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Capítulo 50 - A caça e o caçador

Corvo Negro (CN)

Capítulo 50 - A caça e o caçador

Autor: Keven Alves

Atlas que estava sentado no telhado de uma residência, estava olhando atentamente para o final da rua, seus punhos estavam fortemente apertados e seu olhar estava extremamente afiado.

― Cadê você?! ― Murmurou Atlas enquanto revelava um sorriso psicopata. ― Não me faça esperar muito!

Caminhando, no final da rua apareceu um homem sorridente de braços dados com uma linda mulher e um pequeno macaquinho dourado em seu ombro.

Enquanto o homem avançava caminhando lentamente pela rua, não percebeu que estava sendo seguido por duas pessoas encapuzadas.

― 5 Dias seguindo esse cara... ― Reclamou o homem encapuzado.

― São as ordens do che-fe!! ― Respondeu a mulher cantarolando.

― Por que você é tão louca? ― Exclamou o homem insatisfeito.

― E você não gosta?! ― Ao responder ela abriu levemente o seu manto revelando sua roupa colada e suas curvas bem delineadas.

― Componha-se! ― Bufou o homem.

― Você é muito sério! ― Respondeu ela mostrando a língua para o homem. ― Chato!

― Olhe! ― Apontou o homem.

****

Na frente de Guilherme Souza havia uma pessoa parada de pé, seu manto completamente negro e sua máscara de corvo deixava o seu visual imponente, mas o que mais chamava atenção era a enorme foice negra que estava em suas costas.

Franzindo o cenho, Guilherme perguntou. ― Quem é você?

Movendo a mão, Atlas retirou a máscara que estava em seu rosto.

Ao ver o rosto jovem e bonito de Atlas, Guilherme murmurou. ― Uma criança... ― Ao notar o olhar afiado e a intenção de matar que Atlas estava emitindo, ele questionou. ― O que você quer?

― 5 Segundos! ― Afirmou Atlas ao mostrar os cinco dedos da mão.

― 5 Segundos? ― Guilherme bufou friamente, ele já estava muito insatisfeito com esse jovem da academia Corvo Negro que parou em sua frente, e ao notar a maneira que o jovem falou com ele, ele ficou ainda mais insatisfeito, se não fosse a lei da cidade real proibindo matar em suas dependências ele já teria varrido esse ‘inseto’ da sua frente.

― Vou levar 5 segundos para matar você! ― Exclamou Atlas.

Ao ouvi-lo, Guilherme revelou um olhar espantando, depois desatou em uma alta risada. ― Hahahaha! Como você vai fazer isso?

Antes de terminar de falar, Guilherme percebeu que os olhos do jovem estavam mudando rapidamente se tornando completamente cristalizados.

Boom! - Quando o som da voz de Guilherme Souza desapareceu, ele sentiu um enorme impacto em seu rosto.

O pequeno macaco havia desferido um soco com todas as suas forças. Por mais que Guilherme estivesse esperando ser atacado, ele nunca imaginou que seria atacado por sua pequena besta ‘comum’.

Devido ao enorme impacto, ele perdeu completamente o equilíbrio, quando notou, já havia uma sombra na sua frente.

Com um olhar perplexo, Guilherme ainda estava levemente tranquilo já que Atlas estava um pouco distante dele e não havia nada em suas mãos.

Quando Atlas percebeu que Molenga havia iniciado o plano, ele utilizou sua técnica marcial voo do corvo e disparou em alta velocidade.

Quando chegou de frente para Guilherme, utilizou sua técnica corte do corvo negro. Varrendo sua foice que havia ficado invisível de baixo para cima com toda a sua força, a foice emitiu um longo e afiado ruído enquanto revelava a aparência de uma asa negra. ― 1! ― Murmurou Atlas.

Crunch. - Tudo aconteceu muito rápido, a mulher que estava ao lado só viu um dos braços de Guilherme voando e uma grande quantidade de sangue atingindo o seu corpo e rosto.

Ahhh – Guilherme emitiu um longo gritou de dor ao tentar se estabilizar e recuar o mais rápido possível.

― Como isso é possível?! ― Berrou Guilherme com uma voz de dor e agonia.

Quando Guilherme pisou fortemente no chão e impulsionou o seu corpo para trás. Crunch! ― Ahhhhhh!

― 2! ― A voz de Atlas estava tão fria que faria com que qualquer um que a ouvisse sentisse arrepios por todo o corpo.

Emitindo outro longo grito agonizante, Guilherme percebeu que uma lâmina havia acertado sua perna e essa lâmina estava ligada a uma corrente, que por sua vez estava sendo segurada por Atlas.

Quando a lâmina penetrou completamente na perna de Guilherme, Atlas puxou a corrente com força. Assim que a perna de Guilherme foi esticada, Atlas disparou utilizando sua técnica de movimentação e, novamente varreu sua foice de baixo para cima.

CRUNCH! - Um enorme barulho de ossos e pele dilacerados soou e Guilherme perdeu uma de suas pernas.

― 3! ― Exclamou Atlas.

Arf; Arf; - Guilherme estava arfando pesadamente enquanto pegava sua espada que estava guardada no anel de armazenamento.

Ugh! - Vomitando sangue, Guilherme olhou ferozmente para Atlas. ― Desgraçado, olha o que você fez comigo! ― Guilherme estava completamente enfurecido, além de ter que suportar uma dor agonizante, ele estava ainda mais furioso com o fato de um jovem, com o cultivo muito mais fraco do que o dele, causar tamanho estrago.

― 4! ― Os olhos de Atlas estavam completamente calmos.

Olhando para eles, Guilherme teve a sensação de que o dia do seu juízo final realmente havia chegado. E naquele momento, ele viu Atlas levantando levemente a mão e fechando-a, no mesmo instante inúmeras linhas surgiram do chão.

Vendo isto, Guilherme arregalou os olhos e tentou recuar, mas era tarde demais.

Segundos depois das linhas surgirem, ele se viu completamente imobilizado. Prezo por dezenas de linhas de rank prata, como um inseto prezo nas teias de uma aranha.

― Linhas de rank prata! ― Exclamou ele com uma voz de pesar. ― Para você ter arrumado uma armadilha tão grande aqui... Eu fui realmente muito descuidado.

― 5! ― olhando para ele calmamente, Atlas comentou. ― Hoje é o dia da sua morte!

Com um olhar de medo sem fim, Guilherme gritou enlouquecido. ― Você não vai ter como fugir!

― Haha. ― Rindo levemente enquanto luzes frias passavam por seus olhos, Atlas respondeu. ― Eu entendo este seu olhar de medo, a caça reconhece o caçador!

Levantando à mão, Atlas olhou para cima enquanto revelava um leve sorriso frio. ― Espelho Celestial!

Zup; Zup; Zup; Zup;

Guilherme revelou um olhar ainda maior de pânico. ― O-Oque é isso...

― Isso é uma habilidade marcial! ― Exclamou Atlas. ― Abra bem os seus olhos de cachorro!

Olhando para cima, havia um total de nove espelhos.

― Morra! ― Quando Atlas cuspiu essa palavra, todos os espelhos começaram a emitir barulhos e se alinhar.

No momento em que eles se alinharam, a luz solar que se concentrou no primeiro espelho, foi enviada para o segundo, depois para o terceiro e assim por diante.

Tchum; Tchum; Tchum;

Quando a luz solar passou por todos os espelhos que estavam alinhados, se moveu com uma velocidade alarmante na direção em que Guilherme estava preso.

― Nãoooo!

BOOOM! - Uma enorme explosão atraiu atenção das pessoas que estavam quilômetros de distância. Olhando para o local onde Guilherme estava, Atlas respirou fundo. Fuu ― No final, ainda passei dos 5 segundos!

Deixando essa frase para trás, ele recolocou sua máscara e disparou deixando o local.

A mulher e o homem encapuzado rapidamente chegaram no local após Atlas sair.

― In-crí-vel! ― Exclamou a mulher cantarolando e pulando. ― Ele matou o cara que era muito mais forte do que ele! Hahahaha

― Não é para tanto! ― Exclamou o homem. ― Ele pegou o oponente desprevenido e armou uma sequência de armadilhas.

― Para de ser ciumento! ― Bufou a mulher. ― Não sobrou nem pó do cara, ahahaha! Eu gostei muito dele!

― Ele é descuidado! ― Sacudindo a cabeça com uma aparência feroz, o homem se virou para sair. ― Lide com a mulher que ele deixou para trás. ― Depois de comandar, ele pulou e disparou deixando o local.

― Oi, Oi, Oi, Oi... ― Cantarolou a mulher. ― Bonequinha de condão, cadê vocêeee?!

A mulher que havia se escondido depois do primeiro ataque de Atlas, começou a tremer. Ela também é uma cultivadora, mas não é forte, pelo menos não como Atlas que havia atacado o ‘homem dela’. Só essa batalha foi o suficiente para traumatizá-la para o resto da vida, e agora, existe uma louca caçando-a.

Quando a mulher pensou que escaparia, ouviu uma voz aterrorizante por cima dela. ― Achei você! Hahahah

Olhando para cima, a mulher viu uma pessoa encapuzada com um olhar louco em sua face e um largo sorriso estampado no rosto, e o pior de tudo, a mulher louca e encapuzada estava na verdade, flutuando!

― Acabou. ― Murmurou a mulher enquanto tremia e fechava os olhos.

Puxando um porrete de madeira, a mulher encapuzada moveu-o em direção da cabeça da fugitiva.

Booom ― Olhando para a mulher atingida e depois para o porrete, a mulher encapuzada revelou uma expressão de êxtase e excitação ao comentar. ― Tão frágil? Sujou todo o meu porrete, que cena linda... Essa cor... Esse cheiro... AHHHHH!

Colocando o porrete no ombro, ela começou a saltitar se retirando do local enquanto cantarolava e respirava fundo para sentir o cheiro pungente de sangue e miolos que estavam no porrete.

****

Depois de cruzar várias ruas em alta velocidade, Atlas percebeu algo estranho ao seu redor com os seus olhos de cristal.

Zuup! - Mesmo tendo percebido que havia de algo de errado e conseguido acompanhar o movimento com a sua visão, ele ainda era lento demais para evitar.

Através da sua visão perfeita, ele viu o momento exato em que um homem completamente encapuzado veio em alta velocidade, chegou ao seu lado revelando um leve sorriso e desferiu um chute cruzado na direção do seu rosto.

Todo o acontecimento parecia estar em câmera lenta através da sua visão perfeita, mas infelizmente o seu corpo era lento demais para conseguir reagir devidamente.

Booom! - Crack!

O impacto foi tão forte que Atlas foi arremessado extremamente longe acertando em cheio uma residência que entrou imediatamente em colapso.

Trumblee;

Atordoado com o que havia acontecido, Atlas tentou utilizar sua técnica de movimento para se mover o mais rápido possível. Mas no momento em que sua visão perfeita notou novamente o movimento do inimigo, já era tarde demais para desviar.

Put! - No momento em que Atlas tentou levantar, o homem encapuzado veio em alta velocidade e pisou em seu peito.

Ugh! - Abrindo a boca, Atlas cuspiu uma grande quantidade de sangue devido a força do golpe.

― Quem é você?! ― Atlas estava com os dentes serrados enquanto se forçava a perguntar sem cuspir mais sangue.

― Sou um enviado do rei! ― Afirmou o homem de forma fria, enquanto encarava Atlas com os olhos brilhando.

Vendo a intenção de matar nos olhos do homem, Atlas percebeu que havia caído em algo realmente problemático.

Movendo a mão, Atlas tentou lançar o restante das linhas de prata que ele havia guardado para emergência, mas antes que ele pudesse finalizar o movimento de sua mão, o homem pisou novamente em seu peito.

Boom! - Ugh!

Abrindo a boca, Atlas cuspiu outra grande quantidade de sangue. ― Que tipo de velocidade é essa! ― Atlas estava fortemente ferido, neste momento, ele realmente sentiu a crise se abater sobre ele.

Ele finalmente percebeu que mesmo tendo planejado completamente a sua linha de ação, ele ainda havia sido descuidado.

Assim que Atlas estava ficando sem esperança, ele viu uma pequena figura dourada pular com uma velocidade alarmante na direção do homem encapuzado.

Boom! - Mas antes que a pequena criatura pudesse chegar perto, ele foi atingido por um golpe do inimigo.

― Se qualquer um de vocês dois se mover, vou matar sem misericórdia! ― Afirmou o homem em um tom frio.

Por Keven Alves | 12/09/18 às 19:13 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo