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Capítulo 118 - Sincronia

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 118 - Sincronia

Autor: General Xin

“Entregue tudo e nós proporcionaremos uma morte rápida a vocês. Ande logo, eu não vou repetir.” Uma foice se materializou nas mãos do homem e ele escorou-a em seu ombro.

“Tsc… Quem vocês pensam que são?!” Yuanjia deu um passo a frente, mas foi impedido por Lianjie que colocou a mão direita sobre seu peito.

“Espere.” Disse ele.

“Nós somos a Seita do Demônio do Abismo, nós comandamos toda a região da Colina dos Sussurros.” Com um sorriso maléfico no rosto, o homem apontou para Yuanjia. “Você aí! Já que deu o primeiro passo, será o primeiro a morrer.”

Yuanjia apertou forte sua espada, mas antes que avançasse foi impedido outra vez por Lianjie.

Yan olhou para Lianjie e sussurrou: “Colina dos Sussurros não era o nome escrito na carta de Meia Face?” As palavras de Yan soaram como uma agradável melodia em seus ouvidos. Em seguida, ele gargalhou alto, o que deixou os inimigos ao seu redor confusos.

“O medo te enlouqueceu?” Disse o homem em tom debochado.

Lianjie expandiu seus sentidos e calculou que haviam apenas seis imortais no estágio profundo. O homem em sua frente não era um deles, pois estava no estágio elementar. “Oh, você não é o líder daqui? Que pena.” Sua mão direita explodiu em chamas e estas depois condensaram-se, dando-a uma aparência de incandecente. Com um golpe de palma ele fez o corpo de seu adversário explodir e ser consumido pelo fogo.

Mantendo seus sentidos expandidos, pôde sentir flutuações nas auras que significavam fúria. Havia somente um indivíduo que não apresentava mudanças, um anão de cabelos vermelhos e rosto oculto por uma máscara de madeira com design de demônio. Trapilhos sob um belo peitoral de bronze tornava possível inferir que se tratava de alguém adicto por batalhas. Em sua cintura, duas adagas longas e curvadas como uma lua minguante repousavam à espera de um massacre. Elas possuíam um brilho avermelhado irregular devido às inúmeras manchas de sangue impregnadas em sua lâmina.

“Aquele anão é o líder. Pela sua reação ele já esperava a morte deste verme. Era um teste!” Lianjie bateu a ponta de sua alabarda no chão e seu corpo entrou em combustão. Com a aparência de uma criatura infernal,  virou-se para a caverna pronunciou em alto e bom som: “Venham, será divertido!” Seus caninos afiados cresceram e ele transformou-se em uma fera, chocando todos os inimigos ao seu redor. “Yan e Yuanjia, matem todos. Do anão cuido eu.”

“Nos últimos anos eu ouvi bastante rumores sobre vocês…” Yuanjia apontou a espada para o anão e sorriu. Uma leve brisa bateu em seu rosto e fez seus cabelo balançarem, um feixe de luz incidiu sobre sua arma e a proporcionou um brilho nobre. Aos olhos dos inimigos, Yuanjia parecia um santo espadachim.  “Hoje eu serei a justiça.”

Uma diadema semi translúcida flutuava sobre a cabeça de Yan e a energia proveniente dela cobriu suas armas com o elemento gelo. “Huhuhu!” Em seguida, pisou forte no chão e propulsionou-se para frente. Três inimigos no estágio elementar ergueram barreiras para tentar pará-lo, mas com um golpe de martelo ele as destruiu e com um corte horizontal de machado separou o torso das pernas dos três.

O resto de seu grupo deixou a caverna. Zhongxuan pegou seu pincel e desenhou no ar símbolos intensificadores de poder. Hanfeng liberou um turbilhão flamejante e Guiyan disparou um dragão de chamas da ponta de sua espada. Quando as técnicas passaram pelos símbolos, dobraram de tamanho e intensidade.

Qimu disparava projéteis de água cuja velocidade era aumentada com o auxílio do vento produzido por Binbin. Hongxin, Feichang e Shuang aproveitavam para congelar e eletrocutar inimigos que, por ventura, não tivessem sido mortos. Seus corpos molhados eram a oportunidade perfeita para maximizar danos. Já Fenfu, Shi Xue, Meimei e Xiyue partiram para o combate direto.

Quando um inimigo caia, dois, três ou quatro surgiam em seu lugar. Eles tinham vindo preparados para o combate, sua fonte dizia que os indivíduos poderiam ser fortes. Inesperadamente, eles eram muito mais fortes do que podiam calcular. Lentamente o desespero começou a tomar conta dos discípulos da Seita do Demônio do Abismo.

“Meimei, Shi Xue!” Fenfu corria por entre os inimigos e os arremessava para o alto enquanto as duas garotas eram incumbidas de finalizá-los. Xiyue cuidava para desestabilizar o terreno de modo que este se tornasse mais favorável à movimentação de Fenfu. Utilizando as técnicas que aprendeu durante os treinos com Yan, alterava o perímetro criando paredes, relevos, buracos, estacas e armadilhas.

Lianjie avançou furiosamente sobre o anão. Seus punhos se tornaram negros e dos metacarpos cresceram pequenas presas de gelo maciço. Uma mudança ganha graças à aquisição das folhas adicionais em seu dantian.

“Tsc.” O anão cuspiu e empunhou suas duas adagas, as quais cruzou em xis para se defender de Lianjie. “Pode vir!”

O pequeno corpo de seu adversário deslizou para trás devido a força, mas ele mantinha-se apto para continuar a batalha. Ele olhou para suas mãos e sentiu um incomum frio assolar suas mãos, como uma miríade de agulhas roubando-lhe a sensibilidade. “Você é forte.”

Ta! Sua máscara foi removida e solta no chão. “Vou deixar que veja o rosto daquele que te enviou para o outro lado.”

Para a surpresa de Lianjie, ele possuía um rosto muito familiar. Deformações na face, uma mancha escura sobre a sobrancelha direita, grandes olhos negros, nariz largo e protuberante sobre lábios leporinos. Seus traços singulares remetiam a um antigo oponente que enfrentara quando se encontrava no Túmulo dos Vagalumes: Diabo Vermelho.

“Você está vivo?!” Disse Lianjie.

“Eu sempre estiv-...” O anão inclinou sua cabeça para a esquerda e enrugou a testa. “Você… Fala do meu irmão. Não é?” Estalos começaram a surgir ao redor dele e o ar sibilava violentamente. “Pela sua surpresa, talvez você tenha visto ele morrer… Ou pior, tenha sido quem o matou! Oh céus, o destino me favorece!”

Lianjie coçou o focinho e gargalhou. “A essa hora ele não é nada além de vermes e ossos.”

“Eu, Haochui, há anos procuro meu irmão desaparecido alimentado por um fino fio de esperança… Você matou Haoqin e pagará com sua vida ou a vida daqueles que ama!” Uma energia negra envolveu seu corpo e sua força começou a disparar até o equivalente a um imortal no pico do estágio profundo. “Mas antes eu te esfolarei vivo.” No momento seguinte, Haochui desapareceu das vista de Lianjie que foi surpreendido com um soco em seu rosto.

“Ugh! Quanta… força…” Seu corpo voou contra as rochas, abrindo uma pequena cratera. Ele se recompôs e observou os movimentos de seu oponente com cautela. Haochui movia-se em zigue-zague e extremamente rápido. Toda vez que Lianjie se preparava para se defender ou atacar, ele mudava sua trajetória, visando um novo ponto que pudesse golpear. “Você quer disputar velocidade? Vamos lá!” Sua guan dao explodiu em eletricidade e sua pelagem branca se arrepiou completamente. “Chunbin, me empreste sua força!”

Um rugido de pantera ressoou de sua arma e Lianjie correu na direção do anão. Uma rápida troca de golpes se sucedeu. Aos olhos dos espectadores, inúmero clarões resultantes da colisão entre armas apareciam em pontos aleatórios. Eles mal podiam acompanhar.

Yan produzia um massacre sangrento quando três mulheres espadachins o atacaram pelas costas. “Oh, merda!” Contudo, ele conseguiu se defender ao cobri-las com seu machado, sendo somente empurrado para frente.

“O grandalhão é forte.”

“Ele está no estágio profundo, eu posso sentir.”

“Isso vai ser delicioso.”

Seus rostos eram como os de uma serpente: olhos esticados, alongados e com um delineado negro que se estendia às orelhas, lábios finos e nariz pequeno. Eram altas e muito magras, mas isso não as impedia de moverem-se graciosamente ao ponto de não provocarem ruídos. Possuíam aparência similar, mas distinguiam-se pelas cores de cabelo diferentes: uma ruiva, uma loira e outra com os cabelos esverdeados.

Elas vestiam armaduras de couro enrijecido sobre malhas de algum tecido que emanava uma misteriosa aura e calças justas que proporcionavam uma movimentação rápida e efetiva. No peito de cada uma delas havia um desenho de uma lua e um número.

“31, 26 e 29… O que significa isso?” Murmurou Yan.

“O que ele está cochichando?” Disse a ruiva.

“Talvez seja louco como Haochui.” A loira se aproximou e cochichou no ouvido de sua aliada.

“Vamos abri-lo, vamos abri-lo? Digam que sim!” A mulher de cabelos verdes juntou as mãos em súplica.

“Sim! Eu ando tããão entediada.” A mulher loira ergueu sua rapieira e lambeu sua lâmina enquanto encarava Yan. “Fique quietinho e não resista.” Disse ela.

“Ora, suas putas magrelas! Sumam da minha frente!” Yan pisou forte no chão e produziu um terremoto ao seu redor. O grupo de mulheres pulou na sua direção e, com rapieiras em mãos, tentaram novamente estocá-lo.

Inesperadamente, punhos de pedra surgiram do chão e atingiram o estômago das três, jogando-as para longe. No entanto, o dano havia sido razoavelmente superficial e elas avançaram novamente. Desta vez estavam mais sérias.

“Eu vou picar você todiiiiiinho.” Gritou a ruiva. Ela estava a frente das outras.

Yan sorriu em silêncio e, quando esta se aproximou o suficiente dele, criou um buraco sob seus pés e prendeu-a, deixando somente sua cabeça à mostra. “Vai virar pa…” Yan ergueu seu martelo e golpeu-a violentamente, fazendo com que sua cabeça se transformasse em uma massa homogênea de miolos, sangue e ossos. “Tê!”

“Xiajing!” Em uníssono ambas soltaram um urro de desespero. Raiva passou a estampar seus rostos e então elas expeliram duas esferas de chama negra.

“Oh não, não… Vocês são as próximas!” Yan ergueu um paifang em sua frente. Após ele ser explodido, uma nuvem de poeira se expandiu e ele utilizou da oportunidade para arremessar seu machado.

“Ahhh!” Um miserável choro ecoou seguido por uma explosão. A espadachim loira virou-se para trás e viu sua outra companheira com a cabeça presa à parede por um enorme machado. Seus olhos encheram-se de água e seu peito de ódio. No entanto, ao retomar o olhar para seu adversário, o viu já em sua frente.

“Bu!” Ao manejar seu martelo com as duas mãos, Yan podia desempenhar suas funções com força total. E assim o fez ao acertar o maxilar da mulher e arrancá-lo fora ao mesmo tempo que a jogava para longe.

Deitada, ela tentava proferir palavras que se misturavam a enxurrada de sangue que borbulhava em sua boca e tornavam-se apenas barulhos ininteligíveis. Já não tinha mais capacidades de lutar, estava derrotada interna e externamente.

Yan caminhou devagar até ela. Seu olhar desolado e perturbado o fez baixar seu martelo e optar por uma morte mais limpa e menos brutal. Desta forma, tomou a rapieira de sua mão e perfurou seu coração de uma vez só. Em seguida, sacudiu sua arma, pois o maxilar estava preso a ela. “Eca, que nojo!”

Ting, ting, clang, ting! O som do choque entre armas reverberava sem parar. Dois homens contra um, uma lança e um sabre testavam a habilidade de um espadachim empunhando uma nobre espada branca.

“Venham, filhos da puta!”

Por General Xin | 11/06/18 às 03:59 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Maduro, Drama