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Capítulo 49 - Matador de reis

Corvo Negro (CN)

Capítulo 49 - Matador de reis

Autor: Keven Alves

Depois de chegar em casa, Atlas pediu para Lizzy e Juliana não saírem da academia Corvo Negro.

― Vocês entendem? ― Perguntou Atlas.

― Mestre, você disse que quando tivesse voltado nós íamos passar mais tempo junto! ― Reclamou Lizzy.

― Eu sei, mas ainda não terminei de fazer o que preciso. ― Respondeu Atlas, que esticou a mão revelando o dedo mindinho. ― Você promete que não vai sair?

Com uma expressão relutante, Lizzy cruzou o seu dedinho com o de Atlas. ― Prometo!

Depois de se despedir deles, Atlas partiu junto com Palito.

Enquanto caminhavam pela capital, Palito perguntou. ― O que você precisa que eu faça exatamente?

― Preciso que você forje algumas coisas... ― Respondeu Atlas.

― Entendo... A propósito, por que diabos você preferiu entregar a nossa besta sagrada ao invés de se casar? ― Palito se sentiu indignado com Atlas por ter recusado a se casar com a beldade Lúcia Azure.

― Você não está com raiva por eu ter entregue a besta, mas sim por não ter casado com ela?

― Meu amigo, que se dane a besta sagrada! ― Respondeu Palito. ― Nós só tínhamos uma besta sagrada para três pessoas... Além disto, somos gênios de nível demoníaco!

― Cara de pau! ― Resmungou Atlas ao sorrir.

― Agora me explica, como você conseguiu recusar aquela magnifica mulher...?! ― Questionou Palito, que então continuou. ― Se fosse eu no seu lugar, aceitaria na hora! ― Exclamou. ― Com aquela mulher em casa... Eu iria morar igual índio, peladão o dia inteiro!

Puft – Ouvindo o comentário de Palito, Atlas não aguentou e gargalhou alto. ― Hahahaha

― Olhe! É ele! ― Uma jovem senhorita que estava passando pela rua gritou ao ver Atlas caminhando pela capital.

― É realmente ele... ― Comentou outra pessoa.

― Incrível, e pensar que o 'matador de reis' é tão jovem! ― Exclamou um homem de meia idade.

Franzindo a testa, Atlas perguntou baixinho. ― Sabe algo sobre isso?

Palito olhou para ele e balançou a cabeça. ― Não, mas parece ser uma espécie de título que deram para você.

Por todo o lugar que Atlas passou, ele ouviu pessoas comentando sobre o 'Matador de reis'.

Parece que o público acabou dando este título para o jovem louco que matava príncipes sem hesitar, e o pior de tudo, esse jovem é claramente ele.

Quando Atlas chegou na entrada da Casa das Armas, ele viu que um pequeno macaco dourado estava vindo correndo em sua direção.

Pegando o macaco, Atlas e Palito se dirigiram diretamente para o local de forja.

Vrup – Logo um barulho de papel soou. Atlas estava abrindo um enorme mapa da capital e o pequeno macaco dourado estava em cima do mapa apontando para um determinado local.

Retirando uma caneta, Atlas fez um círculo no local que Molenga havia apontado.

― Tudo bem, pode voltar! ― Comentou Atlas.

― Ua! ― Gritou Molenga assentindo e partindo em alta velocidade.

 Vendo isso, Palito sacudiu a cabeça. Esse seu amigo está cada vez mais estranho e misterioso.

Quando os três ajudantes chegaram, Palito se virou para Atlas e perguntou. ― O que você quer forjar?

― Quero forjar linhas de rank prata! ― Afirmou Atlas.

― Por que diabos você precisa disto? ― Reclamou Palito. ― Seu estilo de luta é agressivo e direto, linhas de rank prata não servem para você!

― Você vai forjar ou não? ― Perguntou Atlas.

― Tudo bem! Vou forjar!

Assim que Palito estava se preparando para começar, Atlas comentou. ― Espere. Chame mais três ajudantes e traga os mesmos materiais que você vai usar.

Franzindo a testa, Palito comandou. ― Vá buscar!

Um jovem ajudante se destacou e saiu.

Enquanto esperava, Atlas viu um ferreiro usando uma pedra celestial para acender o forno de forja. Encantado com a descoberta, ele murmurou. ― Então é assim que os ferreiros no reino do refinamento corporal forjam armas?!

Momentos depois o jovem retornou com mais três pessoas e o dobro dos materiais.

― Vai explicar? ― Comentou Palito olhando para Atlas.

― Vou te mostrar o verdadeiro poder da minha habilidade inata! ― Afirmou Atlas.

Arregalando os olhos, Palito sorriu e comentou. ― Haha, manda ver!

Caminhando até o forno de forja que fica ao lado do que Palito escolheu, Atlas ativou sua habilidade olhos de cristal e imediatamente seus dois olhos ficaram com um aspecto cristalizado gerando uma visão perfeita de tudo ao seu redor.

― Comece! ― Comentou Atlas.

Ouvindo-o, Palito imediatamente deu início ao processo de forja.

Fum – Quando o fogo do equipamento de forja de Palito se acendeu, o de Atlas seguiu na mesma intensidade.

Pam; Pam; Pam; - Conforme Palito martelava, esticava e refinava, Atlas seguia exatamente da mesma forma.

Todos os movimentos eram exatamente idênticos, forma de martelar, refinar, quantidade de energia exercida, nada estava diferente do método de Palito.

Depois de vários momentos, dois feixes de luzes brilharam intensamente na área de forja. 'Duas armas' rank prata de alto nível estavam sendo finalizada ao mesmo tempo.

― Insano! ― Gritou Palito. ― Que habilidade terrível! Eu treino a vida toda para forjar e você chega do nada e me replica perfeitamente?! ― Reclamou Palito.

― Haha. ― Rindo, Atlas explicou. ― A minha habilidade também tem limitações, eu só posso copiar movimentos e quantidade de energia.

― E você ainda diz só! ― Exclamou Palito. ― Com isso você pode copiar qualquer forjador de armas e refinador de pílulas!

― Isso é verdade, desde que eu esteja no mesmo nível que ele, posso copiá-lo. ― Com um tom de pesar, Atlas continuou. ― Mas não posso ver o processo de circulação de energia, então é impossível copiar a técnica inata.

― Ainda bem... ― Murmurou Palito. ― Apesar de eu ser um gênio magnifico e lindo, ainda posso acabar perdendo a vontade de viver!

― Muito obrigado pela ajuda, isso deve ser o suficiente.

― Deve ser? ― Comentou Palito. ― Tem várias linhas de rank prata aqui, pra que diabos você precisa disto?

― No futuro você saberá, por enquanto eu preciso treinar.

Atlas que estava caminhando para a saída, ouviu Palito. ― Atlas, é melhor usar o uniforme da academia. Talvez as tropas reais tentem encontrar problemas para você!

― Vou usar, obrigado!

Depois de colocar o uniforme dos corvos, Atlas partiu em direção a academia do corvo negro.

****

Três dias depois, dentro de uma taverna.

Um homem estava sentado rindo e conversando, em seu ombro um pequeno macaco dourado o acompanhava.

― Gui, ouvi dizer que o rei vai promover você! ― Sussurrou uma linda mulher que estava ao lado dele.

― Haha. O que posso dizer... É verdade! ― Ao afirmar, o homem tinha uma expressão de felicidade irrestrita, todos poderiam notar que ele estava extremamente feliz.

― E esse lindo amiguinho, onde você o encontrou? ― Perguntou a mulher ao mover sua mão e alisar os pelos dourados do pequeno macaco.

― Haha, foi ele que me encontrou. ― Afirmou Guilherme Souza. ― Apesar de ser uma besta comum, é muito bonito e inteligente.

Ouvindo o elogio, o macaquinho fez uma expressão de confiança e assentiu com a cabeça.

Vendo isto, a mulher caiu em gargalhadas, seu lindo sorriso e sua voz suave faziam aqueles ao redor suspirarem secretamente.

Já Guilherme, deu uma piscada para o pequeno animal. Ultimamente este querido companheiro o tem ajudado a conquistar muitas mulheres lindas na capital.

― Eu ofereço esse brinde a Guilherme Souza! ― Gritou um homem gordo que estava na taverna. ― Viva!

― VIVA! ― Todos que estavam na taverna levantaram sua taça e gritaram felicitando Guilherme.

― Muito obrigado. ― Agradeceu. ― Vocês são muito gentis, haha!

Kyaa! - A mulher gritou baixinho ao se pendurar em Guilherme, logo depois ela sussurrou em seu ouvido. ― Você vai me levar para passear?

― Claro, você terá o melhor passeio da sua vida! ― Ao responder, Guilherme deu leve beijo no pescoço da mulher.

Apertando-o ainda mais forte, ela continuou sussurrando enquanto fazia uma expressão sedutora. ― Não aqui!

Do outro lado da taverna, estava um homem de capuz e uma linda mulher que também estava encapuzada.

― Você acha que a gente vai conseguir vê-lo? ― Perguntou o homem.

― Eu quero vê-looooo, hahahah ― Respondeu a mulher ao balançar os pés rapidamente e dar uma longa risada.

― Se comporte! ― Reclamou o homem. ― Não sei por que o chefe mandou você junto.

Batendo os dedos sem parar na mesa, ela afirmou. ― É por que eu queria muito vê-lo! Hihi

― Você acha que ele vai gostar de mim? ― Perguntou ela. ― Ele vai gostar né? Né? Né?

― Cala a boca! ― Resmungou o homem. ― Nós estamos aqui para manter um baixo perfil, apenas fique quieta e espere!

― Mas... Nós já estamos na capital a 5 dias e até agora nada! ― Reclamou ela fazendo beicinho. ― E se ele não agir?

― Se ele não agir ele é indigno! ― Bufou o homem.

― Hihih! Você está com ci-ú-mês!

― Ciúmes? ― Bufou o homem. ― Não fale sem sentido.

Olhando para a mesa de Guilherme, o homem sussurrou. ― Prepare-se, ele vai sair!

― Yay! Vai começar!! Hahaha

Guilherme que havia sido lisonjeado por todos, estava se levantando e caminhando em direção a porta, em seu ombro o pequeno macaco estava quietamente deitado, e ao lado de Guilherme, uma linda e sedutora mulher estava de braços dados com ele.

À algumas ruas de distância, uma pessoa com um manto completamente negro e uma máscara de corvo estava sentado em cima de um telhado, em suas costas havia uma enorme foice negra enquanto grandes quantidades de intenção assassina era emanada do sujeito.

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Por Keven Alves | 05/09/18 às 18:56 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo