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Capítulo 55 - Tabu

Corvo Negro (CN)

Capítulo 55 - Tabu

Autor: Keven Alves

Depois de avaliar Eva, a mulher se virou e olhou na direção de Atlas.

― Parabéns jovem, você atingiu um total de 95% de pureza. ― Exclamou. ― Você se tornou oficialmente o melhor refinador de ervas de rank prata!

Olhando para Eva com traços de culpa em seus olhos, Atlas agradeceu baixinho. ― Obrigado.

― Me sigam, vou levar vocês até o seu novo local de moradia bem como o local de trabalho. ― Com um sorriso, a avaliadora moveu sua mão e dois tokens de jade foi arremessado, um na direção de Atlas e um na direção de Eva. ― A partir deste momento, vocês são oficialmente refinadores de ervas da Torre de Alquimia.

******

País do Sol, Palácio real, sala do trono.

Neste momento um homem de aparência elegante e refinada estava sentado no trono do rei, este homem aparentava ter 50 anos de idade e era bastante semelhante ao rei do país do Sol.

De frente para o homem estava o verdadeiro rei do país do Sol, bem como a sua irmã Cecilia.

― Por que o número de mulheres é menor este ano? ― Perguntou o homem.

― Tivemos alguns imprevistos. ― Comentou Davi, rei do país do Sol.

― Alguns imprevistos... ― Murmurou o homem. ― Eu tenho algo haver com isto?

― Não senhor. ― Respondeu o rei.

― Então não invente desculpas na minha frente Davi! ― Gritou. ― Eu venho aqui uma vez por ano para buscar as mulheres e agora, vou ter que dizer aos meus clientes que houve um imprevisto?

― Tio... Eu... ― Antes que o rei pudesse terminar de falar, o homem chamado de tio gritou com ele novamente. ― Silêncio! ― Com uma expressão de raiva, ele continuou. ― Você vai falar quando eu te der permissão para tal!

Abaixando a cabeça, o rei do país do Sol ficou em silêncio apertando os punhos enquanto esperava o homem continuar.

― Você não faz ideia de como é difícil criar um nome fora do país do Sol! ― Afirmou. ― Eu, Samuel. Criei este nome que ressoa por todos os países até o império, e não vou deixar um merdinha como você estragá-lo!

― Sim senhor! ― Afirmou o Rei.

― Saia da minha frente, e só volte quando tiver o número total de mulheres que eu preciso! ― Afirmou Samuel. ― E nem pense em pegar qualquer uma. Elas devem ser adequadas para o serviço.

― Vou resolver isto agora mesmo! ― Afirmando, o rei do país do Sol se virou e partiu da sala do trono.

Assim que o rei saiu da sala do trono e fechou a porta, ficou apenas Samuel e Cecilia na sala.

― Tio, você se estressa demais com ele. ― Comentou Cecilia com sua voz doce e um olhar morno.

― Eu venho uma vez por ano buscar a mercadoria e este idiota ainda faz besteira... ― Resmungou Samuel. ― Ele acha que poderia vencer a antiga guerra contra os revolucionários se eu não tivesse movido uns pauzinhos?!

― Esquece ele. ― Sussurrou Cecilia ao se aproximar de Samuel.

Revelando um sorriso, Samuel a puxou e Cecilia gentilmente sentou-se em seu colo.

― A melhor parte de visitar este fim de mundo, é ver você, minha sobrinha.

Encostando a cabeça no ombro de Samuel enquanto continuava sentada no colo dele, ela murmurou. ― Você me elogia demais... ― Com um leve sorriso sedutor enquanto olhava nos olhos de Samuel, ela continuou. ― Tio, eu tenho algo para pedir...

Retribuindo o olhar, Samuel se aproximou ainda mais, até o ponto onde ambos poderiam sentir a respiração um do outro.

― Diga... ― Murmurou ele com uma voz suave e cheia de desejo.

― Quero que você leve meu filho Charles com você. ― Respondeu ela enquanto seus narizes se tocavam. ― Ele está atrasado no cultivo devido a um incidente e o país do Sol não é mais seguro para ele.

Sorrindo, Samuel respondeu. ― Eu posso fazer isso. ― Deslizando a mão pelo cabelo de Cecilia, ele foi descendo enquanto passava pelo braço até chegar na coxa bem perto da área ‘proibida’. ― O que você vai fazer por mim?

Esticando a mão, Cecilia passou suas unhas pelo cabelo dele até posicionar sua mão na nuca de Samuel. ― Que tal algo mais especial que o de costume... ― Murmurou sedutoramente. ― Vou te dar algo que nunca dei para nenhum homem!

Avançando, Samuel a beijou enquanto a apertava e puxava-a ainda mais para cima de si.

Após o beijo sedutor, Cecilia levantou-se e com gestos delicados ela puxou as duas alças do seu vestido enquanto o mesmo deslizava pelo seu corpo sedutor até tocar no chão revelando cada parte do seu magnifico e delicado físico.

******

País do Vento, salão principal.

No centro do Salão estava um homem forte de cabelos grisalhos, com um papel em mãos enquanto franzia o cenho.

― Esse é o relatório final? ― Perguntou o homem em um tom calmo.

Avançando, um homem alto apertou os punhos e falou. ― Meu rei, este é o relatório final do enviado.

― Hahaha! ― Rindo, o rei do país do Vento comentou. ― Meu filho morre de forma misteriosa e o meu enviado nem mesmo é recebido pelo rei deles?! ― Amassando o papel com um olhar feroz, ele continuou. ― Desde quando eles se tornaram tão ousados?

― Meu rei, o que faremos? ― Perguntou um dos outros homens que estavam na sala.

― Convoque todos os comandantes! ― Afirmou o rei do país do Vento.

Algumas horas depois de todos se reunirem e uma longa e exaustiva discussão de planejamento, o rei finalmente se levantou. ― Reúnam as tropas, vamos começar esmagando o principal suspeito juntamente com essa academia Corvo Negro que deu tal ousadia a esse merda.

― Meu senhor, e os revolucionários e as tropas do país do Sol?

― Eu duvido que o país do Sol se mova contra nós, mas assim que terminarmos com essa tal academia vamos reorganizar e engolir o país do Sol. ― Respondeu o Rei. ― Eles já pagam tributos a anos para nós, então já está mais do que na hora de transformar todo esse território no país do Vento.

No momento em que todos estavam comemorando e conversando como se já tivessem vencido à guerra, um velho se destacou. ― Meu rei, talvez essa não seja uma boa decisão. Digo, o país do Sol não deve ser problema, mas... Essa academia é muito estranha.

Com os olhos afiados, o rei questionou-o. ― Como assim?! Velho Augusto, você está com medo dessa academia?

Fazendo um olhar estranho, o velho comentou. ― Eu já vivi durante muito tempo, e essa academia sempre foi um poder de topo no país do Sol. Mesmo assim ainda continua mantendo um baixo perfil com um alto nível de segurança na hora de recrutar novos talentos.

― Isso é verdade. ― Murmurou o rei do país do Vento.

― Sem contar que... Todos os poderes de pico tentam enviar espiões para outros poderes e isto é normal, mas... Diga-me, o que sabemos sobre o núcleo dessa academia Corvo Negro? ― Perguntou o velho.

Coçando a cabeça, o rei do país do Vento, comandou. ― Chame o velho ancestral!

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País da Nuvem, salão de guerra.

― Meu rei, a tensão está aumentando no país do Sol. ― Afirmou uma mulher. ― Além disto, informações recentes mostram um certo nível de tensão entre o país do Sol e o país do Vento devido a morte do príncipe Max do país do Vento.

― Amélia, você sempre foi a guerreira mais deslumbrante e sábia deste país. ― Comentou o Rei. ― Como minha General de guerra, qual a sua recomendação?

― Bom... Nós temos uma aliança com o país da Lua. ― Afirmou. ― O plano deveria ser traçado em conjunto. No entanto, tudo indica para a queda completa do país do Sol.

― Então devemos nos mover com ainda mais força contra eles? ― Perguntou o Rei.

― No mês passado eu tomei uma cidade fronteiriça do território deles. ― Afirmou Amélia. ― O senhor sabe que estamos em guerra contra eles há 20 anos e eu sempre ataquei com força visando o melhor para o país da Nuvem.

― Onde quer chegar com isto? ― Perguntou o Rei. ― Eu confio em você, Amélia. Apenas fale diretamente.

― Sim, senhor! ― Comentou. ― Acho que devemos firmar nossa base nesta última cidade que eu conquistei e não avançar mais.

 ― Amélia... ― Murmurou o rei. ― Você sempre foi ousada, agora que o país do Sol está se desfazendo, você espera que eu deixe o país do vento absorvê-lo sozinho?

― Meu rei...

― Pensei que você fosse mais ousada... ― Afirmou o rei. ― O que houve com você?!

― Meu senhor, com essa decisão eu estou sendo muito ousada. ― Afirmou ela. ― Na verdade, acho que devemos nos retirar para nossas fronteiras.

― Por que? ― Questionou o rei do país da Nuvem com uma expressão confusa.

― É apenas um pressentimento de que algo está errado. ― Afirmou ela.

― Você espera que eu perca a oportunidade de conquistar grandes territórios e recursos devido ao seu pressentimento? ― Indagou-a.

― Er...

― Não precisa falar mais nada! ― Afirmou o rei. ― Em respeito você e suas conquistas, em prol disto, eu vou esperar até as tensões se tornarem ainda mais instáveis antes de conversamos novamente.

― Sim, sua majestade.

******

País da Lua, salão do trono.

― Pai, o que você está pensando sobre tudo isto? ― Perguntou o jovem príncipe enquanto olhava para o homem que estava sentado no trono com uma expressão pensativa.

― Estou pensando em um assunto tabu no qual ouvi muitos e muitos anos atrás...

― Que tabu? ― Perguntou o príncipe.

― Centenas de anos atrás, o nosso país ofendeu uma figura aterrorizante e quase foi dizimado. ― Comentou o rei com uma expressão torcida. ― Por sorte, a figura queria se manter em baixo perfil e optou por perdoar a ofensa cometida por nós.

― Essa pessoa aterrorizante tem alguma relação com o país do Sol? ― Perguntou o jovem príncipe.

― Não faço ideia. Mas existe uma frase que é passada para todos que assumem o trono e isto me deixou muito inquieto e desconfortável nessa situação. ― Respondeu o rei.

― Qual é a frase? ― Perguntou o jovem que estava curioso por ver o seu pai, rei do país da Lua sendo tão cauteloso.

― Nunca perturbe o Corvo... Nunca!

 

Por Keven Alves | 19/09/18 às 19:11 | Ação, Aventura, Fantasia, Elementos de Cultivo, Romance, Maduro, Guerra, Cultivo