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Capítulo 71 - Torneio de Jovens Talentos (Parte 8)

Deus Imperador dos Taos (DIT)

Capítulo 71 - Torneio de Jovens Talentos (Parte 8)

Autor: General Xin

Depois de Yuanjia, houveram mais seis lutas até a vez de Yan - que aguardava ansioso.

Seu adversário desta vez era um garoto com uma aparência peculiar. De acordo com o painel, seu nome era Situ Fenfu. Ausente de qualquer tipo de pelo em sua cabeça, Fenfu só possuía seis pontos tatuados em sua testa. De olhar profundo, seus olhos dourados reluziram ao subir na arena, pois um feixe de luz pousou diretamente sobre ele.

Sua constituição era magra, mas ele era consideravelmente alto. Vestia roupas amarelas de estilo similar às vestes de monge. Em suas costas havia um longo bastão negro de ferro maciço. Além disso, possuía dezesseis anos.

Até este garoto subir na arena, ninguém jamais havia visto ele na academia. Assim como o grupo de Lianjie. Por esta razão, os olhares eram de curiosidade.

“Eu me chamo Situ Fenfu, muito prazer.” Disse o garoto.

“Eu me chamo L…” Yan foi interrompido.

“Liu Yan. Eu sei. Não se contenha, use tudo o que você tem. Eu vou me aproveitar do fato de que você teve o cultivo reduzido para lutar comigo.” Respondeu Fenfu.

“Cultivo reduzido? Como você sabe disso?” Perguntou Yan.

“Minha percepção nunca falha.” Disse Fenfu. Respirando profundamente, ele se colocou em posição de batalha.

O martelo de Yan surgiu em suas mãos e o pequeno garoto fez o mesmo. Ele pensou em responder, mas decidiu calar-se. Fenfu emanava uma aura misteriosa.

“Comecem!” Falou o juiz.

Yan bateu seu pé direito contra o chão e cinco punhos de pedra saíram do chão e foram em direção a Fenfu, que se manteve imóvel. Ele ergueu uma mão em frente ao peito e, fazendo um selo de mão, destruiu os punhos antes que tocassem-no.

‘Mas o que?’ Yan estava perplexo, pois uma força invisível colidira contra seu golpe. Além disso, não era o elemento ar, era algo diferente.

“Você está me testando? Pois bem, eu vou te dizer algo: eu não sou um lutador de longa distância. Prepare-se.” Disse Fenfu, realizando uma investida em seguida.

Yan ergueu um paifang guardião e recuou, pois a velocidade de Fenfu era simplesmente absurda. Quando Fenfu viu o grande portão surgir na sua frente, escalou-o sem problemas e, do alto dele, pulou para atacar Yan.

Estalagmites surgiram no chão juntamente com mais um paifang guardião a frente de Fenfu. Ele posicionou seu bastão na horizontal e sussurrou algumas palavras. O comprimento do bastão aumentou e cada extremidade se chocou contra um dos paifangs. Isso interrompeu a queda de Fenfu.

Em seguida, ele balançou-se para frente e para trás. Ao pegar impulso suficiente, encolheu seu bastão e voou para longe de Yan, próximo às bordas. Ele encarou o pequeno garoto com o martelo e franziu a sobrancelha. Após isso, colidiu seu bastão contra o chão e uma fumaça púrpura começou a sair dele.

“Apareça!” Gritou Fenfu.

De repente, um coelho violeta surgiu flutuando ao redor dele. Esse coelho pousou sobre sua cabeça e desapareceu. Uma aura violeta explodiu do corpo do garoto. Era como se seu corpo estivesse em chamas.

Thump. Thump. Thump.

As pernas de Fenfu se tornaram mais longas, musculosas e similares as de um coelho. Suas coxas agora possuíam a grossura de um tronco de árvore e suas panturrilhas a de um gorila.

“Um armamento mágico!” Disse um aluno.

“Aquela não é a Lebre Guardiã da Iris Anã Celestial?” Perguntou outro aluno.

“Sim! Como ele tem um armamento mágico com o espírito da lebre guardiã?” Falou outro aluno. Suas mãos estavam sobre a cabeça e ele se descabelava em descrença.

A Iris Anã Celestial era uma flor de cor roxa que crescia em um lugar específico e desabrochava apenas uma vez a cada trezentos anos. Esta flor possuía exorbitante valor no meio alquímico pelas suas propriedades purificantes de chi. Ademais, ela era sempre guardada por uma espécie de lebre extremamente rápida que se alimenta do pasto que cresce ao redor desta flor. Toda vez que alguém tenta extraí-la, esta lebre ataca como um trovão e, caso não consiga derrotar o seu adversário, remove gentilmente a flor e a planta em outro lugar. Outrossim, tem um papel importante na reprodução desta planta, pois, por viver ao redor dela, seu pelo fica repleto dos pólens da Iris Anã Celestial.

Estas lebres eram conhecidas pelas suas pernas absurdamente fortes e pela sua velocidade incomparável. Forjar uma arma com um espírito deste tipo era extremamente difícil, quem dirá encontrar um tesouro mágico natural contendo-o.

Yan ficou alerta à transformação de Fenfu. Imediatamente seu corpo cresceu, ele havia ativado o Corpo do Gigante.

Com um ‘huh’ Fenfu avançou. Seus pés pressionaram o chão e explodiram-no! Como um torpedo, Fenfu correu em direção a Yan.

A investida de seu oponente foi tão rápida que Yan só teve tempo de defender-se. Fenfu chutou na altura de sua cabeça e arremessou Yan violentamente para as bordas da arena. A força do chute foi tamanha que seu braço direito usado para se defender latejava por dentro como se seus ossos tivessem sido esfacelados.

Antes que Yan pudesse levantar, Fenfu já estava na sua frente. Ele golpeou o garoto com seu bastão ergueu para o alto. Com Yan no ar, aplicou uma série de golpes de palma em seu peito.

“Tadadadadadadada!” Gritou Fenfu. Suas palmas eram tão rápidas que produziam sombras. Ele parecia um homem com inúmeros braços.

Para finalizar, ele pulou por cima de Yan e pisou violentamente em suas costas. Yan desceu como um cometa contra o piso da arena.

BOOOM.

Fenfu recuou alguns metros e observava a cratera que o corpo pesado de Yan havia produzido. Ele já contava que a vitória estava decidida. No entanto, Yan se levantou. Enquanto isso, realizava gestos de mão sobre o chão e movimentava os pés em padrões específicos. Ele vomitou uma quantidade grande de sangue e checou seu estado. Seu braço direito estava quase quebrado e algumas costelas estavam próximas de se tornarem somente pó. A dor consumia todo o seu corpo.

O garoto careca suspirou e realizou outra ofensiva, mas antes que pudesse sair do lugar diversos paifangs e estalagmites surgiram, criando tempo para Yan.

Yan fechou os olhos e circulou seu chi por todos os seus meridianos tentando curar alguns ferimentos menos severos. Em seguida, seu martelo ficou coberto de pedras e muito mais robusto. Movimentando os pés novamente, diversas estruturas de diferentes formas surgiram. Seu objetivo era impedir a movimentação de Fenfu.

Em instantes, a arena plana havia se tornado uma construção abstrata. Inúmeras paredes, esferas de pedra, pilares, formas geométricas feitas de pedra e paifangs surgiram. Em sua cabeça, Yan bolava uma forma de vencer Fenfu que, por causa da sua incrível velocidade, era seu inimigo natural.

Este esforço contínuo de Yan acabou colocando-o em um estado de foco extremo. O mundo se tornou negro aos seus olhos. Ele somente sentia as vibrações da terra. Cada chute, palma ou golpe de bastão que Fufen aplicava sobre o que ele construía reverberava em suas veias. Era como se ele e a terra fossem um só.

Dentro de seu dantian a árvore que continha as folhas correspondentes ao tao da terra chacoalhavam sem parar.

Shrick. Shrick. Shrick.

De repente, uma ramificação surgiu. Alguns segundos depois, outra ramificação surgiu. Assim, sequencialmente, um total de seis ramificações surgiram e delas mais seis folhas marrons.

Frustrado pela interminável quantidade de estruturas que Yan criava, Fenfu agachou-se, acumulou força nas suas pernas e pulou. Ele subiu em direção aos seus como um foguete. Foi nesta hora que Yan abriu os olhos, saindo de seu estado de foco. Ele sentiu que Fenfu viria com algo grande.

Após parar de subir, Fenfu virou-se de ponta cabeça e ergueu seu bastão. Quando seu corpo começou a descer, era como se fosse um míssil rasgando os céus.

Yan se apressou e começou a conjurar um dragão de pedra. Porém, desta vez, ele sentia que a terra estava muito mais amistosa ao seu controle. Ele conseguia reunir muito mais deste elemento. No momento que o dragão emergiu, todos, inclusive Yan, se chocaram: ele era pelo menos duas vezes maior que da vez passada.

Yan gritou e gesticulou com as mãos, controlando o dragão para ir contra Fenfu. No momento em que o bastão de Fenfu colidiu contra o dragão de Yan uma explosão colossal ocorreu. Ela foi sucedida por uma densa cortina de fumaça.

A arquibancada estava espantada e ansiosa para descobrir o desfecho desta batalha.

Por General Xin | 05/02/18 às 20:38 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Sobrenatural, Xianxia, Romance, Brasileira, Magia, Poder, Maduro, Drama