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Capítulo 6.5 - Nosso Jogo de Guerra (parte 7)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 6.5 - Nosso Jogo de Guerra (parte 7)

Tradução: Rodrigon | Revisão: Hazel | QC: Sir

O braço de Hyakinthos se moveu para trás, a lâmina de sua espada curta na mesma altura que seu ombro.

Todas as emoções dentro dele estavam focadas no ponto de sua espada para um golpe mortal. Ele ia acabar com isso executando Bell.

O rosto do homem se transformou no de um lobo salivando por uma matança. Bell começou a se inclinar para trás. Os cantos da boca de Hyakinthos se curvaram para cima, interpretando os movimentos como covardes. Ele cortou o ar com a espada uma vez, provocando seu inimigo antes de redefinir para a abordagem final.

Bell dobrou os joelhos e rolou de costas um momento depois.

Forçando seu centro de gravidade o mais para trás possível, ele rolou por cima de seu ombro.

Vendo seu inimigo a menos de três metros de distância, Bell rolou vigorosamente para trás mais uma vez a tempo de desviar da lâmina.

Ele usou esse momento para balançar as pernas para cima.

A espada curta estava na mão direita estendida de seu oponente. Bell sentiu a ponta da bota direita roçar no punho.

A partir daí, ele chutou com todas as suas forças.

"—"

CLING! A espada curta brilhou na luz do sol enquanto subia em espiral e sumia da vista. Desarmado, Hyakinthos congelou no local.

A confiança e o descuido de seu inimigo abriram o caminho para vitória.

Bell rolou por cima do ombro mais uma vez e sentiu seus pés se conectarem com o solo — ele saltou para frente.

"— Haa!"

Ataque à queima-roupa.

"Es-espeeeeeere!"

Com o braço direito mole à mercê da força centrífuga, Bell fez um punho com sua mão esquerda.

Hyakinthos viu o garoto chegando, mas foi incapaz de fugir de seu ataque porque seu corpo ainda estava preso na mesma posição de antes, braço direito na frente, braço esquerdo para trás.

O <Coelho Vorpal> era um coelho branco assustador e assassino que espreitava os andares mais profundos da Dungeon. E, no entanto, aqui estava um acima do solo. Foi o que Hyakinthos viu quando medo o dominou.

Cada músculo do corpo do garoto de olhos vermelhos ficou tenso antes de encher a "presa" de seu punho com cada grama de energia que lhe restava.


"UWAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!"


Impacto.

"GeHAA ?!"

O punho de Bell se enterrou na bochecha de Hyakinthos; ondas de choque rolaram por todo o caminho em volta da cabeça do homem. Um segundo depois, seus pés deixaram o chão.

Um baque agudo soou antes de um estrondo. O corpo do homem bateu no chão com tanta força que ele voou alto no ar com o primeiro impacto; o que restava de sua capa foi rasgada em pedaços quando ele girou no ar. Ele ricocheteou no chão apenas para ser novamente arremessado em direção ao céu mais uma vez.

Seu corpo parou misericordiosamente depois de uma viagem de trinta metros no campo de detritos. Hyakinthos estava deitado de costas, braços e pernas abertos como um anjo caído no meio da pastagem.

Os olhos reviraram em sua cabeça e ele tinha uma cratera gigante em sua bochecha. O homem não tentou ficar de pé.

O vento parou de soprar quando o silêncio desceu no campo de batalha.

Cassandra estava prestes a se livrar de Lili quando viu o golpe final. A garota de cabelos compridos caiu de joelhos.


"—!"


O céu acima de Orario explodiu em um tremendo clamor.

Os sinos das igrejas tocaram por toda a cidade para marcar o fim dos Jogos de Guerra assim que o golpe final foi dado nas ruínas do castelo.

Os aventureiros de todas as raças olhavam o menino refletido nos espelhos e gritavam.

"Eina, olha isso!"

"Bell…!"

Misha passou os braços em volta dos ombros de Eina na frente do quartel general da Guilda.

Com seus olhos esmeralda lacrimejando, Eina esqueceu sua posição como funcionária da Guilda e se juntou à celebração que acontecia ao seu redor. A ansiedade mascarada pelo refinamento se foi, pura alegria tomando seu lugar.

"Aqui está o sino final! Isso foi incrível, está a par das ações dos 'Assassinos de Gigantes', da <Família Loki>! Os vencedores desses Jogos de Guerra são a <Família Hestia> —!"

Por alguma razão, Ganesha fez poses masculinas no meio do palco, ignorando completamente o fato de Ibri estar gritando através do ampliador de voz com tanta intensidade que seu rosto poderia explodir.

Sua voz ecoou por toda a cidade, envolvendo todos os edifícios e atingindo os ouvidos de todos os espectadores.


" " " Yahh HAAAA! " " "


Três divindades, que apostaram na <Família Hestia> em um determinado bar da cidade, pularam da mesa, comemorando seus ganhos improváveis.


" " " FILHO DA PUTA! " " "


Ao mesmo tempo, todos os aventureiros que apostaram em Apollo gritaram e jogaram seus bilhetes no chão com nojo.

"Oh, oh? Senhora?! Você ganhou também?"

A julgar por todos os gritos de agonia, Mord pensou que ele era o único que saiu por cima. Foi quando ele viu uma jovem feliz sentada no canto do bar.

O homem caminhou até ela, o mais feliz possível. A mulher Chienthrope —Nahza — sorriu de volta para ele, abanando a cauda espessa e fazendo um V com os dedos.


" " " SIIIIMMM! " " "


Os gritos de angústia eram tão fortes na Rua Principal Oeste, na Senhora da Abundância. No entanto, Ahnya, Chloe e Runoa estavam pulando de alegria, batendo as mãos várias vezes. Outras funcionárias do bar se aproximaram das três garotas, trocando abraços e sorrindo junto com elas.

"… Bell."

Lágrimas de felicidade inundavam os olhos prateados de Syr. Os lábios dela tremeram quando seu rosto tentou expressar a intensidade de seus sentimentos de uma só vez.

Suas bochechas coraram quando ela finalmente desviou o olhar do espelho flutuando em frente a parede e voltou sua atenção para os clientes. "Droga, eu perdi tudo!" "Ei, Syr, vou precisar da porcaria de uma cerveja aqui!" Ela conseguiu colocar seu "sorriso de trabalho" quando os clientes começaram a afogar sua tristeza com o álcool que podiam pagar.

"Chegando!" ela respondeu com uma voz brilhante, animada enquanto ia anotar os pedidos deles.


"... O idiota conseguiu."

Bete praticamente cuspiu essas palavras enquanto ouvia as celebrações vindas de fora da casa de sua <Família>.

Ele virou as costas para a sala comunal e caminhou em direção à saída.

"Bete, onde você está indo?"

"Para onde eu tiver vontade."

O lobisomem respondeu à pergunta de Finn antes de desaparecer na porta.

Todos deixados para trás na sala comunal trocaram olhares. Eles chegaram a um consenso surpreendentemente rápido.

"Dungeon, hein." "Seria a Dungeon." "A Dungeon, sem dúvida."

"Com certeza…"

Finn e Gareth forçaram um sorriso quando Riveria fechou os olhos em frustração. Tione parecia mais entediada do que irritada.

Com Bete fora, todos na sala voltaram sua atenção para os espelhos. Pensando no garoto desesperado que havia chegado à sua porta quase dez dias atrás, era difícil acreditar que aquele coelho lamentável havia conquistado a vitória. Ninguém disse uma palavra.

Isso é, até...

"… Que bom pra ele."

"Sim…"

Tiona estava literalmente dançando pela sala momentos antes, mas agora a Amazona estava ao lado de Aiz enquanto observavam um espelho. Lentamente, a garota de pele morena se virou para a amiga com um sorriso radiante nos lábios.

A loira assentiu em resposta e observou os amigos de Bell se reunirem ao seu redor no reflexo do espelho. Seus lábios se abriram antes que ela percebesse o que estava acontecendo.

"Parabéns…"


O maior espelho da rua mostrava os aliados do garoto se reunindo ao redor dele, bagunçando seus cabelos e parabenizando-o como uma <Família>. Outros espelhos mostraram cenas de outras cidades dominadas pela emoção da boa luta.

O mesmo aconteceu com os deuses na Torre de Babel. Vários deles se reuniram, comparando anotações, admirando as crianças ou oferecendo críticas em suas próprias análises dos Jogos de Guerra.

"O que... ha... eh...?"

No entanto, um deles, Apollo, parecia um fantasma enquanto estava congelado próximo à mesa. Seu espelho não mostrava nada além de reflexos de seus filhos, impotentes e ajoelhados por todas as ruínas do castelo. O fato de ele não conseguir escapar dessa realidade o atingiu como uma parede de tijolos.

Ele deu dois passos para trás, depois outro quando sua coroa de louros caiu de sua cabeça.

"A-PO-LL-O".

Então, schreee.

Os pés da cadeira de Hestia chiaram enquanto deslizavam lentamente pelo chão. A deusa que ficou quieta o tempo todo quebrou seu silêncio.

Uma aura escura emergiu quando ela se levantou da mesa. Cabeça angulada para baixo, ninguém podia ver seus olhos por trás da franja negra. O queixo dela de repente se levantou, seus olhos azuis brilharam quando se fixaram em seu alvo: Apollo. Tap, tap. Ela caminhou em sua direção.

"Oo-oiiii!"

"Você fez as pazes consigo mesmo, espero?"

A voz baixa de Hestia soou como se tivesse sido convocada pelos poços mais profundos do inferno. Apollo caiu para trás de susto.

Bell quase foi roubado dela, sua casa foi destruída e ela foi perseguida pela cidade, entre outras dificuldades.

Toda a raiva reprimida que não tinha sido desabafada até este momento estava prestes a explodir dentro dela. O deus no chão podia ver nos olhos dela. Ele tremeu enquanto Hestia estava em cima dele, olhando para baixo com a máxima intensidade. Os olhos do deus começaram a lacrimejar.

"Ouça-me, Hestia! Tudo isso foi apenas um impulso! Aquele seu filho era tão fofo que eu não pude deixar de beliscar suas bochechas... Por favor, tenha piedade de mim, ó Deusa da Afeição! Nós fomos uma vez destinados a compartilhar felicidade conjugal!"

"Cale — sua — boca."

A jovem deusa interrompeu o pedido com a ferocidade do próprio Hades.

O rosto de Apollo assumiu um tom de azul e ficou em silêncio. Mesmo em Tenkai, ele nunca tinha visto Hestia ser tão aterrorizante.

Whoosh, whoosh, whoosh. Os rabos de cavalo de Hestia chicoteavam atrás da cabeça, espalhando as ondas de sua aura. Foi a prova de quão profunda era sua raiva.

"Você prometeu fazer o que meu pequeno coração deseja, não é?"

Apollo, que nunca considerou a possibilidade de derrota, tinha de fato dito isso. Todos os outros deuses presentes fizeram um grande círculo ao redor das duas divindades, desfrutando de cada segundo do clímax. Mal podiam esperar para ver o julgamento divino da jovem deusa sobre os pecados de seu ofensor.

Apollo começou a entrar em pânico, ofegando enquanto olhava para os rostos de seus ex-aliados. Agora eram apenas rostos escuros, seus dentes brancos brilhando na penumbra dos espelhos. As divindades estavam gostando de vê-lo se contorcer.

As vestes de Apollo se arrastaram pelo chão enquanto ele se contorcia para longe deles. Olhando para cima, ele viu esferas azuis brilhando de raiva no momento em que fez contato visual.

"Tudo o que você possui, incluindo sua casa, agora é meu. Dissolva sua <Família> — e você irá para o exílio! Nunca pise em Orario NOVAMENTE —!"

"HyGAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!"

Seu grito enviou um arrepio pela cidade.

Hestia não teve piedade do deus perigoso que quase tinha lhe tirado tudo.

Longe do campo de batalha, em meio a uma tempestade de emoções…

Outro golpe final foi dado.


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Por Rodrigon | 28/10/20 às 10:40 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO