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Capítulo 6.5 - Nosso Jogo de Guerra (parte 4)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 6.5 - Nosso Jogo de Guerra (parte 4)

Tradução: Rodrigon | Revisão: Hazel | QC: Sir

"Aguente firme, Mikoto..."

Takemikazuchi assistiu a batalha de um espelho que ele convocou para a casa da <Família> dele.

"Mantenha-se firme…"

"Ela planeja manter os inimigos no pátio?"

Chigusa e Ouka estavam ao seu lado, fazendo uma careta enquanto observavam o suor escorrendo pelo rosto de Mikoto.

Vinte e dois combatentes inimigos estavam presos dentro da gaiola de gravidade de Mikoto. Qualquer coisa que tocasse a camada externa de <Futsu no Mitama>, seja físico ou mágico, instantaneamente ía em direção ao solo. Nada estava chegando perto da usuária mágica em seu centro, o que significava que o feitiço não seria quebrado até que ela desmaiasse de exaustão.

Incluindo o grupo que havia se envolvido com Ryuu durante o ataque com as espadas mágicas, as forças da <Família Apollo> foram reduzidas em quase 80%.

—Ao mesmo tempo, no trigésimo andar da Torre Babel...

Hermes falou enquanto seguia as marés da batalha no espelho na frente dele. "Muito rápido."

"O que é?"

"Os movimentos da equipe Apollo. Eles estão reagindo rápido demais."

Seus olhos saltaram entre as pessoas refletidas no espelho enquanto ele respondia a pergunta de Asfi.

"Como eles reagiram ao poder das Espadas Mágicas dos Crozzo, como todos eles se uniram para impedir o ataque furtivo da pequena Mikoto — você não acha um pouco estranho? É quase como... se eles estivessem sendo guiados de alguma forma."

Os olhos de Asfi se arregalaram em reconhecimento quando Hermes desviou o olhar da batalha para apreciar o olhar em seu rosto.

"A informação é uma arma na guerra."

"Quanto melhor a qualidade e mais rápido a informação chegar, maior o trunfo final."

"No entanto, um pouco de veneno misturado com a referida informação... se espalha muito mais rápido."

Asfi trocou palavras com seu deus antes de olhar para o espelho. Apenas uma pessoa se refletia no interior: um Pallum que corria por um corredor. Luan não encontrou guardas enquanto corria silenciosamente para o portão oeste totalmente intacto do castelo.

"Apenas uma gota de veneno pode levar a uma tragédia impensável."

Então o homem abriu o portão oeste girando uma roda com suas próprias mãos —permitindo que Bell e Welf entrassem no castelo.


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"Um traidor —?!"

As pessoas de Orario se levantaram, cabeças entre as mãos e mandíbulas abertas de surpresa.

Nas Ruas Principais, em frente à Guilda, no Parque Central, ninguém podia acreditar no que eles estavam assistindo e gritaram o mais alto que podiam.

"Aquele cara acabou de trair a <Família Apollo>?!"

As muitas "janelas" flutuando no ar mostraram dois humanos correndo lado a lado com o homem Pallum. Todo mundo parecia ser atraído para mais perto do espelho em choque.

Uma traição impensável — Bell e Welf entraram no castelo sem nenhuma resistência graças a Luan. O que restou dos cinquenta aventureiros enviados para cuidar de Ryuu ainda estavam lutando no leste. Quase metade das tropas restantes do castelo foram presas pela Magia de Mikoto no pátio. As passagens na parte ocidental do castelo pareciam desertas. Os guardas que estavam originalmente estacionados lá devem ter ido proteger a muralha no norte e leste que estavam fortemente danificadas, criando esse ponto cego. Um aventureiro infeliz que estava passando pelo corredor olhou para os três por um momento antes de correr e gritar. Mas ele não foi rápido o suficiente para se afastar do coelho branco e ficou inconsciente com um ataque rápido.

Absolutamente chocados pela virada dos eventos, ondas de emoção e ansiedade passaram pelos espectadores.

"O que... Eh... Hah...?!"

Um Apollo sem palavras era um deles.

Ele se levantou da mesa com tanta força que sua cadeira voou para trás, batendo no chão atrás dele. A raiva fervia por dentro dele a tal ponto que seu rosto começou a se contorcer e mudar de cor quando ele abriu e fechou a boca.

Sim…!

Hestia fez questão de manter sua comemoração fora da vista do deus visivelmente bravo enquanto ela silenciosamente apertou o punho debaixo da mesa.

Ela olhou para todos os membros de sua <Família> com olhos confiantes no espelho na frente dela.


"Você os fez ir embora?"

Dentro do castelo da <Família Apollo>. Welf correu para o lado de Luan.

"Esta é a única maneira pela qual a Lili pode ser útil." Definitivamente era a voz de um homem, mas o tom de Luan era surpreendentemente feminino. Seu rosto também era masculino, mas o jeito que ele sorria para Welf era a imagem de sua jovem aliada. Bell correu do outro lado e sorriu para sua heroína desconhecida, sua suporte.

Luan, o traidor, era na verdade Lili disfarçada usando sua Magia.

O verdadeiro Luan havia sido capturado quase quatro dias atrás na noite em que a <Família Apollo> partiu para as ruínas do castelo. Ele estava atualmente em um galpão aleatório fora da muralha da cidade — sem dúvida, vendo os Jogos de Guerra sob os olhos vigilantes de Miach. Lili assumiu seu lugar, copiando sua voz e maneiras a tal ponto que ninguém notou a diferença. Ela esteve coletando informações de dentro do castelo desde então.

Ela teve a oportunidade de se reunir com Welf e os outros na noite anterior aos Jogos de Guerra, depois de ser designada para trazer os últimos suprimentos ao castelo. Foi quando todo esse plano se formou.

Sendo de Nível 4, Ryuu retiraria metade das forças do inimigo e os manteria ocupados, enquanto Mikoto corta as forças restantes pela metade mais uma vez, os contendo dentro dos terrenos do castelo.

Lili manipularia os comandantes, assim como qualquer outra pessoa no interior do castelo para prender o maior número possível de pessoas nas armadilhas. Com seus números reduzidos, ela deixaria Welf e Bell entrarem no castelo.

Por fim, Welf escoltaria Bell até a sala do trono.

Tudo estava indo exatamente do jeito que Lili e Hestia haviam planejado.

Um traidor no meio deles — Lili disfarçada tinha sido o cavalo de Tróia.

"Eu te disse ontem, mas o general inimigo está no topo de uma torre estranha. Para chegar lá, você tem que passar por um longo corredor conectado ao terceiro andar."

Voltando ao estilo de falar de Luan, Lili explicou tudo para Bell. Rakia fez algumas mudanças sérias no design, a maior delas foi uma ponte fechada que ligava a torre principal ao resto do castelo. Ela apontou pela janela enquanto corriam.

"Não podemos invadir de fora?"

"Não, não há entrada. Ela pode parecer bonita, mas é resistente como uma rocha. Vai levar tempo para chegar lá e os inimigos vão se reunir. Mas, uma vez que você entre…"

"Direto para a sala do trono?"

O homenzinho assentiu e sorriu com as palavras de Bell.

"Haverá uma tonelada de usuários mágicos naquele corredor. Posso contar com você?"

"Sim, eu entendi."

O "homem" Pallum pediu a Welf para cuidar das costas de Bell e sorriu.

Então ele se separou dos dois humanos. As únicas pessoas que sabiam a verdadeira lealdade de "Luan" eram as pessoas assistindo aos espelhos em Orario.

Lili ainda podia provocar caos suficiente dentro do castelo para manter os inimigos restantes longe de seus aliados.

"Vamos fazer isso."

"Sim!"

Bell, vestindo uma armadura leve nova em folha, e Welf, com uma grande espada equilibrada em seu ombro, subiram correndo a escada mais próxima a ponte elevada.


"Diga-me o que está acontecendo?!"

Daphne gritou enquanto observava a maré da batalha virar contra eles de seu posto na base da torre principal.

"Você não precisa me dizer que a muralha foi destruída, posso ver isso daqui! Por que o castelo está tão vazio?!"

Olhos arregalados, um tom de medo em sua voz alta, Daphne balançou os cabelos enquanto gritava.

A fumaça ainda subia das muralhas norte e leste; ela tinha uma visão direta de uma das muitas janelas ao seu redor. Ela estava tentando conseguir uma resposta direta do mensageiro que trouxe notícias das linhas frente.

Daphne, junto com apenas oito outros aventureiros, estava no final da ponte elevada como a última linha de defesa.

"L-Luan disse que Hyakinthos ordenou um ataque direto..."

"Haha?! Aquele homem não ordenou isso! Eu estive aqui o tempo todo! Eu teria sido a primeira a saber!"

Na verdade, ela recebeu ordens de ficar de guarda em frente à única entrada para a torre principal. Nenhum mensageiro carregando a palavra de Hyakinthos teria alcançado as tropas na linha de frente sem que ela notasse.

O mensageiro elfo se encolheu para trás por causa da aura intimidadora de Daphne.

"Luan... nos traiu...?"

Era possível, especialmente considerando que Daphne duvidava da lealdade da maioria dos seus companheiros em primeiro lugar. Ela mordeu o lábio antes de pressionar o mensageiro para obter mais informações.

"E Lissos e suas tropas?"

"Eliminados, pelo que parece. E o inimigo usou algum tipo de Magia no pátio e prendeu muitos de nossos guerreiros dentro dela. Eu não sei quantos ainda podem lutar."

Ela rapidamente concluiu que tudo isso devia ser obra de Luan; ele tinha que ser a razão pela qual as coisas saíram do controle tão rapidamente. Nem mesmo uma hora havia se passado desde o início dos Jogos de Guerra, e o inimigo já havia feito tanto progresso com quase nenhuma resistência.

Daphne xingou. Não só ela estava com raiva da maneira de Hyakinthos desprezar o inimigo desde antes dos Jogos de Guerra, mas também por si mesma por hesitar em agir no momento em que a muralha norte desabou.

"Daphne, eles estão aqui! Dois humanos... O Pequeno Novato!"

"… Isso acaba agora. Alto, envie uma mensagem para Hyakinthos por mim: Traga reforços da sala do trono e esmagaremos Bell Cranel."

Um dos aventureiros tinha visto os dois avançando para a torre exterior e alertou Daphne para o perigo. Ela deu suas ordens ao elfo, que imediatamente se curvou e desapareceu na torre principal. O plano de Daphne era inundar a ponte elevada com tantos guerreiros que seria impossível para Bell e Welf passarem. O corredor era surpreendentemente amplo — seriam necessários mais de dez homens grandes com armadura no corpo todo, de pé ombro a ombro, para selá-la completamente. Ela sabia que levaria alguns segundos para eles se aproximarem do outro lado. Janelas pontilhavam as paredes, um teto muito sólido acima e um tapete vermelho correndo por todo o comprimento do chão. Não havia obstáculos no caminho, sem cobertura. Daphne ordenou que os magos começassem a conjurar.

Finalmente, os dois humanos apareceram no outro extremo do corredor.

"Arqueiros para frente! Eles não têm para onde correr — atirem tudo que vocês têm! Magos, atirem ao meu comando!"

Cada arqueiro e usuário mágico tinha um tiro certeiro no alvo, como em um campo de tiro. Uma magia com um raio de explosão decente acabaria com qualquer coisa nesse espaço confinado. Não haveria escapatória.

As sobrancelhas de Daphne afundaram, visões da morte desses supostos atacantes em sua cabeça. Retirando sua espada curta de sua cintura, ela apontou diretamente para seus inimigos que se aproximavam.

Arqueiros prepararam suas flechas; usuários mágicos chegaram às frases finais de seus feitiços.

"— VAI!"

Ao mesmo tempo, o homem com uma espada enorme por cima do ombro — Welf — gritou.

O garoto de cabelos brancos ao lado dele se inclinou para frente por um instante antes correr rapidamente.

"FOGO!"

As cordas dos arcos estalaram quando as flechas foram dispararam para frente. Usuários mágicos moveram seus lábios para dar vida a sua magia. Naquele momento —

Welf empurrou a mão direita para frente.

"Praga ardente!"

Um feitiço de ativação curta.

Névoa prateada e escura fluiu silenciosamente como mercúrio da palma de sua mão.

A névoa ultrapassou Bell e inundou as fileiras inimigas em torno de Daphne.

"—"

Ela assistiu horrorizada os corpos de cada um dos usuários de magia começarem a brilhar, tremulando como chamas dentro de um forno enquanto a névoa passava por eles.

Um segundo depois, cada um deles se encolheu desajeitadamente enquanto seus corpos brilhavam por dentro.

KA-BOOM!

"Hã?!"

Faíscas irromperam como pétalas de flores ao seu redor.

Cada um dos usuários de magia à sua frente não conseguiu lançar seus feitiços — vítimas de Ignis Fatuus.

— Ele transformou os magos em bombas?!

A Magia anti-magia de Welf. Arqueiros apanhados nas explosões foram atirados como bonecas de pano para a esquerda e direita. Os magos estavam onde caíram, fumaça negra constantemente saindo de suas bocas flácidas. Eles não estariam lançando magias por algum tempo.

A série de explosões sacudiu as rochas do teto e das paredes do corredor, o tapete vermelho chamuscado em frangalhos. Daphne conseguiu se proteger pouco antes da explosão e se manteve de pé apesar dos ventos furiosos uivando dentro da ponte de pedra.

Com uma nuvem de fumaça negra a sua volta, Daphne conseguiu se firmar quando o garoto de cabelos brancos passou por ela.

"?!"

Bell passou por ela como um coelho à solta, correndo em direção a escada na base da torre principal.

Droga! Daphne se virou para persegui-lo quando de repente, "Ekkkk —!" Um grito a deteve.

Girando sobre os calcanhares, Daphne viu um arqueiro cair de cara no chão e um homem ruivo andando em sua direção sobre os restos do tapete.

Jaqueta preta farfalhando ao vento, Welf parou a poucos passos de Daphne — THUD.

Com a ponta da espada no chão, Welf olhou Daphne nos olhos.

"Aventureiros de verdade resolvem as coisas com lâminas, não acha?"

Os olhos da jovem tremeram quando ela olhou para o sorriso sem medo do ferreiro.


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Por Rodrigon | 17/10/20 às 14:24 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO