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Capítulo 29 - Foice Silenciosa

Corvo Negro (CN)

Capítulo 29 - Foice Silenciosa

Autor: Keven Alves

Após Atlas ajudar Juliana, ele caminhou em direção ao seu quarto. Desde o momento em que o vice-diretor jogou o pergaminho em sua direção, ele está se coçando para abrir e dar uma boa olhada.

Chegando no quarto, ele rapidamente fechou a porta para não ser incomodado, retirou o pergaminho e o abriu lentamente.

No momento em que o pergaminho foi aberto, irradiou com uma luz dourada. Neste momento, Atlas sentiu uma familiaridade com essa energia que estava sendo emanada do pergaminho. Foi semelhante a energia que ele sentiu quando estabeleceu o contrato com o seu espírito marcial.

Assim que o pergaminho foi aberto, ele sentiu que havia duas maneiras de explorar as informações contidas nele. A primeira forma, seria ler tudo o que está escrito nele. Já a segunda forma, seria realizar uma conexão entre a sua energia e a energia do pergaminho.

Atlas resolveu escolher o segundo método, pois, com essa conexão todas as informações do pergaminho seriam transferidas para ele, economizando assim o trabalho de ler cada parte, além disto, ele poderia sentir a essência da informação contida no pergaminho.

Assim que ele começou a estabelecer a conexão ele percebeu que a conexão não estava sendo estabelecida com a sua própria energia em si, mas sim com a energia do seu espírito marcial. Quando a conexão entre a energia de ouro do pergaminho e a energia de ouro do espírito marcial foi completada com sucesso, todas as informações apareceram em sua mente.

‘Técnica da Foice silenciosa

Técnica marcial de Rank Ouro - Informações gerais: No momento em que a Foice for utilizada, ela não emitirá som ou ‘presença’. Técnica especial para assassinatos.

Requerimentos: Necessário ser um cultivador marcial no nível da terra ou, possuir um espírito marcial de rank ouro.’

Assim que essas informações apareceram na mente de Atlas, ele ficou extremamente empolgado. Afinal ele sempre ouviu falar que quanto maior o nível do espírito marcial, mais possibilidades e vantagem eles fornecem para os cultivadores.

Mas mesmo tendo ouvido falar sobre isto, ele nunca experimentou nenhuma ‘vantagem’ em si. Agora ele finalmente entendeu...

Uma técnica que só poderia ser praticada por cultivadores marciais que estão no nível da terra, poderia ser cultivada por um reino inferior desde que ele tenha um espírito marcial de rank ouro.

Mesmo que ele não consiga desencadear todo o poder da técnica, ele ainda teria uma vantagem inerente sobre todos que estão no mesmo nível que ele, tendo em vista que sua técnica seria muito mais poderosa que a do oponente.

Extremamente empolgado, Atlas começou a verificar os métodos de circulação de energia, posturas, entre outras coisas. Assim que ele pensou que poderia praticar, percebeu que estava lhe faltando o fundamental... Uma foice!

Assim que Atlas saiu do quarto, ele deu de cara com Lizzy.

― Mestre, você está saindo? ― Perguntou ela com um olhar esperto no rosto.

― Sim, vou comprar uma arma! ― Afirmou Atlas.

― Vamos sair em uma aventura, certo? ― Perguntou ela enquanto se movia pulando para a direção de Atlas.

― Aventura? ― Questionou Atlas. ― Apenas quando você aprender a ler! ― Afirmou ele enquanto pegava Lizzy pelos braços e entregava para Juliana.

― Mestre! Você não pode me deixar aqui para morrer! ― Lizzy estava com uma carinha de queixa.

― Morrer? ― Perguntou Atlas com um sorriso. ― É apenas aprender a ler, não tem nada demais nisso!

― É tão chato que vou morrer. ― Disse Lizzy com uma expressão triste. ― Por que aprender a ler, se já sei falar?

Rindo, Atlas sacudiu a cabeça e saiu.

― Mestre bobo! ― Resmungou a pequena.

Assim que Atlas chegou do lado de fora da sua residência, percebeu que havia duas pessoas caminhando em sua direção.

Eles eram, Palito e Rebeca.

― Você vai ficar me seguindo? ― Palito olhou para Rebeca com uma expressão de queixa.

― Uma esposa não deveria acompanhar o seu marido? ― Perguntou Rebeca.

― Quem é seu marido?! ― Resmungou Palito.

Vendo essa cena, Atlas tinha um sorriso no rosto enquanto sacudia a cabeça. Esses dois viviam se alfinetando, mas estavam sempre andando juntos e, apesar de Palito resmungar, nunca tentou se afastar de Rebeca.

Vendo Atlas, Palito acenou para ele e gritou. ― Atlas!

― Palito, vejo que vocês estão juntos como sempre! ― Afirmou Atlas.

Humpf! - Palito bufou e deu um olhar para Atlas, mas não rebateu o comentário.

― Estamos indo na cidade, quer ir com a gente? ― Rebeca estava de extremo bom humor.

― Acontece que eu preciso mesmo ir na cidade. ― Comentou Atlas. ― Preciso comprar uma foice!

― Foice? ― Questionou Palito. ― Isso é pouco utilizado, vamos até a loja da minha família. ― Afirmou ele.

Após uma breve troca de palavras e algumas risadas, os três caminharam em direção a cidade.

Depois de caminharem e conversarem por alguns momentos, eles se depararam com um enorme casarão. Na entrada havia uma grande quantidade de pessoas, todas muito bem vestidas. Essas pessoas possuem um certo grau de autoridade ou plano de fundo na capital, nenhuma delas era alguém aleatório.

No topo do casarão, havia um letreiro forjado que irradiava uma energia de rank ouro muito densa, nas letras as palavras imponentes estavam a mostra para todos. ‘Casa das armas’

― Chegamos! ― Comentou Palito.

― Essa é a loja da sua família? ― Perguntou Atlas, espantado com a imponência do edifício, certamente a família de Palito possui grande poder na capital.

― A família Nagi possui grande poder e status na capital. Eles são os principais forjadores do país do Sol e vendem armas celestiais para todos os poderes, inclusive poderes de fora do país do Sol. ― Rebeca tomou a liderança para responder a dúvida de Atlas.

― Incrível. ― Murmurou Atlas.

― Apesar deste Deus grego ser muito lindo e um gênio demoníaco, não gosto de usar o poder da minha família. ― Afirmou Palito com uma expressão digna.

― Meu marido recebeu o nome do fundador da família Nagi, Jozu Nagi. ― Comentou Rebeca. ― Tudo isso, para que ele possa carregar o orgulho do fundador e elevar ainda mais a posição da família.

― Oh... ― Atlas parecia surpreso ao olhar para Palito com uma expressão peculiar.

Vendo a expressão de Atlas, Palito quase engasgou. ― Você não acredita nas minhas habilidades? ― Questionou ele um tanto infeliz com a expressão de Atlas. ― Vamos, eu mesmo vou forjar a sua foice!

― Você? ― Perguntou Altas, forçando ainda mais a sua expressão peculiar.

Humpf! - Bufou palito, extremamente infeliz com Atlas. ― Você não precisa pagar nada. ― Comentou Palito. ― Vou fazer você me elogiar e dizer que sou o maior gênio da forja!

― Ok, Ok. ― Disse Atlas dando de ombros para ele.

Palito ignorou Atlas e caminhou para dentro da residência, sendo seguido de perto por Rebeca. Já Atlas, revelou um grande sorriso. Como ele poderia não entender o seu amigo Palito tendo passado vários meses com ele?

Apesar de se gabar, ele realmente tem talento para corroborar sua arrogância. O que Atlas queria era irritá-lo para ganhar uma arma grátis.

Se contendo para não comemorar, ele seguiu Palito de perto ao entrar na Casa das Armas.

Passando pelos corredores, Atlas viu uma quantidade assustadora de armas, todas liberando energias. Ele nem ousa imaginar quanto custaria tudo isto, certamente, seria um número de pedras celestiais que ele não saberia nem pronunciar.

Sem contar que isto era apenas o primeiro andar, e essa mansão tem um total de 4 andares.

― Jovem mestre Jozu! ― Enquanto Atlas estava perdido em seus pensamentos, uma jovem senhorita muito bonita chegou de frente para eles, e tratou Palito com um respeito incomparável.

― Nie! ― Afirmou Palito sorrindo.

― O jovem mestre deseja alguma ajuda? ― Perguntou ela sorrindo docemente.

― No momento não, vou apenas forjar uma foice! ― Afirmou ele.

― Foice? ― Nie tinha uma expressão surpresa em seu rosto. ― O jovem mestre deseja enviar para o leilão no Pavilhão do tesouro?

― Não! ― Afirmou Palito, enquanto continuava caminhando para os fundos da Casa das Armas.

Após o trio sair, Nie murmurou. ― Quem utiliza uma arma tão peculiar? ― Com uma expressão estranha, ela continuou murmurando enquanto caminhava. ― Além disto, o próprio jovem mestre vai fabricá-la?

Assim que o trio chegou nos fundos da Casa das armas, eles se depararam com um cenário completamente diferente do anteriormente luxuoso. Neste espaço havia muitos alojamentos de forja, jovens carregavam materiais de forja para todo o lado.

Caminhando para um espaço que estava vago, Palito liberou sua energia em um forno de forja. Assim que a energia foi liberada, o fogo acendeu e três jovens vieram correndo prestar apoio para o ferreiro. No momento em que viram Palito, os três se curvaram respeitosamente e esperaram silenciosamente por ordens.

Enquanto a máquina de forja estava aquecendo, Palito listou vários itens. Os jovens dispararam com toda velocidade para obtê-los. Momentos depois, dois jovens retornaram com caixas pesadas repletas de ferros, entre outras coisas.

― Vamos começar! ― Comentou Palito.

― Sim! ― Responderam os dois jovens em alto e bom som.

 

Por Keven Alves | 03/08/18 às 16:24 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo