optam por se inscrever nela devido ao 'plano de carreira', tudo o que mais desejam é terem algum lugar ao qual pertencer na sociedade.

Gustavo apontou na direção da Torre da Alquimia e afirmou empolgado enquanto colocava o braço em volta do pescoço de Atlas. ― Aquele é um poder novo na capital real, surgiu 5 anos atrás, no entanto, já possui membros poderosos o bastante para ficar de pé junto com todos os maiores poderes, e o mais importante, a líder deles é a mulher mais linda em todo o país do Sol!

Atlas estava calmamente ouvindo tudo. Ele é muito inexperiente, então ele praticou um exercício militar que o seu pai o ensinou quando mais novo, que o permitia sempre analisar a situação antes de tomar uma decisão. Se manter calmo mesmo diante das mais adversas situações é a chave para a sobrevivência.

Assim que a besta demoníaca desceu sobre a arena negra, todos os jovens que estavam em fila para se inscreverem para os exames, tinham olhares arregalados, como se estivessem vendo alguma espécie de divindade, a maioria desses jovens eram de origens pobres, tendo em vista que os ricos e nobres, se inscrevem na academia Real, em busca de aumentar sua influência e status.

― Apenas Atlas pode seguir com a gente. Juliana, cuide da pequena Lizzy. ― Comentou Lucas de forma tranquila, enquanto olhava para as duas.

Após o comentário, Atlas, Lucas e Gustavo seguiram em direção a arena. No centro da arena, estava uma mulher loira, seus cabelos eram enrolados, seus olhos claros, sua pele era lisa e dava uma aparência de suavidade e fragilidade sem igual. Poucos poderiam imaginar quão feroz essa dama é em batalha, apenas olhando sua aparência.

― Irmã sênior Helena. ― Comentou Gustavo sorrindo de orelha a orelha. ― Pegamos o fugitivo! ― Brincou o mesmo.

― Atlas. ― Afirmou ela, dando uma leve piscada para ele enquanto sorria.

Atlas congelou na hora, essa mulher, ela é incrivelmente linda e sedutora. Qualquer ato dela é belo e delicado.

― Você nos deu um trabalhão. Meu avô ficou muito bravo por não termos voltado com você! ― Comentou ela fingindo estar brava. ― A propósito, eu sou Helena Almeida.

Atlas esticou a mão, apertando a delicada mão de Helena enquanto olhava para ela.

― Você já pode soltar. ― Disse ela sorrindo.

― Irmã, pare de brincar com o pobre rapaz. ― Afirmou Gustavo, que abriu os braços e caminhou em direção a Helena. ― Brinque com este gordão. ― Afirmou ele sorrindo.

― Sai fora! ― Gritou Helena brincando enquanto socava Gustavo.

Logo, todos estavam rindo. O clima na arena da academia dos Corvos Negros era muito diferente das outras, os corvos se tratam como irmãos, independentemente do nível de cultivo, ninguém deve se achar superior aos outros, essa é a filosofia deles. No entanto, isto é apenas em momentos livres, no momento em que começam uma missão ou coisa parecida, eles são extremamente rigorosos com as regras.

― Atlas, siga em frente, no meio da arena você vai encontrar um pilar, coloque sua mão e circule a energia marcial contida no seu corpo. Faça este procedimento até o pilar acender. ― Instruiu Helena, que já foi guiando Atlas para o local correto.

Assim que Atlas chegou de frente para o pilar, ele sentiu uma espécie de energia misteriosa que o 'sugava', era muito místico, o sentimento que ele tinha, era que o pilar queria ler tudo sobre ele, sondar sua alma e revelar seus segredos.

Esticando a mão, Atlas tocou o pilar, e assim que o contato entre eles foi realizado, ele se sentiu perdido, ele só teve uma sensação parecida quando estava formando o seu contrato com o espírito marcial. Circulando sua energia, ele sentiu seu corpo aquecer enquanto informações começavam a aparecer no céu acima do pilar.

'Atlas, 16 anos; Espírito do tipo Espelho; Rank Ouro; potencial Alto.'

― Olhem! Apareceu mais 1 com um espírito marcial de Rank Ouro.

― Inacreditável, só poderia ser a academia Corvo Negro. ― Afirmou uma bela moça que estava vestida com um conjunto de cor azul. ― Avise a madame. ― Afirmou ela para um jovem que estava ao seu lado.

Quando Atlas retraiu sua mão e voltou aos seus sentidos, percebeu que tinha se tornado a atenção de todos, não havia uma pessoa que não estivesse olhando para ele e tentando memorizar o seu rosto. Caminhando até onde Gustavo estava, ele foi recebido pelo mesmo que estava com um polegar levantado para ele.

Clap; Clap; Clap; ― Belo espírito marcial, mas como é usado em batalha? ― Comentou uma voz sarcástica.

― Miguel! ― Afirmou Helena que estava claramente infeliz com o comentário do mesmo.

― Eu disse algo de errado? ― Perguntou ele caminhando até a arena do Corvo Negro. ― Diferente do espírito de Rank Ouro anterior, apresentado pelo jovem mestre da família Nagi, esse parece bastante inútil.

― Será que o jovem mestre Miguel pode nos mostrar o seu espírito marcial de Rank Ouro? ― Comentou uma voz alta, que estava a uma longa distância.

Olhando na direção da voz, todos notaram que vinha de um jovem negro, com cabelos curtos e uma estrutura corporal bem definida. Ele estava segurando um arco incrível em sua mão direita.

Miguel instantaneamente ficou com uma expressão feia, aquele jovem negro era Gabriel, o principal discipulo do vice-diretor da academia Corvo Negro, o mesmo que foi até a cidade Cinza resgatar Atlas.

― Oque? Você não estava falando como se o espírito marcial do Atlas fosse inútil? ― Perguntou Gabriel com uma expressão de zombaria. ― Ah, eu me esqueci... O jovem mestre ainda não conseguiu evoluir o seu espírito marcial para o Rank Ouro. ― Conforme Gabriel falava, ele aumentava ainda mais o tom de zombaria.

― Gabriel, eu possuo o espírito marcial da academia Real. Você acha que o espírito dele pode se qualificar diante do meu? ― Perguntou Miguel.

― Ele acabou de começar a cultivar, você quer se comparar com ele? ― Perguntou Gabriel rindo. ― Que tal comparar o espírito marcial da academia Real com o meu da academia do Corvo Negro?

― Você sabe muito bem que é proibido qualquer confronto entre as academias no dia de hoje. ― Miguel estava com as sobrancelhas franzidas. ― Que tal apostar em qual academia vai se sair melhor no labirinto do rei?

― Porque não? Que tal apostar 10 pedras celestiais amarelas? ― Gabriel estava sorrindo calmamente enquanto falava sobre a aposta.

― Você pode pagar isso? Cada pedra celestial amarela, vale 10 pedras celestiais vermelhas... ― Comentou Miguel enquanto tentava zombar de Gabriel.

― Eu só terei que pagar se perder, já que isso não vai acontecer... A pergunta é, você pode pagar? ― Continuou Gabriel enquanto olhava Miguel de cima até em baixo e zombava. ― Não quero que você tenha que vender as suas calças de seda.

― Humf! Considere apostado! ― Resmungou Miguel se virando e saindo da arena.

Por Jhinn | 19/07/18 às 22:59 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo