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Capítulo 25 - Vice-diretor Almeida

Corvo Negro (CN)

Capítulo 25 - Vice-diretor Almeida

Autor: Keven Alves

Olhando para o príncipe, Atlas largou sua espada que caiu pesadamente na arena fazendo um enorme barulho e quebrando o silêncio mortal que tinha se instaurado.

Caminhando lentamente até o príncipe, energias estavam vazando sem parar do corpo de Atlas, seus olhos estavam completamente de cor cinza claro, dando-o uma aparência demoníaca.

Vendo Atlas caminhando até ele, o príncipe Arthur estava extremamente assustado. ― Afaste-se! ― Gritou ele.

Atlas deu um leve sorriso e continuou caminhando lentamente enquanto estava com os olhos fixos no príncipe, cada passo, ecoava por toda a arena.

― Eu mandei você se afastar! ― Gritou o príncipe enquanto puxava uma adaga e explodiu em direção a Atlas usando todo o seu poder marcial de uma só vez.

― Cuidado! ― Gritou Palito. O príncipe estava claramente arriscando tudo neste golpe.

Atlas na verdade não recuou ou esquivou, ele fechou a mão e avançou para encontrar diretamente a adaga.

― Que... ― Todos estavam assustados, isso era loucura. Apesar de ninguém estar usando armas celestiais nas batalhas, a adaga está com todo o poder marcial do príncipe. Enfrenta-la com as mãos nuas...

Além da energia celestial, uma energia negra estava circulando pelo corpo de Atlas fazendo-o se sentir invencível. Movendo seu punho contra a adaga, um forte impacto aconteceu entre eles.

Boom! - Olhando para a arena, as pessoas viram uma cena bizarra. A mão esquerda de Atlas tinha um enorme corte, sangue escorria do braço dele caindo diretamente no solo da arena. A adaga estava no chão partida em duas, e o príncipe estava sendo segurado pelo rosto.

A mão direita de Atlas era como uma Garra segurando o príncipe Arthur. As pessoas podiam ver o desespero do príncipe através do seu único olho que estava visível, terror é a palavra que pode definir a sensação que tinham ao olhar para ele.

― Imprudente! Como ousa! ― Gritou o servo que estava na lateral da arena.

― Solte-o! ― Comandou friamente o comandante Sul.

Todos os discípulos da academia Real e da academia Militar se levantaram liberando suas energias. Isto foi principalmente para aqueles mais próximos ao príncipe, intenção de matar estava emanando fortemente de seus corpos.

Olhando friamente para eles, Atlas apertou levemente sua mão.

AHHH! - Sons de ossos soaram pela arena, seguido pelo grito do príncipe em agonia.

― Você se atreve! ― Gritou o comandante Sul liberando uma pressão assustadora ao seu redor.

Todos que estavam assistindo tinham olhares estranhos vendo essa situação, isto era completamente insano, até mesmo para os corvos que possuem a reputação de sempre fazerem o que querem não colocando ninguém em seus olhos, mas esse é o príncipe real, descendente da linhagem real direta do país do Sol.

― Esse sujeito é realmente interessante. ― Comentou Milena D'Ávila que estava assistindo tudo desde o começo.

― Verdadeiramente louco! ― Afirmou Palito sorrindo. ― Parece que escolhi bem o meu melhor amigo!

Valentina, Helena e todos os outros estavam olhando fixamente para arena, com medo de perder o que iria acontecer.

Entre a multidão, havia aqueles que apoiavam Atlas, bem como aqueles que estavam contra a sua atitude.

― Muito arrogante. Além de matar vários discípulos ele ainda se atreve a ferir o príncipe deste modo...

― Ele realmente não está colocando a família real e os nobres em seus olhos...

― Isso é algo que nunca aconteceu antes... Uma mancha vergonhosa para a família real...

― Haha, que jovem interessante.

Comentários de todos os tipos soavam pela multidão, as pessoas estavam dividas, havia aqueles que estavam contra, e também os que estavam a favor, além deles, havia os que só queriam ver como isto iria terminar, sem se importar com o resultado.

― Inadmissível! ― Rosnou o comandante Sul, enquanto as energias ao seu redor se intensificavam. ― Nunca conheci alguém tão abusado!

― Conheceu agora! ― Respondeu Atlas friamente.

Boom – As energias que estavam vazando do comandante Sul começaram a despedaçar o chão ao seu redor.

― Se você se atrever a machuca-lo mais uma vez, eu vou mata-lo aqui e agora! ― Afirmou o comandante Sul.

Muitos na multidão engoliram em seco, este foi um decreto do comandante Sul, o líder de um enorme exército militar.

Boom! - Abreu que estava observando ao lado, liberou uma grande quantidade de energia ao ouvir as palavras do comandante Sul.

― Você pretende interferir na luta dos jovens da nova geração? ― Perguntou Abreu friamente.

― Abreu... Ele não é um 'jovem', ele é o príncipe! Ele representa a autoridade máxima do país do Sol, ir contra ele, significava declarar guerra ao país do Sol! ― Afirmou o comandante Sul ao encarar Abreu.

Abreu estava com a testa franzida quando ouviu a voz de Atlas. ― Você não precisa discutir com o professor Abreu, quem controla a vida deste príncipe inútil sou eu!

― Eu não vou avisar novamente... Solte-o! ― O comandante Sul estava absurdamente nervoso.

― Você se arrepende? ― Perguntou Atlas apertando ainda mais. ― Se arrepende de ter me atacado quando eu nem sequer sabia quem você era?

― Ahhhh ― Gritando de dor o príncipe implorou. ― Eu me arrependo! Me deixe ir!

― É bom que você se arrependa. Lembre-se disto na próxima vida! ― Quando as pessoas que estava observando o desenrolar da situação, ouviram o que Atlas disse, muitos não acreditaram em seus próprios ouvidos e pensaram que estavam ouvindo coisas. Por mais que achassem esse jovem um completo louco, não acreditavam que ele seria capaz de matar o príncipe.

Mas antes que pudessem pensar se era imaginação ou realidade, um som de ossos sendo quebrados e pele rasgando se espalhou pela arena, seguido por um longo e agonizante grito de dor.

Olhando para a arena, eles viram o rosto do príncipe se contorcendo até se tornar completamente irreconhecível. O príncipe mais velho do país do Sol, morreu assim, esmagado até a morte.

Boooom! - Uma grande explosão soou quando uma marca de palma gigante veio voando na direção de Atlas, com o intuito de despedaça-lo até a morte.

Abreu também não demorou para agir, liberando o seu poder marcial ele respondeu com outro golpe de palma. Quando os golpes se chocaram, a arena foi completamente destruída e Atlas que estava no centro da arena, foi enviando voando devido as ondas de energias que se originaram do impacto.

Atlas não é louco, ele sabia que os nobres já estão tentando tirar sua vida através da geração mais jovem, se ele libertar o príncipe ou não. Eles continuariam tentando matá-lo.

Então é melhor começar atacando! O resto, é acreditar no julgamento do seu pai de que os corvos protegem os seus custe o que custar.

Desta vez, ele realmente fez uma aposta de vida ou morte!

― Eu avisei, vou mata-lo! ― O comandante Sul afirmou tiranicamente enquanto se elevava nos céus.

Abreu estava se preparando para subir quando ouviu um barulho vindo da distância.

Tump; Tump; Tump; Tump;

No ar, um velho com um longo chapéu preto, vestes negras e um manto branco, estava caminhando lentamente. Em sua mão direita havia um cajado de madeira, o topo do cajado onde sua mão estava segurando fixamente era na verdade no formato da cabeça de um corvo. A cada passo que ele dava, ele batia com o cajado no ar criando um barulho que reverberava no coração de todos.

Não importa quem fosse, todos estavam com o coração palpitando de medo.

Parando no ar, a cima da arena destruída, o velho olhou para o comandante Sul e perguntou calmamente enquanto fumava o seu cachimbo e soltava uma grande quantidade de fumaça. Fuu... ― Você quer matar o meu aluno?

― Vice-Diretor Almeida. ― O comandante Sul tinha a sobrancelha franzida neste momento. ― Ele cometeu um crime contra o país do Sol e deve pagar com a vida! ― Afirmou o comandante Sul.

― Desde quando a arena de combate passou a ter regras de maricas? ― Perguntou friamente o Vice-Diretor Almeida.

― Não importa o que... Esse jovem deve morrer hoje! ― Afirmou o comandante Sul em um tom decidido.

― Por que você não tenta? ― O Vice-Diretor Almeida estava calmamente olhando para ele.

Subindo ainda mais alto, o comandante Sul começou a liberar o seu poder marcial. Oscilações de energia eram emanadas frequentemente do seu corpo.

Com um rugido alto ele disparou um soco com grandes quantidades de poder marcial em direção ao vice-diretor.

Rowrr – Um longo rugido de leão soou do seu punho enquanto avançava. O vice-diretor Almeida se moveu, o cajado que estava em sua mão brilhou com uma luz resplandecente enquanto ele avançava para encontrar o punho do comandante Sul.

Boooom - Após o impacto o comandante sul foi enviado voando enquanto cuspia sangue sem parar.

No ar, o vice-diretor estava parado como um soberano, calmamente olhando para o comandante sul. Já o comandante sul, estava gravemente ferido após uma única troca de golpes, sua energia estava oscilando caoticamente, e ele não conseguia parar de tossir sangue.

― Como ousa se rebe...

― Já chega! ― Antes que o comandante Sul pudesse terminar sua frase, uma voz veio de longe possuindo a arrogância de um governante, soando como um comando inquestionável para todos.

Todos ficaram quietos com olhares respeitosos, enquanto a voz continuava. ― Sigam para a cerimonia final. ― Com um suspiro, a voz continuou. ― Comandante Sul, o que acontece entre a geração mais jovem, deve ser resolvido pela geração mais jovem.

Curvando-se, o comandante sul afirmou. ― Eu ouço e obedeço, sua alteza.

― Já o restante, dirijam-se para a área cerimonial, vamos manter a tradição. Não deixem o acontecimento anterior estragar as tradições de centenas de anos.

― Sua alteza, esse velho vai se retirar. Eu só vim para proteger meu discipulo... ― Comentou o vice-diretor respeitosamente.

― Eu entendo.

Ouvindo as palavras do rei, todos começaram a caminhar para o pátio cerimonial.


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Este capítulo é um bônus graças ao mitológico Erivelton que fez uma fanart incrível da nossa querida narigudinha, Rebeca Alves.

Cada fanart que for aprovada pela página, vou liberar um capítulo extra!

Link - https://goo.gl/aLHwB3

Por Keven Alves | 31/07/18 às 12:06 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo