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Capítulo 6.5 - Nosso Jogo de Guerra (parte 5)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 6.5 - Nosso Jogo de Guerra (parte 5)

Tradução: Rodrigon | Revisão: Hazel | QC: Sir

As lâminas de Welf e Daphne brilharam com a pouca luz do sol das janelas da ponte elevada.

Loki assistiu as duas batalhas em seu próprio espelho, um sorriso brincalhão crescendo em seus lábios enquanto observava o homem ruivo forçar Daphne a se afastar da torre principal.

"Fei-fei, esse garoto é muito bom!"

"Obrigada."

A mesa principal dentro da Torre de Babel. Loki se sentou ao lado de Hephaistos, que acabara de permitir que Welf se juntasse à <Família Hestia>.

"Essas espadas mágicas chamativas — foram forjadas por ele, certo? Está arrependida de 'deixar' ele ir?"

"Quem sabe."

Os dentes brancos perolados de Loki brilhavam quando seu sorriso se tornou ainda mais profundo. Hephaistos olhou para ela com um sorriso caloroso, como se estivesse feliz com alguma coisa.

As conversas que aconteciam nos arredores da Torre de Babel não estavam nem de longe tão animadas quanto à das duas deusas.

"Estou ferrado nesse ritmo..."

"Ainda há uma chance, ainda há uma chance..."

A atmosfera dentro dos bares se tornou cheia de tensão, os aventureiros estavam inquietos.

Muitos olhos se contraíram ao ver Bell correr em um dos muitos espelhos flutuando no ar. "Desista de uma vez!" um gritou enquanto se levantava, sacudindo o punho para o garoto. "Você não pode vencer!" gritou outro, torcendo pela <Família Apollo> com todas as suas forças. Cada aventureiro que apostou na vitória da <Família Apollo> começou a torcer em voz alta. Os gritos deles podiam ser ouvidos por toda a cidade.

"Vá, coelho! Faça-os chorar, miau~!"

"Ela fez uma aposta sem nos contar...?"

"Fique feliz que ela não apostou na <Família Apollo>, miau..."

Rua Principal Oeste, A Senhora da Abundância.

Não havia um único assento vazio no bar. Chloe gritou com o espelho junto com os aventureiros enquanto carregava jarros de cerveja nos braços. Runoa e Ahnya a observavam incrédulas.

"..."

Syr estava ao lado das duas meninas, incapaz de se concentrar em seu trabalho enquanto observava Bell no espelho.

Seus olhos cinza prateados acompanhavam todos os passos do garoto, como se implorassem para ele continuar vivo.

"— Uau, apenas uau, Aiz! Olhe para ele!"

"Sim."

No extremo norte da cidade…

A casa da <Família Loki> também estava cheia de emoção, apesar de estar longe dos bares.

Os olhos de Tiona brilharam enquanto observava cuidadosamente o ataque da <Família Hestia> se desenrolar em outro espelho.

Aiz estava ao lado dela, seu olhar dourado pregado no reflexo do garoto.

"Sim, eles estão indo muito bem... mas mesmo sem todos os truques, eles não poderiam enviar aquela aventureira encapuzada com as espadas mágicas e acabar com tudo? Isso teria sido muito mais fácil."

Tione ficou atrás das duas garotas, assistindo a ação sobre suas cabeças enquanto ela fez sua própria pergunta.

"Amazona até os ossos, pensando desse jeito..."

"Hummm, em poucas palavras, um Golias teria chance contra um grupo de batalha de cem aventureiros?"

"… Impossível."

"Além disso, essas duas espadas mágicas sozinhas seriam incapazes destruir toda a estrutura. Não há dúvida de que as forças de Apollo são muito melhor organizadas. O grupo de Hestia não podia se dar ao luxo de ter uma batalha de ampla escala, misturando amigos e inimigos."

Gareth, Finn e Riveria reviraram os olhos diante da proposta de Tione e cada um explicou seu raciocínio.

Um grupo de batalha composto apenas por membros da <Família Apollo> liderados pelo Nível 3, Hyakinthos, já era poderoso o suficiente para derrubar um Golias por conta própria.

Os três começaram a calmamente explicar as táticas do grupo para ela quando —

"Não significa nada."

Bete entrou na conversa.

"O Garoto Coelho quer acertar as contas com o pervertido."

Muitos membros da <Família Loki> se reuniram na sala comum da casa. Loki montou muitos Espelhos Divinos antes de partir mais cedo naquela manhã. O jovem lobisomem estava assistindo em um espelho diferente das meninas, um que mostrava o lado do rosto de Bell enquanto ele corria.

"Ele é um homem."

Falando alto o suficiente para ser ouvido por todos, seus olhos cor de âmbar não deixaram o espelho.

"Você sabe de alguma coisa?"

"… Não."

Bete cuspiu uma resposta à pergunta de Riveria.

"Isso vai funcionar, isso vai funcionar! Eles já chegaram tão longe!"

Ignorando completamente o que estava acontecendo atrás dela, Tiona começou a correr em volta de Aiz e ergueu o punho no ar. Tione, Bete e os outros assistiram aborrecidos enquanto a jovem Amazona começou a pular para cima e para baixo. Tiona não se importou, pois sua comemoração se tornou ainda mais acrobática.

Com o rosto vermelho, a garota parou e deu um soco na direção do espelho com cada palavra.

"Lute! Ganhe —! Argonauta!" 


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Bell atravessou a ponte elevada e entrou na torre principal seguindo as instruções que Lili lhe deu.

A torre que continha a sala do trono era grande. Tapetes velhos cobriam o chão de pedra e as paredes estavam decoradas com obras de arte cobertas de poeira. Bell sentiu como se tivesse entrado em uma mansão que havia sido abandonada por seus proprietários.

"SHAA!"

"!"

Um meio-fera saltou das sombras. Bell calmamente se moveu para enfrentá-lo.

Esquivando-se facilmente de dois golpes da lâmina branca do atacante, Bell bateu a espada fora do caminho no terceiro golpe e balançou a perna esquerda no alto. "Gah!" Seu pé esquerdo se enterrou na bochecha do atacante, mandando-o direto para o chão. O corpo do meio-fera rolou duas ou três vezes antes de ficar parado.

— Sr. Cranel. Só estou lhe emprestando minha força.

A medida que mais inimigos apareciam nas sombras, a mente de Bell voltou a se lembrar da conversa que ele teve na noite passada.

Eles passaram a noite antes dos Jogos de Guerra na floresta a oeste do castelo velho. A experiente guerreira élfica o havia puxado para o lado debaixo da luz da lua.

— Esse conflito deve ser resolvido pela sua <Família> — não, pela sua mão.

Graças às espadas mágicas forjadas às pressas, Bell e os outros não precisariam se preocupar em atacar diretamente o castelo. Considerando a vantagem defensiva dada a um inimigo já poderoso, um plano para ter a "Ventania" como peça principal do ataque também foi descartado.

Mas isso foi tudo apenas uma premissa.

Sem dúvida, todos esperavam um momento decisivo.

Hestia, Lili, Welf, Mikoto, a plateia e, provavelmente, todos os deuses — mas acima de tudo, o próprio Bell.

Todo mundo queria ver o garoto acabar com esses Jogos de Guerra.

— Eu quero vencê-lo.

Determinação queimou dentro dele.

Ele queria rugir com a dor de não ser bom o suficiente, com as lágrimas que ele derramou.

No bar, no meio da cidade, e hoje. Bell jurou que faria tudo para superar esse homem em seu terceiro encontro.

Para recuperar sua honra, reivindicar a vitória para sua deusa e alcançar o próximo nível.

Hoje, Bell resolveria tudo com suas próprias mãos.

Eu acho que esse é o último...

Deixando os corpos de seus agressores no chão, Bell avançou para um corredor circular onde ele não podia sentir mais ninguém.

O último de seus inimigos estava na sala do trono. O general, Hyakinthos, e seus guardas pessoais estavam esperando por ele lá.

Devolvendo todas as armas às bainhas, Bell olhou para a palma de sua mão direita.

Apertando o punho, o garoto olhou para cima — ring, ring, ring. Um som de batidas ecoou em torno dele.


"Estamos sob ataque! O Pequeno Novato está aqui!"

O elfo mensageiro voou pelas portas principais e instantaneamente enviou uma onda de pânico pela sala do trono.

O fato de Bell ter penetrado tão longe nas defesas internas do castelo deixou todos eles em choque. As palavras de que eram necessários reforços no andar abaixo fizeram todos eles sacarem suas armas e correrem em direção à porta. Isso é, todos menos um.

"Negado. O que está passando pelas suas cabeças?!"

Hyakinthos estava sentado no trono na parte de trás da sala. Ele bateu com o punho no apoio de braço.

Com a capa balançando atrás dele quando se levantou, veias em sua cabeça pulsando com raiva, ele olhou ao redor da sala. Todos os presentes recuaram com medo.

"Mostrar tanta covardia está além de vergonhoso. Como nós podemos encarar nosso Lorde Apollo com tanta desonra...?"

Seu rosto normalmente charmoso e bonito se enrugou em uma expressão horrível.

Hyakinthos não conseguiu esconder seu aborrecimento pelo fato de suas próprias forças permitirem que o inimigo chegasse tão longe, assim como a raiva que sentia por ele mesmo.

"General? General, senhor! Eu imploro, por favor, deixe este lugar imediatamente!"

"Cassandra, já chega!"

A garota que gritava do lado de seu trono havia fornecido a Hyakinthos uma saída para sua raiva.

A garota, usando um pano de batalha estilo vestido, com os longos cabelos presos para trás, tinha implorado a Hyakinthos para que ele desocupasse a sala do trono desde o início daquela manhã. Tudo sobre o desespero na mensagem covarde dela fez sua pele arrepiar.

"Por favor, acredite no que estou dizendo...!"

"Silêncio! Mantenha esse absurdo para si mesma!"

Hyakinthos acenou com raiva.

Apollo o havia designado como general de suas forças. Um líder nunca poderia abandonar seu cargo sem motivo. Uma derrota ainda era impensável, mesmo com as condições atuais.

"Você não pode ver?! Estou aqui junto com vários outros guerreiros. Bell Cranel vir aqui sozinho significaria sua própria morte!"

O homem apontou para os outros aventureiros na sala. Eles foram selecionados pessoalmente por Hyakinthos por suas habilidades em batalha. Dez no total, eles seriam mais do que suficientes para lidar com um novato de Nível 2. A vitória estava quase garantida com seu general de Nível 3 liderando a batalha.

Todas as pessoas na sala olharam para Cassandra quando seus olhos começaram a ficar marejados. Ela olhou para os pés, aterrorizada.

Ela segurava seu corpo trêmulo, sua linha de visão pulando de pedra em pedra no chão da sala do trono.

"Ah... ahhh."

A garota de cabelos compridos começou a gemer, seu rosto perdendo a cor a cada segundo.

As bochechas de Hyakinthos tremeram de irritação quando ele se virou para o rosto dela. Foi quando a garota olhou para cima e sussurrou:

"Relâmpago…"


Ring, ring.

Bell continuou se movendo, sinos ecoando ao redor dele até encontrar uma escada levando para mais alto na torre.

Não havia uma alma em seu caminho. Seus olhos vermelho rubi traçaram o caminho da escada em espiral antes de se concentrar nos pontos de luz que circulavam em torno de seu braço direito.

O Grande Sino não era ouvido desde a batalha no décimo oitavo andar da Dungeon.

Deve haver algum tipo de gatilho, porque Bell tinha certeza de que isso era exatamente da mesma forma com que ele preparou seu ataque antes. Vasculhando sua memória, ele conseguiu a mesma sensação que a voz de um ser divino o fez sentir naquele dia.

Ele o reviveu, forneceu visão, o encheu de um desejo ardente — que era tudo o que Bell conseguia se lembrar. De repente, algo veio a ele durante aquela batalha. Ao mesmo tempo, Bell percebeu que o poder que ele empunhou naquele dia não era algo que ele pudesse conjurar toda vez.

Mas ele não precisava disso agora.

"...!"

O gatilho do <Argonauta>, uma visão clara de um herói. Desta vez, ele viu o guerreiro Argis.

O herói aparentemente imortal lutou até o último suspiro, matando monstro após monstro, a fim de recuperar uma fortaleza que tinha sido invadida por uma horda. Seus feitos corajosos eram lendários.

Todos os nervos do corpo de Bell ganharam vida quando ele visualizou o herói invadindo o castelo por conta própria. A luz começou a piscar na palma da sua mão direita.


"Relâmpago — sério?"

Hyakinthos exalou lentamente pelo nariz, sua voz misturada com sarcasmo quando ele respondeu Cassandra.

O homem olhou para fora de cada uma das janelas que cercam a sala do trono. Ainda olhando para o outro lado, ele olhou para a garota pelo canto do olho.

"O céu é um azul celeste, nuvens brancas e inchadas aqui e ali. E você está me dizendo que um raio irá cair?!"

Sem nenhum indício de tempestade no horizonte, Hyakinthos riu da ideia.

No entanto…

"Não cair…"

A refutação de Cassandra mal saiu do seus lábios.

Agarrando seu rosto pálido entre as mãos, Cassandra fez contato visual com o homem e sussurrou:

"Raios... vão subir."

Mais uma vez, seu olhar caiu no chão de pedra.

"O que?"


A base da escada diretamente abaixo da sala do trono.

A espiral maciça se espalhou para a esquerda e direita. Bell estava diretamente no meio, parecendo um arqueiro avistando um alvo.

Os passos de um aventureiro que tentava descer ecoavam pela ampla escadaria e alcançou seus ouvidos.

Bell levantou o braço para cima como se estivesse tentando agarrar o sol.

— Um minuto.

Um carregamento de sessenta segundos. Uma luz branca pulsante se juntou ao redor ele.

Em seguida, uma voz.

"Flecha de Fogo".

Um inferno branco de eletricidade explodiu.


"—"

Rachaduras corriam pelo chão de pedra, a luz vazando.

Todas as palavras deixaram Hyakinthos no momento em que ele viu a primeira explosão quebrar o chão e continuar até o teto.

Uma explosão ensurdecedora.


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Por Rodrigon | 21/10/20 às 11:48 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO