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Capítulo 5.5 - O grupo do criminoso (parte 2)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 5.5 - O grupo do criminoso (parte 2)

Tradução: Rodrigon | Revisão: Hazel | QC: Sir

"— Eu os encontrei!"

Welf sinalizou para os outros assim que vislumbrou um grande grupo de aventureiros.

Havia três pessoas atrás dele: Ouka, Mikoto e Chigusa com a mochila dela. Shf-shf-shf, todos eles rapidamente correram pela grama na floresta para se encontrar com ele. Movendo-se como um grupo, eles analisaram seus arredores e fizeram a sua abordagem.

"A <Família Loki> realmente nos deixou para trás."

"Vamos considerar nossas opções depois que recuperarmos com segurança o Sr. Bell e a Lady Hestia."

Mikoto e Ouka trocaram palavras enquanto se equipavam com arcos curtos e flechas da mochila de Chigusa.

"Só para avisar vocês, sou bastante inútil contra pessoas tão fortes. Tudo o que posso fazer é selar a magia deles!"

"Isso é suficiente."

Ouka acenou para Welf antes de se juntar a Mikoto atrás de uma grande raiz de árvore. Os dois fizeram contato visual por um momento e saltaram no ar, lançando flechas na direção de seus oponentes.

"Oh! O que foi isso?!"

"Os que estavam com o Pequeno Recruta! Como diabos eles nos encontraram?!"

Embora os tiros tenham saído por trás deles, os aventureiros da classe alta sacaram suas armas e desviaram das flechas com facilidade, provando sua habilidade. Mikoto e Ouka dispararam quatro flechas por segundo, criando uma chuva de projéteis implacáveis. Os aventureiros que estavam assistindo a luta rapidamente se separaram da arena e correram em direção a fonte.

"Isso fazia parte do plano de qualquer maneira! Acabem com eles!"

"Quem diabos ficaria intimidado pelo brasão de Takemikazuchi, hein?!"

O mais rápido dos aventureiros da classe alta rapidamente passou pela chuva de flechas, gritando ameaças enquanto avançava. Ouka viu os primeiros a atravessarem seu ataque a distância quando disparou sua última flecha. Ele descartou seu arco curto sem hesitação.

"Chigusa, uma lança!"

"Sim senhor!"

Pegando a lança dela um segundo depois, Ouka se preparou para o combate.

"Muito devagar, moleque!"

Um lobisomem com a agilidade particularmente alta contornou o primeiro ataque de Ouka. Sorrindo quando passou pela primeira defesa, o lobisomem virou suas garras para Mikoto, que acabara de descartar seu próprio arco curto.

"— Yah!"

"?!"

Aproveitando a oportunidade, Mikoto rapidamente agarrou o pulso de seu atacante e o jogou por cima do ombro.

O lobisomem caiu de costas. Antes que ele tivesse a chance de registrar a dor, no entanto, Ouka pisou diretamente em seu estômago com toda a sua força.

"Gheh?"

"Nós somos seguidores do Lorde Takemikazuchi, entendeu?"

O corpo do lobisomem se encolheu em resposta. O trabalho em equipe de Ouka e Mikoto afastou completamente um dos aventureiros da classe alta de sua missão.

Sendo um deus do combate, Takemikazuchi garantiu que todos os seus seguidores fossem proficientes em muitos tipos de armas e até em estilos de luta de mãos vazias. Não se limitando apenas a arcos e lanças, Ouka e Mikoto eram capazes de ajustar seu estilo de batalha a qualquer situação.

Com sua suporte Chigusa ao seu lado, os dois também eram capazes de lutar com os recém-chegados. Usando uma mistura de técnicas e experiência em batalha, os três se moveram para encontrar uma posição mais vantajosa para continuar a luta.

"Os filhos da puta são difíceis de derrubar...!"

"Idiotas! Nós estamos em maior número! Cerque-os e os domine!"

O último dos aventureiros da classe alta chegou para se juntar a briga, gritando para aqueles que já estavam envolvidos em combate.

Welf olhou impressionado para os aventureiros que continuavam chegando.

"Ei, há muitos deles!"

"Teremos que usar as árvores para nossa vantagem... Fique perto!"

A voz de Ouka era firme e controlada, apesar dos vinte inimigos brandindo suas armas em sua direção.

Welf tomou o seu lugar para formar uma célula de quatro homens, enquanto usavam o terreno como proteção durante a briga.


"Ei o que está acontecendo?!"

Os olhos de Hestia se arregalaram quando os sons da batalha ecoaram pela floresta.

Ela podia dizer que isso não era uma discussão, mas algo muito, muito maior. O som de espadas em choque e pequenas vibrações através das árvores era mais do que suficiente para fazê-la tremer de medo.

Ela tinha um mau pressentimento de que isso tinha algo a ver com a "lição" que Mord havia planejado para Bell. Algo ruim estava acontecendo com ele, ela sabia. Lutando com força contra as cordas que prendiam seus pulsos e tornozelos, ela tentou desesperadamente obter respostas dos homens que Mord havia deixado para trás.

"Ahh... parece que eles estão se divertindo..."

"Droga, eu quero ir assistir..."

" —  Ei! Não ignorem os deuses! Isso é uma ordem!"

Os dois aventureiros sentados no chão em ambos os lados de Hestia olharam fixamente para ela. "Urrggghhhaaaaaaa !!" ela gritou enquanto seu rosto se enchia de raiva. Infelizmente para ela, seu pequeno grito não foi nem um pouco intimidante. Seus captores não tinham certeza de como reagir.

"!" "Quem está aí?!"

"Hã? Hã?"

Hestia olhou da esquerda para a direita rapidamente enquanto os aventureiros de repente se levantaram.

Farfalha, farfalha. Eles rapidamente viram o movimento nos grossos arbustos logo atrás de seu esconderijo — duas orelhas longas e brancas surgiram quando um coelho colocou seu rosto para fora do arbusto.

"B-Bell?"

"Claro que não!"

"Al-Miraj, hein?... Me assustou."

O monstro coelho sacudiu a cabeça de um lado para o outro, seus olhos vermelhos examinando as redondezas antes de pular para fora do mato. Segurando uma Nuvem de Mel em suas mãos pequenas, ele rapidamente atravessou a área e sumiu de vista, como se estivesse procurando mais frutas.

Um dos aventureiros deu um suspiro de alívio, mas de repente franziu a testa.

"Espere um segundo, por que haveria um Al-Miraj no décimo oitavo andar...?"

Esse monstro coelho em particular só aparecia no décimo terceiro e décimo quarto andar da Dungeon. Monstros tendiam a atacar qualquer coisa que parece-se com uma ameaça, incluindo outros monstros. Então, como um Al-Miraj, um monstro bastante fraco, poderia chegar até o décimo oitavo andar por conta própria? O aventureiro não conseguiu afastar a sensação de que algo estava errado.

Ele se afastou de Hestia e foi em direção ao local onde o coelho desapareceu, quando de repente — splat splatt!

"Hã…?"

"Ghaa."

Algo o acertou no peito. Sucos com a cor de mel escorreram na frente de sua armadura. Ele olhou em direção ao seu aliado; o homem havia sido atingido na cabeça com a mesma coisa.

No momento em que os dois perceberam que foram atingidos por frutas, o chão tremeu quando uma árvore caiu atrás deles.

Os dois se viraram lentamente para encontrar...

"Guuraa..."

Três Bugbears, cada um babando de fome.

" " — UWAAAHHHHHHHHHHHHHHHH !! " "

"ROOOOAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRRRR !!"

Os três monstros uivaram em uníssono e encararam os aventureiros cobertos de frutas. Eles estavam atrás das Nuvens de Mel, mas elas começaram a se mover de repente quando os aventureiros correram na direção oposta. Os Bugbears os perseguiram, deixando Hestia sozinha, piscando em confusão. Boing, boing, o Al-Miraj voltou para a clareira e parou na frente dela.

"Oooooh! Eu tenho um gosto horrível, então não me coma!"

"— Badalar do sino da meia-noite."

A voz veio de dentro do corpo do monstro. Hestia assistiu enquanto a Magia se desfez.

"Mesmo os monstros ficariam doentes se tentassem te comer, Lady Hestia."

"Suporte!"

Uma nuvem de cinzas cercou o pelo branco do coelho. Assim que a nuvem se dissipou, não havia monstro, apenas Lili em seu lugar.

Ela havia enganado os aventureiros usando sua Magia, <Cinder Ella>, que poderia transformar seu corpo em qualquer coisa que ela pudesse imaginar, até monstros. A técnica que a serviu tão bem durante seus dias como ladra, permitiu que ela colocasse monstros para perseguir seus adversários.

"Você está sozinha?! Não, isso não é importante. Como você me achou?!"

"Lili estava com Welf até pensar nisso, antes de encontrar o Sr. Bell. Lili encontrou este lugar por causa... do perfume que Lady Hestia colocou esta manhã."

Já que alguém tinha tomado Hestia contra sua vontade, era provável que ela estava sendo mantida como refém. Lili tinha ligado os pontos, se separado do grupo principal, usado sua magia para se transformar em um monstro, e resgatar a deusa capturada.

Ela encontrou o frasco de perfume que Hestia havia comprado em Rivira, entre os frascos espalhados no chão. O cheiro a levou diretamente até Hestia.

"A Magia de Lili pode copiar formas físicas e características básicas do alvo. Lili não pode ficar mais forte que seu Status, mas copiar uma habilidade inata como o olfato é possível."

"Isso é conveniente! Magia que muda de forma!"

Certos tipos de pessoas-fera são conhecidos por apresentarem sentidos muito afiados com a assistência de seu Status.

O olfato de Lili foi aprimorado ao passar um tempo disfarçada de Chienthrope e de lobisomem.

"Sr. Bell está lutando na base daquele grande cristal. Vamos indo."

"Sim!"

Lili cortou as cordas que prendiam Hestia com uma faca e as duas correram em direção ao cristal.


"Praga ardente!"

Magia anti-magia — Welf ativou o <Fogo-Fátuo>, fazendo com que os três aventureiros que estavam conjurando Magia, fossem atingidos pelo Ignis Fatuus. Três explosões ressoaram ao redor da batalha.

Os aventureiros atingidos desabaram no chão, fumaça saindo da boca.

"Um desses bastardos tem uma Magia estranha!"

"Esmague-o primeiro!"

Os dois amigos de Mord, aventureiros humanos, convergiram para Welf.

"Vocês não se uniriam contra um ferreiro, não é...?!"

Dois aventureiros de Nível 2 avançaram contra Welf, que era Nível 1. Embora ele tivesse tempo para se preparar, os dois foram rápidos demais para ele. Ele mal conseguiu usar o lado plano de sua espada como escudo.

As duas lâminas se chocaram, enviando a onda de choque mais forte que Welf já havia experimentado através de seu corpo. Com sua postura defensiva quebrada, o jovem não teve tempo de se recuperar, porque o segundo aventureiro já tinha lançado seu próprio ataque.

"Coma isso!"

"— ?!"

A bota de ferro do homem esculpiu um arco no ar e desceu com força no ombro direito de Welf, cortando a sua jaqueta de lã de salamandra. Ele conseguiu evitar um ataque mortal, deslocando seu corpo para a esquerda, mas a alça usada para segurar sua espada foi cortada ao meio.

A bainha da espada e a arma envolta em pano branco caíram longe de seu corpo.

A bainha simplesmente caiu ao seus pés, mas a arma caiu na íngreme colina atrás dele e na densa floresta abaixo.

O tempo parou enquanto Welf a observava cair cada vez mais longe, sem poder recuperá-la. Ele levou um chute com a bota de ferro nas costelas e caiu um segundo depois.

"Geh — ?!"

"Acabou!"

Welf sentiu o impacto nas costas e viu uma espada chegando em direção ao seu peito — de repente uma forte rajada de vento —

"Haggh ?!"

A lâmina da espada de madeira de Ryuu.

Welf assistiu com espanto quando o homem que estava prestes a matá-lo tomou um forte golpe por trás e caiu como um saco de terra.

"Eu pensei que a floresta estava muito barulhenta... Então é isso que está acontecendo."

"Você…!"

Quem salvou Welf não era outra senão a aventureira encapuzada.

Ela manteve a espada de madeira apontada para o chão e olhou para os aventureiros restantes.

"Quem diabos é você ?! Um amigo desse idiota?"

O homem brandiu ameaçadoramente sua espada, mas a garota calmamente colocou as duas mãos em ambos os lados do capuz e o puxou para trás.

"Aparentemente, você não aprendeu sua lição. Nós não deveríamos ter nos segurado na primeira vez."

"— Gaaaaaiiiigh !!"

O homem soltou um grito como se tivesse visto visões de sua própria morte, no momento em que o rosto da aventureira encapuzada — o rosto de Ryuu — foi exposto.

Ele estava com Mord na Senhora da Abundância quando as garçonetes os dominaram. Ele gritou porque a mais assustadora e violenta entre elas, a elfa, apareceu bem na frente de seu nariz mais uma vez.

Um olhar de desespero tomou conta dele quando ele se virou para correr, mas Ryuu não mostrou misericórdia e o derrubou antes que ele pudesse dar um passo.

"Peço desculpas pelo meu atraso. Minha lâmina deve ajudá-lo."

"Uh, sim, obrigado."

Ryuu colocou o capuz novamente e sacudiu a capa. Ela avançou contra o grupo que atacava Ouka e Mikoto. Os inimigos caíram no chão como moscas, em apenas alguns segundos e gemendo de dor.

Welf olhou pela floresta, o chão cheio de aventureiros de classe alta caídos, antes de olhar na direção em que a arma envolta em pano branco caíra.

"..."

Ele foi até a beirada e olhou.

Ele encarou o morro abaixo como se ele fosse o inimigo jurado de seu pai por alguns segundos.

Dando as costas para ele, ele correu para se juntar a Ouka e aos outros.


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O som do impacto após o último golpe ecoou pela clareira.

Bell balançou e tremeu, a parte externa de seus braços pulsando de dor enquanto ele se mantinha firme.

Os aventureiros que rodeavam a arena tinham sumido. O som de armas colidindo e rugidos de batalha podiam ser ouvidos na floresta não muito longe. A <Família Takemikazuchi>, com a assistência de Welf e Ryuu, estavam lutando bastante. O duelo de Bell e Mord continuou na arena repentinamente quieta.

Um grito e depois outro. Os bandidos estavam caindo rapidamente.

"...?"

Houve um ataque invisível, um punho sólido que rasgou o ar. O golpe atingiu diretamente o lado de fora dos braços magros de Bell.

Havia também um sentimento de confusão — Bell podia sentir isso vindo do oponente que ele não podia ver. Mord deu um passo para trás, mudou de ângulo, e desencadeou uma enxurrada de chutes poderosos.

Bloqueio. Bloqueio. Bloqueio.

Embora sua defesa não fosse perfeita, Bell tinha uma boa ideia de onde surgiriam os ataques, bem como o tempo deles. O garoto não mostrou sinais de perder o equilíbrio.

Seus olhos vermelho-rubi estavam travados onde o corpo invisível de Mord se encontrava a todo momento.

A presença invisível tremeu mais uma vez. Thump, thump. O som de pedra batendo em ferro reverberou no ar quando o homem invisível pulou para trás para ganhar alguma distância. Isso não pode estar certo, ele pensou consigo mesmo quando parou de pé e prendeu a respiração. Ele escondeu completamente sua presença de Bell, como um assassino.

Uma vez que ele teve certeza de que aqueles olhos vermelho-rubi não o seguiam, Mord se esgueirou pelo ombro direito de Bell e o atacou.

" — !!"

O corpo de Bell reagiu em um instante. Ele colocou a perna esquerda para trás e girou para a direita com a máxima confiança.

Foi um chute longo e abrangente, com o calcanhar fortemente preparado na frente. O pé esquerdo dele cortou o que parecia ser o ar livre.

Whok! Bell chutou para cima e atingiu o queixo de seu agressor.

A confusão se transformou em choque. A presença invisível recuou para evitar mais um contra-ataque, tremendo — os olhos de Mord ardiam com pura raiva quando ele rugiu com fúria.

"C-como você pode me ver ?!"

Bell não conseguia vê-lo.

A aura de fúria e confusão de Mord envolveu o ar ao redor da arena. Bell não podia vê-lo e, no entanto, estava olhando diretamente para ele. Na verdade, não era a aura do homem que Bell estava sentindo, mas a intensidade de seus olhos.

— Assim como o outro olhar intenso, a sensação de ser julgado.

Nos últimos dois meses, Bell notou o olhar de um certo par de olhos prateados sempre o seguindo. A sensação de estar sendo observado intensificou seus sentidos tremendamente. Ele não sabia de quem era, mas ele atacaria sem aviso, fazendo-o pular de surpresa. Sua sensibilidade aumentou drasticamente depois de sentir isso tantas vezes.

O olhar intenso de uma divindade teve um grande impacto no garoto, que já era muito mais covarde do que os outros humanos. Ele não era nada mais do que um coelho a procura de uma toca.

O "olhar" de malícia de Mord era como um farol — assim como os dois pares de olhos olhando para ele das árvores. Bell podia sentir todos eles.

Ele sabia que os olhos do inimigo estavam o olhando, ele sabia de onde eles estavam o olhando, ele podia "ver" onde o inimigo estava.

O fato de Mord estar invisível era irrelevante. Foi a intensidade em seus olhos que o denunciaram.

"Droga, droga, droga, vai para o inferno!"

O som de uma espada sendo sacada.

Mord estava se divertindo, socando e chutando Bell para alegrar o seu coração até agora. A brincadeira acabou, hora de matar. A arma, assim como seu corpo, era invisível devido ao poder da <Cabeça de Hades>.

Os olhos de Bell se abriram. Sentindo o ataque de seu oponente, Bell mergulhou de cabeça para o lado. Ele ouviu o assovio no ar assim que saiu do caminho da espada.

Bell rolou algumas vezes na superfície da arena. Apanhar! Ele estendeu sua mão direita no meio do rolamento e pegou um punhado de terra solta e pequenos cristais azuis antes de ficar de pé.

"Vou cortar você como um — "

Mord gritou quando levantou sua espada e investiu para realizar outro ataque.

Bell mais uma vez captou o ângulo de ataque pelo olhar do homem e apertou o punho direito, moendo os cristais e a sujeira em um pó fino.

Um instante depois, ele jogou o pó diretamente no caminho de Mord.

"O que?!"

O pó azul atingiu Mord na cara. Milhares de pedaços de cristal espalhados sobre seu corpo.

O contorno azul fantasmagórico do homem apareceu no centro da arena. Até a espada apareceu. Bell agora sabia exatamente onde ele estava.

Bell se ergueu em direção ao oponente quase invisível, os cristais azuis cintilantes o guiando.

"Heh!"

"Ha, hooooooo!"

Bell sacou <Ushiwakamaru>, a segurou para trás e investiu em direção ao oponente. Mord levantou sua espada longa e golpeou para baixo em direção ao coelho branco.

Bell viu o contorno azul da arma descer diagonalmente a partir da esquerda, e desviou usando a lâmina carmesim em sua mão.

As lâminas colidiram em uma explosão de faíscas; o som de metal em metal perfurou o ar. Um estalo repentino soou da espada invisível. De repente, um pedaço apareceu do nada quando a lâmina se partiu ao meio. A força do golpe empurrou Mord alguns passos para trás. Ele congelou em choque, segurando o que restava da espada em sua mão direita.

No entanto, Bell não parou.

Plantando o pé esquerdo diretamente na frente do inimigo, Bell pulou e girou no ar.

Seu pé direito chicoteava no ar com a força e velocidade de um tornado, a técnica que ele adquiriu de Aiz.

"Graaaagh !!"

Seu calcanhar direito entrou em contato com o lado da cabeça de Mord.

"GAHH ?!"

Ele atingiu o mesmo lugar que Mord havia atacado primeiro, a têmpora direita, com sua própria bota blindada.

O corpo do homem foi jogado para trás pela força centrífuga, seu movimento acompanhado por outro som de estalo. Exceto que desta vez, o som veio do item mágico que ele estava usando, a <Cabeça de Hades>.

Rachaduras cobriram o capacete como uma teia de aranha, antes de se quebrar em pedaços. O corpo de Mord reapareceu no mesmo momento.

Ele caiu de costas, seus punhos tremendo de raiva quando ele mais uma vez fez contato visual com Bell.

"Mas — que... porra !! Apodreça no inferno, seu bastardo !!"

Mord apertou o lado de sua cabeça quando ele se levantou, seus olhos vermelhos nunca saindo de seu alvo.

O corpo de Bell estava em um péssimo estado. Cortes, machucados e sangue cobriam seus braços e rosto enquanto ele prendia a respiração e tomava outra postura defensiva.

Os sons da batalha ainda eram ouvidos ao redor deles enquanto se encaravam, se preparando para uma última investida.


"Parem — com isso — agora  !!"


Cling... Tudo ficou em silêncio.

Até Mord e Bell congelaram no lugar com os punhos levantados e olharam na direção em que veio a voz alta.

Parada para todos verem, estava Hestia. Lili estava de pé ao lado da pequena deusa enquanto olhava para o campo de batalha.

"Bell, pessoal, eu estou bem! Essa batalha agora não faz mais sentido! Todos vocês, parem!"

Bell sentiu uma onda de alívio tomar conta dele ao ouvir a voz dela, e deixou seus braços caírem lentamente.

O grupo de Welf também embainhou suas armas, seguindo o desejo da deusa.

Por outro lado, a raiva de Mord não diminuiu. Com veias pulsando em seu rosto, ele se virou para encarar seus aliados, que não sabiam o que fazer.

"As palavras de uma deusa não significam nada! Acabem com eles, todos eles !!"

A maioria dos aventureiros de classe alta estava no chão e se contorcia em dor graças ao contra-ataque de Ryuu. Mas eles já chegaram até aqui; eles não podiam voltar agora. Os aventureiros se levantaram enquanto Mord se virava de volta para Bell e se preparava para o ataque.

Contudo.


" — Você vai parar."


O andar inteiro pareceu ficar em silêncio com essas palavras, o ar assustadoramente quieto.

Mord e todos os aventureiros pararam de se mover como se estivessem sendo contidos por correntes invisíveis. A cor deixando seus rostos, muitos pares de olhos presos em Hestia. Suas gargantas tremiam de medo. Mesmo Bell e aqueles que vieram ajudá-lo perderam as palavras ao presenciarem o poder que exalava da deusa sem expressão.

Este foi o poder que fez as pessoas deste mundo se curvarem aos Deuses. Eles não tiveram escolha senão abaixar as cabeças para um ser do plano celestial de Tenkai.

Hestia desencadeou seu poder divino não para seu próprio benefício, mas para impedir que as crianças se machucassem.

"Abaixem suas armas."

"Uh, ah..."

Bell nunca tinha visto Hestia com essa aparência, nem usando um tom tão persuasivo. Mord e seus aventureiros só podiam grunhir e gemer enquanto pisavam para trás, oprimidos pela imensa pressão emitida pelos olhos azuis da deusa.

"...uwaHHHHHHH !!"

Um dos aventureiros de classe alta deu as costas e correu. Então um segundo e um terceiro, os outros observando e contemplando suas opções. De repente, todos começaram uma retirada completa. "E-esperem, seus idiotas!" gritou Mord. Não demorou muito para que ele se juntasse a eles.

Uma calma diferente encheu a floresta, como se a tempestade tivesse passado.

" — Bell, você está bem ?!"

"Ughaa ?!"

Bell ainda não conseguia se mover, mesmo quando Hestia o derrubou no chão. O tempo voltou para ele. A deusa se sentou em cima do estômago do garoto enquanto pegava uma das poções de Miach da bolsa, abria a tampa e a derramava no rosto de Bell. "Bwff ?!" Bell cuspiu de surpresa, mesmo quando o doce líquido fluiu por seus ferimentos e os curou. A poção fez o seu caminho por sua corrente sanguínea e através de seu corpo, curando suas outras feridas no processo e restaurando sua força.

"Uwahhhh, eu sinto muuuuito, Bell! É minha culpa que você acabou assim — "

"Ah, não, deusa... eu não consegui protegê-la em primeiro lugar, então... por favor não chore."

Bell não sabia como reagir quando Hestia desabou sobre seu peito, lágrimas derramando de seus olhos. Ele lentamente passou os braços em volta dela, como se estivesse consolando uma criança chorando. Momentos atrás, ela era inconfundivelmente uma divindade de outro mundo. Mas agora ela parecia muito humana. Bell não sabia mais o que pensar.

Os deuses ainda eram dignos da admiração e reverência dos filhos de Gekai, mesmo com seus poderes divinos, <Arcano>, selados.

Isso porque a vida em Gekai não passava de um jogo para eles... Eles ainda podiam liberar sua providência divina e forçar todos ao seu redor a se curvarem a eles. Mas, ao mesmo tempo, eles se preocupavam com as crianças que se comprometeram a segui-los e desejavam ajudá-los em suas histórias da vida.

Bell olhou para a divindade que usou seu poder, não para ganho próprio, mas para salvar pessoas como ele... Hestia olhou para cima, seus olhos cheios de lágrimas. Naquele momento, Bell sentiu algo novo por sua deusa, uma conexão mais profunda.

"Você está inteiro, Bell?"

"Welf..."

"A Lili entende a situação, mas por favor não aja sozinho! O Sr. Bell teve muitas chances de pedir ajuda!"

"Mmm — " Hestia mais uma vez enterrou o rosto no peito de Bell quando Welf e Lili apareceram na arena. O jovem estava fazendo o seu melhor para forçar um sorriso, enquanto Lili repreendeu Bell. O garoto pediu desculpas e agradeceu ambos. Mikoto e seu grupo assistiram a distância, sorrindo para os laços de amizade que mantiveram o grupo de batalha unido.

"... Hummm. Desculpe, <Família Takemikazuchi>, eu causei problemas a vocês também."

"Não foi nada, Lady Hestia. Ficamos felizes em ajudar."

"Obrigado por sua ajuda também, encapuzada."

"Encapuzada…"

Hestia parou de chorar e se levantou, finalmente agindo como a deusa que ela realmente era. Com o rosto escondido sob o capuz da capa, Ryuu murmurou para si mesma enquanto todos relaxavam.

Uma brisa suave chegou a floresta com a batalha terminada. Todos lá tinham um sorriso genuíno no rosto.

Então: "De qualquer forma, como devemos — " Hestia começou. Foi quando aconteceu.

"Eh — ?"

O chão sob seus pés tremeu.

Não, o andar inteiro está tremendo.

"T-terremoto?"

"Não, isto é…"

"A Dungeon está tremendo?"

Chigusa, Mikoto e Ouka conversaram um com o outro enquanto olhavam para o chão.

Zhaa, zhaa — as vibrações se tornaram mais intensas, fazendo com que as folhas se esfregassem uma na outra.

"Isso é... um tremor ruim."

Bell percebeu no momento em que essas palavras saíram dos lábios de Ryuu...

Uma coisa irregular estava prestes a ocorrer, e isso era um sinal de alerta.

Cada pedaço do décimo oitavo andar pareciam tremer ao seu redor — no momento seguinte...

Algo acima deles lançou uma enorme sombra sobre a arena.

"... Que diabos é isso?"

As palavras saíram da boca de Welf quando ele olhou para cima.

Todo o teto do décimo oitavo andar estava coberto de milhões de cristais, cada um fornecendo luz. O maior deles, o "sol" do andar, tinha algo dentro dele.

Algo grande. Algo em movimento.

Um pedaço dele estava refletido em todas as superfícies do enorme cristal branco, como se estivesse dentro de um grande caleidoscópio. Ele estava bloqueando a fonte de luz, cada um de seus movimentos lançava uma sombra através da vasta paisagem.

Assim como os outros, Bell notou a coisa dentro do cristal e assistiu de perto enquanto o maior tremor de todos o atingia. Todos os aventureiros presentes na arena adotaram uma postura defensiva, colocando as mãos em suas armas por reflexo.

Então — rachadura.

Ele apareceu.

A coisa ainda estava se movendo dentro do cristal, mas uma grossa linha tinha aparecido em sua superfície.

"Uma rachadura…?! Monstro?!"

"Isso é impossível. Este é um ponto seguro!

Vários pedaços de cristal despencaram, brilhando no céu enquanto caiam no chão.

Mais e mais linhas apareceram na superfície do cristal enquanto Mikoto e Lili praticamente gritaram com o que elas estavam assistindo.

A coisa negra dentro do cristal estava fazendo mais do que se  mexer; ela estava socando e chutando por dentro. A figura parecia crescer a cada momento que passava.

"Ah, qual é... De jeito nenhum. Isso é minha culpa."

Whoosh. Cada cabeça se virou na direção de Hestia.

Ignorando completamente os olhares das pessoas ao seu redor, Hestia não tirou os olhos do teto e continuou:

"Isso não foi quase nada... não tem como?"

Os ecos das rachaduras estavam ficando mais altos, como se estivessem tentando esmagar tudo debaixo deles. Hestia assistiu incrédula.

"Eu fui notada... ?!"


"Não, isso não é culpa da Hestia."

Hermes observou o andar inteiro continuar tremendo de seu esconderijo no topo da árvore.

"Lorde Hermes, o que você fez desta vez ?!"

"Nenhum dos meus pequenos divertimentos poderia desencadear algo como isso."Hazel: claramente assumindo as m3rd@s que fez

A falta de confiança de Asfi em seu Deus saiu em sua voz enquanto ela descarregava toda a sua frustração. Hermes, no entanto, manteve os olhos na sombra negra dentro do cristal.

"Ahh, Urano... você não ouviu as orações? Eu não ouvi nada sobre isso."

Os olhos de Hermes se estreitaram em frustração. Ele estava tão chateado com sua situação que ele praticamente cuspiu as palavras da boca.

"Pare de me ignorar e me diga o que está acontecendo! O que é essa coisa?!"

"Está fora de controle, eu diria. E por algum motivo é mais sensível do que o normal. E notou a nossa presença."

Hermes mais uma vez ignorou o pânico de Asfi e continuou falando em voz baixa, quase que para si mesmo.

"A Dungeon odeia, você vê. Odeia o fato de que os deuses vieram por todo o caminho até aqui embaixo."

Hermes continuou observando o teto, apesar do olhar desconfiado que ele estava recebendo de Asfi. Ela abriu a boca para falar, mas foi subitamente interrompida pelo som alto de outra rachadura.

Os monstros a espreita na floresta escolheram aquele momento para uivar para o "céu." O som de seus uivos se misturaram com o som das rachaduras vindo de cima, e ressoaram por toda a paisagem.

"Asfi, vá para Rivira e peça reforços."

"Reforços? Não me diga que vamos ter que lutar contra aquela coisa? Por que não fugimos?"

"Certamente seria melhor assim..."

Hermes deixou suas palavras sumirem. Um momento depois, surgiu no sul uma nova série de ecos — um deslizamento de pedras.

A cabeça de Asfi virou naquela direção. As pupilas de seus olhos encolheram atrás dos óculos.

"O túnel, nossa única rota de fuga, está bloqueado... não acho que ele queira que a gente fuja."

"— ?! Eu já cansei! Se eu não sair dessa viva, vou assombrá-lo até o fim dos tempos, Lorde Hermes!"

Asfi se jogou da árvore imprudentemente. Hermes a observou partir, os ombros dele caindo de simpatia pela situação dela. Ele olhou de volta para o teto quando ela sumiu de vista.

"Bem, então…"

As rachaduras estavam crescendo, se espalhando como uma teia de aranha. Uma chuva de cristais caiu no chão abaixo.

Com um barulho estrondoso, a coisa colocou seu rosto para fora do cristal.

Hermes assistiu com admiração, congelado no local, antes de abrir um sorriso com ódio de si mesmo.

"Sim, esse é um chefe de andar."


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O monstro empurrou seu rosto para fora do fundo do cristal seriamente danificado.

Era quase como se uma cabeça decepada tivesse sido colocada no teto do décimo oitavo andar. No entanto, essa cabeça estava definitivamente viva. Seus olhos enormes olhavam para qualquer coisa que se movesse. Seus ombros e peito emergiram com outra explosão de estilhaços de cristal, atirados em todas as direções. Com a maior parte de seu corpo livre, ele abriu suas mandíbulas gigantescas.

"OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO !!"

Um rugido estrondoso fez o andar inteiro tremer. O monstro de outro mundo, um Golias que ultrapassou a versão do décimo sétimo andar em todos os sentidos, nasceu no ponto seguro da Dungeon.

O Golias bateu os punhos no cristal até que suas pernas começaram a emergir e a gravidade cuidou do resto.

Ele caiu em direção ao chão como um meteoro preto, cercado por estilhaços de cristal cintilantes, grandes o suficiente para esmagar qualquer humano em seu caminho. Invertendo seus pés para baixo no meio da queda, a besta aterrissou com um forte impacto diretamente no topo da Árvore Central.

A onda de choque resultante foi ensurdecedora. As raízes da árvore foram esmagadas sob o peso do monstro. De fato, o tronco foi empurrado até a metade no subsolo, enquanto a árvore colossal se curvava sob o peso do gigante. Os estilhaços de cristal não estavam muito atrás, cortando as árvores e a grama alta das planícies, se incorporando ao chão.

O "céu azul" se foi. O cristal que fornecia mais luz para o andar — aquele que o Golias acabou de quebrar em pedaços — havia perdido o brilho. Um manto de escuridão caiu sobre o décimo oitavo andar. O que restou do cristal quebrado brilhava fracamente no meio do mar de cristais azuis. Uma noite não natural com lua cheia estava acontecendo.

Um Rei dos Monstros irregular estava no meio de tudo.

O monstro levantou lentamente a cabeça quando desceu da árvore.

"... O que...?"

As pessoas com a melhor visão da aterrissagem do Golias eram Mord e seu grupo de aventureiros.

Eles estavam fugindo da floresta e indo em direção as planícies. Infelizmente para eles, eles estavam chegando na Árvore Central quando a primeira rachadura ecoou.

O Golias do décimo sétimo andar tinha a pele cor de cinzas; esse era preto puro, com olhos da cor do sangue. Ele pairava sobre Mord, sem piscar.

"— OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOWWWWW !!"

"H — HYYEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE"

Todos no grupo de Mord tinham esperado outro grupo derrotar o chefe do décimo sétimo andar para obter uma passagem segura. Lutar com esta nova fera não era uma opção. O grupo se espalhou por todas as direções, tentando desesperadamente escapar.

"Que diabo é isso…?!"

"Golias Negro... ?!"

O grupo de Bell emergiu da floresta e ficou em choque com o que viu.

O Golias fez seu movimento em direção ao grupo de Mord, enquanto Welf e Lili falavam com ninguém em particular. Mesmo a essa distância, Bell poderia dizer que esse Golias era muito mais ágil e poderoso do que aquele que ele tinha encontrado no décimo sétimo andar.

"Esse monstro provavelmente foi enviado para me matar... Não, enviado para matar os deuses que vieram tão fundo."

A Dungeon sentiu a presença das divindades e enviou este monstro especificamente para matá-los.

Os outros não entendiam completamente o que estava acontecendo. Mas todos eles engoliram em seco assim que Hestia lhes disse que esse chefe de andar estava mais do que provavelmente atrás dela.

Embora o monstro fosse extremamente poderoso, ele perseguia qualquer coisa que se movesse. Talvez ele tenha nascido rápido demais para herdar a mesma inteligência que os outros chefes de andar.

"... N-nós temos que ajudá-los ?!"

Bell ficou tão abalado quanto Welf e os outros. Mas a visão dos outros aventureiros em perigo o ajudou a controlar seu medo, enquanto ele preparava as pernas para saltar para a frente.

"Afaste-se."

"?!"

Ryuu agarrou a mão de Bell por trás.

O garoto podia ver seu olhar azul-celeste vindo por debaixo de seu capuz.

"Você realmente pretende ajudá-los? Com esse grupo?"

Sua expressão era vazia, suas próprias palavras pareciam frias quando ela perguntou o que deveria ter sido uma pergunta óbvia.

O grupo deles tinha apenas cinco aventureiros da classe alta para derrubar o que provavelmente era um Rei dos Monstros de pelo menos Nível 4. A diferença na força era astronômica.

Mas, acima de tudo, esse grupo de criminosos vale a pena ser salvo, ao potencial custo da vida de seus amigos? A linguagem corporal de Ryuu acentuava tudo isso.

Os olhos do garoto se abriram um pouco mais enquanto uma expressão de incerteza passava pelo seu rosto.

Mas durou apenas por aquele instante.

"Vamos ajudá-los."

Os olhos de Ryuu se estreitaram com a rápida decisão do garoto.

"Você é incapaz de liderar um grupo."

Sendo quem ela era, as críticas de Ryuu o cortaram profundamente.

Então ele encontrou seu olhar afiado por um momento — e ela sorriu.

"Mas você não está errado."

Com a expressão de Bell fresca em sua mente e com um sorriso nos lábios, Ryuu correu para longe da floresta e em direção ao Golias com a capa esvoaçante em seu rastro. Ela foi a primeira a se mover para ajudar o outro grupo.

O coração de Bell vibrou por um momento antes que ele partisse atrás dela em velocidade máxima.

Depois, Lili, Welf, Mikoto, Ouka, Chigusa e, finalmente, Hestia.

Ninguém manifestou qualquer discordância, apenas trocaram olhares e assentiram.

Desculpe — e obrigado. Seus corações e mentes estavam unificados.

Bell gritou:

"Vamos!"

Sete figuras deixaram a floresta e entraram nas planícies.

Gritos de medo e confusão, acompanhados por ecos dos poderosos passos, estavam diante deles no centro do décimo oitavo andar.

O grupo de Bell se jogou em direção ao gigante, dando um grito de guerra com todas as suas forças.


Por Rodrigon | 11/07/20 às 17:34 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO