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Capítulo 36 - Olho de Cristal

Corvo Negro (CN)

Capítulo 36 - Olho de Cristal

Autor: Keven Alves

Olhando para Atlas de forma divertida, o jovem sorriu. ― Você? ― Zombou ele. ― Poucas pessoas desenvolvem uma habilidade inata, é preciso uma alta compreensão do espírito marcial e muito treino.

Outro jovem também zombou. ― Você nem sequer sabia o que era uma habilidade inata!

― Hahaha! ― O jovem que estava na linha de frente do quarteto, riu ruidosamente.

Atlas olhou para ele com um olhar estranho. ‘Por que diabos ele está rindo?’

Vendo o olhar de Atlas, o jovem afirmou arrogantemente. ― Mesmo que você possua uma habilidade inata, no final, seria esmagado! ― Assim que o som de sua voz desapareceu, o corpo do rapaz começou a passar por uma transformação. Sua pele adquiriu um aspecto rochoso enquanto o seu tamanho aumentava aproximadamente 1 metro.

Vendo isto, Atlas tinha um olhar surpreso em seu rosto. ‘Isso também é uma habilidade inata?’

Antes que Atlas pudesse falar qualquer coisa, um enorme punho veio em sua direção. Quando Atlas foi recuar, percebeu que o gás gerado pelas flores havia bloqueado sua rota de escape, além disto, os outros jovens estavam 1 em cada lateral desferindo golpes poderosos.

Boom! - Após o forte impacto, uma novem densa de poeira bloqueou a visão de todos. No entanto, o jovem rochoso tinha suas sobrancelhas franzidas, ele sabia que não havia acertado o golpe.

Não muito longe do grupo, Atlas estava completamente ileso com a sua foice apoiada no ombro. Em seus olhos não havia mais um pequeno espelho girando...

Na verdade, seus olhos se tornaram completamente espelhados, como se fossem constituídos de inumeráveis espelhos pequenos.

Sorrindo, Atlas comentou enquanto olhava para o grupo. ― Nada pode escapar dos meus olhos em um raio de 180 graus!

Vendo que Atlas estava completamente ileso e ouvido o mesmo dizer que tinha visão total de um raio de 180 graus, os jovens tinham um olhar sério no rosto.

Já que Atlas foi capaz de desenvolver uma habilidade inata, isso deixa bem claro que ele é sem dúvidas um gênio poderoso.

― Vamos acabar logo com isso! ― Afirmou o jovem que controla as flores.

Vendo que eles estavam muito mais sérios agora, Atlas tinha um leve sorriso no rosto. Ele queria testar sua habilidade nova contra Enzo, mas vai servir testar contra esses gênios da capital.

Olhando para o grupo de forma arrogante Atlas comentou com um olhar de desleixo. ― Espero que vocês não sejam muito fracos!

― Arrogante! ― Gritou Friamente o jovem que estava com a pele rochosa. ― Mesmo que você tenha uma habilidade inata, o que te dá o direito de ser tão arrogante?! ― O jovem estava muito irritado por Atlas não o colocar em seus olhos. ― Nós também não temos habilidades inatas?

Olhando para ele, Atlas apontou a sua foice para o mesmo. ― O que me dá o direito de ser arrogante? ― Perguntou Atlas, enquanto continuava comentando com um leve sorriso no rosto. ― Por que você não vem descobrir?!

Atlas estava extremamente confiante nesta sua nova habilidade, desde o momento em que ele conseguiu desenvolve-la, ele se sentiu muito mais poderoso e preparado. Seus instintos estavam rugindo por uma luta sangrenta, seu sangue estava fervendo e ele estava mais empolgado do que nunca, é como o despertar de um futuro Deus da Guerra.

― Se você não vem... Eu vou! ― Atlas se moveu extremamente rápido.

― Cuidado! ― Gritou um dos jovens. Mas já era tarde demais, em questão de segundos, Atlas estava de frente para o jovem rochoso.

Espantado, o jovem desferiu um soco com toda a sua força, mas foi como se Atlas tivesse ‘previsto’ o seu ataque e com um leve movimento desviou com facilidade enquanto se posicionava de frente para ele.

Crack! ― Ahhh! ― Um grito agonizante foi emitido pelo jovem.

No momento em que Atlas desviou do soco, ele pisou na parte interna do joelho do jovem, fazendo com que sons crepitantes fossem emitidos do mesmo enquanto o jovem se ajoelhava na frente dele completamente impotente para reagir.

Movendo-se rapidamente, Atlas ficou atrás do jovem enquanto colocava a sua foice em volta do pescoço do mesmo, como um verdadeiro deus da morte tudo referente ao destino deste jovem, estava nas palmas de suas mãos.

O jovem rochoso que estava falando arrogantemente momentos antes, estava agora suando frio, ele nunca pensou que cairia em tal situação. Principalmente por ele estar no terceiro nível do reino da energia, um nível superior ao nível de Atlas. Fechando os olhos, o jovem estava respirando profundamente, completamente em choque, ele não tinha coragem para emitir nem mesmo um único ruído sequer.

― Solte-o! ― Gritou o jovem das flores.

Olhando friamente para eles, Atlas comentou tranquilamente. ― Se você se mover... Ele morre!

Ping; Ping; Ping; Chiii...

Ouvindo Atlas, o jovem que estava ajoelhado no chão não conseguiu mais se segurar. Suando frio, um liquido quente e amarelado começou a escorrer por suas pernas enquanto molhava suas calças e se chocava contra o chão.

Logo o silêncio se instaurou no lugar, ninguém emitia um único som. E o jovem que estava com os olhos fechados fortemente e suando sem parar, não conseguia mais segurar seu pavor enquanto molhava completamente as calças.

― Alan, você é a vergonha da Academia Real! ― Berrou o jovem que controla as flores.

― Por... Por favor me, me solte... ― Implorou o jovem que estava todo mijado de medo. ― E-eu cometi um erro...

― Pare de implorar! ― O jovem das plantas estava enfurecido com Alan. ― Seu lixo! Como ousa implorar misericórdia?!

Pa! - Com uma forte batida de mãos, o jovem liberou uma quantidade de energia assustadora enquanto inúmeras flores começaram a surgir do chão e liberar uma quantidade de gás assustadora.

Atlas que percebeu cada mínimo movimento ao seu redor, sabia que essa quantidade de gás não era algo que poderia ser evitado com o girar da foice, logo, ele resolveu recuar.

― Por... Por que?! ― Gritou Alan com a voz sufocada enquanto era engolido pelos gases emitidos pelas flores.

Tosse; Tosse. - Tossindo fortemente, Alan tentou a todo custo recuar e se afastar dos gases. Mas Atlas havia danificado fortemente sua perna antes, e agora com os gases invadindo seu organismo, ele não possuía mais as qualificações para ‘lutar’. Seu destino estava traçado!

Agonizando, Alan sofreu até a morte ao ser infectado constantemente pelos gases.

Olhando para tudo isto, Atlas tinha as sobrancelhas franzidas. ― Por que? ― Indagou ele.

Olhando ferozmente para Atlas, o jovem das flores bufou. ― Você humilhou minha academia, vai pagar caro por isso!

― Por que matou seu amigo? ― Perguntou Atlas em um tom feroz.

― Amigo? ― Questionou o jovem. ― Um lixo, pertencente a uma família de terceira classe e que pede misericórdia ao inimigo não é meu amigo!

― Lixo? ― Atlas tinha um olhar pesado em seu semblante. ― Fui chamado muitas vezes de lixo enquanto crescia, mas hoje, já pisei nos ossos de alguns chamados de gênios. ― Fazendo uma pausa, Atlas continuou com um olhar ainda mais severo. ― Quais são suas qualificações para chama-lo de lixo?

― Você iria poupa-lo? ― Perguntou o jovem em um tom zombador.

― Não! ― Afirmando friamente, Atlas continuou. ― Mas se tem algo que eu nunca vou perdoar é traição. Por mais que ele tivesse perdido para mim e se envergonhado no final. Ele ainda merecia ter uma morte honrada, não morrer nas mãos das pessoas que deveriam ajuda-lo.

― Quem é você para cagar regras?! ― Outro jovem que estava ao lado, não aguentava mais a arrogância de Atlas.

― Parece que falar não é mesmo útil. ― Murmurou Atlas. Olhando para eles seriamente, ele afirmou com uma voz pesada. ― Venha! Farei vocês implorarem misericórdia!

Boom! Boom! Boom!

A luta entre eles foi extremamente selvagem, Atlas estava evoluindo a cada momento em batalha, seus olhos se tornou o pesadelo dos jovens, pois ele conseguia identificar qualquer ação do trio no momento em que iniciavam o ataque. Os três jovens não conseguiam pará-lo e muitas vezes foram feridos por ele, mas ainda conseguiam manter suas pequenas vidas enquanto tentavam recuavam.

***

No local onde a serpente foi morta, Enzo estava olhando para o monge misterioso que estava parado na sua frente sem se mover.

― Por quanto tempo você pretende me manter aqui? ― Perguntou Enzo.

― Oh, eu havia cochilado. ― Respondeu o monge. ― Pode ir. Amitabha!

― Havia cochilado? ― Furioso, Enzo jurou em seu coração que se ele encontrar esse monge no futuro e for forte o bastante vai despedaça-lo. Tamanha vergonha, foi algo que ele nunca experimentou antes.

Com receio do monge se mover contra ele, Enzo escolheu entrar na floresta sem passar pelo monge e depois de dar uma grande volta, ele se moveu na mesma direção que Atlas havia partido.

O monge que viu Enzo sair, sussurrou. ― Senhorita, espero ter pago a sua maravilhosa ajuda no meu árduo treinamento. Amitabha! ― Comentou ele com extremo senso de justiça, como se espiar mulheres nuas se banhando fosse uma troca ‘justa’.

Logo depois de sussurrar, o monge também partiu.

Momentos depois da saída dos dois, o mato começou a balançar e uma pequena cabeça se estendeu para fora olhando adoravelmente enquanto piscava os olhos de uma maneira esperta olhando de um lado para o outro.

Ao perceber que não havia mais ninguém, a pequena figura saiu de dentro do mato e foi caminhando de uma maneira extremamente alegre até a serpente. Assim que chegou de frente para a mesma, ela esfregou as mãos enquanto revelava um sorriso sapeca e começou a remover o núcleo.

***

Enzo que havia saído a alguns minutos, chegou rapidamente ao local de combate de Atlas. Olhando ao redor ele tinha um olhar estranho em seu rosto.

― O que aconteceu aqui... ― Murmurou ele.

Abaixando-se, ele passou a mão em um longo rastro de sangue que estava no chão. ― Parece ter sido a algumas horas...

Continuando com sua busca, ele logo encontrou um corpo estendido no chão. Este corpo estava com uma cor meio roxa, e os olhos tinham um aspecto ligeiramente enegrecidos.

― Alan...― Sussurrou Enzo.

Olhando para o estado de Alan, Enzo estava perdido... ‘Envenenado?’ ‘O que diabos aconteceu aqui!?’

Enzo não se lembrava dos amigos de Atlas possuindo quaisquer habilidades de envenenamento, logo, é provável que Alan não tenha sido morto por eles.

Enquanto continuava rastreando, Enzo encontrou uma mão, seguida por uma grande quantidade de sangue, depois um pé, uma perna, outra mão...

Todos os pedaços estavam a metros de distâncias um do outro, como se o combate tivesse acontecido em movimento, também havia muitas arvores cortadas e grandes buracos no chão.

‘Poderia ter sido uma besta demoníaca?’ - Pensou ele.

Este cenário se seguiu por um longo caminho, pedaços de corpos, sangue e destruição. ― Provavelmente eles foram despedaçados aos poucos enquanto fugiam... ― Comentou baixinho. ― Se foi uma besta demoníaca certamente estava brincando ao caça-los.

Coçando a cabeça enquanto pensava e rastreava por uma longa distância, Enzo murmurou. ― Não parece haver o corpo de nenhum corvo. Esses desgraçados são mesmo sortudos!

Respirando fundo e bufando, Enzo se virou e partiu enquanto resmungava. ― Bom, não importa. Vou avisar ao irmão marcial sênior Max e ele decide o que fazer!

Por Keven Alves | 15/08/18 às 17:19 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo