CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
Capítulo 122 - Retorno

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 122 - Retorno

Autor: General Xin

“Uma… oferenda?” Perguntou Lianjie.

“Sim, você vai ver quando chegarmos lá!” Gritou Shi Xue.

“Irmão Lianjie, temos companhia!” Yan arregalou seus olhos e apontou para a direita deles. Na direção de um aglomerado de grandes montanhas, homens de vestes negras e chapéus cônicos vinham correndo. Eles carregavam caixões de madeira em suas costas.

“Quem são eles?! Eu sinto uma energia sinistra vindo deles!” Feichang engoliu o seco e começou a carregar sua besta,

Lianjie virou rapidamente o rosto e as memórias de Jing Youxi ficaram nítidas em sua mente. “Não pode ser… A Seita das... Tumbas Sombrias!” Gritou em seguida. Sua voz estava carregada de preocupação.

“Quem são?” Pelo tom utilizado por Lianjie, Shi Xue sentiu um frio na espinha. Ela podia sentir o mau exalando daqueles sujeitos.

“Eles são imortais... especialistas na arte de utilizar... corpos para lutar. Eles também... podem possuir cadáveres e... os utilizar como se fossem seus… Merda! Nós temos que fugir o mais rápido possível!” Lianjie começou a acelerar ainda mais. Sua ferida ardia devido a inflamação e expelia sangue negro e fétido.

“Irmão Lianjie, você está mal!” O peito de Shi Xue doía ao assistir o sofrimento de Lianjie. Ela então abraçou-o. “Por favor, você tem que viver! Aguente firme, estamos quase chegando!”

“Eu… irei…” Ele virou seu rosto um pouco para cima como se tentasse observá-la e balançou sua cabeça, fazendo suas orelhas estalarem. “Eu prometi…”

“Nada bom! A Guarda do Dragão do Norte!” Guiyan gritou e apontou para um exército de grandes homens e mulheres que vinha através das planícies a sudoeste da sua posição.

“Eles são enormes!” Qimu estava completamente surpreso com o tamanho daqueles indivíduos, pois eram maiores que ele. Além disso, utilizavam armaduras que pareciam estar extremamente apertadas. “Como eles conseguem se mexer com aquilo?!”

“Tem mais vindo, olhem!” Xiyue sinalizou para seus aliados a aproximação de uma nova força. Desta vez eram guerreiros de armaduras vermelho-alaranjadas com um símbolo em seu peito.

“É a Irmandade Tang Qiu…” Hanfeng revelou seus caninos e rosnou enfurecidamente. “Estes malditos… Eu… Eu… Quero matá-los! Quero matá-los! Quero matá-los!” Ele se virou para seus inimigos e fez menção de avançar contra eles.

“Ora seu idiota, preste atenção em quantos são!” Fenfu agarrou-o pela gola de suas vestes e puxou-o a força. “Nós não iremos morrer aqui.”

“Me solta! Eu odeio estes filhos da puta! Eu preciso matá-los! Eu preciso!” Hanfeng começou a gritar e, após alguns instantes, lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. “Eu preciso…” Ele levou o antebraço aos olhos para ocultar as lágrimas que desciam sem parar.

“Escute, eu não sei o que eles fizeram com você, mas eu prometo que eu irei com você quando chegar a hora de enfrentá-los… Mas você deve entender que essa hora não é agora, irmão Hanfeng!” Fenfu encarou-o fixamente e sorriu. Sua alma transparecia calma e determinação, acalmando lentamente seu amigo.

Binbin que estava ao lado de Hanfeng, pegou em sua camisa e puxou levemente. Quando este dirigiu seu olhar à garota, ela enrugou a testa e bufou com força. “Eu também vou te ajudar, irmão Hanfeng!”

“Ugh!” Hanfeng fungou e virou o rosto para ocultar o fato de que estava chorando. Em tom baixo, quase inaudível, pronunciou lentamente: “Obrigado…”

Zhongxuan corria o mais rápido que podia, mas ainda mantinha-se atrás de todos. Com a mão esquerda ele desenhava diversas pequenas formações e as deixava pelo caminho junto de diferentes tipos de pedras; com a mão direita pintava o cenário caótico que vivenciava. Graças à uma estrutura de madeira criada por ele e fixada em sua cintura, ele podia pintar até mesmo deitado.

“Isso é hora de pintar, gorduxo!” Shuang gritou ao vê-lo ficar para trás.

“Eu tenho que registrar isso! Se sairmos vivos dará uma ótima pintura! Talvez uma ótima história também!” Respondeu ele, ofegante.

“Isso se sairmos vivos! Com você nessa velocidade nós vamos acabar mortos!” Disse Hongxin.

“Pronto, desenhei também mais de cinquenta formações! Vamos conseguir algum tempo!” Zhongxuan sorriu orgulhoso e apressou seu passo. “Hu!”

“São eles!” Uma mulher loira gritou. Sua aparência lembrava a de uma fada: pequena, magra e com traços delicados. Seus olhos tinham o formato de sementes de girassol, os lábios eram pequenos, mas carnudos e róseos, a cor de sua íris era verde como uma esmeralda polida. “Não eram quinze?!” Ela puxou uma espada amarrada nas suas costas e ergueu-a. “Irmandade Tang Qiu, estamos quase lá!” Em seguida, começou a bater sobre o peitoral de sua armadura, produzindo um som metálico alto. “Ahu! Ahu!”

Os guerreiros que a seguiam fizeram o mesmo. Seus gritos ecoaram pelos campos gelados.

Um aliado montado sobre um cavalo se aproximou. “Senhorita Xiansu, os arqueiros estão prontos para atacar. Estamos aguardando seu sinal.”

“Ok, mande-os aguardar mais um pouco. Ainda estamos muit-...” As palavras de Xiansu foram interrompidas pelo avistamento de uma grande tropa de brutamontes de armaduras azuis. “Os ratos dos Yang estão em tudo que é lugar! Malditos sejam!” Ela rosnou baixo e franziu a testa. “Homens, mudança de planos! Vamos eliminar estes vermes para evitar que nos atrapalhem! Arqueiros, atirem!”

“Aho! Aho! Aho!” Gritaram os arqueiros. Xiansu era uma mulher que levantava a moral de suas tropas.

“Comandante Fukjyun, a Irmandade Tang Qiu está aqui também e parece que vão nos atacar…” Disse um guerreiro Moho. Ele possuía uma pintura em seu rosto que informava sua posição distinta. Ele era um líder de unidades menores.

“Ouviram homens? Gya gya gyaaa! A Irmandade Tang Cu quer nos atacar! Vamos mostrar como somos gentis e recebê-los com todo o carinho! Gya gyaa!” Com os poros emanando a mais profunda sede de matança, a comandante cedeu aos seus impulsos e mudou de curso para exterminar seus novos inimigos. Ela tremia de excitação, chegando ao ponto de salivar.

“Hehehuhu! Vamos matar todo mundo!”

“Dessa vez a gente não precisa poupar as armaduras! Hihuhu!”

“Já que estão empolgados, vamos fazer um jogo! Aquele que matar primeiro trinta deles ganhará quinhentas moedas de ouro!” Uma esfera de cristal surgiu em suas mãos. Ela então inflou seus pulmões e arremessou-a contra os homens. “Ha!” No momento em que houve o contato, a esfera se transformou em algo enorme similar a um ouriço-do-mar, perfurando diversos corpos.

Possuídos pela violência, ingressaram em um combate feroz. Sons de explosões e gritos ecoaram extremamente alto, chamando a atenção de Lianjie, que virou seu rosto para trás. “O que está... acontecendo lá?”

“A Irmandade Tang Qiu é uma das seitas opostas ao reinado. Os membros creem que o poder deve ser uma coisa individual e deve ser exercido com base no livre arbítrio de cada um. Por esta razão eles odeiam tanto o reinado quanto Zhanluan… Deve ser por isso que decidiram atacar a Guarda do Dragão do Norte, já que ela é um de seus inimigos principais.” Explicou Guiyan.

“Entendo… Vamos aproveitar para fugir!” Gritou Lianjie.

“Estamos muito longe, irmã Shi Xue?” Perguntou Yan.

“Quase lá, só mais um pouco!”

“Mais inimigos se aproximando pela esquerda!” Fenfu sinalizou e apontou para um pequeno exército de centenas de indivíduos. Eles eram grandes e utilizavam roupas de pele.

Guiyan abriu um sorriso e suspirou aliviado. “São os Moho! Eles são uma força especial que age em nome de Zhanluan!”

“Por que você está animado?! São mais inimigos!” Yan cerrou os punhos e encarou-os enfurecido. “Hoje é um dia de merda!”

“Zhanluan tem fama de proteger jovens que vieram de baixo. Tenho certeza de que seus feitos chegaram até ele, irmão Lianjie e irmão Yan!”

“Oh… Tomara que sim…” Yan manteve um olhar desconfiado e ficou de prontidão para qualquer movimento hostil.

“Inimigos pela direita! Os homens de preto estão muito perto!” Feichang berrou com toda sua força. Sua voz carregava traços de nervosismo e suas mãos estavam trêmulas.

Centenas de metros dali, Coumei observava Fukjyun guerrear contra a Irmandade Tang Qiu e suspirou repleto de desdém. “Inútil! Nosso alvo é outro! Eu deveria ter feito todo o trabalho… Maldição!” Esbravejou ele.

“Comandante, os mortos negros estão atrás de Lianjie… O que faremos? Já fomos avistados.” Disse um de seus homens.

“Fukjyun, sua filha da puta! Olhe o problema em que você me meteu!” Ele gritou e socou o rosto do soldado a sua frente. “Teremos que ajudá-lo. Há um dos nossos no meio do grupo desse tal de Lianjie, provavelmente ele deve ter dito alguma coisa…” Coumei ergueu uma enorme alabarda e anunciou suas ordens em alto e bom som. “Homens, vamos exterminar os mortos negros e salvar o garoto que Zhanluan tem interesse. Quando Fukjyun terminar nós voltamos com o plano original! Vamos!”

Creck, creck. A madeira dos caixões amarrados aos mortos negros começou a ranger e tremer.

“Horror, os Moho estão avançando do norte em nossa direção. Provavelmente nós somos seu alvo.” Disse uma mulher.

“Eu posso ver… Não temos tempo a perder, acordem os bonecos.” Horror realizou selos de mão e o caixão de madeira em suas costas explodiu. Dele surgiu um homem de pouco mais de quarenta anos, calvo, com um longo bigode fino e olhos amendoados com a íris esbranquiçada. Ele vestia um roupão branco com um grande furo na região abdominal que revelava um ferimento grave: um buraco em seu estômago que tornava possível enxergar o outro lado. Sua pele era acinzentada e veias negras cobriam todo seu corpo.

“Sim, senhor!” Ela também realizou selos de mão e o caixão que trazia consigo deu lugar a um homem de grandes proporções. Ele tinha longos cabelos brancos e um corte vertical que se estendia da testa ao queixo e que havia sido costurado de maneira bastante profissional. Seus olhos violeta eram opacos e pareciam estar se tornando brancos lentamente, ele possuía feições de alguém que um dia havia sido gentil. Sua blusa azul ciano de lã apresentava diversos furos e suas calças eram trapilhos de algodão, assim como seus calçados marrons feitos de lã. Sinais de que, quando em vida, havia sido um homem em processo de desenvolvimento financeiro.

“Pesar, você está mais letárgico que o normal. O que houve?” Disse Horror, observando o idoso apático.

“Estou cansado. Ando me dedicando às pesquisas sobre as propriedades das almas.” Pesar respondeu sem olhá-lo no rosto, fitando o horizonte. “Bem… Fique tranquilo, não irei atrapalhar. Esta batalha servirá para testar minha nova crisálida.” Ao realizar os mesmos gestos de seus aliados, uma criança surgiu em seus braços. Era um menino de longos cabelos vermelhos e olhar agressivo. Havia marcas de perfuração nas laterais de sua cabeça, algo entrou por um lado e saiu pelo outro.

“Uma criança, Pesar? Você deve ter juntado uma boa quantidade de poeira vermelha por isso.”

“Eu não o matei. Achei o corpo dele junto com mais alguns no Vale das Espadas Quebradas. Para minha sorte, ele possui uma constituição e veias muito boas e de propriedade de fogo.” Pesar se vangloriou. “Bom, vamos lá.” Em seguida, abriu sua boca e um pequeno ciclone de luz saiu de sua boca e começou a entrar na do menino.

“Sorte a sua… Não demore.” Horror aumentou a velocidade. “Matem os Moho e esses garotos. Se algum deles for interessante, guardem o corpo para mim.” Gritou ele para seus subordinados.




Trolei vocês. Vocês pensaram que teria morte nesse capítulo? ESPEREM! MWAHAHAHAHAHAHA

Por General Xin | 24/06/18 às 03:16 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Artes Marciais, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Drama, Maduro