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Capítulo 17 - Perseguido

Corvo Negro (CN)

Capítulo 17 - Perseguido

Autor: Keven Alves

Após se deliciar com as frutas que encontrou, Atlas começou a buscar por novas fontes de comida.

No entanto, não era tão simples como ele tinha imaginado. Apesar de ter muitas arvores frutíferas e as frutas possuírem uma grande quantidade de energia celestial nelas, nenhuma era tão forte como a primeira que ele havia encontrado.

Assim que Atlas ultrapassou uma grande pedra, ele encontrou um longo pasto verde, a grama exalava uma quantidade de energia significativa para atrair a atenção das pessoas, além disto, não era simplesmente energia celestial, parecia haver algo mais. Mas antes que Altas pudesse fazer ou pensar em qualquer coisa, ele foi interrompido por um grande boi demoníaco, que exalava uma energia maligna e estava olhando fixamente para Atlas, como se no menor movimento fosse despedaça-lo em mil pedaços.

― Parece que encontrei o meu primeiro núcleo.

― Raaaaaw! ― Parecendo que tinha entendido o que Atlas comentou o boi demoníaco rosnou de raiva. Seu rugido era assustador e nem um pouco parecido com o de um boi comum.

Puxando sua espada, Atlas partiu em direção ao boi demoníaco. O boi uivou ferozmente e partiu em direção a Atlas com uma vontade imparável, ele queria mata-lo instantaneamente.

Com um leve movimento, Atlas utilizou a técnica Garra do Corvo Negro e acertou em cheio a cabeça do boi demoníaco, que uivou de raiva. No entanto, este acerto foi o suficiente para atrasa-lo, e neste momento Atlas moveu a sua espada acertando de baixo para cima, entrando no queixo, próximo da garganta e chegando até o topo da cabeça, com um movimento, ele matou uma besta demoníaca no sexto nível do refinamento corporal.

Abaixando-se, Atlas começou a abrir o corpo da besta demoníaca para retirar o seu núcleo, com a pele da besta, ele fez uma bolsa improvisada para carregar este núcleo e os futuros outros que ele recolher. A bolsa era horrível e desproporcional, na verdade, nem poderia ser chamado de bolsa, estava mais para um pedaço grande de pano.

Sentando-se na grama, Atlas tentou cultivar utilizando a energia contida na mesma, entretanto, outra espécie de energia que estava 'misturada' com a energia celestial não parecia ser adequada para ele. Percebendo que não conseguiria nada ficando ali, ele resolveu partir e procurar por novas oportunidades.

Rapidamente um dia havia se passado, neste tempo, Atlas matou 4 bestas demoníacas e conseguiu algumas frutas com grandes quantidades de energia, mas mesmo assim, não havia conseguido romper com o próximo nível.

No dia seguinte, enquanto ele caminhava, sempre prestando atenção nos arredores para não ser pego desprevenido por bestas demoníacas ou pessoas, ele começou a sentir que havia algo estranho com as paredes do labirinto, conforme ele andava, as paredes se ajustavam, como se quisessem que ele permanecesse no mesmo local.

― Parece que para sair, é preciso atravessar as paredes. ― Meditou Atlas silenciosamente enquanto caminhava em direção a uma parede que estava próxima.

Assim que Atlas cortou com a sua espada, a parede que era feita de 'arvores' não só se regenerou completamente, como tentou captura-lo. Recuando extremamente rápido, Atlas atacou todos os galhos que se moveram em sua direção tentando captura-lo.

― O perigo se esconde em todos os lugares, se eu tivesse ido sem atacar antes, estaria morto.

Desistindo de atravessar as paredes, Atlas continuou com a sua caçada, procurando por bestas demoníacas para pegar o núcleo, bem como qualquer coisa que tivesse uma grande quantidade de energia celestial.

Atlas não era o único que estava enfrentando esse problema, na verdade, muitas pessoas perceberam que para sair de uma certa localidade, era preciso atravessar a parede do labirinto, no entanto, muitos descobriram da pior maneira possível que as paredes eram letais, alguns participantes não tiveram a sorte de Atlas e acabaram pegos pelos galhos, consequentemente, acabaram presos eternamente nestas paredes.

Terceiro dia, era noite e tudo estava extremamente silencioso, no ar havia uma leve neblina que atrapalhava a visão de todos. Atlas estava sentado nos galhos de uma arvora, na posição de lótus enquanto executava a sua técnica de refinamento corporal. Enquanto ele realizava sua técnica, ele percebeu que havia energias se dirigindo ao seu corpo que não estavam vindo da lua, o que era muito estranho, já que ele estava utilizando uma técnica que utiliza puramente a energia do luar para refinar o seu corpo e avançar de nível.

Levantando-se ele caminhou lentamente, com todo o cuidado, tentando encontrar a fonte desta energia do luar. Conforme Atlas avançava, a neblina se tornava cada fez mais densa, preocupado, ele se tornou ainda mais cauteloso, enquanto avançava extremamente lento com sua espada em mãos.

Quando Atlas viu de onde se originava a energia, ele quase deu um grito de alegria. Era uma grande e imponente arvore com folhas douradas, as frutas contidas nelas eram todas brancas translucidas e irradiavam uma grande quantidade de energia do luar.

― Se eu comer todas, eu conseguirei um avanço com certeza. ― Rindo, ele continuou falando sozinho, tão empolgado que não conseguia se conter. ― O avanço que levaria quase 1 mês, posso consegui-lo no mesmo dia com toda essa quantidade de energia do luar, eu acertei o ouro desta vez.

Apressando-se Atlas começou a devorar as frutas e utilizar a técnica da Lua Perfurante para refinar o seu corpo, a dor era insidiosa, mas o avanço era milagroso, utilizando a energia das frutas e a energia no luar, o seu corpo estava sendo refinado e melhorado a uma velocidade visível a olho nu.

Atlas foi extremamente imprudente e nem sequer se preocupou em encontrar um lugar relativamente seguro, tudo o que ele queria era conseguir um avanço no cultivo. Este processo de refinamento devorando as frutas levou quase um dia inteiro, quando de repente um som abafado soou dentro do seu corpo, depois disto, ele sentiu uma sensação de relaxamento o percorrer por inteiro, bem como a sensação de estar muitas dobras mais poderoso, ele finalmente alcançou o sétimo nível do reino do refinamento corporal.

Esticando-se Atlas caminhou novamente até a parede do labirinto, desferindo um golpe de espada, ele percebeu que a abertura era muito maior agora, não perdendo tempo, ele avançou e cruzou com sucesso a sua primeira parede.

Do outro lado, ele não teve tempo para pensar, na sua frente estava ocorrendo uma batalha intensa entre uma besta demoníaca no reino do refinamento corporal nível 9 e 5 membros da academia Real.

Antes que Atlas pudesse se esconder, ele viu um jovem pequeno penetrar a cabeça da besta demoníaca com as duas mãos. O jovem percebendo que estava sendo observado, se virou olhando diretamente para Atlas, suas mãos nuas encharcadas com o sangue de uma besta no nível 9 do reino do refinamento corporal gerava uma visão assustadora.

― Atlas Guerra! ― Falou o jovem calmamente enquanto olhava para Atlas.

― Você me conhece? ― Perguntou Atlas enquanto analisava-o.

― Filho do lixo Júlio, como não reconhecer? ― Comentou o jovem

― Lixo? ― Repetiu Atlas, enquanto luzes frias passavam por seus olhos.

― Seu pai já deu muitos problemas para a minha família, antes que você se torne outra erva daninha, vou corta-lo pela raiz.

Olhando para o jovem que estava na sua frente, Atlas ficou espantado. Havia energias vazando do corpo deste jovem, o que significa que ele já entrou no reino da energia, e não estava mais no reino do refinamento corporal.

No reino do refinamento corporal, toda a energia celestial fica mantida dentro do corpo, refinando o mesmo e tornando-o adequado para armazenar energias. No reino da energia, o corpo já está preparado para usar adequadamente a energia celestial contida no mesmo, desta forma, é possível usar a própria energia para atacar, bem como usa-la nas técnicas marciais, tornando-as muito mais aterrorizantes.

No momento em que Atlas percebeu que o jovem diante dele estava no reino da energia, ele estava destinado a perder se lutasse, assim sendo, sua única alternativa era fugir.

Virando-se ele disparou contra a parede, sua intenção era voltar para o lugar onde estava antes, lá, ele tinha o conhecimento dos lugares em que passou, desta forma, ele poderia ter uma pequena vantagem, qualquer coisa que proporcionasse uma vantagem neste momento era mais do que aceito. Com um golpe rápido ele abriu um enorme buraco na parede e atravessou, os membros da academia real não perderam tempo e iniciaram a perseguição, no entanto, antes que pudessem perceber o que tinha acontecido, um de seus membros estava com uma espada encravada no peito e Atlas estava puxando-a de volta.

Notasse que no momento em que Atlas atravessou a parede, ele estava esperando por uma oportunidade para voltar e pega-los de surpresa. Nenhum deles pensou que um jovem sozinho tentaria enfrenta-los de frente, o que gerou a situação em que um de seus membros foi morto sem nem mesmo saber o que aconteceu.

Esticando a mão, Atlas pegou a bolsa que o jovem estava carregando, dentro dela havia 3 núcleos de bestas demoníacas no oitavo nível do reino do refinamento corporal. Após abater um dos cinco inimigos e roubar seus bens, Atlas partiu em retirada sem olhar para trás. Os outros quatro membros da academia Real, voltando a si e percebendo o que tinha acontecido, gritaram extremamente enfurecidos e partiram dando perseguição ao jovem Atlas.

Dois dias depois em uma arvore majestosa com folhas douradas. ― Desgraçado, mesmo sendo mais rápido do que ele, é tão difícil de pega-lo! ― Gritou o jovem que tinha matado a besta demoníaca com as mãos.

― Jovem príncipe, nós vamos pega-lo. ― Comentou um dos três que estava com ele.

― Vamos? Então por que toda vez ele escapa entre os nossos dedos! ― Gritou o príncipe enfurecido.

― Arthur, gritar resolve alguma coisa? ― Perguntou um jovem que estava quieto durante todo este tempo.

― O que você sugere então Charles? ― Perguntou Arthur.

― Como membros da família real, devemos honrar o nosso nome, não importa se vamos mata-lo aqui ou não. Nós somos príncipes, podemos mandar mata-lo a qualquer momento. ― Comentou tranquilamente Charles.

― Ele é um corvo, além disto, se formos descobertos isto irá jogar o nome do nosso ramo familiar no lixo, você pretende arriscar? ― Indagou Arthur.

― Seja como for, ninguém pode manchar o nome da família real, mesmo que sejamos apenas de um ramo. No entanto, você é o mais velho, então decida o que faremos a seguir. ―  Charles não estava nem um pouco preocupado ou enfurecido como Arthur.

― Vamos nos dividir em duplas e procura-lo, assim vamos cobrir uma área maior, de qualquer forma, qualquer um de nós tem o cultivo maior que o dele. ― Comandou Arthur.

Após o comando, todos partiram para executar as ordens.

― Idiota, fazendo nos correr atrás de um escravo ao invés de aproveitar o labirinto, tudo isso para vingar um ódio de 18 anos. ― Resmungou Charles. O jovem que estava junto com ele, apenas ouvia quieto sem ousar dizer uma palavra.

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Por Keven Alves | 24/07/18 às 18:50 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo