CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
Capítulo 33 - Pessoas

Corvo Negro (CN)

Capítulo 33 - Pessoas

Autor: Keven Alves

Conforme o grupo foi avançando eles foram encontrando inúmeras bestas demoníacas, todas elas estavam entre o nível 1 do reino da energia e abaixo. E todas elas, sem exceção foram abatidas por Lizzy, Atlas mandou ela lidar com essas bestas enquanto ele ficava ao lado como suporte para que a pentelha obtivesse mais experiência de combate e vivencia. Afinal, ele percebeu que vai ser impossível prende-la em uma caixinha de cristal, ela vai continuar se tornando mais forte e, junto com esse aumento de força, vem o aumento do risco.

E desta forma, um mês se passou...

Durante este mês, eles enfrentaram muitas situações perigosas e até mesmo encontraram alguns outros grupos, no entanto, ninguém quis revelar a sua origem.

Neste momento seus corpos estavam cobertos de sujeiras que acumularam ao lutar inúmeros combates, suas roupas estavam com inumeráveis rasgos. Mesmo assim, todos emitiam uma sensação muito mais feroz do que antes, principalmente seus olhares que estavam muitas vezes mais afiados. Todos tiveram um aumento poderoso em sua proeza e experiência de combate.

― Mesmo usando nossa energia para nos limpar ainda sinto falta d’Água! ― Resmungou Rebeca.

― É apenas sensação. ― Comentou Palito. ― A nossa energia é muito mais pura do que água!

― Mesmo assim! ― Afirmou Rebeca. ― Você não gostaria de me ver tomando um belo banho? ― Perguntou ela ao piscar e mostrar a língua para Palito.

Palito estava suando frio, acelerou os passos para ficar ao lado de Atlas. Vendo a reação de Palito, Rebeca deu uma longa e gostosa risada.

Não muito tempo depois, o grupo realmente encontrou uma cachoeira.

Rebeca tinha um largo sorriso no rosto, como se os deuses estivessem atendendo ao seu pedido.

― Jozu, sente-se aqui para vigiar... ― Apontou ela para a beirada da cachoeira. ― Eu vou tirar TODAS, repito, TODAS as roupas e me banhar ali! ― O lugar onde ela apontou era exatamente de frente para o lugar onde ela pediu Palito para vigiar.

Engolindo em seco, Palito se virou e caminhou um tanto quanto meio torto se retirando de perto dessa cachoeira.

Sacudindo a cabeça com um leve sorriso, Atlas também se retirou de perto da cachoeira e seguiu para uma grande e larga arvore onde ele retirou a camisa e sentou-se de pernas cruzadas na posição de lótus. Não muito tempo depois, Lizzy também veio e deitou-se ao lado dele enquanto observava as folhas da gigantesca arvore.

Rebeca foi a única que sobrou na cachoeira, com um sorriso meio amargo, ela começou a retirar suas roupas para tomar o seu tão aguardado banho. Em sua mente, havia pensamentos turbulentos... Há muito tempo que ela gosta de Palito, mas até agora, ele nunca mostrou quaisquer interesses por ela, apesar de ser uma mulher sempre alegre, seu coração as vezes reflete as dúvidas de sua paixão.

Retirando cada peça de roupa, ela entrou completamente nua na cachoeira enquanto muitos pensamentos passavam por sua mente.

Muito, muito longe de onde o grupo de Atlas estava, em uma grande montanha, havia um monge sentado em posição de lótus com um pequeno caderno em mãos onde ele fazia vários rabiscos.

Seus olhos brilhavam com uma forte luz enquanto ele observava quilômetros de distância.

Rebeca que estava se banhando, sentiu uma sensação estranha como se estivesse sendo observada. No entanto, por mais que ela tentasse encontrar algo, nada aparecia em seu campo de visão. Além disto, a floresta é bem densa, logo, ela acreditou ser só sua imaginação.

O monge que estava desenhando, murmurava. ― Oh, buda misericordioso, obrigado...

― Oh, buda misericordioso, tu criaste belos picos nesta paisagem, essa cereja levemente avermelhada é o epitome da majestade...

― Oh, buda misericordioso, tu me proporcionaste uma visão tão magnifica... ― Murmurou ele enquanto olhava para a parte de baixo. ― Oh, buda misericordioso, meu coração é tão calmo quanto um lago... Mesmo vendo este clive divino sem gramado.

― Oh, buda maligno, por que deformaste o nariz de tão bela flor... ― O monge tinha um olhar triste quanto murmurava balançando a cabeça com pesar.

Fechando o caderno e respirando fundo, ele comentou baixinho. ― Meu coração é como um lago transparente. Amitabha!

Rebeca que continuava com a sensação de desconforto, resolveu encerrar o seu banho e sair rapidamente da cachoeira.

Chegando ao local onde Atlas, Lizzy e Palito estava, ela percebeu que havia uma forte quantidade de energia nos olhos de Atlas enquanto ele estava com as sobrancelhas franzidas cultivando.

Franzindo o cenho, ela pensou. ‘Poderia ser...’

Depois de pensar nisto, ela sacudiu a cabeça. Atlas não é esse tipo de pessoas, deve ser só um mal-entendido.

De repente, ele abriu os olhos, revelando um leve sorriso e sussurrou... ― Consegui.

Levantando-se, ele comentou. ― Vamos nos mover...

Ouvindo isto, Palito levantou-se, se espreguiçou e murmurou. ― Até agora não domamos nada, essas bestas são muito arrogantes! ― Com um olhar complicado ele continuou. ― Além disto, toda vez que matamos uma besta demoníaca Lizzy devora o núcleo e ainda reclama por ser ruim.

Olhando para Palito, Lizzy tinha uma expressão de: ‘não é? Não sei o que está acontecendo com essas bestas!’

Vendo o olhar de Lizzy, Palito quase desmaiou no local, essa menina realmente não é desse mundo.

Enquanto o grupo avançava rapidamente cruzando uma grande distância dentro da floresta, começaram a ouvir sons de batalha.

Emitindo sons com a boca, Rebeca logo percebeu o que estava acontecendo.  ― Um grande número de pessoas estão lutando!

― Vamos dar uma olhada! ― Comentou Altas. ― Avancem com cuidado!

Não muito longe deles, Atlas viu que havia três grupos de pessoas. Um grupo consistido de 5 corvos estava se segurando contra um grupo de 15 pessoas.

― Vamos ajudá-los! ― Afirmou Atlas. ― Mas não se arrisquem, se não der para ajudar, recuem imediatamente!

Olhando para Lizzy, ele ordenou. ― Pequena, fique aqui escondida!

― Mestre!!! ― Reclamou ela.

― Sem reclamar. ― Ordenou Atlas. ― Ainda não é hora de revelar o seu poder para estranhos.

Quando ele terminou de falar, ele se moveu rapidamente. Em questão de segundos ele, Palito e Rebeca já estavam de frente para os inimigos.

Vendo o grupo de Atlas chegar, um jovem de cabelos grisalhos ordenou que o seu grupo recuasse momentaneamente, depois de pararem o combate, o jovem de branco e cabelo grisalho indagou de forma arrogante. ― Quem são vocês?

― Não deveria se apresentar primeiro antes de perguntar a identidade de outros? ― Comentou Atlas, seu tom era tão calmo que os jovens se sentiram levemente ameaçados.

― Nós somos da academia real do país do Vento! ― Afirmou o jovem de cabelos grisalhos.

― Oh... E pensar que a academia real do país do Sol, se alia a um país rival para atacar corvos.... ― Palito zombou friamente ao ouvir a resposta do jovem e notar que havia vários membros da academia real do país do Sol.

Com uma expressão feia, um jovem da academia real do país do Sol perguntou enquanto encarava Palito. ― Eu sou Azevedo, quem diabos é você?!

― Eu sou Jozu Nagi! ― Afirmou Palito de maneira imponente.

― Nagi?! ― Exclamou o jovem. Olhando para o jovem do país do Vento, ele comentou. ― Talvez não seja muito bom ofende-lo...

― Talvez para você, mas nós somos do país do Vento! ― O jovem de cabelo grisalho era imponente e arrogante.

― Quem diabos é você? ― Perguntou Atlas.

Olhando para Atlas com desprezo, ele comentou. ― Lembre-se bem. Eu sou da família Wind, Alisson Wind!

Com um olhar estranho, Atlas comentou de forma séria. ― Isso deviria significar algo?

Puft – Palito e Rebeca não aguentaram e começaram a rir ruidosamente. A falta de conhecimento de Atlas sobre os nobres realmente causou uma cena extremamente cômica.

Franzindo o cenho o jovem estava prestes a falar, quando ouviu algo estranho.

Tum-Tum-Ti-Tum-Tum-Ti-Ba-DumTi!

― Hoje eu vou matar, lalalalaia...

― Hoje eu vou esmagar, lalalalala...

― Hoje eu vou estourar, lalalalaia...

― Hoje eu vou arrebentar, lalalalala...

Ouvindo a cantoria de uma voz horrível, todos olharam para o lado.

Quando viram quem estava vindo, todos revelaram olhares estranhos. Era um grande grupo de aproximadamente 20 pessoas, todos estavam vestidos com roupas meio punk e com um porrete de madeira na mão.

Os dois da frente eram os mais destacados, um estava emitindo sons com a boca enquanto o outro estava cantando. Já o restante do grupo, estava ‘curtindo’ o som.

― Misericórdia! ― Exclamou Palito. ― Que diabos é isso...

O jovem que estava cantando, olhou para o grupo de branco e comentou. ― Ouvi dizer que havia pessoas da família real do país do Vento aqui... ― Com uma expressão de loucura e excitação, ele comentou. ― Ela vai ficar louquinha por mim quando eu levar a cabeça de um nobre do país do Vento! Ahahahahaa!

O jovem que estava emitindo os sons com a boca comentou. ― Permita-me tocar a sonata da sua morte, oh baby!!!

Olhando para Atlas, o jovem que estava cantando comentou. ― É melhor vocês irem...

Olhando para tudo isso calmamente, Atlas falou em um tom calmo. ― Vamos nos retirar.

Logo todos os corvos se viraram e partiram em alta velocidade.

Atlas não é o tipo de pessoa que foge de uma luta, mas essa luta em si era completamente desnecessária para ele. Para ser sincero, ele só se revelou para ajudar os discípulos da academia Corvo Negro. Se fossem outras pessoas lutando ele teria contornado a área e evitado o local de confronto.

Depois de se afastarem, os jovens retiraram suas máscaras, eram 4 homens e uma mulher.

― Olá, eu sou Alexandre, estes são Murilo, Henrique, Theo e Camila.

― Olá. ― Respondeu Rebeca se apresentando e apresentando o seu grupo.

― Muito obrigado pela ajuda! ― Comentou Camila.

― No final não fizemos nada. ― Afirmou Palito.

― O que vocês acham de andarmos juntos? ― Perguntou Henrique.

Olhando atentamente para eles, Atlas comentou. ― Podemos nos ajudar!

― Isso é ótimo! ― Comemorou Camila. ― Até agora só encontramos grupos grandes, está ficando cada vez mais difícil conforme avançamos na floresta!

― Não vamos perder muito tempo aqui, vamos continuar! ― Atlas estava extremamente calmo, além dele confiar nos corvos. O mais forte do grupo deles está apenas no quarto nível, não é um grande perigo para eles.

Depois de mais dois dias se movendo, caçando e conversando. Rebeca finalmente notou algo de diferente. ― Um cultivador está enfrentando uma cobra demoníaca! ― Afirmou ela.

― Querem dar uma olhada? ― Perguntou Atlas.

― Eu sinto outra besta no local. E... ― Comentou Rebeca surpreendendo todos. ― Parece que há um grupo de pessoas escondidos assistindo.

Com um olhar estranho, Atlas comentou. ― Vamos lá.

-----------------------------------------------------------------------------------

A incrível MeiLin está fazendo uma fanart de Palito.

Quem puder curtir o instagram dela vai ser de grande ajuda - https://goo.gl/paFXnR

Quando a página CORVO NEGRO atingir 350 curtidas vou liberar um capítulo extra! - https://goo.gl/aLHwB3

Por Keven Alves | 10/08/18 às 19:31 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo