CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
Capítulo 66 - Torneio de Jovens Talentos (Parte 3)

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 66 - Torneio de Jovens Talentos (Parte 3)

Autor: General Xin

“O que vocês estão falando?” Disse Mi.

“Esse garoto também pode utilizar a intenção da lança!” Falou uma mulher. Ela possuía longos cabelos castanho claro, olhos negros, rosto fino e um olhar pouco amistoso. Suas sobrancelhas eram finas e levemente arqueadas, sua boca era carnuda e seu nariz delicado como uma pintura. Era alta, esbelta e de seios fartos.

“Ele também pode produzir intenção utilizando o arco!” Respondeu um homem. Sua face era quadrada, pálpebras inchadas, olhos verdes e uma boca com diastema. Seus dois dentes frontais eram descomunalmente grandes em comparação aos outros. Ele era alto, mas extremamente magro. De sobrancelhas grossas, repletas de pelos, cabelos negros curtos e com uma cicatriz acima dos lábios.

O diretor Mi, assim como outros professores arregalaram seus olhos. Era simplesmente absurdo um jovem como Yuanjia ter atingido o nível de intenção em três armas diferentes. Uma existência assim desafiava as leis da lógica.

“Shengu, Xiuqi… Vocês tem certeza?” Disse outro professor.

“Como disse Junfa, se isso não é intenção de lança, então eu não me chamo Hua Xiuqi!” Respondeu a mulher.

“Eu digo o mesmo. O que este garoto acabou de produzir foi intenção de arco também!” Disse Shengu.

“Incrível…” Respondeu Mi. Era difícil descrever a maneira como ele observava Yuanjia. Quem diria que um monstro destes surgiria em sua escola! A Escola dos Ventos Cortantes era uma boa escola, mas nos rankings de Changfeng sua classificação era sempre triste. Por esta razão Mi, após debater muito com os professores, decidiu dar início aos torneios.

Hua Xiuqi era a professora com maior domínio nas artes da lança. Por esta razão, era responsável por lecionar alunos que utilizavam este tipo de arma. Já Deng Shengu era versado nas artes do arco. Vindo de uma família com um longo histórico de arqueiros, ele detinha a maior chance de se tornar o patriarca da família.

Ambos cobiçavam Yuanjia.

“Diretor, eu também quero falar com ele!” Disse Xiuqi.

“Eu também! Ter um aluno como este seria a minha maior honraria enquanto professor. Talentos como este aparecem uma vez a cada cem anos! Não! A cada mil anos!” Gritou Shengu, eufórico.

“Eu o vi primeiro!” Respondeu Junfa.

“Acalmem-se! Terminado o torneio vocês podem ir falar com ele. A decisão dele é que valerá.” Respondeu Mi, enquanto realizava uma forte tragada em seu cachimbo.

“Sim, senhor!” Responderam os três em uníssono.

Após algumas lutas e mais nenhum aluno interessante, Lianjie olhou para o painel e ele indicava que era a vez de Binbin.

Tímida e evitando o contato com a plateia, Binbin entrou de cabeça baixa. Tianmu sentia sua presença das arquibancadas.

Logo após a garota subir na arena, Tang Hanfeng também subiu, arrancando suspiros das discípulas - e alguns discípulos. Possuía feições delicadas, sua boca era pequena e carnuda, seus olhos levemente puxados e de pálpebras duplas, seu queixo em formato de v e curtos cabelos loiros davam a ele uma aparência de integrante da realeza. Media entorno de um metro e setenta centímetros e possuía músculos bem torneados.

“Desejo que tenhamos uma boa luta.” Disse Hanfeng, enquanto reverenciava a garota. Além de tudo, possuía bons modos.

“I-igualmente…” Respondeu Binbin, fazendo o mesmo.

“Comecem!” Exclamou o juiz.

A guan dao de Binbin surgiu em suas pequenas mãos e ela imediatamente avançou. Hanfeng balançou as mãos e duas soqueiras surgiram. Elas possuíam a forma de cabeças de leões com as bocas fechadas e emanavam um brilho cor de bronze.

Era a primeira vez que Lianjie via um lutador que utilizasse soqueiras. Ao vê-las, ele soltou um ‘oh’, pois certamente aquele par de soqueiras valia muito.

O primeiro golpe de Binbin foi uma estocada segurando no meio do bastão. Hanfeng esquivou-se pulando para trás e Binbin sorriu.

Com Hanfeng ainda no ar, ela soltou o bastão de sua alabarda e deixou-o correr pela sua mão, agarrando-o novamente somente quando a ponta do bastão passasse pela sua mão, ampliando o alcance de seu golpe.

Hanfeng arregalou seus olhos e se defendeu, sendo arrastado dois metros para trás com o golpe da garota. Sua reação foi única, pois ele não esperava que uma garotinha possuísse esta força.

Binbin não parou. Logo após Hanfeng se defender de seu golpe, ela comprimiu ar sob seus pés e realizou uma investida extremamente rápida, surgindo na frente do garoto em um piscar de olhos. Em seguida, ela realizou um corte diagonal no sentido da cintura para o ombro.

Hanfeng novamente se defendeu, mas desta vez recuou em seguida.

De repente, as bocas da sua soqueira de leões se abriram e chamas começaram a sair. Ao lado de Hanfeng surgiu um grande leão feito de chamas vermelho-alaranjadas. Ele rugiu, se dividiu em duas esferas de mesma cor e adentrou nas soqueiras. Os olhos dos leões se abriram e brilharam em um tom laranja. Uma forte aura surgiu.

“É um tesouro natural! É um tesouro natural! Vejam, o espírito da arma se manifestou!” Gritou um aluno.

Binbin não avançou. Pelo contrário, ela recuou e ficou atenta.

Hanfeng correu contra a garota e, de longe, socou o ar. Suas soqueiras brilharam intensamente e dispararam esferas de fogo. Binbin girou com sua guan dao, produziu um pequeno tornado e deu alguns mortais para trás.

Quando as esferas de fogo tocaram-no, o tornado se transformou em um vórtex de chama e explodiu. Binbin começou a girar sua guan dao a sua frente como um ventilador para dispersar o calor.

Hanfeng aumentou a velocidade e avançou sobre a garota. Quando entrou na sua área de alcance, ela cortou o ar no sentido horizontal. Hanfeng pulou por cima do golpe e disparou mais uma de suas esferas, atingindo Binbin antes que ela pudesse se defender adequadamente.

O impacto da explosão jogou-a para trás e as chamas queimaram algumas partes de suas roupas.

Com os cabelos desgrenhados, Binbin se levantou rapidamente. Ela não podia lutar a curtas distâncias, pois Hanfeng poderia atingí-la tanto com os punhos quanto com as esferas de fogo.

O garoto novamente avançou. Com seus punhos erguidos, ele estava prestes a desferir mais socos. Contudo, antes que pudesse se aproximar de Binbin, ela golpeou um pouco acima da cintura do garoto com a ponta do bastão da alabarda, interrompendo seu movimento.

Hanfeng colocou as mãos sobre o estômago e tossiu.

Binbin aproveitou o momento e produziu em suas mãos uma esfera de ar de vinte centímetros de diâmetro. Em seguida, arremessou-a contra Hanfeng.

Ao ser atingido, o garoto voou dez metros para trás e caiu de quatro no chão. Como resultado, vomitou um pouco de sangue.

Hanfeng limpou o sangue em sua boca raspando-a em seu ombro direito e ergueu os braços juntos. As soqueiras entraram em combustão e um pilar de fogo surgiu delas, como um lança chamas.

Binbin começou a correr pela arena enquanto evitava que o golpe do garoto a atingisse. Ao mesmo tempo, arremessava esferas de ar que explodiam ao entrar em contato com o fogo, aumentando a temperatura ao redor de Hanfeng.

Após dois minutos fazendo isto, Hanfeng sentia que Binbin havia criado uma espécie de estufa. Ele suava descontroladamente e sua respiração havia começado a ficar ofegante. Sendo assim, decidiu interromper o golpe e adotar outra estratégia.

Binbin comprimiu ar sob seus pés e impulsionou-se para frente do garoto. Em instantes eles estavam cara a cara.

Hanfeng desferiu um soco contra ela e imediatamente suas soqueiras brilharam. Binbin estocou a boca da soqueira que estava brilhando, prendeu a ponta de sua alabarda nela e empurrou-a para cima. A mão de Hanfeng mirou os céus e disparou contra ele.

O garoto rangeu os dentes e lançou uma série de socos contra a garota, mas Binbin jogava suas mãos para alto toda vez que ele tentava disparar as esferas de fogo nela. Ele estava ficando nervoso.

Quando Binbin estocou-o novamente as soqueiras de Hanfeng pararam de brilhar e suas bocas fecharam, prendendo a ponta da alabarda. Hanfeng sorriu e arremessou-a para longe. Em seguida, chutou o estômago da garota e socou seu peito.

Binbin voou até a borda da arena.

“Você é muito forte!” Disse Hanfeng.

Binbin se levantou lentamente sem responder. Ela estava com a respiração desregulada.

As soqueiras de Hanfeng brilharam novamente, mas agora seu corpo inteiro estava coberto por chamas. Ele abriu as pernas na postura do cavaleiro e as chamas tomaram o formato de uma grande cabeça de leão. Após empurrar os braços para trás e trazê-los para frente, a cabeça de leão foi em direção à Binbin.

Ela balançou seus braços e começou a arremessar diversas ondas de vento que, sem sucesso, eram neutralizadas pela cabeça de leão. Binbin engoliu seco e levantou uma barreira de ar para se proteger.

A enorme cabeça de leão flamejante produziu uma explosão, levantando fumaça e destruindo o lugar onde estava Binbin.

Quando a fumaça se desfez, a garota estava inconsciente.

O juiz subiu na arena e declarou: “Vitória de Tang Hanfeng.”

Ele sentou-se no chão e respirou profundamente.

Lianjie, Tianmu, Yan e Yuanjia ficaram preocupados. Tianmu tentou subir na arena, mas foi impedido pelos oito homens que estavam do lado de fora da arena.

“Ela está bem.” Disse um dos homens, apontando para Binbin que aos poucos recuperava sua consciência. Ela estava envolta de uma luz verde clara. Essa luz a protegia e curava suas feridas. Um grupo de duas pessoas subiu na arena e removeu Binbin em uma maca.

Lianjie e os outros garotos se entreolharam. Será que ele não percebeu que Tianmu era cego?

Somente após Tianmu sentir os batimentos de Binbin voltarem à normalidade ele descansou.

Por General Xin | 26/01/18 às 14:40 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Maduro, Drama