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Capítulo 31 - Aceitando uma missão

Corvo Negro (CN)

Capítulo 31 - Aceitando uma missão

Autor: Keven Alves

Em um piscar de olhos, passaram-se 10 dias desde a notícia incendiaria que se espalhou pela capital real. Os novos alunos estavam praticando com afinco, os veteranos voltaram para suas rotinas e a capital se acalmou novamente.

Atlas que ficou em reclusão por 10 dias, abriu a porta e se espreguiçou demoradamente aproveitando o leve sol da manhã.

Lizzy o vendo na entrada, correu e pulou ao lado dele imitando o mesmo gesto e se espreguiçando demoradamente. Vendo isto, Atlas balançou a cabeça com um leve sorriso no rosto e começou a caminhar.

Sem perder tempo, Lizzy seguiu logo atrás imitando os passos de Atlas.

Conforme eles caminhavam pela academia, começaram a notar que muitos estudantes estavam em êxtase.

― O Elo Perdido! ― Afirmou um estudante entusiasmado.

― Haha, atingimos o ouro. ― Comemorou o outro.

Ouvindo isso, Atlas não conseguiu evitar sua curiosidade. Ele teve que caminhar até eles. ― Sêniores, o que é o Elo Perdido?

― Oh, você deve ser novato. Certo? ― O estudante continuou. ― O Elo Perdido é o paraíso das bestas demoníacas! ― Afirmou ele rindo.

― Paraíso das bestas demoníacas? ― Questionou Atlas. ― Então, qual o motivo do êxtase?

― É claro que tem motivo! ― Afirmou o outro. ― O Elo Perdido é um lugar protegido, onde ninguém pode entrar. Mas desta vez surgiu uma missão no pavilhão de missões, indicando que ao domar uma besta demoníaca do Elo Perdido, pode obter grandes pontos de contribuição!

― Isto é duas lebres com uma pedra! ― Afirmou o outro estudante. ― Qual o melhor lugar para se conseguir uma besta demoníaca do que no paraíso para bestas demoníacas?

― Entendo... ― Murmurou Atlas. ― Mas por que a academia daria grandes quantidades de pontos para quem domar uma besta demoníaca? ― Com uma expressão de dúvida ele continuou. ― É preciso entrega-la para academia?

― Claro que não! ― Afirmou o estudante. ― Pense... Uma besta demoníaca pode ser utilizada para transporte, combate, entre outras tarefas. Se um estudante possuí uma besta demoníaca, pode ser considerado seu poder. Se o estudante aumenta de poder, a academia também aumenta.

― Faz sentido! ― Afirmou Atlas. ― Vou até o pavilhão de missões dar uma olhada.

― Vai lá! Nós estamos partindo, quem sabe nos vemos no Elo perdido.

Depois de se despedir da dupla, Atlas caminhou até o pavilhão.

Chegando de frente para o enorme pavilhão, Atlas ficou espantado com a quantidade de pessoas que estavam reunidas neste local.

Não demorou muito para ele encontrar conhecidos.

― Bom dia sêniores! ― Ao falar, Atlas se aproximou acenando para eles.

Helena e seu grupo estavam com inúmeros pergaminhos e mapas sobre uma mesa. Vendo Atlas chegar, Helena sorriu e o cumprimentou.

― Atlas, você está se preparando para ir ao Elo Perdido? ― Perguntou Helena.

― Eu vim verificar isso. ― Afirmou ele. ― Eu sempre quis uma besta demoníaca.

― Entendo. ― Comentou ela.

Gustavo que estava ao lado, se aproximou e deu um abraço em Atlas enquanto ria. ― Haha, é uma boa oportunidade!

― Vocês também estão indo? ― Perguntou Atlas.

― Estamos, mas por outro motivo. ― Comentou Gabriel. ― Helena segue o caminho dos exploradores, então vamos dar uma ajuda para ela.

― Exploradores? ― Atlas tinha uma expressão questionadora. ― É diferente de cultivadores?

― No geral são iguais. ― Afirmou Helena. ― Mas os exploradores buscam poder para explorar lugares que ninguém foi antes. Para descobrir os segredos por trás da humanidade, anotar e catalogar para posteridade.

― Em resumo, os cultivadores se arriscam por poder, enquanto os exploradores se arriscam por conhecimento e informação. ― Comentou Gabriel.

― Entendi. ― Assentindo com a cabeça, Atlas continuou. ― Mas parece o mesmo para mim.

Com um sorriso no rosto, Helena continuou. ― Bom, é realmente parecido. O que posso dizer é que os exploradores são fanáticos por todo tipo de conhecimento, então acabam entrando em muitas ruínas proibidas. Mas ao invés de procurarem por tesouros eles passam todo o seu tempo investigando a ruína em si.

― Que loucura... ― Murmurou Atlas.

― Haha. ― Rindo alto, Gustavo exclamou. ― No geral a maioria dos exploradores são mesmo loucos! Mas aqueles que conseguem chegar no topo se transformam em lendas.

Com um olhar extremamente curioso, Atlas questionou. ― Que tipo de lenda?

Atlas que sempre gostou de ouvir as histórias contadas por seus tios, estava muito empolgado para ouvir uma lenda completamente nova.

Ouvindo a empolgação de Atlas, Gabriel explicou. ― Muitos e muitos anos atrás, antes mesmo do surgimento do país do Sol, um homem curioso desenvolveu uma ferramenta de movimentação, com essa ferramenta ele encontrou um lugar chamado, Camada Celestial. Na Camada Celestial ele descobriu pedras estranhas e pergaminhos antigos, depois de estudar e explorar por muitos anos, esse homem descobriu que os humanos até então frágeis, eram capazes de se tornarem cada vez mais poderosos.

― Incrível... ― Murmurou Atlas.

Helena que estava ouvindo, continuou com a explicação. ― Empolgado com a sua descoberta, esse homem começou a desvendar os textos antigos e cultivar, depois de ter cultivado e se tornado o soberano da humanidade, ele não tentou controlar todos, mas na verdade, resolveu ensinar como cultivar. ― Com os olhos brilhando, Helena continuou. ― Ele não foi egoísta, ele foi o homem que deu início a era dos cultivadores marciais. E agora, muitos anos depois da sua generosidade, as pessoas se esqueceram que o pai do cultivo marcial, Heitor Columbus era um explorador e não um cultivador!

― Os dois, deveriam ser um só. ― Comentou Gabriel. ― Mas com o tempo, as pessoas se focaram apenas na busca pelo poder, se tonaram cada vez mais inescrupulosos e se esqueceram que foi a busca por conhecimento que nos levou ao poder de hoje!

Depois de perceber que todos estavam quietos, Atlas perguntou empolgado. ― Continua... O que aconteceu depois?

Com um olhar triste, Helena continuou. ― Ninguém sabe. Depois de ensinar o método de cultivo em todos os lugares, ele simplesmente desapareceu sem deixar vestígio.

― Que pena. ― Murmurou Atlas.

― Verdade. ― Concordou Helena, que então continuou. ― Mas algum dia eu pretendo descobrir toda a história por trás do pai do cultivo marcial!

Depois de conversarem mais um pouco, Atlas se despediu e seguiu para o seu objetivo.

Entrando no pavilhão, Atlas foi direto para o local onde estava todas as informações da missão.

No local ele descobriu algumas informações que já havia escutado durante o caminho até o pavilhão. Descobriu que o Elo Perdido é um local protegido por um tal de Meia Noite, onde ninguém pode entrar, um verdadeiro santuário para as bestas demoníacas. No entanto, ao longo dos anos teve vezes onde foi permitido para aqueles abaixo do reino da terra entrar e, domar bestas demoníacas.

E desta vez, é justamente um desses casos.

Depois de pegar as informações gerais, Atlas caminhou até um balcão onde entregou seu medalhão, nele foi gravado tudo referente a essa missão.

Assim que chegou em casa, Atlas encontrou Palito e Rebeca sentados em sua sala conversando com Juliana.

― Você finalmente voltou! ― Afirmou Palito. ― Vamos partir?

― He? ― Olhando para Palito, Atlas comentou. ― Você vai ficar me seguindo?

― Seguindo? ― Percebendo o olhar estranho de Atlas, Palito olhou para Rebeca e finalmente entendeu. ― Seguindo sua cabeça! ― Afirmou ele. ― Estou te chamando para uma parceria, quem quer seguir você!

Rindo, Atlas comentou. ― Eu estou precisando de uma técnica de movimentação...

― Você tem pontos para isto? ― Perguntou Palito.

Sacudindo a cabeça, Atlas respondeu em um tom triste. ― Provavelmente não, precisamos ir nessa missão e conseguir alguns pontos!

― Haha! Era isso que eu queria ouvir! ― Comemorou Palito.

 ― Já volto! ― Atlas sinalizou para ele e foi preparar suas coisas. Momentos depois ele voltou, sendo seguido de perto por Lizzy que estava quieta apenas observando Atlas com medo de que ele não fosse leva-la.

― Lizzy voc...― Antes que ele pudesse falar qualquer coisa foi interrompido.

― Não, não, não! ― Afirmou Lizzy balançando a cabeça. ― O vice-diretor disse para o mestre cuidar de mim. ― Fazendo beicinho ela continuou. ― O mestre quer deixar Lizzy?

Sabendo que era impossível de convence-la a ficar em casa, Atlas sinalizou para ela. ― Certo, venha comigo.

― Uhull! ― Comemorando, a pequena menina bateu seus delicados pés no chão com um largo sorriso no rosto.

― Juliana, aproveite este tempo para praticar!

***

Quatro dias depois, um grupo chegou ao pé de uma enorme cadeia de montanhas. Eles eram, Atlas, Lizzy, Palito e Rebeca bem como um homem com uma besta demoníaca. Este transporte foi alugado por eles na capital e custou tudo o que o grupo havia reunido, Atlas que já estava pensado ter grandes quantidade de dinheiro, percebeu que na verdade é um pobretão!

Lizzy estava nas costas de Altas, sendo carregada por ele. Durante essa curta jornada até o Elo Perdido, eles sobrevoaram muitos vilarejos e pequenas cidades.

Durante este tempo, eles nunca ficaram entediados, tudo é muito novo para o grupo.

Assim que o Grupo começou a subir a montanha, eles viram uma enorme placa. ‘Bem-Vindos ao Elo Perdido.’

Passando pela placa eles se depararam com um posto de controle.

― Olá. Coloquem suas mãos no cristal e depois me digam qual poder representam. ― Comentou um jovem de aparência simples que estava na tenda. No entanto, olhando para este jovem de aproximadamente 20 anos, Atlas percebeu que o mesmo parecia ser insondável, como se fosse muito mais poderoso do que eles.

― Eu primeiro. ― Gritou Palito.

Caminhando rapidamente, ele foi logo esticando sua mão e liberando sua energia no pilar de cristal. Logo, suas informações apareceram.

‘Palito - segundo nível do reino da energia – Academia Corvo Negro’

― Jozu! Porque não usou seu nome verdadeiro?! ― Reclamou Rebeca.

― Quem quer usar o nome do velho ancestral?! ― Bufou Palito.

Rindo, Atlas caminhou e colocou a mão no pilar.

‘Atlas Guerra – Segundo nível do reino da energia – Academia Corvo Negro’

― Oh... Parece que você também conseguiu um avanço. ― Comentou Palito.

― Por que você fala como se fosse superior a mim? ― Falou Atlas com uma expressão de zombaria.

― Hehe. ― Palito riu desviando o olhar.

― Oh, parece que você esqueceu nosso confronto?!

― Confronto?! ― Exclamou Rebeca olhando para Palito e Atlas.

Tosse, Tosse. ― É melhor você parar de perde o tempo do rapaz e ir logo fazer a sua checagem. ― Palito que estava com uma expressão estranha já foi empurrando Rebeca em direção ao pilar de energia.

Percebendo que era impossível descobrir qualquer coisa, Rebeca colocou a mão no pilar de energia.

‘Rebeca Alves – Primeiro nível do reino da energia – Academia Corvo Negro’

Assim que Rebeca saiu do Pilar, Lizzy começou a caminhar em direção ao pilar com uma postura extremamente confiante, como se fosse mostrar o seu poder para todos.

No momento que Atlas percebeu isto, ele deu um pulo como se tivesse tomado um choque. Correndo, ele Agarrou lizzy pelos ombros e começou arrastá-la para longe.

― Mestre?! O que está fazendo? ― Resmungou ela.

― Você ficou doida pentelha! ― Reclamou Atlas. ― Quer me matar de susto!

Assim que Atlas arrastou Lizzy para longe, as pessoas começaram a rir e comentar.

― Aquela criança fofa queria testar sua força, hahaha.

― Ela é muito engraçada. Hehe

Depois de chegarem a uma certa distância, Atlas respirou fundo. Se nem mesmo o diretor tinha certeza da origem da força de Lizzy, imagine o tipo de tempestade que poderia causar paras as pessoas comuns que descobrirem sobre isso.

Atlas ainda é fraco e não tem poder para protege-la, se uma tempestade deste tipo se iniciar seria uma catástrofe. Logo, ele precisa ser ainda mais cauteloso.

― O que é aquilo? ― Perguntou Rebeca.

Olhando na direção em que ela apontou, todos ficaram com um olhar estranho. Pois, todas as pessoas estavam entrando em uma caverna, no entanto, a montanha era pequena, o que indica que a caverna não deveria ser grande o suficiente para acomodar todas essas pessoas.

― Olhe! ― Afirmou Atlas. ― Parece ser a entrada do Elo Perdido!

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Por Keven Alves | 08/08/18 às 17:26 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo