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Capítulo 35 - Habilidade Inata

Corvo Negro (CN)

Capítulo 35 - Habilidade Inata

Autor: Keven Alves

Vendo tudo o que havia acontecido, os estudantes da academia real ficaram ensandecidos.

― Merda! ― Gritou um deles. ― Vocês cinco, atrás dela!

Os cinco não perderam tempo e logo dispararam a toda velocidade tentando alcançar Rebeca. Já o homem que ordenou, disparou em direção a Lizzy para recuperar os núcleos demoníacos.

Enzo que estava se defendendo contra os ataques loucos da besta demoníaca, se virou e olhou para Atlas ferozmente. ― Eu vou matar você! ― Berrando ensandecido ele começou avançar.

― Você, vai atrás dela! ― Gritou Atlas para Palito.

Vendo Atlas enfrentar um inimigo que não poderia ser vencido, Palito estava relutante em partir...

Mas lembrando-se que Atlas havia pedido para confiar nele, Palito acenou pesadamente com um olhar relutante e partiu na mesma direção que Rebeca.

Enzo vendo isto, mudou de direção e avançou para atacar Palito enquanto gritava. ― Eu deixei você sair?

Atlas se moveu rapidamente enquanto movimentava sua foice com uma mão para bloquear a rota de Enzo e, com a outra mão executou a técnica Garra do Corvo Negro.

No entanto, Enzo é muito mais poderoso do que ele, logo ele rapidamente esquivou e contra-atacou.

Atlas que pensou que teria conseguido, se viu em uma situação tensa, e com um leve movimento ele desviou do golpe. No entanto, o golpe era rápido demais e ainda acertou sua máscara jogando-a longe.

“Piim!”

― Hahaha! Agora você não vai escapar nem se tiver asas! ― Afirmou Enzo enquanto ria loucamente ao ver o rosto de Atlas sem máscara.

Ouvindo Enzo rir loucamente, Palito se virou e, ao ver que Atlas estava sem máscara ele ficou petrificado no local sem saber o que fazer.

Agora que a identidade de Atlas foi exposta, as coisas serão muito mais complicadas mesmo que consigam fugir com sucesso deste inferno.

― Vai! ― Atlas berrou enquanto olhava para Palito.

Palito saindo do seu estupor, mordeu fortemente os dentes e afirmou com uma voz pesada. ― Tenha cuidado! ― Após comentar ele disparou deixando o local.

****

Não muito longe havia um grupo de 18 pessoas, todas com um visual punk e porretes de madeira na mão.

Um deles estava cantando com a sua horripilante voz enquanto balançava a cabeça do jovem da família real do país do Vento que estava na sua mão. Mesmo sendo apenas uma cabeça, era possível notar o terror que o jovem do país do vento encontrou antes da sua morte, tendo em vista que sua expressão era de uma pessoa aterrorizada.

― Vamos ajudá-lo? ― Perguntou o jovem que fazia as batidas enquanto olhava na direção do combate de Atlas.

― Não precisa. ― Comentou o jovem que estava cantando.

Uma jovem muito bonita se aproximou dos dois e comentou. ― Irmão sênior Yago, por que nós o ajudamos antes?

― Ajudamos? ― Questionou o jovem que estava cantando. ― Não agimos por que eu queria a cabeça do membro da família real para entregar de presente para a comandante?

― Aham, sei... ― Comentou a jovem sorrindo espertamente.

― Ih lalalalaie, se você continuar perguntando vai se... ― Cantou o jovem, ao acertá-la levemente em sua cabeça.

― Irmão sênior... ― Reclamou a jovem menina ao colocar a mão na cabeça.

― É por que ele é filho dele... ― Murmurou Yago.

― Filho dele? ― Repetiu a jovem ao fazer uma expressão de dúvida. ― Dele?! ― Exclamou ela espantada ao pensar em alguém.

― Vamos partir! ― Comandou Yago.

― Onde vamos? ― Questionou Thomas, o jovem que estava fazendo as batidas.

― Obviamente vamos matar os outros cinco corvos e pegar a lebre sagrada! ― Afirmou Yago ao partir em alta velocidade.

****

Atlas que estava agora sem a sua máscara e de frente para um inimigo que é cinco níveis mais alto do que ele. Levantou sua foice arrogantemente enquanto apontava a mesma para Enzo. ― Você vai ser o teste perfeito! ― Afirmou ele em um tom arrogante.

― Haha, você ficou louco apenas com aquele golpe na cabeça? ― Resmungou Enzo enquanto desviava dos ataques da serpente.

― Venha! ― Berrando, Atlas começou a se mover em direção a Enzo.

― Amitabha! ― Um som melódico atraiu a atenção dos dois, até mesmo a serpente demoníaca olhou na direção do som.

Andando pelo campo caótico, estava um monge de aparência simples, o monge estava usando um cachecol vermelho no pescoço e, um pequeno pano também vermelho cobrindo suas partes intimas, a única parte longa deste pano, era sua lateral que se estendia até o chão. Sem mencionar sua parte mais marcante, uma tatuagem de cor vermelha no meio de sua testa, a tatuagem em si, era um círculo completamente vermelho, com nove linhas saindo dele com círculos menores no final de cada linha.

Sorrindo, o estranho monge comentou. ― Oh, buda misericordioso. Perdoe esses imprudentes....

Olhando para Enzo, ele continuou. ― Buda não gosta de violência. Amitabha!

― Eu não me importo com quem diabos você seja! ― Afirmou Enzo arrogantemente. ― Apenas desapareça!

― Oh, buda misericordioso. ― Comentou o monge em um som melódico.

Atlas que estava ao lado, tinha a sobrancelha fortemente franzida. ‘Quem é esse monge? O que ele pretende?’

Virando-se para Atlas, o monge comentou completamente sem emoção. ― Vá embora.

Franzindo ainda mais o cenho, Atlas questionou. ― O que você quer dizer?

― Vou lidar com ele. ― Comentou o monge ainda sem emoção.

Enzo que estava ao lado, tinha um sorriso frio no rosto. ‘Lidar com ele? Esse monge está cortejando a morte!’

Ouvindo o monge, Atlas o olhou seriamente enquanto analisava tudo cuidadosamente.

Com uma expressão estranha Atlas respondeu calmamente. ― Por que você faria isso por mim?

O monge continuava sem expressão ao questionar. ― Quem disse que eu estou fazendo isso por você?

Atlas que não estava se sentindo confortável com este monge, sacudiu a cabeça respondendo. ― Não preciso que você interfira nisto.

― Você pode lidar com ele? ― Questionou o monge.

Bufando, Atlas se virou novamente para Enzo que continuava enfrentando a serpente que está completamente enfurecida.

Percebendo que Atlas não iria responde-lo, o monge indagou novamente. ― Seus amigos podem lidar com eles?

Ouvindo isto, Atlas tinha um olhar pesado em seu rosto. Ele nunca duvidou da capacidade de seus amigos, mas é sempre melhor prevenir do que remediar.

O problema em questão é que ele não confia neste monge, mesmo que ele queira sair imediatamente, ele ainda tem receio em partir.

Olhando para o monge, Atlas tinha um olhar contemplativo em seu rosto. Esse monge citou seus amigos, mas disse que não estava parando Enzo por ele, isto significa que estava parando por um dos seus amigos?

Cerrando os punhos, Atlas decidiu arriscar e ir ao encontro de seus amigos, afinal, os amigos vem em primeiro lugar. Se algo acontecer fora do previsto, ele vai lidar adequadamente no devido momento.

Percebendo que Atlas queria ‘fugir’, Enzo ignorou um golpe da serpente apenas para conseguir ultrapassa-la e avançar em direção a Atlas.

No entanto, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, o corpo do monge brilhou com uma luz branca extremamente forte.

PUT! - Tudo aconteceu muito rápido, Atlas e Enzo só fecharam seus olhos por segundos e no momento seguinte a besta demoníaca caiu pesadamente no chão sem se mover.

Fechando os olhos e juntando as mãos, o monge murmurou em um tom melódico. ― Oh, buda misericordioso.

Olhando atentamente para a besta demoníaca, Atlas percebeu que havia uma pequena agulha entre os olhos da mesma.

Engolindo em seco, ele avançou passando pelo monge e deixou uma única palavra para trás. ― Obrigado.

O monge abriu lentamente seus olhos, olhando na direção de Enzo. ― Nós podemos fazer isso do jeito fácil ou do difícil... ― Comentou ele sem emoção. ― No modo difícil, nós lutamos; Já no fácil, você fica parado onde está até eu dizer que você pode ir.

Enzo tinha um olhar pesado neste momento e as costas cheia de suor frio. Se aquela agulha fosse arremessada contra ele, talvez fosse ele que estivesse estirado neste chão frio ao invés daquela besta demoníaca.

― Você sabe contra quem está se movendo? ― Questionou Enzo.

O monge que havia fechado seus olhos momentos depois de dar as duas opções, continuou com os olhos fechados sem se mover.

― Quem diabos é você? ― Resmungou Enzo.

Depois de inúmeras tentativas de falar com o monge e sendo ignorado repetidas vezes, Enzo bufou friamente, cerrou os punhos e ficou parado sem sair do lugar.

Em sua mente, só se passava uma coisa... ‘Eu já vi o rosto daquele maldito... Mesmo que escape daqui, não pode escapar na cidade real.’

Talvez seja um pensamento de auto conforto, ou talvez, ele realmente tenha tamanha confiança.

***

Em outra parte da floresta, uma pequena menina estava se movendo extremamente rápido. Essa menina era Lizzy, usando a técnica de movimento que o vice-diretor havia ensinado para ela, seu movimento era como uma pequena serpente, rápida e flexível.

O jovem que a estava perseguindo tinha o cenho franzido e uma expressão feroz em seu rosto, não importa o quanto ele aumente sua velocidade, ele nunca foi capaz de diminuir a distância entre eles.

Revoltado, ele gritou com ela. ― Maldita anã! Devolva os núcleos!

Lizzy que estava se momento rapidamente, quase tropeçou ao ouvir isso. Virando-se, ela retirou um núcleo do anel de armazenamento e arremessou mirando na cabeça do jovem.

Tump! - Depois de arremessar o núcleo, um alto barulho de algo sendo atingido soou, seguido por uma voz infantil. ― Anã sua cabeça! ― Berrou a pequena menina enquanto pulava diretamente na direção do jovem que a estava perseguindo.

Boom; Boom; Boom! -  Depois de algumas trocas de golpes, Lizzy conseguiu eliminar seu oponente. Caminhando até o núcleo que havia arremessado, ela murmurou... ― O que é uma anã? ― Parando, ela começou a pensar enquanto colocava dois dedos na testa fazendo uma expressão adorável de esforço na tentativa de descobrir o significado da palavra.

Depois de ruminar por alguns momentos, ela logo percebeu que seria impossível de descobrir sozinha. Furiosa, ela arremessou o núcleo novamente na cabeça do corpo que já estava sem vida estirado no chão. “Tomp!” ― Feioso, se anã for algo ruim você vai ver!

Humpf! - Bufando ela se virou e partiu enquanto revelava uma expressão esperta como se tivesse pensando em uma ideia incrível. ― Já sei, vou perguntar o que significa ao mestre.

***

Em outra parte da floresta, Palito estava com sangue escorrendo por seus braços enquanto olhava ferozmente para quatro inimigos que estavam a sua volta o encarando.

Arf; Arf; Arf;

Enquanto Palito arfava pesadamente, ele só pensava em ir atrás do outro inimigo que conseguiu passar por ele e continuou perseguindo Rebeca.

― Por que ainda resiste? ― Comentou um deles. ― Mesmo que não saibamos quem você é, você se colocou contra o jovem mestre Max!

Palito tinha um olhar pesado por baixo da máscara, Atlas poderia não saber quem é Max, mas ele sabia muito bem o tipo de status que Max possui na capital... É um status alto o bastante para nem mesmo ele ter acesso.

Para as pessoas comuns na capital, Max é apenas o discípulo do rei, mas para as figuras importantes ele é mais do que isso. Palito percebeu isto ao notar o comportamento respeitoso de muitas figuras poderosas para com este tal de Max.

Mesmo que eles tivessem roubando a besta sagrada de tal individuo, ele não estava se importando muito já que sua identidade estava guardada, mas tudo mudou no momento em que o rosto de Atlas foi revelado.

Matar Enzo é impossível para eles no momento e, quando Max descobrir sobre a besta sagrada, é quase certeza de aparecer pessoalmente.

Com todos esses pensamentos conturbados e tendo sido ferido em combate, Palito estava completamente perdido sem saber o que fazer. Além de tudo isto, Rebeca ainda está atualmente sendo perseguida por um inimigo que provavelmente é mais poderoso do que ela.

Crunkp! - Enquanto Palito se sentia desesperado, um enorme barulho soou na floresta e um jovem todo sujo saiu de dentro de um arbusto. Este jovem estava com um manto negro rasgado e seu cabelo desgrenhado.

― Atlas?! ― Exclamou Palito assustado com a aparição do seu amigo.

Ao ver Palito ferido com sangue escorrendo pelo corpo, Altas ficou furioso e instantaneamente olhou para os outros quatro jovens que estavam cercando Palito.

― Cadê o outro? ― Perguntou ele.

Com um olhar de culpa, Palito falou baixinho. ― Passou por mim.

Olhando para Palito, Atlas assentiu. ― Vá atrás dele, pode deixar esses quatro para mim.

Ouvindo isso, Palito tinha um olhar estranho em seu rosto. ― Eles possuem habilidades inatas... ― Murmurou Palito.

― Tudo bem, pode ir. ― Afirmou Atlas sem se importar com essa tal ‘habilidade inata’.

Palito apertou fortemente suas mãos, se virou e partiu com um olhar de tristeza em seu semblante.

Enquanto corria, Palito tinha pensamentos pesados e conturbados em sua mente. ‘Por que não consegui lidar com eles?’ ‘Por que sou tão fraco?’ ‘Fui ferido e um deles ainda passou por mim’

Atlas que não fazia ideia dos pensamentos negativos de Palito, com um movimento rápido da sua foice ele deixou uma grande linha no chão.

Olhando para os inimigos, ele apoiou a foice em seu ombro e falou lentamente. ― Aqueles que cruzarem a linha vão morrer!

Com um olhar bizarro como se estivessem olhando para um louco, um dos jovens bateu as palmas de sua mão.

Paa - Após o barulho, inúmeras flores com aspecto sombrio começaram a surgir do chão enquanto liberavam uma espécie de gás que se movia rapidamente em direção a Atlas.

Surpreso, Atlas girou a foice rapidamente criando um forte vento para dissipar o gás.

― Isso é uma habilidade marcial? ― Perguntou ele.

Rindo, o jovem comentou. ― Isso é uma habilidade inata do espírito marcial, não é algo que você possa aprender. ― Finalizou o mesmo com arrogância.

― Habilidade inata? ― Murmurou Atlas. ― Então apenas aqueles que possuem o seu espírito marcial podem usá-la?

― Não é tão simples! ― Afirmou o jovem. ― Além de ter o mesmo espírito marcial, teria que ter tido a mesma ‘iluminação’ que eu, ou seja, o mesmo entendimento sobre este espírito marcial.

― Oh ― Exclamou Atlas surpreso. ― Então abra bem os olhos, vou te mostrar minha habilidade inata!

 

Por Keven Alves | 14/08/18 às 19:00 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo