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Capítulo 47 - Informações

Corvo Negro (CN)

Capítulo 47 - Informações

Autor: Keven Alves

Olhando para Atlas com um sorriso, ela apontou para uma cadeira que estava de frente para a mesa onde ela havia se sentado.

― Sente-se!

Sentando-se, Atlas continuou em silêncio esperando receber as informações.

― Primeiro aquele que matou o seu tio se chama Guilherme Souza, está no oitavo nível do reino da energia. ― Após falar, a mulher sacudiu um pequeno sino.

Em seguida, uma das guardas entrou, se curvou respeitosamente e ficou esperando por ordens.

― Organize informações completas sobre a rotina de Guilherme Souza.

Sem emitir um único som, a mulher se virou e saiu.

Atlas estava com os punhos fortemente cerrados, novamente essa tal de família Souza...

― Segundo, quem colocou uma recompensa por sua cabeça foi a irmã do rei, Cecilia Albuquerque.

― Cecilia Albuquerque... ― Murmurou Atlas, que então questionou. ― Por que? Eu nunca ouvi falar dela.

― Vou responder isso, juntamente com a sua terceira questão.

Olhando para Atlas, Lucia Azure começou a narrar. ― Muitos anos atrás, o antigo rei do país do Sol se deparou com um jovem extremamente talentoso. Encantado com este jovem, ele o convidou para fazer parte de suas fileiras. O jovem irrestrito não queria obedecer ordens de outras pessoas, então recusou a oferta do rei.

O tempo foi se passando e o jovem provou ainda mais o seu talento, cada ano que se passava ele se tornava mais poderoso. Até que um dia o jovem se apaixonou por uma simples mulher mortal sem cultivo e, resolveu se estabelecer para formar sua família.

Não muito tempo depois, a mulher ficou grávida e o jovem que já havia se tornado um adulto, resolveu estabelecer um poder chamado 'instituto da guerra'.

Devido a fama do talento dele, o instituto da guerra cresceu com uma velocidade alarmante, muito rapidamente o rei notou o desenvolvimento e começou a se sentir ameaçado.

O filho do homem nasceu e foi nomeado de Júlio Guerra. Júlio logo mostrou um grande talento para o cultivo, assim como o seu pai, ele evoluía com uma velocidade alarmante.

O único que poderia competir contra Júlio era Davi, o filho do antigo rei. Mesmo assim, de todos os combates entre eles, Davi nunca conseguiu sair vitorioso nem mesmo uma única vez.

Devido a Júlio e Davi estarem lutando constantemente, a princesa Cecilia se viu apaixonada pelo jovem talentoso Júlio. No entanto, o jovem não estava apaixonado por ela, assim como o seu pai, ele se apaixonou por uma mortal comum e sem cultivo.

Possessa, Cecilia matou a jovem mortal com as suas próprias mãos.

Quando Júlio soube do ocorrido, ele invadiu o palácio real e tentou matar Cecilia, no entanto, ele não conseguiu e foi capturado.

O rei, que se sentia incomodado com a existência do Instituto da Guerra, finalmente conseguiu sua oportunidade para agir.

Logo, uma guerra estourou entre as tropas reais e o Instituto da Guerra. O que o rei não esperava era que o Instituto da Guerra tivesse se desenvolvido tão rápido, essa guerra durou anos e durante ela, o instituto descobriu a face suja do palácio real.

Foi descoberto que o palácio real estava enviando mulheres de todo o país do Sol, para alguém poderoso fora do limite do país do Sol.

Irritado, o Instituto gritou sua descoberta no país do Sol, o que fez com que os outros 3 países soubessem quase que instantaneamente.

No entanto, este foi o início da calamidade para o Instituto da Guerra. Homens poderoso apareceram repentinamente e esmagaram todo o Instituto da Guerra em questão de minutos.

Sem escolha, o líder do Instituto, seu filho e alguns homens leais fugiram.

Durante seus anos de fuga, eles estabeleceram os 'Revolucionários'. Passaram por uma reestruturação e recrutamento e quando estavam prontos, voltaram e iniciaram uma nova guerra.

Essa guerra aconteceu 18 anos atrás. A guerra foi devastadora e o antigo rei do país do Sol morreu em combate, juntamente com o líder dos revolucionários, o pai de Júlio, seu avô.

Apesar de ambos os lados terem sofrido perdas pesadas nessa guerra, os revolucionários se viram em desvantagem e novamente tiveram que fugir. Tendo em vista que o país do Sol possuí contato com o país do Vento e os revolucionários não possuem apoio, eles se viram em uma situação onde apenas a fuga era uma opção.

E agora, 18 anos depois, Júlio apareceu novamente. ― Com uma expressão pensativa, ela murmurou como se estivesse falando consigo mesma. ― Eu me pergunto, que tempestade vem desta vez.

Crack – Atlas apertou os punhos tão forte que gerou sons crepitantes.

'Agora tudo faz sentido.' - Olhando para a Lúcia Azure, ele perguntou. ― Mas a princesa, quer a minha morte por este motivo?

Sacudindo a cabeça, Lúcia explicou. ― O rei quer capturar você vivo para usá-lo contra o seu pai, Júlio. Já a princesa, quer você morto simplesmente por ser filho do homem que devastou o seu coração.

― Desgraçada! ― Resmungou Atlas, enquanto luzes frias passavam em seus olhos.

Olhando para a expressão de Atlas, Lúcia comentou. ― Se você quiser, eu posso lidar com Guilherme Souza para você.

Levantando a cabeça, Atlas recusou gentilmente. ― Não precisa, obrigado.

― Não vou cobrar nada. ― Afirmou, enquanto olhava para Atlas, esperando para ver a reação dele.

Como esperado, os olhos de Atlas brilharam, mas ele ainda sacudiu a cabeça. ― Não precisa. Existem coisas que um homem deve fazer com as próprias mãos, custe o que custar!

― Muito bom! ― Afirmou Lúcia sorrindo.

Depois de balançar o sino novamente, a mesma mulher apareceu na sala, mas desta vez estava trazendo vários papeis e um mapa. Após entregá-los, ela se curvou e saiu.

― Aqui está, todo o relatório sobre Guilherme.

― Tão rápido?! ― Exclamou Atlas.

― Quando acontece algo grande, a gente já investiga e deixa tudo preparado. ― Com um sorriso, ela afirmou. ― Afinal, nós somos os melhores nisto!

Levantando-se, Atlas pegou todas as informações, agradeceu e saiu.

Valentina continuou sentada na cadeira enquanto uma expressão difícil estava em seu belo rosto, ela queria falar algo, mas não sabia o que dizer ou como dizer.

― Você gosta dele? ― Perguntou Lúcia.

― Mãe! ― Reclamou Valentina.

― O que foi, eu sou sua mãe. Só estou curiosa...

― Amor não é algo tão simples, para acontecer com um encontro. ― Explicou Valentina. ― Mas...

― Mas? ― Perguntou Lúcia.

― Mas ele é muito bonito, heroico e, decidido. ― Explicou Valentina.

― Esqueça-o! ― Afirmou Lúcia com um olhar sério.

Valentina olhou para sua mãe com um olhar surpreso, nunca viu sua mãe falar tão sério com ela antes, geralmente sua mãe sempre fala em um tom suave e brincalhão.

― Este jovem só tem dois possíveis futuros, o primeiro e mais provável é que ele morra e fique enterrado para sempre junto com os fantasmas do país do Sol. O segundo, é que ele vai superar todos os desafios e se tornar poderoso o bastante para o país do Sol não entrar mais em seus olhos, ele vai partir e nunca mais retornar.

Ouvindo isto, Valentina tinha um olhar triste. Em qualquer um dos 'possíveis destinos' ela não teria como acompanha-lo.

― Não estou dizendo que você não é adequada para ele. ― Comentou Lúcia ao se levantar e alisar o cabelo de Valentina. ― Estou dizendo que ele não é adequado para você.

Olhando para sua mãe, Valentina revelou um olhar dúvidoso.

Vendo o olhar de sua filha, Lúcia explicou. ― Você é linda e talentosa, se quiser explorar fora do país do Sol é possível. Qualquer homem gostaria de ter uma mulher como você ao seu lado. ― Com uma pausa enquanto acariciava sua filha, Lúcia continuou. ― Mas esse garoto é exatamente como a família dele, não importa onde eles forem, combates, mortes e perigos sem fim os persegue. Eu não quero ver a minha filha correndo risco a todo momento por seguir um homem.

Encostando a cabeça no corpo de sua mãe, Valentina murmurou. ― Entendo.

Vendo o olhar fosco da sua filha enquanto alisava o cabelo da mesma, Lucia pensou. ‘Esses homens da família Guerra...’

*****

Voltando para academia, Atlas foi diretamente para a sua residência.

― Mestre! ― Lizzy veio correndo e pulou em Atlas. ― Mestre, você ficou fora por quase 4 dias! ― Reclamou ela com uma expressão triste.

Alisando a cabeça dela, Atlas comentou. ― Você ficou preocupada?

― Hm! ― Lizzy sacudiu a cabeça várias vezes enquanto permanecia agarrada em Atlas.

― Menina boba, não precisa se preocupar comigo. ― Respondeu Atlas, que se abaixou e a pegou no colo. ― Eu estou bem, só preciso resolver algumas coisas.

― Mestre, me leva junto.

― Não! ― Afirmou Atlas. ― Isso é algo que eu preciso fazer sozinho.

Olhando para o lado, Atlas sorriu para Juliana. ― Juliana, como está o seu cultivo?

― Jovem mestre, atingi o nível quatro do reino do refinamento corporal.

― Muito bom! ― Elogiou. ― Juliana, se Palito vier me procurar diga que estou na antiga montanha e preciso falar com ele.

― Pode deixar!

Apertando ainda mais Lizzy em seu abraço, Atlas sussurrou. ― Lizzy, obedeça à Juliana e use este tempo para aprender a ler.

― Mas mestre...

― Não adianta reclamar... ― Respondeu Atlas. ― Quando eu voltar a gente vai passar mais tempo junto!

― Mesmo? ― Lizzy tinha uma expressão de alegria ao questioná-lo.

― É uma promessa! ― Respondeu Atlas.

Após conversar mais um pouco, Atlas se dirigiu para a antiga montanha. Ele precisa se preparar para essa luta, a diferença de níveis é muito alta. Um único erro pode custar sua vida.

O único que acompanhou Atlas foi o pequeno Molenga, Lizzy reclamou muito ao ver essa cena, mas Atlas disse que iria usá-lo no treino.

― Molenga, você entendeu tudo o que precisa fazer?

― UA!

― Ok, pode ir! ― Afirmou Atlas.

Molenga pulou do ombro dele e disparou em alta velocidade, em questão de segundos Molenga havia desaparecido completamente.

Por Keven Alves | 04/09/18 às 18:35 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo