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Capítulo 52 - Torre da Alquimia

Corvo Negro (CN)

Capítulo 52 - Torre da Alquimia

Autor: Keven Alves

Depois de ver a mulher partir, Atlas finalmente deu um suspiro de alívio. Ele nunca se sentiu tão impotente antes, neste momento ele só deseja se recuperar o mais rápido possível para conseguir ajudar a sua pequena besta demoníaca que está em um péssimo estado.

Enquanto Atlas está pensando em se curar o mais rápido possível, neste momento havia duas pessoas o observando de um arbusto.

― Irmã, nós subestimamos aquelas pessoas!

― Realmente... ― Murmurou a outra mulher. ― Infelizmente a única coisa que a gente pode fazer foi observar de uma maneira impotente.

― Quem está ai?! ― Gritou Atlas.

Quando Atlas estava prestes a fechar os olhos para reunir e refinar energia celestial com o objetivo de acelerar a sua cura, ele percebeu que os matos nos arredores estavam se movendo e provavelmente havia algo ou alguém por perto.

Assim que o som da voz de Atlas desapareceu, duas mulheres extremamente idênticas saíram do local que a mulher encapuzada havia olhado antes de partir. Percebendo isto, Atlas começou a suar frio. Se a mulher sabia que havia algo naquele local e não se preocupou em verificar, então só pode ser algo muito ruim para ele.

― Atlas! ―  Uma voz conhecida soou. ― Nós estamos aqui, fique tranquilo.

―  Afaste-se! ―  Gritou Atlas enquanto tentava se levantar.

― Está tudo bem, fique calmo! ―  Exclamou a mulher. ―  Nós vamos te ajudar, calma!

Se acalmando e concentrando sua visão, Atlas finalmente percebeu quem era. ―  Sol! ―  Exclamou ele.

Retirando várias pílulas do anel de armazenamento, Sol foi administrando todas para Atlas.

―  Cuide da minha besta demoníaca! ―  Resmungou Atlas com a voz raspada e rouca.

―  Deixe comigo! ―  Afirmou Lua, irmã gêmea de Sol.

Respirando fundo aliviado por ter encontrado pessoas conhecidas, e que não querem feri-lo, Atlas se sentiu tonto e perdeu a consciência.

―  Não sei como ele conseguiu manter a consciência até agora. ―  Murmurou Sol.

―  Provavelmente devido a força de vontade. ―  Afirmou Lua. ―  Todos os golpes que ele recebeu eram muito mais fortes do que ele poderia suportar, este tipo de força de vontade é assustador.

―  Eu não entendo o motivo por trás disto. ―  Exclamou Sol. ― O que você acha que aconteceu?

―  Não faço ideia! ―  Exclamou Lua. ―  Eles estavam seguindo ele durante dias, pareciam protetores e agora fazem isto...

―  Parecia até violência gratuita, realmente loucos... ― Reclamou Sol. ―  Me sinto uma inútil por não ter força o suficiente para ajudá-lo antes!

― Você só o encontrou uma vez! ―  Reclamou Lua. ―  Já falei para não se apegar tão rápido as pessoas!

―  Do que você sabe! ―  Resmungou Sol enquanto bufava. ―  A jovem senhorita quer recrutá-lo eu só estou cuidando do investimento.

― Claro, sei... ― Lua estava com uma expressão de zombaria enquanto a respondia com ironia.

― Você acha que aquela mulher realmente sabia que estávamos aqui? ― Perguntou Lua.

― Com certeza sabia! ― Afirmou Sol. ― Não só ela, mas o rapaz também sabia, eles são muito mais fortes do que a gente.

― Realmente... ― Murmurou Lua. ― Assustador, esse tipo de pessoa veio aqui por esse garoto.

****

Dois dias depois, rua principal da capital real.

―  O que você acha que aconteceu? ― Perguntou um homem de aparência mediana e roupas luxuosas.

― Será que os cães sarnentos estão na capital? ―  Perguntou a mulher que estava de braços dados com o homem enquanto caminhava pela capital.

―  Cães sarnentos?

―  Oh, perdoe-me. ― Comentou suavemente a mulher. ― Esqueci que o enviado do país do Vento não saberia sobre isto.

― Cães sarnentos é o ‘verdadeiro’ nome dos revolucionários, na verdade eles são conhecidos por alguns outros nomes... Mas esse é o mais conhecido na capital! ― Explicou. ― Eles ganharam este nome por serem a ralé da sociedade, e assim como os cães sarnentos eles não conhecem o seu lugar e querem mais do que podem morder.

― Hahaha! ―  Rindo, o homem acenou. ―  Bom nome, faz sentido. ―  Olhando para a mulher, ele continuou. ― Cecilia, você como irmã do rei deve ter um alto nível de conhecimento sobre a capital... Você acha que pode ter sido estes tais cães sarnentos que mataram o jovem soldado do seu país?

―  Claro! ―  Exclamou a mulher. ―  Eles atacaram a base do portão principal e roubaram o corpo que era nossa isca. ―  Com uma expressão de pesar, ela continuou. ―  Infelizmente o jovem mestre Max do país do Vento foi um pouco imprudente e impulsivo ao enfrentá-los sozinho e acabou sendo morto.

Ouvindo a princesa, o homem franziu fortemente o cenho em desagrado.

Vendo isto, Cecilia rapidamente continuou. ―  Claro que o jovem mestre Max estava confiante em seu poder, afinal o país do Vento é o mais forte entre os 4 países e ele sempre carregou essa responsabilidade com elegância e graça. ― Enquanto balança a cabeça ela comentou baixinho. ― Se eles não tivessem usado um truque sujo como poderia matar o jovem mestre Max?

Humpf! - Bufando, o homem exclamou. ―  Vocês não podem nem mesmo controlar sua capital real?!

―  O senhor deve estar brincando. ―  Sussurrou Cecilia. ―  Todos os países sabem que o nosso estado é precário desde a última guerra, nós pagamos um alto imposto ao país do Vento por apoio militar.

― Ele não era apenas o enviado do nosso país! ―  Reclamou o homem. ―  Max era o filho de REI!

― Entendo... Nós certamente não temos desculpas para isto. ― Comentou. ―  Mas como o senhor pode ver, depois do que fizeram com o jovem mestre Max eles ficaram ainda mais ousados e estão causando distúrbios pela capital, até mesmo o herói que matou um dos ‘braços’ do líder dos rebeldes não conseguiu escapar da ‘rede’ dos cães sarnentos.

Olhando para Cecilia, o homem comentou. ― Nós vamos cuidar desses tais cães sarnentos, mas com toda certeza o nosso rei vai cobrar isto do país do Sol até o último grão.

― Nós faremos tudo o possível! ―  Cecilia é muito esperta e sempre foi responsável por lidar com este tipo de assunto. Seu irmão é o prodígio em combate e artes marciais, mas em questão de relação interpessoal ninguém pode superá-la, ela foi criada desde o nascimento para ser o principal suporte do seu irmão na ascensão do trono.

*****

Em uma cabana no alto de uma pequena montanha, havia um jovem deitado com vários pontos severos no rosto.

Abrindo os olhos assustado o jovem sentou-se na cama enquanto suor escorria por todo o seu corpo. Passando a mão na testa o jovem limpou uma grande quantidade de suor frio.

― Outro pesadelo! ― Murmurou Atlas.

Arf; Arf; Arf;

Arfando pesadamente ele se levantou enquanto ainda se sentia meio tonto. Olhando para baixo ele percebeu que estava limpo e com uma roupa completamente diferente da que ele está acostumado usar.

― O que aconteceu...

Se concentrando, Atlas começou a se lembrar de tudo o que havia acontecido.

Apertando o punho fortemente, Atlas murmurou com uma forte intenção de matar. ― Essa dívida... Vai ser paga na integra!

Percebendo que Molenga não estava em lugar nenhum, Atlas finalmente desistiu de pensar em possibilidades que ele não poderia comprovar no momento.

Suspirando, ele começou a caminhar até a porta da cabana em que estava e abriu-a.

Assim que ele passou pela porta, Atlas sentiu o forte cheiro da fragrância das ervas medicinais. Na frente dele havia inúmeras flores e ervas plantadas que liberavam uma linda e forte concentração de espiritualidade, a visão era absurdamente deslumbrante, montanhas como a que ele estava tinha aos montes e, ao observar calmamente era possível notar que elas estavam formando um símbolo.

― Que lugar lindo...

Mesmo que o lugar não fosse tão grande quanto a academia Corvo Negro, era sem dúvida muitas vezes mais bonito e elegante. No centro de todas as construções havia uma enorme torre, provavelmente é o lugar principal no qual faz jus ao nome ‘Torre da Alquimia’.

― Haha, eu quero dar uma volta por esse lugar! ― Murmurou Atlas. ― Se Lizzy estivesse aqui ela ficaria louca com todas essas flores.

Empolgado, Atlas começou a descer a montanha enquanto observava tudo com os olhos brilhando de curiosidade, ele nunca havia visto um lugar tão lindo em toda a sua vida.

Quando Atlas estava prestes a descer da pequena montanha, ele ouviu uma voz rouca e envelhecida. ― Ei você!

Olhando ao redor, ele percebeu que havia uma velhinha olhando em sua direção.

― Sênior?

― Venha comigo! ― Afirmou a velha.

Sem entender nada, Atlas deu de ombro e começou a caminhar em direção a velha senhora que o havia chamado.

Vendo que Atlas estavam obedientemente vindo em sua direção, a velha revelou um leve sorriso ao acenar com a cabeça e começou a caminhar.

Conforme Atlas seguia a velha senhora, ele ficou cada vez mais empolgado e cativado. Havia milhares de ervas e planta, todas deslumbrantes ao extremo proporcionando uma visão maravilhosa e encantadora.

― Este lugar não deveria ser chamado de ‘Torre da Alquimia’, mas sim de ‘Jardim dos Deuses’.

Ouvindo-o a velha deu uma leve risada rouca. ― Haha, tem razão.

Conforme entrava mais profundamente no lugar, Atlas percebeu que havia um largo caminho que levava até um largo e espaçoso local com inúmeras residências luxuosas. O que o fez pensar no local onde ele estava, provavelmente ele foi alocado no local mais ‘comum’ deste lugar. Pois, aquelas residências eram o epitome da beleza, mas a cabana em que ele estava, apesar de ter uma vista deslumbrante, era muito simples.

Embora Atlas não consiga reconhecer nenhuma destas flores e ervas, afinal ele não é um alquimista. Ele tem certeza de que provavelmente todas podem ser usados na alquimia tendo em vista a quantidade de energia emanada por todas as plantações.

Não muito tempo depois, Atlas e a velha senhora havia cruzado todo o lindo mar de plantas, e começaram a caminhar por um local barroso a uma distância muito grande das antigas residências luxuosas que Atlas havia visto.

Franzindo levemente o cenho, Atlas comentou. ― Senhora...

― Silêncio! ― Reclamou a velha!

Assustado e curioso, Atlas continuou olhando para a mesma.

― Qual o seu nome? ― Perguntou ela.

― Atlas!

Apontando para uma pequena casa feita de madeira, a velha comentou. ― Você vai ficar aqui por enquanto!

― Ali?! ― Resmungou Atlas assustado. Este lugar é muito feio e sujo, provavelmente nem mesmo os servos são submetidos a este lugar e muito menos ele que é um ‘convidado’.

― O que?! ― Resmungou a velha. ― Não é bom para você?

Coçando a cabeça, Atlas murmurou. ― Er...

― Sem mais! ― Afirmou a velha em um tom bravo. ― Pegue isto, leia com atenção.

Pegando o livreto que a velha o havia dado, Atlas balançou a cabeça e começou a caminhar para a pequena e suja casa na qual ele teria que ficar.

‘Fui do céu ao inferno em alguns passos.’ Reclamou Atlas em seus pensamentos enquanto revelava uma expressão de queixa. ‘Ter que ficar nessa pequena casa fedida... Ainda bem que Palito não está aqui para ver isto!’

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Aviso rápido:

Devido ao fato de eu estar completamente atarefado, os capítulos durante essa semana e o começo da semana que vem podem atrasar! No entanto, não precisa se preocupar, eu não vou parar de escrever a novel! Enquanto vocês quiserem ler, eu vou continuar escrevendo até o final.

Grande abraço! <3

Por Keven Alves | 12/09/18 às 19:19 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo