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Capítulo 31 - Nascimento

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 31 - Nascimento

Autor: General Xin

Naquela noite, distintamente, a energia lunar estava extremamente abundante. Melhor para Lianjie, pois precisava de uma astronômica quantia para desbloquear o segundo diagrama.

A energia oriunda da lua invadia seu corpo, era devorada pela dantian e utilizada para tecer linhas no céu estrelado deste.

Como Lianjie já havia entendido a mecânica por detrás da alimentação dos diagramas, agora era muito mais fácil. Sem perceber, havia passado toda noite nesta função e o sol nascia mais uma vez. Mas estranhamente, ele não se sentia cansado.

Após a lua ceder seu lugar ao sol, a energia dela se dissipou pouco a pouco até finalmente extinguir-se. Lianjie levantou-se e desceu para tomar café na área de alimentação da estalagem. Mesmo nas primeiras horas da manhã o local desfrutava de um fluxo de clientes intenso.

Havia uma série de beberrões que, honrosamente, viraram a noite empinando seus canecos e tomando quantidades de vinho que fariam inveja até mesmo em Han1.

“Se eles treinassem com o mesmo afinco que bebem seriam invencíveis.” Lianjie riu sozinho enquanto observava o comportamento dos ébrios.

Após comer seu café da manhã, Lianjie levantou-se e saiu para dar uma volta pela vila.

Caminhava sem rumo, aproveitando as belezas locais. Algumas vezes parava para ver performances circenses e outras apresentações musicais. Ele apreciava a arte, uma vez que, graças à sua mãe, era versado em caligrafia, literatura, pintura, música e xadrez.

De repente, enquanto perambulava sem objetivo, seu anel espacial começou a agir de forma estranha. Ele estava vibrando.

Lianjie obviamente não se atreveria há checar seu anel espacial no meio de tantas pessoas. Sendo assim, escalou uma casa e sentou-se em seu telhado.

“Mas o que está havendo?” Ele havia descoberto a razão de seu anel vibrar: era o seu ovo. Assim, prontamente removeu o ovo de seu anel.

No momento em que o ovo entrou em contato com as mãos de Lianjie o mundo pareceu sofrer uma brusca queda de temperatura. Então nuvens começaram a se formar sobre o vilarejo de Pingjing Hu e, em seguida, ventos gélidos sopraram.

“Frio?”

“De onde vem este vento?”

“Brrrrr... Gelado!”

O povo de Pingjing Hu assistia confuso ao fenômeno. Também pudera, pois o clima da região que se estendia de Pingjing Hu à cidade de Yu Cao e arredores era tropical e, mesmo no inverno, jamais havia feito tanto frio.

“O que você está fazendo?” Lianjie curvou a cabeça enquanto olhava com estranheza para o objeto.

Crack. Crack. Crack.

De repente o ovo começou a rachar. De suas rachaduras eram expulsos ventos ainda mais congelantes que os que já circulavam sobre o vilarejo. O frio era tanto que as inscrições na sua armadura se ativaram e começaram a esquentar seu corpo.

Quando as rachaduras tomaram conta de todo o ovo, ele brilhou intensamente. Como uma estrela em terra firma. Logo depois explodiu, arremessando Lianjie do telhado da casa até o chão.

Em um movimento ágil, conseguiu regular o ângulo do corpo e pousou corretamente.

“Olhe! É neve!”

“Neve! Neve em Pingjing Hu!”

Lianjie olhou para os céus e viu incontáveis flocos de neve descerem. Não demorou muito para que a população entrasse em êxtase: adultos, idosos e crianças gritavam, dançavam e festejavam enquanto a neve caía.

“Deve ter chocado!” Lianjie murmurou para si mesmo e subiu novamente no telhado da casa.

Ele estava certo: o ovo havia dado lugar a uma serpente. Ela media cerca de quinze centímetros, era fina como um dedo, mas bela como uma pintura. De coloração prateada e olhos extremamente negros, ela flutuava ao redor como se procurasse algo.

Quando ela o viu, voou na sua direção e enroscou-se em seu pulso como uma pulseira. Parecia que já o conhecia.

Lianjie, assustado, sacudiu seu braço para tentar se livrar da serpente. Tudo em vão.

“Seu idiota, ela gosta de você. Por não ter o calor da mãe, provavelmente se enroscou em você pelo calor derivado da sua armadura.” Thadra sacudia a cabeça em desaprovação à ação de Lianjie.

“Oh, desculpe!” Ele ergueu seu pulso e começou a fazer carinho na pequena serpente que pôs a língua pra fora, fechou seus olhos e balançou a cabeça como se estivesse contente. “Você é tão bonita... A rainha mataria para ter a sua pele branca. Já sei! Você vai se chamar Sheng Tianhou, a serpente que governa o céu.”

Em resposta ao nome recebido, Tianhou sacudiu sua cauda em aprovação à escolha do seu nome. Lianjie sorriu e, logo depois, partiu para a estalagem.

Longe dali, em uma escura caverna, um grupo de pessoas entoava palavras em um distinto idioma em frente à uma parede repleta de símbolos. Estavam cobertas por mantos negros.

“Nagamanasapuja, nagamanasapuja, nagamanasapuja...”

De repente, um homem surge caminhando por entre as pessoas e sobe em uma espécie de palco próximo à parede. Seu rosto estava coberto por um véu e ele vestia um longo vestido cerimonial preto.

“Irmãos! Estamos próximos do nosso objetivo! É chegada a hora do retorno de Shiren, o prodígio entre os seus semelhantes; o nosso senhor e futuro conquistador deste mundo!” O homem ergueu seus braços e uma estranha energia sombria surgiu das palmas de suas mãos.

Essa energia invadiu o corpo de todos ali presentes e, quase que instantaneamente, eles foram ao chão contorcendo-se em dor e agonia.

“Recebam uma fração do poder de Shiren, do poder de um verdadeiro Naga!”

Lentamente as pessoas pararam de se contorcer e se levantaram. A dor havia parado.

“Como nossa última contribuição devemos encontrar uma semente de inocência. Aquela que ainda não fora desvirginada tão pouco corrompida pela essência humana.”

“Sim, mestre Zi!” Em sintonia todos responderam.

O homem chamado pelo nome de Zi retira seu véu, revelando uma face similar a das cobras. Seu nariz era pouco protuberante, quase reto; em sua cabeça não havia presença de um fio de cabelo sequer, ao invés disso, haviam inúmeras veias sanguíneas; seus olhos eram amarelados e seu tom de pele era acinzentado.

“Ergam-se, meus irmãos! Pois somos os fiéis seguidores de Shiren! Achem-na, cumpram sua missão, pois só assim a alma dele poderá voltar a esse mundo!” Gritou fervorosamente Zi.

Após Zi proferir suas palavras de motivação e ordem, as pessoas removeram seus mantos e revelaram seus corpos mutados com genes de cobras. Elas eram semelhantes a Zi.

“Pois nós somos...” Zi sacou uma adaga cerimonial de aço rubro, ornamentada com joias de obsidiana.

“O Culto de Sishe! O Culto de Sishe! O Culto de Sishe!” Entoavam de maneira eufórica aqueles estranhos seres.

Por General Xin | 02/01/18 às 23:44 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Maduro, Drama