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Capítulo 48 - Preparação

Corvo Negro (CN)

Capítulo 48 - Preparação

Autor: Keven Alves

Depois de ver Molenga desaparecer, Atlas não perdeu tempo e foi diretamente para o topo da antiga montanha.

Chegando no topo da montanha, Atlas se sentou e começou a retirar alguns itens calmamente. Primeiro ele retirou um total de três pergaminhos que havia copiado no pavilhão de técnicas marciais, depois um pote com várias pílulas para fadiga, sua foice e algumas pedras celestiais vermelhas.

Olhando para tudo o que estava na sua frente, Atlas fechou os olhos e respirou fundo. Quando abriu os olhos, lampejos de determinação e crueldade eram tão nítidos quanto lâminas.

Abrindo um pergaminho, Atlas começou a estudar as posições e o método de circulação de energia.

Dois dias depois, Atlas estava saltando de uma enorme rocha, ele se assemelhava a um corvo em pleno voo, era magnífico!

Enquanto treinava o voo do corvo, mais dois dias se passou, durante este tempo a habilidade estava se tornando cada vez mais natural. Atlas estava atingindo uma velocidade extrema ao executar a técnica.

― E pensar que eu ficaria tão rápido... ― Murmurou. ― Mas eu sinto algo estranho, parece que o poder negro está se contorcendo dentro de mim...

Ignorando essa sensação, Atlas continuou praticando o máximo que pode.

****

Enquanto Atlas estava praticando, uma notícia circulou por toda capital real.

Em um bar, um grupo de homens estavam conversando alegremente.

― Vocês já ouviram a novidade? ― Perguntou um homem barbudo.

― A do jovem Max? ― Perguntou outro homem.

― Que novidade, não ouvi nada!

― Deixe-me contá-lo. ― Exclamou o barbudo enquanto ria.

― Você se lembra de um jovem louco que matou o príncipe Arthur?

― Lembro, foi dito que ele era o filho do criminoso Júlio.

― Esse mesmo! ― Exclamou o homem que continuou com a explicação. ― Parece que ele conseguiu ofender o jovem mestre Max Wind de alguma forma.

― Ele ficou louco? ― O homem que não sabia da notícia ficou espantado quando ouviu isso, ofendeu o jovem Max?

― Ele sempre foi! ― Respondeu o barbudo. ― Parece que ele não coloca ninguém em seus olhos, nem mesmo o jovem Max que é conhecido por ser o jovem mais talentoso da capital real.

― Para de enrolar e conte logo homem!

― Certo... O jovem Max emitiu um comunicado para que Atlas venha até ele, curve-se e implore por perdão.

― Teve tal coisa? ― Exclamou outro homem.

O barbudo com um olhar de expectativa continuou. ― O mais importante é que o prazo acaba hoje. Eu me pergunto o que o jovem Max vai fazer...

****

Atlas que estava cultivando fortemente não estava sabendo de nada disto. Neste momento, ele estava saltando de um lado para o outro enquanto ativava a técnica de movimentação. No instante em que ele atacou com sua foice, ela emitiu um enorme som afiado.

Chii; - O que se seguiu depois foi uma enorme pedra completamente fatiada em duas, um corte liso, sem falhas.

― Finalmente consegui cultivar as duas técnicas! ― Limpando o suor que estava escorrendo por sua testa, Atlas revelou um sorriso. ― Agora só falta uma!

****

Palácio Real, dentro de um pavilhão de treino.

― Max...

― Davi! ― Exclamou Max.

― Isto é forma de falar com o Rei e seu mestre? ― Questionou o rei.

― Mestre apenas em nome e rei por enquanto. ― Comentou Max ao olhar para o rei.

Franzindo a testa, o rei comentou. ― Pensei que o príncipe do país do Vento seria mais educado.

― Não sou? ― Questionou Max Wind.

Olhado para Max, o rei continuou. ― Eu me pergunto o que o seu pai faria se você fosse morto nas mãos de Atlas?

― É impossível eu morrer nas mãos dele! ― Afirmou Max arrogantemente.

― Bom, isso é verdade. Mas...

Puf; Puf;

― Ahhhh! ― Max emitiu um grito agonizante, enquanto caia pesadamente no chão. Atrás dele havia dois homens com mascaras demoníacas nos rostos. Esses homens perfuraram suas espadas na altura do joelho dele, impossibilitando-o de se mover.

― Desgraçado! ― Gritou Max. ― O que pensa que está fazendo?

Olhando com uma expressão de sarcasmo, o rei perguntou. ― O que você acha?

― Meu pai não vai se importar com quem tenha me matado! ― Gritou Max. ― O país do Sol vai arder em chamas se você fizer isso!

― Oh... ― O rei estava olhando para ele com um olhar divertido. ― Você está me ameaçando?

Sinalizando com a mão, os dois homens que havia atacado Max por trás, removeram as espadas.

Max Wind finalmente conseguiu revelar uma expressão de alegria, parece que o rei não pesou as consequências direito e agora vai ter que recuar. Mas antes que ele pudesse falar qualquer coisa, ele viu o rei abaixar a mão.

 Puf; Puf; ― Ahhhh! ― Novamente ele foi forçado a emitir longos gritos de dor, sua perna foi novamente perfurada pelos dois homens.

O rei que olhava para tudo isto de forma tranquila, comentou suavemente. ― Estou dando início ao plano de purificação!

― Meu pai vai queimar o país do Sol até não sobrar nem mesmo cinzas! ― Esbravejou Max.

― Seu pai será purificado junto com os rebeldes! ― Quando o rei terminou de falar, ele mesmo se moveu e desferiu um poderoso golpe.

Crunshh! - Um estranho som de osso e pele se rasgando foi emitido e a cabeça de Max Wind, príncipe do país do Vento caiu pesadamente no chão.

Fuu. - Respirando fundo, o rei comentou baixinho. ― Espalhem a notícia, Atlas junto com os rebeldes recuperaram o cadáver que estava no portão e usando a vantagem do maior número de pessoas, mataram Max. ― Com uma pausa, o rei continuou. ― Aproveite para espalhar a notícia do status de Max por todo o país do Sol.

Os dois homens se curvaram respeitosamente e saíram imediatamente.

****

No topo de uma montanha, na academia Corvo Negro.

Booom!; Booom; Booom - Sons de explosões estavam acontecendo constantemente, toda as pessoas que passavam perto daquele local tinham suas sobrancelhas levemente franzidas. Afinal, essas explosões eram terrivelmente altas e pareciam ter um poder destrutivo aterrorizante.

Arf; Arf; - Atlas estava deitado no chão, respirando pesadamente enquanto um largo sorriso estava em seu rosto.

― Finalmente! ― Comemorou.

Enquanto estava deitado no chão respirando pesadamente, ele murmurou. ― Palito ainda não veio me procurar, parece que vou ter que ir até ele.

Levantando-se, Atlas reuniu todas as suas pedras celestiais vermelhas e começou a cultivar pesadamente.

Enquanto cultivava, o tempo continuou correndo e desta forma, dois dias se passou tranquilamente.

Depois de cultivar usando todas as pedras celestiais que ele tinha, Atlas conseguiu romper e entrar no quarto nível do reino da energia.

Apertando os punhos, ele sussurrou. ― Tio, espere só mais um pouco!

Depois de arrumar todas as suas coisas, ele começou a descer a gigantesca montanha.

― ATLAS! ― Um longo grito reverberou por toda a montanha.

― Palito! ― Exclamou Atlas. ― Eu estava mesmo indo procurar por você!

― Hahah! ― Palito estava rindo de orelha a orelha. ― Você é um deus! ― Exclamou Palito, que estava claramente muito empolgado.

Atlas se sentiu estranho ao ser elogiado por Palito, afinal, Palito não elogia facilmente as pessoas. ― Do que você está falando?

― De Max!

― Max? ― Questionou Atlas.

Palito que não é tolo, percebeu que algo de muito errado estava acontecendo. ― Atlas, você se encontrou com Max?

Olhando para Palito como se estivesse olhando um idiota, Atlas respondeu. ― Eu tenho tempo para esse tipo de idiotice?

― Puta merda! ― Exclamou Palito. ― Você está com um problemão!

Enquanto caminhavam para a residência de Atlas, Palito contou todas as notícias que estavam circulando.

― Realmente resgataram o corpo do meu tio?!

― Não sei ao certo, mas o corpo não está mais lá! ― Afirmou Palito.

― Isso é bom! ― Murmurou Atlas. Ele nunca pensaria que o próprio Rei mataria o seu discípulo, então só teria uma possíbilidade, os revolucionários fizeram isto e o rei quer culpa-lo, ou algo do tipo.

― Ei! ― Exclamou Palito. ― Você tem problemas maiores para lidar!

― Realmente. ― Concordou Atlas. ― Quem diabos poderia ter feito isso?! ― Atlas estava revoltado, sempre que ele pensa que vai resolver um problema, surge dois novos.

― Não faço ideia. ― Afirmou Palito. ― Mas o rei deve saber quem fez...

― E mesmo assim nem se importa em revelar nada, deixa toda a culpa cair em mim?!

― Você vai ter que agradecer se ele não usar isto para tentar te enquadrar! ― Comentou Palito.

― Enquadrar?! ― Exclamou Atlas. Em seus olhos era possível ver que ele estava realmente furioso.

― É proibido matar na capital! Se ele arrumar um jeito de incriminar você, ele pode usar essa chance para te capturar. ― Explicou Palito.

― Droga! ― Resmungou Atlas. ― Parece que vou ter que apressar meus planos!

 

 

 

Por Keven Alves | 04/09/18 às 18:38 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo