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Capítulo 42 - Prelúdio da Nova Era - (Parte 1)

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 42 - Prelúdio da Nova Era - (Parte 1)

Autor: General Xin

“AHHHHHHHHHH!” Jiangshen caiu de joelhos, gritando de dor.

“Cale a boca, seu idiota...” Yan se aproximou dele e chutou sua cabeça, deixando-o inconsciente.

Lianjie se virou para a multidão e falou: “Eu sei que todos nutrem um ódio por este monte de estrume. Desta forma, peço que ao saírem daqui, não relatem nada do ocorrido. Digam somente que alguém irritou Jiangshen e ele seguiu essa pessoa. Ele havia prometido cinco moedas de ouro...”

Todos os guerreiros assentiram com a cabeça indicando que haviam entendido suas instruções.

Lianjie pegou o braço do chão e retirou um anel dourado com um rubi encrustado. “É um anel espacial!” Em seguida, acessou o armazenamento do anel e haviam dezenas de itens e equipamentos. Além disso, também haviam nove mil moedas de ouro.

Embora todos os equipamentos eram de qualidade mediana, eram úteis para os praticantes a sua frente. Além disso, havia muito dinheiro!

“Vocês estão em quantos?” Lianjie gritou.

“Um, dois, três...”

“Dezessete, dezoito...”

“Trinta e três, trinta e quatro, trinta e cinco...”

“Quarenta e oito, quarenta e nove!”

“Quarenta e nove... Entendi.” Lianjie se aproximou do grupo de pessoas e seus lábios se curvaram. “Conosco aqui é seu dia de sorte! Venham um por vez! Eu darei cem moedas para cada um. No caso dos que sofreram lesões mais severas, eu darei trezentas moedas.”

Os olhos de todos se arregalaram.

“C-c-c-c-cem?” Perguntou um homem de aproximadamente vinte anos.

“Trezentas?” O garoto que havia tido seu braço quebrado por Jiangshen.

No momento seguinte a multidão se curvou perante Yan e Lianjie em um gesto de gratidão.

Afinal, para um vilarejo movimentado como Pingjing Hu, três moedas de ouro eram a renda mensal da maioria das famílias de não mercadores. Ganhar cem moedas significava ganhar o bastante para estas famílias pobres e simples viverem sem se preocupar por, no mínimo, dois anos.

“Os jovens mestres são benevolentes. Estaremos eternamente em débito! Quando precisarem de nós, estaremos à disposição!” Um adolescente emergiu da multidão.

Na verdade, Lianjie não possuía a pretensão de benevolência. Ele simplesmente não poderia se importar menos com os bens de um playboy e, por isso, decidiu distribuí-lo para os outros. Claro, mantendo uma boa parcela para seu próprio desenvolvimento e de seus amigos.

Um por um dos indivíduos começaram a se levantar e buscar suas respectivas recompensas. Das nove mil moedas, cinco mil e setecentas foram distribuídas, restando ainda três mil e trezentas moedas. Lianjie só conseguia pensar em sua família, pois com todo o dinheiro que obtivera poderia proporcionar uma vida muito melhor para sua família e, quem sabe, desenvolvê-la como uma das famílias importantes de Changfeng.

Após ganharem sua recompensa, todos deixaram o local. Lianjie foi até o corpo desacordado de Jiangshen e o colocou em seu ombro. Logo após, ele e Yan deixaram a propriedade dos Jian apressadamente e foram de encontro à Yuanjia.

Longe dali, em um salão oval, um homem aplica pinceladas sobre uma tela. Ele pinta uma majestosa flor vermelha a sua frente.

De cabelos grisalhos muito compridos e olhos abertos que pareciam estar sempre atentos a qualquer situação, ele observava minuciosamente a flor antes de reproduzi-la em tela. Extremamente alto e magro, emanava um ar de fragilidade e delicadeza. A cada brisa que invadia o local, havia o risco desta leva-lo de tão magro.

Sua pele branca e pouco enrugada eram indicativos de um cuidado estético digno de um integrante da nobreza. A confirmação vinha através das roupas usadas: um manto de seda de coloração azul com detalhes metálicos dourados, sapatos pretos de seda e um chapéu quadrado e longo da mesma cor de suas vestes.

Uma pena que suas feições se imortalizaram em demasiada idade. Em um passado muito distante, havia sido conhecido por sua beleza. Mas como a fisionomia humana só congela no estágio espiritual não havia nada o que fazer.

Bam!

Um homem invade o salão.

“Governador, governador! Chen Dawei traz uma denúncia! Ele pleiteia uma audiência!”

“Chen Dawei? Aquele Dawei?” O homem interrompeu suas ações e caminhou até o mensageiro. “Diga que não estou disponível para assuntos triviais.”

“Mas senhor... É uma denúncia contra Jian Shou...” O mensageiro respondeu.

“Jian Shou?!?” Subitamente ocorreu uma mudança comportamental no governador. Seus olhos se arregalaram e ele pareceu se lembrar de questões pertinentes ao momento. “Estou indo.”

Dawei aguardava no hall do Palácio da Lebre, local onde residia o governador da cidade de Yu Cao. Era um local muito espaço, haviam pilares de mármore distribuídos pela extensão do grande hall. A frente de cada pilar de mármore, uma escultura de uma lebre feita de quartzo glacial, um mineral que emanava uma confortável aura gelada. No centro do hall, havia um simples trono de madeira, sem ornamentos e detalhes, puramente de madeira. Ademais, haviam duas grandes portas, uma por onde Dawei entrou e outra era um mistério. Por fim, as paredes eram cor de creme, repletas de grandes janelas por onde entrava o vento.

Bam!

“Chen Dawei, famoso ferreiro de Pingjing Hu, conhecido como a farsa. Que denúncia você tem em mãos?” O governador abriu a porta violentamente.

“Me honra estar na sua presença também, Shan Li Feiyue.” Dawei se curvou para o governador.

O governador bufou. “Isto não é hora para gracinhas.”

“Sim, eu concordo.” Dawei se levantou e caminhou até Li Feiyue e entregou-lhe a carta de Jian Shou. “Você deve ter ouvido falar dos acidentes envolvendo mercadores e criaturas nos arredores de Pingjing Hu. Isto era resultado da ação de um culto obscuro que buscava libertar um espírito maligno. O líder deles, ao que parece, era um alquimista e Jian Shou fazia vista grossa e o apoiava financeiramente para que produzisse pílulas e elixires para si e seu filho, Jiangshen.”

Ao ler a carta, Li Feiyue começou a ficar vermelho de raiva. Ele já desconfiava de Jian Shou, mas sem provas suas ações seriam vistas como opressão ao mais fraco ou até mesmo um ato de rebeldia contra as leis instauradas pelo reinado.

“Como você conseguiu isto?” Li Feiyue perguntou com chamas em seu olhar.

“Minha neta e outras meninas foram levadas por este culto. Por sorte, três jovens talentos exterminaram o culto e salvaram as garotas. Esta carta estava junto ao corpo de líder, Zi.” Dawei respondeu.

“Três jovens? Três garotos puseram fim a um culto e ajudaram a expor um corrupto?” Li Feiyue cruzou suas mãos por trás das costas. “Interessante... Gostaria de conhece-los.”

“Será uma honra apresenta-los.” Dawei sorriu.

“Pingjing Hu tem chamado minha atenção há algum tempo... Jian Shou esquivava-se dos impostos governamentais e solicitava isenção em função das investigações na região do Lago da Meia Lua que, a princípio, estava conduzindo. Em razão da constante ameaça da Aliança das Montanhas Cinzentas, minha força militar tem sido direcionada inteiramente para ela. Acabei negligenciando Pingjing Hu... Um erro... Um erro...” Li Feiyue suspirou profundamente enquanto andava em círculos.

“Eu entendo que você esteja preocupado com o panorama maior. Se tivéssemos a oportunidade de encontrar um representante que se importasse com o nosso vilarejo verdadeiramente...” Dawei esbravejou em baixo tom.

“Um representante, é? Hum...” Li Feiyue continuava andando em círculos, mas agora levou a mão sob seu queixo e olhava para o alto enquanto buscava uma solução. “Que se importe verdadeiramente... Que se importe verdadeiramente... Que se-...”

Seu olhar recaiu sobre Chen Dawei e tudo ficou claro. “Já tenho um representante.”

Dawei inclinou a cabeça e perguntou: “Tem? Quem?”

“Você!” O governador apontou para ele. “Você apresenta uma aura instável, o que significa que deve ter progredido de estágio há pouco tempo. Sendo assim, você é o mais forte do vilarejo e o único capaz de repreender ações opostas às leis. Além disso, é sua chance para limpar seu nome e eu não sei de mais ninguém capaz. Você aceita?” Li Feiyue encarou-o fixamente.

Dawei arregalou seus olhos. Ele não esperava por isso. Se tornar o novo prefeito de seu vilarejo iria, de fato, limpar seu nome. Contudo, o mais importante era ter o poder necessário para proteger seu povo e, sobretudo, sua neta.

“Não vou usar de demagogias. Seria errado de minha parte recusar tal oferta. Já não sou jovem para desbravar o vasto mundo e já criei raízes em Pingjing Hu. Embora ainda me reste pelo menos mais um século de vida.” Dawei se agachou um pouco e voltou a falar: “Será uma honra servir ao meu povo. Eu aceito.”

“Ótimo! Agora temos que capturar um corrupto!” Li Feiyue retirou um pequeno sino de seu colar espacial e chacoalhou-o.

Ding. Ding. Ding. Ding. Ding. Ding.

Novamente o mensageiro surgiu.

“Chamou, senhor?”

“Sim. Junte alguns homens bons e despache-os para Pingjing Hu.” Ordenou o governador.

“Sim, senhor!” O mensageiro deu as costas e saiu correndo rapidamente.

“Fufen!” Li Feiyue gritou um nome. De repente, uma grande arraia azul ciano entrou por uma das janelas. Sua cauda era comprida, cerca de seis metros e a ponta era como a de uma lança, só que de cristal. O mais incrível é que...

Ela voava!

“Incrível...” Dawei estava boquiaberto.

“O que foi? Você nunca viu uma montaria voadora? Eu confesso que não são muito comuns por toda Changfeng pelo fato de nossos domadores de feras não possuírem muito talento. Mas... Qual é? Você já deve ter visto!”

“Somente ouvia a respeito de domadores que conseguiam domar criaturas voadoras. Não esperava que o senhor possuísse uma montaria dessas...” Dawei admirava a criatura. Não era para menos, pois o Reino de Changfeng era, em comparação aos outros próximos, muito pouco desenvolvido e pobre.

“Bom... Talvez um dia você consiga uma. Agora... Vamos ou não?” O governador estendeu a mão para que Dawei pudesse subir.

“Vamos! Antes de irmos até Jian Shou, gostaria que fossemos para o Lago da Meia Lua. Acredito que minha neta esteja lá e eu preciso vê-la.” Dawei solicitou.

“Tudo bem. Pela sua contribuição, eu irei fazer o que me pede.” Li Feiyue sorriu e continuou: “Fufen, voe para Pingjing Hu! Você sabe o caminho!”

A arraia então voou.

Trinta minutos depois, eles haviam chegado.

Sob seus pés, estavam três jovens e onze garotas ao redor de uma fogueira. O menor dos garotos cozinhava, enquanto o maior meditava e o mediano golpeava um saco de pancadas.

“Yuanjia, você vai mata-lo muito rápido!” Gritou Yan.

“Socorro!” O saco gritou.

“Se você tentar sair daí eu te empalo vivo.” Respondeu Yuanjia.

De repente, os três sentiram duas fortes auras vindas do alto. Lianjie, Yan e Yuanjia interromperam suas ações e puseram-se em posição de batalha.

Foi então que uma arraia desceu dos céus, sobre ela estavam Dawei e um homem.

“Vovô!” Shishi, que já estava acordada, correu para abraçar seu avô.

“Minha neta... Eu pensei que a havia perdido...” Dawei abraçou-a com força.

A voz do homem então cortou o momento. “Estes são os garotos de quem você havia falado, Dawei?”

“Sim, Shan Li Feiyue.” Respondeu Dawei.

“Você realmente parece uma pluma! O vento não faz você voar?” Yan perguntou.

“Yan...” Yuanjia cutucou-o. “Ele é o...”

“Prazer, jovens. Eu me chamo Shan Li Feiyue, o governador de Yu Cao.” Respondeu o homem. N/A: Yan faz uma brincadeira com o nome do governador e sua constituição física (muito magro), Shan Li Feiyue  (山李飞越) que significa “a pluma que sobrevoa a montanha”.

Por General Xin | 03/01/18 às 01:02 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Maduro, Drama