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Capítulo 42 - Imprevisto

Corvo Negro (CN)

Capítulo 42 - Imprevisto

Autor: Keven Alves

Enquanto o grupo estava seguindo Molenga, Atlas estava pensando nas informações que ele recebeu com a sua jornada neste lugar chamado Elo Perdido.

O que o deixou mais curioso foi sem dúvida a condição de Lizzy. Ela é realmente uma besta demoníaca ou poderia ser algo diferente?

Neste mês onde ele ajudou Lizzy a controlar superficialmente o seu poder, eles perceberam que toda vez que o cabelo dela estava com o formato de serpente existia duas reações diferentes nas bestas demoníacas que estavam ao redor.

A primeira reação é a adoração, as bestas se prostram no chão e não ousam se levantar. Já a segunda reação, a besta demoníaca parte em fuga. Sem ousar olhar para trás, elas correm com todas as suas forças.

Infelizmente, a besta mais poderosa que eles encontraram foi o gigantesco macaco que Atlas tentou domar, então ele não sabe como as bestas demoníacas ainda mais poderosas reagiriam.

Para testar isto, eles teriam que entrar ainda mais profundamente neste lugar, o que poderia gerar um perigo sem fim, já que eles são muito fracos no momento.

Enquanto Atlas estava silenciosamente pensando sobre tudo isto, o grupo finalmente chegou na saída do Elo Perdido.

Olhando ao redor, Palito murmurou. ― É exatamente o mesmo lugar em que entramos. E pensar que durante todo o caminho de volta eu não reconheci nada...

― Realmente. ― Concordou Atlas.

Rebeca também tinha um olhar estranho no rosto, seu espírito marcial é excelente para orientação, mas ela também não percebeu onde estava até ver a saída.

― Tanto faz. ― Atlas não ficou pensando sobre os mistérios deste lugar, com toda certeza são muitos para ele descobrir neste momento. Sem esperar mais, ele já foi caminhando e passando pela passagem que leva para a saída do Elo Perdido.

Assim que o grupo chegou ao lado de fora, Atlas ouviu uma voz doce e suave o chamando.

― Irmão júnior Atlas.

Olhando na direção da voz, ele viu Helena, Gabriel e Gustavo.

Caminhando até eles, Atlas respondeu. ― Irmã sênior, o que houve?

― Nós estávamos esperando por vocês. ― Afirmou ela sorrindo.

― Vocês vão voltar para capital? ― Perguntou Gabriel.

― Vamos! ― Afirmou Atlas. ― Tenho várias perguntas que precisam de respostas... ― Murmurou.

― Haha, perfeito! ― Comentou Gustavo em voz alta. ― Vamos juntos!

― Parece que a colheita de vocês foi boa... ― Comentou Gabriel olhando curiosamente para o pequeno macaco no ombro de Rebeca.

O macaco apesar de ser pequeno, tinha um olhar esperto ao olhar tudo em sua volta. Apesar de não parecer uma besta demoníaca devido a sua adorável aparência, o olhar que pendia sobre sua face não era algo que um animal comum poderia ter.

― Hehe, com a minha super ajuda como não obter benefícios?! ― Palito estava com largo sorriso no rosto, como se fosse responsável por todo o sucesso do grupo.

― Você?! ― Exclamou Lizzy. Que continuou a falar com a sua voz infantil em um tom de zombaria. ― Estava quase chorando quando viu o grande macaco maligno...

Ouvindo o tom de Lizzy ao refutar Palito, todos desataram em risos.

Não perdendo mais tempo o grupo montou na besta demoníaca do tipo corvo e partiu em direção a capital real.

― Ahh, eu não aguento mais de curiosidade. ― Exclamou Helena ao olhar para a pequena jaula que Atlas estava carregando. ― O que vocês pegaram?

Rindo levemente, Atlas removeu o pano preto que estava cobrindo a jaula.

― Lebre sagrada da terra! ― Exclamou Gabriel.

Com um sorriso no rosto, Helena comentou. ― Vocês realmente conseguiram algumas coisas dessa vez em...

UAUA! - O pequeno macaco que estava no ombro de Rebeca começou apontar para uma determinada direção enquanto gritava e pulava chamando atenção do grupo.

― O que aconteceu? ― Murmurou Rebeca.

Ouvindo os murmúrios de Rebeca. Gabriel se virou e imediatamente franziu a testa. ― Mude de direção! ― Afirmou ele para a besta demoníaca, que imediatamente fez uma virada brusca rumo à direção que Gabriel estava olhando.

Com a mudança brusca de direção, Gustavo gritou. ― O que está acontecendo?!

― Olhe! ― Apontou Gabriel.

― Fumaça?

― Tão densa... ― Murmurou Helena.

― Mais rápido! ― Afirmou Gabriel com uma voz pesada.

A besta demoníaca estava se movendo a toda velocidade em direção a densa fumaça que permeava todo o céu.

Quando a besta planou sobre a pequena vila, todos revelaram olhares horrorizados, não havia uma única residência intacta, todas estavam destruídas.

― Onde está todo mundo? ― Perguntou Rebeca.

― Se fosse um ataque para saquear haveria mais pessoas mortas... ― Murmurou Gabriel.

― Quem faria algo tão cruel... ― Murmurou Palito. ― Há tantas crianças mortas.

Apertando fortemente o punho, Gustavo resmungou com os dentes cerrados. ― Desgraçados... Quem faria algo tão desprezível?!

― Rebeca! ― Exclamou Atlas com um olhar severo e uma grande intenção assassina cintilando em seu olhar.

― Entendi! ― Respondendo, Rebeca começou a emitir barulhos na tentativa de encontrar alguém que estivesse por perto.

― Não consigo detectar ninguém! ― Rebeca gritou com um olhar de culpa no rosto.

― Continue se movendo. ― Comandou Helena para a besta demoníaca.

A besta demoníaca se moveu extremamente rápido após receber o comando, enquanto a besta demoníaca se movia, Rebeca continuou emitindo barulhos na tentativa de detectar movimentos.

― Encontrei! ― Exclamando, Rebeca apontou em direção a uma montanha. ― Estão indo por ali!

A besta demoníaca disparou aumentando ainda mais sua velocidade. Não muito longe eles viram uma grande quantidade de pessoas andando em filas enquanto doze homens coordenavam eles.

Neste grupo de pessoas não havia crianças com menos de 12 anos, provavelmente, todos com menos de 12 anos estavam mortos na antiga aldeia que Atlas e seu grupo encontrou.

Com um olhar afiado, Gabriel saltou de cima da besta demoníaca enquanto puxava o seu arco.

Atlas e seu grupo estavam com um olhar espantado. Esse tipo de altura não é algo que eles possam se dar ao luxo de saltar, mesmo que Gabriel esteja no nono nível do reino da energia ele não conseguiria suportar o impacto desta altura sem se machucar.

Tchum; Tchum; Tchum; Tchum; Tchum - Caindo em alta velocidade, Gabriel disparou uma rajada de flechas que 'pregou' três dos inimigos no chão.

Tchum; Tchum; Tchum - Antes que ele batesse no chão, ele flutuou mudando de direção enquanto disparava flechas que imediatamente perfurou a cabeça de mais cinco inimigos.

O povo que havia sido capturado estava no chão, alguns chorando, não se sabia se eram lágrimas de alegria ou pesar, provavelmente era por ambos motivos. Já outros estavam gritando, e também havia aqueles que estavam agradecendo aos deuses por sua misericórdia em mandar ajuda nesta hora de calamidade.

Olhando para os quatro restantes enquanto flutuava, Gabriel comentou em um tom frio. ― Se tentarem qualquer coisa... Vão morrer!

Os quatro sabiam que estavam acabados, eles nunca poderiam enfrentar um cultivador no reino da terra.

Muito rapidamente, Gabriel estava de frente para eles enquanto os questionava. ― Comecem a falar!

― Nós somos comerciantes de escravos. ― Comentou um homem de aparência suja.

Chiii - Antes que ele pudesse falar mais qualquer coisa, uma flecha perfurou diretamente sua cabeça.

― Se me levarem como um tolo, matarei sem misericórdia! ― Afirmou Gabriel, que então continuou. ― O que falar sobrevive, os outros dois morrem!

Tremendo, o mais jovem do grupo começou a falar. ― O rei precisa deles...

― Cale-se! ― Berrou o outro homem que estava ao lado do jovem.

Chii - Assim como anterior teve sua cabeça perfurada sem conseguir emitir um único ruído.

― Traidor! ― Gritou o outro que sobrou e também foi abatido sem misericórdia.

Humpf! - Bufando, Gabriel comandou. ― Continue!

Enquanto tremia o jovem começou a falar. ― Você vai mesmo me poupar?

― Se você falar tudo o que sabe, eu vou! ― Comentou Gabriel em um tom gelado, que então continuou. ― Mas se eu achar que mentiu, vou matá-lo.

― Sim, sim! ― O jovem acenou repetidamente para demonstrar que entendeu.

― O rei precisa dessas pessoas para auxiliar na construção! ― Afirmou o jovem.

― Por que o rei usaria um método tão sujo? ― Perguntou Gabriel.

― Não sei! ― Respondeu o jovem. ― Nossas ordens eram capturar este vilarejo e levar todas as pessoas por uma rota alternativa até a capital.

Com as sobrancelhas franzida, Gabriel o questionou. ― Por que algumas mulheres estão separadas e por diabos precisavam ser tão cruéis com as crianças?

― Tudo o que eu sei é que elas terão outro propósito, mas qual exatamente não faço ideia. ― O jovem começou a diminuir o tom enquanto continuava respondendo. ― Já as crianças, foi uma ordem direta para que fossem abatidas e depois queimar a vila juntamente com os corpos.

Com um olhar assustado, o jovem começou a implorar. ― E-Eu não poderia refutar as ordens do rei... M-Me perdoe, por favor!

Movendo a mão, Gabriel o perfurou na altura do abdômen destruindo o local de armazenamento de energia celestial e assim sendo, acabando com qualquer oportunidade do jovem continuar cultivando.

― Você... Você não disse que iria me deixar ir? ― Perguntou o jovem que neste momento estava com uma aparência debilitada e uma voz fraca devido a ter perdido todo o seu cultivo.

― Pode ir! ― Afirmou Gabriel de forma tranquila.

Virando-se, Gabriel falou com a população que estava em choque com tudo o que havia acontecido. ― Eu vou ficar aqui e tentar encontrar um lugar seguro para vocês remontarem sua aldeia. Claro, se houver alguém que queira sair e tentar sua sorte sozinho, não vou impedir.

Olhando para cima ele gritou. ― Vocês podem voltar sem mim!

― Certo, tenha cuidado! ― Respondeu Helena ao acenar.

Chii; Chii; Chii;

Antes que a besta demoníaca começasse a se movimentar, três flechas foram disparadas perfurando o homem que Gabriel havia liberado.

Olhando para o topo da besta demoníaca com o cenho franzido, Gabriel estava encarando ferozmente Atlas que estava com o arco de Rebeca e havia abatido o homem que ele prometeu liberar.

Atlas estava olhando para os olhos dele completamente calmo, ele não se importa em desobedecer às ordens de Gabriel. Em momento algum Gabriel passou uma ordem direta para ele, e mesmo se tivesse recebido, ele não teria obedecido.

Quer escravizar o seu próprio povo? Quer matar crianças? Então tem que estar preparado para pagar o preço!

Por Keven Alves | 24/08/18 às 20:14 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo