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Capítulo 46 - Lúcia Azure

Corvo Negro (CN)

Capítulo 46 - Lúcia Azure

Autor: Keven Alves

Enquanto Atlas estava esperando, ele ficou espantado com a beleza das guardas. Todas elas eram deslumbrantes, apesar de Valentina ser mais bonita do que elas, qualquer uma delas ainda é considerada magnifica onde quer que estejam.

‘Quando Palito souber que eu vim aqui e não o chamei...’

― Entre! ― Enquanto Atlas estava perdido em pensamentos, a voz de uma das guardas atraiu sua atenção.

Olhando para a direção, ele percebeu que havia pessoas encapuzadas que pararam de frente para a guarda, comentaram algo e depois foram recebidos por uma outra mulher.

'Provavelmente devem ser pessoas que buscam informações...'

― Atlas! Me siga! ― Uma voz doce e suave veio de dentro dos portões.

Olhando, Atlas revelou um sorriso, parece que Valentina conseguiu.

Cruzando o portão, Atlas rapidamente alcançou Valentina e os dois começaram a caminhar juntos.

As guardas tinham um olhar levemente estranho, quem é esse cara para ser recebido por uma das ‘filhas’ da Madame.

― Obrigado. ― Sussurrou Atlas.

― Não precisa me agradecer! ― Valentina sorriu. ― Basta me considerar sua amiga.

Atlas assentiu e sorriu alegremente, a partir deste momento Valentina obviamente será considerada como uma boa amiga. Ele percebe que não há maldade nela para com ele, ela realmente o está ajudando por boa vontade.

Enquanto os dois caminhavam passando por pavilhões, Atlas engoliu em seco algumas vezes. Ele nunca havia visto um número tão grande de belas mulheres, algumas estavam praticando, outras estavam se banhando em piscinas com roupas reveladoras extremamente sexys. Todo canto havia mulheres deslumbrantes, uma mais bonita do que a outra.

Valentina deu várias risadas com a reação de Atlas. ― Achou elas bonitas?

― Muito bonitas! ― Afirmou Atlas.

Um lampejo de ciúmes piscou nos olhos de Valentina, mas foi rapidamente suprimido. ― Todas aqui possuem talentos inigualáveis, podem ser consideradas tão boas quanto os alunos do núcleo dos outros poderes da capital.

― Tantas? E tão belas... ― Murmurou Atlas.

Rindo, Valentina explicou. ― Todas elas serão treinadas até conhecerem alguém de status e se casarem, depois vão seguir suas vidas.

― Casamento arranjado? ― Atlas franziu o cenho. Ele tinha ouvido sobre isto antes, ouviu que havia pais que controlam o destino dos seus filhos, decidindo com quem deveriam passar toda a sua vida e até mesmo como vive-la.

Atlas é uma pessoa que preza a liberdade acima de tudo, quando ele ouviu sobre isso se sentiu indignado, ele não entende nada sobre o amor ou romance, mas como um assunto tão complexo pode ser decidido por outras pessoas?

― Não! ― Afirmou Valentina para 'lavar' o mal-entendido. ― A madame apresenta bons partidos, mas se vai se formar um casamento ou não depende exclusivamente da escolha da menina. ― Com um olhar de veneração, ela continuou. ― A Madame não abaixa a sua cabeça para ninguém, ela mesmo disse que as meninas do Palácio Azul são tão nobres quanto as filhas das famílias de prestigio da capital.

― Essa Madame parece ser incrível! ― Comentou Atlas.

― Ela é! ― Afirmou Valentina com um olhar de veneração.

Enquanto eles conversavam, Atlas e Valentina foram passando por corredores, quando passaram pelas duas guardas principais, Atlas não pode deixar de ficar ainda mais admirado, elas não eram de modo algum inferiores a Valentina em questão de beleza.

― Mãe, chegamos. ― Comentou Valentina em um tom respeitoso.

― Mãe? ― Atlas ficou surpreso com o modo como Valentina se dirigiu a Madame, já que ela nunca tinha dito que era filha dela.

― Podem entrar...

Assim que Atlas entrou na sala, ele se deparou com uma mulher de aproximadamente 35 anos. Ela estava usando uma roupa de cor preta, com uma bota vermelha e um leve manto também de cor vermelha, seu cabelo de cor clara até a altura do ombro, deixava sua aparência madura com um toque de sedução incomparável.

Quando Atlas olhou diretamente nos olhos dela, ele ficou levemente paralisado. Apenas um pensamento passava por sua mente. 'Sedutora ao extremo!'

Respirando fundo, Atlas pensou. ‘Que mulher sedutora, Valentina ao lado dela só pode ser considerada como plano de fundo. Apenas Milena D'Ávila é páreo para essa mulher!’

Quando a mulher viu Atlas, ela o olhou dos pés à cabeça e deu um leve aceno.

― Você é o filho de Júlio Guerra?

― Sim senhora. ― Respondeu Atlas.

― Eu sou velha? ― Perguntou ela, com um olhar sedutor e uma voz suave.

'Demonesa ao extremo.' - pensou Atlas.

― Não senhora, é apenas um modo respeitoso de falar. ― Explicou.

― Então me chame de Lúcia ou sênior, mas não de senhora. ― Disse ela fazendo uma expressão de queixa.

― Sim, sênior! ― Afirmou Atlas em voz alta.

― Haha ― Rindo, ela voltou a falar. ― Você ficou surpreso com Valentina me chamando de mãe?

Atlas assentiu, e continuou ouvindo a mulher.

― Apenas as melhores e mais talentosas meninas ganham o direito de ser minhas filhas, elas terão acesso a praticamente tudo no Palácio azul.

― Entendo. ― Comentou Atlas.

― O mais importante é que vamos ser tratadas realmente como filhas e não discipulas. ― Afirmou Valentina ao sorrir docemente para Lúcia.

Vendo a expressão de Valentina, Atlas ficou surpreso. E pensar que uma mulher tão sedutora poderia fazer uma expressão tão suave e infantil, com um olhar de profunda adoração e amor.

― Diga Atlas, o que você deseja? ― Perguntou Lúcia.

― Sênior, júnior busca esclarecimento sobre alguns ocorridos.

― Não precisa fazer rodeios, vá direto ao assunto. ― Comentou suavemente Lúcia.

Assentindo, Atlas revelou o seu propósito. ― Primeiro, quero saber quem matou o meu tio e sua atual rotina. Segundo, quem ordenou minha morte na capital. Terceiro, por que a família real odeia tanto o meu pai.

― Entendo. ― Olhando para Atlas, ela falou. ― O que você vai usar como pagamento?

Atlas ficou meio perdido, afinal ele não tinha formado uma proposta de pagamento antes de vir, ele nem sabia o que era necessário.

― O que a sênior deseja? ― Perguntou.

― Que tal se tornar meu marido? ― Perguntou ela.

― Seu marido?! ― Exclamou Atlas com os olhos arregalados.

― O que? Não sou boa? ― A mulher deu uma viradinha de lado para Atlas conseguir ver o seu corpo perfeitamente.

Sacudindo a cabeça, Atlas respondeu rapidamente. ― Não é isso! A sênior é muito linda, só a beleza número 1 do país do Sol pode se comparar...

― Então, você aceita? ― A mulher continuou olhando para ele enquanto sorria levemente.

Engolindo, Atlas falou. ― Sênior, não brinque comigo assim, ouvi dizer que a sênior já tem maridos.

― Sim, eu tenho. ― Afirmou ela. ― Você vai ser o quinto, que tal?

Respirando fundo, Atlas olhou nos olhos dela. ― Sênior, você é linda e sedutora, mas eu não poderia me casar com uma mulher que já tem maridos.

― Eu largo todos eles para ficar com você, e agora? ― Perguntou ela.

― Sênior está falando sério? ― Atlas estava um pouco duvidoso.

― Sim! ― A mulher afirmou enquanto continuava olhando para ele.

― Infelizmente não posso aceitar! ― Comentou Atlas.

― Por que? Eu não disse que largaria todos para ficar com você. ― Perguntou a mulher com uma expressão de dúvida. ― É por que eu não sou mais 'pura'?

― Sênior, não entendo nada sobre o amor. ― Comentou Atlas. ― Mas não acho que a pureza de uma mulher possa ser determinada por uma noite com um homem. Acredito que a pureza de uma pessoa seja determinada por sua atitude e não o seu corpo.

Com um olhar determinado, ele continuou. ― O motivo de ter recusado é por que não posso ficar com uma pessoa que abandona seus companheiros para ficar com outro.

Boom! - Quando o som da voz de Atlas desapareceu, uma enorme pressão caiu sobre ele. No mesmo momento ele começou a suar.

― Você me ofende dentro da minha própria casa?! ― Gritou a mulher. ― Você acha que eu não ouso matá-lo aqui?

― Mãe! ― Gritou Valentina que ficou muito assustada com o desenrolar da situação.

― Sênior, perdoe o júnior. Eu não tinha intenção do ofende-la, ainda sou inexperiente. ― Desta vez, Atlas realmente sentiu que uma calamidade se abateu sobre ele. Ele não se sentiu assim nem mesmo quando o comandante Sul tentou matá-lo com um ataque direto, e essa mulher apenas liberou a pressão da sua energia celestial.

― Hahaha, eu estava brincando. ― Quando o som da voz dela desapareceu, o ambiente voltou ao normal.

Respirando fundo, Atlas limpou as gotas de suor que se formou em sua testa.

― Você está bem? ― Perguntou Valentina que ficou muito preocupada com Atlas, ela nunca tinha visto sua mãe tão brava antes. E agora ela disse que estava brincando, por que sua mãe está tão estranha hoje?

― Estou. ― Respondeu Atlas.

― Você sabe quanto custa pedir uma informação no meu Palácio?

― Não! ― Afirmou Atlas.

― Eu posso responder todas as suas dúvidas. ― Sentando-se em sua luxuosa cadeira, ela continuou. ― O preço é a besta sagrada que você capturou e... Você fica me devendo um favor.

Com um olhar pesado, Atlas se viu em um beco sem saída. A besta sagrada não é só dele, e ainda vai ficar devendo um favor?

― Sênior... ― Antes que ele pudesse barganhar, ele viu que a mulher estava com a mão levantada.

― Não adianta questionar o preço. ― Afirmou ela. ― Ou você aceita, ou não.

Firmando o olhar, Atlas comentou em um tom decido. ― Eu aceito o acordo!

 

 

Por Keven Alves | 01/09/18 às 16:40 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo