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Capítulo 51 - Interrogatório

Corvo Negro (CN)

Capítulo 51 - Interrogatório

Autor: Keven Alves

O homem encapuzado que estava pisando o peito de Atlas, tinha um olhar extremamente frio ao encará-lo.

― Qual o seu nome? ― Indagou o homem.

Cuspindo sangue enquanto encarava o homem com inimizade, Atlas respondeu. ― Você não foi enviado pelo rei? Não sabe quem eu sou?

Boom! - Quando ouviu Atlas falar, o homem desferiu outro forte impacto no peito do mesmo.

Ugh! - Abrindo a boca, Atlas cuspiu mais sangue.

― Desgraç... ― Boom! - Novamente o homem desferiu um enorme golpe em Atlas.

Olhando friamente para Atlas, o homem exclamou. ― Quando eu fizer uma pergunta, você responde!

Olhando para a arrogância do homem, Atlas começou a rir com uma voz rouca e uma expressão insana. ― Hahahah!

― Está rindo do que?! ― O homem continuava encarando Atlas, monitorando cada mínimo movimento.

Percebendo que Atlas não responderia nada, o homem se abaixou e agarrou Atlas pelo pescoço. Levantando-o pelo pescoço o homem olhou dentro dos olhos dele enquanto comentava baixinho. ― Vamos ver se você realmente não vai falar.

Enquanto segurava Atlas pelo pescoço, ele fez um movimento com a outra mão e Molenga que havia recebido um enorme golpe antes, veio voando na direção do homem e assim como Atlas, foi agarrado pelo pescoço.

Com um leve pulo, o homem começou a flutuar e depois disparou com uma velocidade alarmante voando em alta velocidade enquanto saía da capital se movendo em direção a uma floresta próxima.

A mulher com o porrete de madeira estava observando tudo de longe enquanto os seguia.

****

Dentro de um enorme Palácio.

Uma mulher deslumbrante estava sentada em uma cadeira de luxo enquanto fumava um longo e fino cigarro. De frente para essa deslumbrante mulher, havia duas outras mulheres extremamente lindas usando um vestido azul.

― Madame, capturaram ele. ― Comentou uma mulher.

― As tropas do rei? ― Perguntou Lúcia Azure.

― Não senhora, duas pessoas encapuzadas.

Fechando os olhos, Lúcia murmurou. ― Entendo.

As duas mulheres continuaram silenciosamente de frente para Lúcia Azure esperando por ordens.

― Continuem monitorando... ― Comandou Lúcia.

― Não podemos! ― Afirmou uma mulher, que então continuou. ― As nossas meninas foram despistadas, os dois indivíduos que o capturou estão no mínimo no primeiro nível do reino da terra.

― Avise Milena. ― Comentou Lúcia. ― Falhamos na missão dela, não vamos cobrar o restante do pagamento.

― Entendido! ― As duas mulheres afirmaram enquanto se viravam e partiam.

****

Em uma floresta, perto da capital real.

Um homem encapuzado estava segurando um jovem muito bonito e um pequeno macaco pelo pescoço.

Put – Com um movimento de mãos o homem arremessou os dois em uma enorme arvore.

― Eu faço as perguntas e você responde! ― O homem ordenou friamente enquanto encarava os olhos de Atlas. ― Se eu não gostar da resposta, vocês dois vão pagar o preço!

Atlas estava com as mãos fortemente apertadas, ele realmente estava se sentindo um lixo neste momento.

Não importa o que aconteça com ele, ele sempre acreditou que superaria tudo e continuaria avançando em frente, ele nunca parou para contemplar a sua verdadeira força e seus limites até enfrentar aquela grande quantidade de bestas demoníacas no elo perdido, bem como encontrar o seu tio morto no caminho de volta. No entanto, neste momento ele está percebendo da pior maneira que mesmo sendo muito cuidadoso, ainda existem inúmeros fatores que não podem ser calculados por ele que possuí conhecimento e poder limitado.

Ua! ― Resmungou o pequeno macaco ao olhar para Atlas com uma expressão de dor.

― Qual o seu nome? ― Questionou o homem.

Olhando para o homem com extrema inimizade, Atlas continuou quieto.

BOOOM!

― Não! ― Gritou Atlas com uma expressão de agonia.

Apesar de ter gritado, foi tarde demais e o homem não se importou com o grito de Atlas. O pequeno macaco que estava ao lado de Atlas recebeu todo o impacto do golpe e ficou esticado no chão enquanto sangue vazava por seus olhos, nariz, boca e ouvidos. Sua aparência era extremamente lamentável.

― Não vou ficar repetindo! ― Gritou o homem. ― Qual o seu nome!

Rangendo os dentes, Atlas respondeu. ― Atlas! Meu nome é Atlas!

 Ouvindo a resposta o homem continuou. ― Qual o seu sobrenome?

Atlas hesitou por um leve momento, mas ao ver a aparência de Molenga, ele respirou fundo e respondeu. ― Guerra!

― Atlas Guerra... ― Murmurou o homem. ― Me conte o que sabe sobre os rebeldes!

― Eu não sei nada sobre os rebeldes! ― Afirmou Atlas.

Boom! - O homem não teve piedade e disparou outro golpe diretamente em Molenga.

O pequeno macaco não tinha forças nem para emitir gritos, ele apenas ficou estendido no chão enquanto sangue vazava por seus orifícios.

― Desgraçado! ― Atlas berrou furiosamente ao ver isto.

Seus olhos que estavam cristalizados com a sua habilidade olhos de cristal começaram a ficar negros enquanto uma energia densa e maligna começou a emanar do corpo de Atlas.

Franzindo as sobrancelhas, o homem se sentiu muito desconfortável ao sentir essa energia, era como se essa energia fosse capaz de devorá-lo por inteiro.

― Você é realmente cheio de surpresas! ― Comentou o homem enquanto movia o punho carregado de energia e acertava Atlas em cheio.

BOOOM!

Ugh! - Atlas que estava extremamente nervoso, não conseguiu controlar a estranha energia e todo aquele poder desapareceu sem deixar vestígio enquanto ele abria a boca e cuspia uma grande quantidade de sangue.

― Se fizer qualquer gracinha vou matar a besta demoníaca!

Ouvindo-o, Atlas gritou com uma expressão feroz. ― Eu estou falando a verdade! Se você quiser atacar alguém por não gostar da resposta, pode me atacar!

― Hahaha ― Rindo, o homem comentou com um sorriso frio. ― Tudo bem!

Boom! - Quando o som da sua voz caiu, ele acertou Atlas novamente.

****

A mulher com o porrete estava sentada em um galho de arvore balançando os pés com um enorme sorriso enquanto observava tudo o que estava acontecendo.

― Hihi, Valet ficou fu-ri-o-so! ― Murmurou ela cantarolando.

****

― Onde está o seu pai? ― Perguntou o homem.

― Não sei! ― Respondeu Atlas o encarando.

Crack. - O homem pisou tão forte na perna de Atlas que o mesmo emitiu ruídos de ossos se partindo.

― Mais uma e vai ficar com a perna quebrada! ― O tom do homem era completamente frio, sem qualquer emoção. ― Onde está o seu pai?

― Eu já falei que não sei! ― Gritou Atlas.

CRACK! - Com um forte golpe o homem quebrou uma perna de Atlas.

― Ahhh! ―  Atlas emitiu um baixo gemido abafado enquanto tentava segurar a enorme dor que está sentindo.

Abaixando-se, o homem o pegou pelo pescoço e gritou de frente para o rosto dele. ― Você acha que eu estou brincando com você?!

BOOM! - Dando um forte soco no rosto de Atlas, ele resmungou friamente. ― Fale logo o que sabe!

Tchu – Atlas o encarando fixamente, perdeu completamente a paciência com o homem e cuspiu diretamente no rosto dele.

Limpando a enorme mistura de saliva e sangue do seu rosto, o homem reuniu uma grande quantidade de energia em seu punho e estava pronto para desferir um golpe aterrorizante em Atlas.

― Pare! ― Gritou a mulher! ― Valet, você ficou louco?!

― Az, ninguém precisa saber! ― Afirmou o homem.

― Você está mesmo pensando nisto?! ― Gritou ela. ― Quer mesmo trair os revolucionários?!

― Trair? ― Questionou o homem. ― Ele não faz parte dos revolucionários!

― Ele é o filho do chefe! ― Afirmou a mulher. ― Se você tentar se mover contra ele, vou matá-lo aqui e agora!

Olhando para Az enquanto franzia o cenho, o homem bufou e arremessou Atlas novamente na arvore.

Encarando Atlas, ele afirmou friamente. ― Você é indigno!

Deixando essa frase para trás, ele se virou e partiu.

Atlas que estava caído no chão, completamente esgotado e muito ferido tinha um olhar pesado em seu rosto enquanto pensava. ‘Revolucionários?’ Não é esse o grupo que o meu pai é líder?’ ‘Por que diabos esse grupo iria me ferir desta forma?’

― A-tlas-zi-nho! ― Quando Atlas pensou que tudo havia acabado, ouviu a voz melodiosa da mulher o chamando de uma maneira estranha.

Se aproximando de Atlas, a mulher comentou. ― Não se importe muito com Valet, ele é assim mesmo.

Esticando a mão, ela retirou um papel do seu anel de armazenamento. ― Guarde isto no seu anel, a-mor-zi-nhoo!

Ugh – Abrindo a boca, Atlas vomitou mais uma grande quantidade de sangue. Não se sabe se foi devido ao dano anterior da tortura ou se é devido a forma estranha com a qual essa mulher fala.

Vendo o olhar de mal vontade de Atlas, ela comentou com um sorriso no rosto. ― Se você guardar isso eu deixo você comer essa pílula!

Quando Atlas viu a pílula que estava na mão da mulher, ele se sentiu extremamente estranho. Ele não deseja aceitar nada de qualquer pessoa que esteja envolvido com aquele cara, mas a pílula que está na mão desta mulher é uma pílula de rank ouro, Atlas sabe disto ao observar a quantidade de energia dourada que está sendo emanada da pequena pílula.

Este tipo de pílula é um tesouro por si só, mesmo se for colocado no país do Sol os inúmeros poderes de topo competiriam para consegui-la.

― É uma pílula de cura de alto nível! ― Continuou a mulher. ― Você vai estar bom em dois dias, mesmo a sua perna quebrada vai ser completamente curada.

Rangendo os dentes, Atlas olhou seriamente para a mulher encapuzada enquanto esticava lentamente a mão. Depois de pegar o papel ele o armazenou imediatamente no anel.

Sem esperar que Atlas fizesse qualquer coisa, a mulher jogou a pílula diretamente dentro da boca dele, devido a pílula está sendo impulsionada pela energia da mulher louca, Atlas não teve como reagir a pílula foi diretamente engolida por ele.

Se essa pílula não for exatamente uma pílula de cura, então não vai ter nada que ele possa fazer para impedir o efeito da mesma.

 ― Nos veremos em breve amorzinho! ―  Comentou ela com um olhar feliz e um leve sorriso no rosto.

Parada no local, a mulher deu um forte olhar para uma determinada direção.

Humpf! - Bufando, ela se virou e partiu sem olhar para trás.

 

 

 

Por Keven Alves | 12/09/18 às 19:16 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo