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Capítulo 32 - Elo Perdido

Corvo Negro (CN)

Capítulo 32 - Elo Perdido

Autor: Keven Alves

Atlas resolveu esperar e observar a situação, para não chamar atenção ele escolheu uma localização mais afastada, mas que o permitiria observar toda a entrada da caverna.

Durante a sua observação, Atlas se surpreendeu ao notar uma grande variedade de pessoas. Observando atentamente, ele chegou à conclusão que essas pessoas não eram do país do Sol!

― De onde eles são?! ― Exclamou.

― Talvez sejam do país do sol, mas de um lugar que não conheçamos. ― Comentou Rebeca.

― Impossível! ― Afirmou Palito. ― Se fosse só uma pessoa até poderia ser, mas um grupo... ― Com uma pausa, ele continuou. ― As academias mais fortes são da capital real, e esses grupos de pessoas que estão entrando são tão numerosos quanto a gente da academia Corvo Negro. Logo, provavelmente não são do país do Sol!

Olhando para entrada, Atlas viu um grupo de 4 pessoas entrando. Este grupo atraiu a atenção dele, pois tinham o tom de pele um pouco mais escuro, usavam roupas com muito pelo e possuíam inúmeras tatuagens.

Depois deste grupo, ele viu um grande número de pessoas entrando de roupas brancas, em seu peito havia uma runa da palavra ‘Vento’.

Assim que este grupo de roupa brancas entrou, um grupo com quase o mesmo número de pessoas entrou logo atrás. Sua roupa era de um tom azul claro, e em seu peito havia a palavra ‘Nuvem’.

Atlas esperou por um longo tempo e uma vez que a noite caiu, ele se tornou mais atento e esperou até ficar de madrugada para acorda-los. Todos entenderam que isto é Atlas sendo cauteloso, devido ao que aconteceu no labirinto do rei, onde havia muitas pessoas da capital que queriam matá-lo.

Logo, os três jovens e uma pequena menina saltitante partiram em direção a entrada da caverna. Assim que entraram na caverna eles perceberam que não era pequena como aparentava ser por fora. Na verdade, eles até tiveram a sensação de estar descendo, como se tivessem entrando no subterrâneo.

Quando chegaram ao final da caverna, notaram uma espécie de ‘buraco’ com vários tipos de vegetação cobrindo. Assim que ultrapassaram, notaram que estavam nos arredores de uma densa floresta.

Respirando fundo, Atlas franziu o cenho. Abaixando-se perto de Lizzy, ele sussurrou em um tom em que apenas os dois poderiam ouvir. ― O ar aqui parece familiar?

Olhando para Atlas, Lizzy perguntou. ― O mestre está falando da minha caverna?

― Shiii! ― Sinalizou Atlas colocando o dedo na boca dela. ― Isso mesmo, parece?

Assentindo com a cabeça, ela continuou olhando seriamente para Atlas até ouvi-lo falar novamente. ― Não conte sobre a sua caverna para ninguém!

Ela assentiu novamente e segurou a mão dele.

― Tem marcas de combate aqui! ― Afirmou Palito, que não estava muito distante da dupla.

Escutando-o, Rebeca começou emitir sons para verificar se havia alguém por perto. ― Parece não ter ninguém por perto. ― Afirmou ela.

― Muitas pessoas entraram neste lugar. ― Comentou Atlas. ― Vamos nos mover mais profundamente, as bestas demoníacas aqui são fracas.

Após o comando, o grupo disparou entrando mais profundamente na floresta.

Depois de terem corrido por um tempo, Rebeca gritou. ― Espere!

Todos pararam seus passos apressadamente, afinal, ela é responsável pelo monitoramento devido ao seu espírito marcial.

― Há uma besta demoníaca do tipo águia, e está vindo em nossa direção em alta velocidade.

Ouvindo isso, Atlas comandou. ― Separem-se!

Segurando o braço de Lizzy ele pulou para a direita, enquanto Palito pulou para a esquerda e Rebeca pulou para trás.

Apesar de terem se separado, ainda mantinham um bom nível de contato visual.

Não demorou muito para a besta demoníaca entrar em seu campo de visão, mas ainda estava muito longe, vindo a toda velocidade.

― Meu pai disse que as bestas aqui são muito mais selvagens do que no labirinto do rei. ― Comentou Palito. ― Além disto, possuem uma linhagem sanguínea mais pura e, de acordo com o meu pai quanto mais pura a linhagem sanguínea, mais poderosa é a besta demoníaca.

Conforte a águia avançava, eles puderam sentir sua força. ― Está no nono nível do refinamento corporal. ― Comentou Rebeca, traços de alivio eram visíveis em sua voz.

― Não fique tão aliviada, não ouviu o que eu disse antes?! ― Gritou Palito.

― Preparem-se. ― Comandou Atlas.

Conforme a águia se aproximava, sons crepitantes eram emitidos pelas arvores ao redor devido a velocidade do vento gerada pelo bater de asas da besta.

Quando a terrível besta demoníaca pairou no ar sobrevoando eles, em seu olhar era nítido o traço de crueldade e brutalidade emitido por ela, ela não via esses humanos como oponentes, para ela, eles eram as presas!

Um lampejo frio brilhou nos olhos da besta demoníaca, enquanto ela emitia um longo grito. “Gyyaaa!”

Batendo suas asas fortemente, ela gerou uma grande quantidade de vento que foi dirigida diretamente para Atlas e Palito atrapalhando sua visão enquanto ela avançava ferozmente em direção a Rebeca.

Atlas pegou sua foice e pulou diretamente em direção a besta demoníaca, Palito também reagiu rapidamente pegando uma espada longa e avançando. Mas, apesar da besta possuir o nível de cultivo menor do que eles, ainda era muito rápida e passou por eles como um raio.

Chum - Em questão de segundos ela estava de frente para Rebeca avançando com suas garras na tentativa de abatê-la. Tudo o que Rebeca conseguiu fazer foi levantar o arco na tentativa de bloquear a garra.

Booom! - O impacto foi tão forte que arremessou Rebeca longe quebrando algumas arvores no processo.

― Parece que essa besta demoníaca já enfrentou humanos antes! ― Palito gritou fortemente, em seus olhos era possível notar que ele estava muito nervoso com o ocorrido. ― Ela sabe que o arco ataca de longe e quer lidar com ele primeiro.

Puf! - Um alto som de perfuração soou atraindo a atenção de todos.

Quando Atlas viu a origem do som, ele quase morreu, ressuscitou e morreu de novo.

Lizzy estava em cima da águia e uma das suas mãos estava fincada na mesma. ― Besta feiosa, quem deixou você atacar a irmã nariguda?

Puf! - Gritando, Lizzy cravou a outra mão nas costas da águia.

Gyaah - Um grito lamentável soou da besta demoníaca enquanto ela começou a bater as assas para levantar voo.

Mas como Atlas poderia perder essa chance? Se movendo rapidamente, ele desceu com a sua foice sobre uma das asas causando um gigantesco corte e prendendo a besta no chão. Palito também aproveitou esse momento para cravar a sua espada na outra asa, assim como Atlas, ele prendeu a besta no chão.

Saindo de cima da águia Lizzy bateu as mãos adoravelmente enquanto usava sua energia para remover todo o sangue que estava nela. Vendo isso, Atlas, Palito e Rebeca estavam em choque. O que diabos é tudo isso?

Olhando ferozmente para a besta demoníaca, atlas bufou. ― Submeta-se ou morra!

A besta demoníaca tinha um olhar extremamente feroz. Ela nunca pensou que um pequeno inseto poderia ter um poder tão grande.

Crarrr – Furiosa, a besta demoníaca forçou-se a levantar-se enquanto as lâminas que estavam cravadas em suas asas continuavam a dilacerá-la, seu olhar estava focado em Lizzy que à colocou neste tipo de situação.

Ignorando todo o dano que estava recebendo, ela avançou em direção a Lizzy com extrema vontade de matar.

― Você ousa?! ― Berrou Atlas, que ficou extremamente furioso.

Seus olhos ficaram completamente negros em questão de segundos, enquanto ele puxava sua foice com força liberando uma quantidade de energia assustadora e, arremessou a foice com uma ferocidade bestial enquanto rugia de raiva.

A foice se moveu girando em uma velocidade tão aterrorizante que, apesar de não emitir som nem presença devido a habilidade ‘foice silenciosa’. Causou um calafrio em todos que estavam no local. Logo, um som assustador de pele e ossos sendo dilacerados foi emitido.

Crash – A besta demoníaca nem teve tempo de emitir um último grito antes do seu corpo cair pesadamente no chão. Put!

Atlas tinha um olhar extremamente feroz em se rosto enquanto via a sua enorme foice cravada na cabeça da besta demoníaca. Sua aparência era feroz ao extremo como se fosse capaz de matar qualquer um que ousasse entrar em seu caminho.

Vendo isto, Palito teve um pensamento súbito, se fosse ele no lugar da águia, ele certamente teria o mesmo final. Aquele ataque de fúria, foi aterrorizante.

Caminhando até o lado de Lizzy enquanto seus olhos voltavam ao normal, Atlas respirou fundo e comentou baixinho. ― Tenha mais cuidado. ― Na verdade, ele estava com vontade de amarrar as mãos e os pés dessa pequena pestinha e jogá-la em casa, onde é seguro.

Mas ele sabe que isso é impossível, principalmente agora que Lizzy provou ser ‘forte’.

Caminhando até a besta demoníaca Atlas começou a abri-la para retirar o núcleo, enquanto pensava... ‘Preciso ficar mais forte e precisa ser o mais rápido possível! Ou vou ser incapaz de protege-la...’

Enquanto Atlas removia o núcleo, Palito caminho até Rebeca...

Se abaixando ao lado dela, ele balançou-a pelo ombro. ― Rebeca, você está bem?

Rebeca continuou deitava, sem mover um único musculo, afinal o impacto foi grande.

Com as sobrancelhas franzidas, Palito gritou um tanto aflito. ― Rebeca, responda!

Com os olhos fechados, Rebeca sussurrou. ― Preciso de respiração boca a boca...

― Respiração boca a boca sua cabeça! ― Palito resmungou alto enquanto revelava um sorriso.

Assim que o núcleo foi retirado, os olhos de Lizzy estavam brilhando.

Correndo até Atlas, ela ficou ao lado dele enquanto pulava apontando para o núcleo.

― Mestre, eu quero isso! ― Gritou ela.

― O núcleo? ― Questionou Atlas.

― Nm! ― Afirmou ela abalançando a cabeça várias vezes.

Sem entender, Atlas esticou a mão e passou o núcleo para ela.

Quando ela pegou o núcleo, imediatamente fechou os olhos. Poucos segundos depois o núcleo se desfez e foi transformado em uma densa energia bestial que entrou diretamente no corpo dela.

― Bleee! ― Resmungou ela colocando a língua para fora. ― Isso é muito ruim, é sujo!

Vendo o olhar dela, todos estavam sem fala.

Lizzy estava olhando para a besta demoníaca com extrema inimizade, como se besta tivesse cuspido nela ou algo do tipo...

O único pensamento que se passava pela mente de todos era... ‘Que tipo de loucura está acontecendo hoje?’

Sacudindo a cabeça, Atlas acariciou a cabeça dela e comentou baixinho. ― Vamos continuar.

Após o comentário dele, o grupo seguiu sua jornada entrando cada vez mais fundo na floresta. Atlas estava cheio de pensamentos caóticos...

Exatamente o que Lizzy é?

Uma besta demoníaca? Humana? Ou outra coisa?

Por que ele tem uma ligação tão forte com ela? Quando ela entrou em perigo, ele se sentiu gelado, como se estivesse morrendo. Todos os seus instintos gritavam para ajudá-la o mais rápido possível.

Tudo o que ele sabe é que ele tem uma forte ligação com essa menina, e está cada vez mais apegado a ela. Sem contar nos pesadelos constantes que ele vem tendo, como se algo quisesse desperta-lo ou devora-lo...

Parece que sua jornada como cultivador será cada vez mais agitada, não pode haver espaço para hesitação nessa caminhada.

Cada momento que passa, as palavras do seu pai se tornam mais reais.

Enquanto avançava mais profundamente na floresta, ele começou a se lembrar dos dias em que seu pai o estava treinando em combate. Naquela época, ele não entendia e até mesmo reclamava por ter que treinar combate durante a noite mesmo já tendo trabalhado duro durante o dia. Agora, a voz do seu pai ressoa em seus pensamentos. ‘Filho, no futuro você vai entender... Ou você pisa nos ossos, ou se torna os ossos a serem pisados.’

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Capítulo extra graças ao envio da fanart do mitológico Erivelton.

Quando a página atingir 350 curtidas vou liberar um capítulo extra!

Link - https://goo.gl/aLHwB3

Por Keven Alves | 09/08/18 às 18:44 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo