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Capítulo 54 - Não era só uma história?

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 54 - Não era só uma história?

Autor: General Xin

Logo que o sol emergia no horizonte, um garoto já se encontrava de pé. Ele estava treinando descalço em seu pátio as artes do martelo. O suor escorria pelo seu torso e revelava um brilho cor de bronze; seus músculos explodiam de poder e suas pisadas deixavam profundas marcas no chão. Algumas vezes seu corpo era pequeno como o de uma criança, outras grande como um gigante. 

Sua arma, pesada para praticantes do mesmo estágio, era leve em suas mãos e somente nelas ganhava vida. 

"Ha!" Exclamou Yan, sacudindo seu martelo em golpes sequenciais. De repente, ele arremessa seu martelo contra a parede de seu pátio.

Contudo, antes que ele colidisse com a parede. Yan posicionou seus pés de uma forma específica e um paifang surgiu. Bloqueando a trajetória. Após isso, ele pisou duas vezes de maneira estranha, como uma espécie de dança e, antes que o barulho pudesse ser ouvido, uma esfera de pedra surgiu. Dentro dela o martelo colidiu com a parede, mas não havia traço algum de ruído na parte externa da esfera.

Ele recentemente havia ganho alguns insights nas Artes do Imperador da Terra. Lendo alguns livros na biblioteca, ele descobriu que os povos dos quais o autor da técnica Artes do Imperador da Terra se originava possuíam uma estranha maneira de utilizar suas magias: padrões de pisadas. Através de padrões de pisadas específicos, eles conseguiam ocultar de seus inimigos a direção do ataque. Além disso, eram excelentes rastreadores, podendo sentir vibrações no solo há centenas de metros de distância.

Desde então Yan esteve treinando cinco vezes, não... Cinquenta vezes mais que qualquer outro aluno na escola! Seu progresso era tamanho que ele estava prestes a atingir o quarto nível da sua técnica: Dragão das Profundezas!

Yan se pôs na postura do cavaleiro e ergueu seus braços na altura dos ombros. Ele então fechou os punhos e colidiu um contra o outro. Após isso, arrastou seu pé direito dez centímetros para frente e pisou forte.

Crack.

O solo rachou.

Continuando, ele afastou seus punhos e abriu as mãos. Entre elas começou a surgir uma pequena esfera de energia marrom: era chi terreno! De olhos fechados, ele pisou forte com seu pé esquerdo e deslizou-o levemente para a esquerda. Abrindo ainda mais a postura.

A esfera em suas mãos cresceu. Lentamente Yan foi comprimindo-a e suas palmas foram se aproximando. Quando estas se tocaram completamente, uma aura marrom explodiu ao redor de Yan. Seus olhos emanavam uma energia laranja.

Depois disso seus pés começaram a se mover novamente. Seu pé direito recuou paralelamente ao seu pé esquerdo e ele pisou alternadamente com cada um deles duas vezes.

"Ha!" A aura ao redor de seu corpo se acumulou em suas pernas e, através delas, invadiu o solo. Yan realizou a forma de punhos do dragão com ambas as mãos e ergueu-as em direção ao céu. Neste instante o solo começou a tremer incessantemente.

N/A: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a2/Dragon_KungFu.jpg/1200px-Dragon_KungFu.jpg 

Com um 'boom' um dragão feito de rochas emergiu do solo, ele parecia nadar sobre a terra. Yan começou a controlá-lo com as mãos: o fez voar, o fez mergulhar, o fez morder, utilizar sua cauda e garras. Passados dez segundos, o dragão começou a apresentar rachaduras e rapidamente se desfez.

Yan caiu sentado, repleto de suor. Seus cabelos estavam absurdamente encharcados e sob ele uma poça se formou, transformando a terra em barro.

Ele olhou para as suas mãos e gritou contente: "Consegui! Hora de cultivar!"

Custosamente, Yan se levantou e se dirigiu para seu banheiro. Ele se limpou, tomou banho e decidiu continuar treinando. Ele voltou ao seu pátio e se sentou sobre uma cerejeira que havia próxima à porta, ingeriu a última pílula que havia adquirido do corpo de Zi e começou a cultivar.

Yan se viu no centro de seu dantian, sentado em uma ilha isolada. O solo desta ilha era majoritariamente areia, mas haviam pequenas áreas ricas em uma verdejante grama e sobre uma destas áreas uma muda com três tipos de folha: marrom, azul ciano e folhas em formato de martelo. Em ordem decrescente de desenvolvimento estavam as folhas marrom, martelo e azul ciano.

Em seu dantian havia muita água. Inclusive, Yan estava submerso! Porém, curiosamente, ele podia respirar sob e ela atingia o céu de seu dantian.

De repente, uma grande quantidade desta água começou a invadir o local onde ele estava, exercendo pressão sobre as paredes de seu dantian. Yan lentamente fechou os olhos e começou a circular toda a energia de seu dantian por todos os seus setecentos e quarenta e um meridianos. Purificando-a lentamente.

Após um ciclo inteiro, os ossos de Yan começaram a ranger e seus tendões a estalarem;

Após três ciclos seus ossos se deslocavam e voltavam ao lugar, seus tendões explodiam de energia e seus músculos condensavam;

Após quinze ciclos Yan suava frio. A dor era tremenda, mas aos poucos ele via a cor da água dentro do seu dantian mudar: ela ficava cada vez mais límpida!

Contudo, antes que esta se tornasse totalmente transparente, as paredes de seu dantian não aguentaram mais e este expandiu. Externamente, o corpo de Yan explodiu em poder.

Quando ele abriu os olhos, pôde sentir uma quantidade tremenda de energia em seu corpo, além de força física e agilidade. Todavia, invés de se levantar, continuou sentado e começou a acostumar seu corpo com seu novo nível de força: estágio profundo!

Yan havia progredido mais uma vez.

Passada uma hora, ele já estava completamente estabilizado. Então ele se levantou e tentou testar sua nova força.

Mexendo seus pés como outrora, ele pode criar estruturas de pedra muito mais facilmente. Porém seu Dragão das Profundezas ainda só podia ser mantido pelo prazo de dez segundos. Seu raio de projeção de técnicas havia aumentado mais de trinta metros! Agora ele podia manter inimigos afastados por mais tempo e assegurar sua vitória.

Yan olhou para si mesmo e soltou um ‘heh’ orgulhoso.

De repente, alguém bate do lado de fora do portão da sua residência. Quando Yan o abre, vê uma homem franzino com um longo chapéu quadrado e com uma bolsa atravessada em seu torso.

“Carta para Liu Yan.” Disse o homem.

“Eu sou Liu Yan.” Respondeu o garoto.

“Oh, então tome.” O homem entregou a carta para ele. “Está em nome de Liu Jinglian” Acrescentou.

“Liu Jinglian? Vovô?” Porém antes que pudesse perguntar o homem franzino já havia batido em retirada. Ele era simplesmente muito rápido.

Com a carta em mãos, Yan apressadamente se dirigiu até sua sala, sentou-se em um pequeno sofá contido nela e abriu a carta.

‘Meu neto Yan! Como você está? Somente saudades descrevem meu sentimento! Mas não te escrevo só por causa dela, há algo grande acontecendo e seu avô está preocupado com você. Você se lembra das histórias que o vovô te contava quando você era pequeno? Elas não eram meras histórias... Elas aconteceram. A famosa história do Mineiro e da Alfaiate é a história de seus pais! Por anos estive desiludido com este lugar, mas agora... Há alguém que pode trazer glória a nossa família, ao nosso povo!

Por anos minhas mãos deixaram de segurar o martelo para empunhar a picareta de maneira quase servil, mas você não vai acreditar... Pela primeira vez em anos eu pude segurá-lo e me senti como nos velhos tempos! Você pode imaginar? Seu velho empunhando armas por aí? Você devia me ver dentro de minha armadura, eu sou simplesmente fabuloso.

Eu gostaria de poder explicar a situação melhor para você, mas estarei ocupado daqui pra frente com alguns preparativos. Neste momento escrevo de dentro de uma carruagem rumo às tribos do norte.

Ah! A propósito... Seus feitos em Pingjing Hu chegaram até aqui. Você é o meu orgulho! Fico feliz que tenha desenvolvido boas amizades. Meus parabéns!

Nos encontraremos no futuro, meu neto. Até lá, treine muito!

O vovô ama você!

Com amor,

Liu Jinglian.’

Era difícil explicar o que Yan sentia neste momento. A história do Mineiro e da Alfaiate versava sobre um casal de plebeus que se amavam mesmo na diversidade. Por causa de um rei vil que cobiçou a alfaiate com mais olhos do que possuía em sua face, ambos acabaram mortos, pois a alfaiate optou pelo suicídio a ter de dividir lençóis com tão vil homem. Furioso, o mineiro que não possuía sequer dinheiro para armas, rumou até o reino e derrotou tantos homens quanto pode. Infelizmente seu final foi trágico: decapitado pelo próprio rei e tendo sua cabeça erguida nos muros da cidade. A versão de seu avô relatava que em outra vida eles retornaram como nobres e viveram felizes, pois eram um casal que verdadeiramente se amava.

‘Esta história é real? Meus pais foram mortos pelo rei?’ Pensava incessantemente Yan. Foi então que lágrimas começaram a descer pele seu rosto. Nem ele sabia ao certo se era de tristeza, ódio ou ambos. 

Além disso, Yan também se perguntava acerca das atividades de seu avô. Seria uma revolução? Tem que ser! Caso contrário, porque ele retornaria a utilizar sua armadura e martelo? Mas quem poderia estar liderando seu avô?

Yan conhecia a força de seu avô e ela não poderia ser menosprezada. Que tipo de pessoa pode ser tão forte e promissora a ponto de inspirar corações desacreditados como o de seu velho?

Yan armazenou sua carta em seu anel espacial e rumou para a residência de Lianjie.

Por General Xin | 08/01/18 às 02:30 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Maduro, Drama