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Capítulo 7.6 – O Desejo de um Herói (parte 14)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 7.6 – O Desejo de um Herói (parte 14)

"Sr. Welf, essa explosão agora mesmo...!"

Hestia e sua família viram o flash de luz irromper do Jardim Flutuante enquanto corriam pelas ruas cheias de bordéis do Quarteirão do Prazer.

Lili conhecia aquele som e tinha visto aquela cor de chama muitas vezes antes. Ela acelerou os passos para alcançar Welf e fez contato visual enquanto corriam.

"<Ignis Fatuus>...!"

Welf gemeu baixinho. Ele sabia que era energia mágica fora de controle quando ele a viu.

Algo ou alguém com energia mágica estava em uma situação bastante terrível para acionar o <Ignis Fatuus> no topo do edifício atrás do palácio.

Hestia não perdeu tempo em declarar que Bell e Mikoto estavam lá. Todo o grupo se virou para a direita e estabeleceu um curso diretamente para Belit Babili.

"Parem aí, intrusos!"

"Tsk, de novo não...!"

Outro grupo de Amazonas chegou para barrar seu caminho no terceiro distrito de Orario.

Ouka cuspiu em frustração por mal conseguir avançar. Mesmo assim, ele avançou para a batalha com o machado erguido.

"Felizmente, os adversários não são fortes o suficiente para nos impedir!"

"Sim, suas forças estão muito espalhadas...!"

Lili disparou sua arma de arco para distrair a Amazona mais próxima enquanto falava na tentativa de elevar a moral. Chigusa também falou do meio da formação enquanto pulava para a briga.

As forças da <Família Ishtar> foram divididas entre proteger o <Ritual da Pedra da Morte> e capturar Bell. A patrulha das ruas, com a menor prioridade, foi designada para as Berberas mais fracas. Não demorou muito para Welf e Ouka abrirem caminho através das Amazonas de Nível 1, pessoas animais e humanos enviados para apoiá-las. 

Graças à incomum Magia anti-magia de Welf e o incrível trabalho em equipe da <Família Takemikazuchi>, o grupo fez seu caminho através das ondas de inimigos.

"Podemos fazer isso?"

Takemikazuchi chamou Hestia por trás da proteção de seus seguidores. A deusa, no entanto, ficou em silêncio e em profunda concentração.

Por que — por que chegou a esse ponto...?

Os Jogos de Guerra contra Apolo acabaram de terminar. Então, por que ele estava sendo alvo de tantos deuses?

Claro que o rápido crescimento de Bell iria despertar o interesse deles... mas isso foi realmente uma coincidência?

Welf e os outros correram para encontrar a próxima onda de inimigos enquanto Hestia repassava a sequência de eventos em sua cabeça mais uma vez. "Saiam do meu caminho!" o jovem ruivo gritou com as Amazonas que bloquearam sua passagem — KA-BOOM.

"Hã...?"

Hestia, Lili, Welf e toda a <Família Takemikazuchi> olharam para trás para encontrar a fonte da explosão mais recente.

Eles imediatamente viram uma coluna de fumaça emergindo de uma direção completamente diferente. Chamas tocavam o céu enquanto a pira se erguia ainda mais alto.

Foi a mesma explosão que chamou a atenção de Aisha no Jardim Flutuante. Um silêncio sinistro continuou por alguns segundos antes de... BOOM, KA-BOOM, BOOM, BOOM!

Mais explosões vieram dos arredores do Quarteirão do Prazer — não, do terceiro distrito inteiro.

Foi quando os primeiros gritos chegaram aos seus ouvidos.


"O que está acontecendo?!"

Ishtar se juntou à caça de Bell no palácio principal quando as explosões começaram a irromper do lado de fora. Ela foi rápida em exigir um relatório.

Sem o servo mais confiável ao seu lado, ela se dirigiu ao primeiro membro de sua família que ela pôde encontrar. A pessoa azarada caiu de joelhos e começou a falar apressadamente.

"A-alguns intrusos estão atacando o Quarteirão do Prazer...!"

"Atacando...?"

Parando por um momento em choque, Ishtar correu para fora do corredor e entrou na varanda mais próxima, onde ela podia ver todo o Quarteirão do Prazer. Ondas de ar quente passaram por sua pele bronzeada no momento em que ela saiu.

A condição de seu território fez seu queixo cair.

Barulhos altos, flashes de luz, gritos e explosões irrompiam de todos os cantos do Distrito Noturno.

Inúmeras figuras humanas avançaram pelas ruas sob a cobertura da fumaça e escuridão. Sombras do exército invasor apareceram em todas as direções enquanto novas explosões aconteciam ao redor deles. Ishtar estava sem palavras.

A família dela estava sob ataque.

Os aventureiros invasores se moviam rapidamente entre os bordéis. Membros de sua família caíam um a um a cada golpe de lâmina, cada conjuração mágica, cada lampejo de uma espada mágica. Ishtar podia ver tudo.

O que é isso, o que está acontecendo?! Ela pensou rapidamente enquanto apertava seu punho sobre o parapeito da varanda.

Sua voz tremia enquanto observava as chamas da guerra dançarem em seu caminho através do Quarteirão do Prazer.

"O quê? Ninguém teria a ousadia de...!"

Ela era a grande e poderosa Ishtar, chefe da temida <Família Ishtar> de Orario.

Quem apareceria com tantos guerreiros, sem aviso prévio, e começaria uma briga com alguém tão poderosa quanto ela? Esse foi o mais longe que sua linha de pensamento precisava ir.

A cor sumiu do rosto dela.

"Não... não pode ser...?"


"ATAQUE INIMIGO!"

"EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEK!"

Gritos e berros abriram caminho através dos edifícios.

O luar e as lâmpadas de pedra mágica lançavam luz sobre o selo dourado de uma guerreira nua — o símbolo da <Família Ishtar>.

Ele podia ser encontrado em armas e armaduras descartadas por todas as ruas. Outro lampejo de aço derrubou uma Berbera, que rolou pela rua e parou com o emblema da família voltado para o céu.

Eles foram invadidos. Elfos, anões, pessoas animais, Pallums, Amazonas, todos os tipos de guerreiros semi-humanos e humanos surgiram no Quarteirão do prazer. Eles assumiram posições estratégicas, chutando barris pelas ruas, avançando sobre telhados e eliminando a resistência Berbera com uma eficiência implacável. Os homens e mulheres invasores não tentaram esconder seus rostos — muito pelo contrário. Eles usavam os traços bonitos que haviam capturado a atenção de sua deusa como distintivos de honra. Eles exibiam o poder que os mantinham em sua boa graça sem qualquer hesitação. Um elfo com uma lança, uma pessoa animal com energia mágica nas palmas das mãos, um anão com um martelo de guerra que era maior do que ele próprio — cada um deles não demonstrou piedade contra os inimigos.

Grupos de não combatentes e prostitutas correram para salvar suas vidas deste ataque unilateral. Clientes do sexo masculino, literalmente apanhados com as calças para baixo, estavam encolhidos de medo enquanto os invasores apontavam suas armas para aqueles que tentavam barrar seu avanço.

"E-Eina? EINA! Grande problema — realmente, realmente um GRANDE PROBLEMA!"

— O ataque estava sendo monitorado na sede da Guilda no noroeste do Quarteirão do Prazer.

Apanhada de surpresa pelo pânico na voz de sua colega, Eina se levantou da mesa e foi se juntar a ela. Ela não estava preparada para o que viu.

Juntando-se aos outros funcionários da Guilda que se reuniram no jardim da frente, Eina viu que todos os olhos estavam colados aos flashes de luz mágica, fumaça e brilho vermelho-alaranjado emergindo do sudeste.

"Essa direção — o Quarteirão do Prazer...? Poderia ser — Belit Babili está queimando?!"

Eina encontrou sua colega de trabalho Misha andando de um lado para o outro entre os funcionários nervosos da Guilda. Parando ao lado dela, Eina lançou seu olhar verde esmeralda para o pandemônio no outro lado de Orario.

"Um ataque? Que família seria poderosa o suficiente para lançar uma ofensiva contra Lady Ishtar?"

Eina pensou alto, incapaz de abalar sua descrença.

Então a resposta a atingiu como um choque.

"Não pode ser..."


"Não pode ser..."

Outras divindades que viviam em Orario assistiram as chamas subirem do sudeste.

"Sem chance…"

Alguns assistiram de suas casas; outros subiram ao topo dos edifícios para terem uma vista melhor.

"Ela não iria..."

Do Distrito Comercial, das alas de engenharia, dos postos avançados de comércio, divindades jovens e velhas observavam à distância.

"Isso poderia ser... Ganesha?"

Todos os seres divinos tiveram a mesma reação que Eina. Uma certa deusa de cabelos vermelhos observava da torre mais alta de sua casa, a Mansão do Crepúsculo. Seus olhos finos se abriram mais do que o habitual. Loki manteve uma vigília atenta nos eventos que ocorriam no lado oposto da cidade.

As janelas embaixo dela se abriram enquanto as cabeças de seus seguidores apareciam. Eles gritaram um com os outros, tentando descobrir o que estava acontecendo. Loki sussurrou para si mesma:

"Não poderia ser... Freya?"

A língua de Loki estalou com o pensamento, os olhos vermelhos se abrindo ainda mais.

"Aquela cabeça de vento, fazendo uma jogada..."


Ker-tap. Ker-tap.

O som do salto alto na pedra ecoou através das ruas cheias de gritos.

Os corpos das Amazonas caídas cobriam as ruas, seus rostos iluminados pelas chamas. E mesmo assim sua beleza permaneceu intacta, um diamante viajando através da adversidade.

Com seus guerreiros abrindo o caminho diante dela, ela avançou pelo Quarteirão do Prazer em seu próprio ritmo.

"O Quarteirão do Prazer está sob nosso controle."

"A equipe de Ottar chegou ao palácio."

Um homem e uma mulher apareceram ao seu lado para atualizá-la da situação. Freya continuou andando, apenas dizendo: "Entendo", sem olhar para os mensageiros.

Os invasores não mostravam remorso por suas ações. Eles viajaram para o norte através do terceiro distrito, com o conhecimento de que a vontade de sua deusa era absoluta.

"Vocês dois, vão para frente. Aquele garoto, ele deve estar lá."

Os olhos prateados da deusa permaneceram focados em seu alvo: o reluzente palácio dourado ao longe.

A primeira explosão não alertou apenas Hestia e Takemikazuchi para a posição de Bell, também mostrou a Freya exatamente para onde ir.

"Mas minha senhora, sua escolta..."

"Não é necessário."

Freya não ouviu a preocupação de seu seguidor.

"Elimine todos os que estão no seu caminho."

E encontre o garoto. Essas foram às ordens dela.

Os dois fizeram uma rápida reverência e deixaram o seu lado. Freya continuou andando, acelerando.

Os cabelos lisos e prateados balançavam na brisa. Os sons da batalha ao seu redor nunca cessaram. Cercada por confrontos e gritos, Freya continuou andando pelo meio da rua, até para o que sobrou do portão da frente de Belit Babili.

Passando por uma cratera e por postes aleatórios de aço deformado, Freya podia sentir os traços de energia mágica em sua pele enquanto passava pelo jardim da frente e caminhava até o palácio. Então ela olhou para cima.

Seus olhos prateados vislumbraram uma divindade de pele bronzeada olhando para ela de uma varanda.

Freya devolveu a carranca com um olhar ameaçador o suficiente para intimidar um falcão, um sorriso frio em seus lábios.

O rosto da outra Deusa da Beleza assumiu um tom fantasmagórico de azul.


— Poucos minutos se passaram desde que a <Família Freya> começou a invasão.

"..."

A estrutura gigantesca do Boaz com o título de <Rei> estava com uma garota humana deitada nos braços. Rodrigon: Boaz, para quem não lembra, é uma pessoa animal que é meio javali.

A faixa de cabelo que mantinha seu rabo de cavalo preto no lugar estava agora chamuscada e balançando com a brisa. Ela caiu do topo do prédio atrás do palácio. O grande homem a viu e a pegou antes que ela caísse no chão.

"... Auto sacrifício para proteger seus aliados, não foi?"

Ignis Fatuus — as marcas únicas das queimaduras internas deram a Ottar uma pista do destino da jovem.

Ela ficou imóvel em seu abraço gentil, olhos fechados.

As ações da garota lhe renderam o respeito do senhor da guerra Boaz. Ele a deitou no chão e tirou um elixir de sua bolsa de itens, derramando-o cuidadosamente sobre a pele dela.Hazel: 0__0 grandão, tu ganhou o meu respeito 

O corpo da menina, que estava prestes a se desfazer devido ao grande número de seus ferimentos, começou a se curar. A vida mais uma vez criou raízes dentro dela.

"Ei, Ottar. Pare de brincar por aí."

"Não perca tempo com essa garota", um homem-gato — Allen — falou por trás dele. Olhando friamente para seu aliado enquanto ele passava, o aventureiro de classe alta girou uma lança sobre o pulso.

Mais quatro sombras com um metro e vinte de altura emergiram de trás dele: quatro Pallums. Mais dois pares de olhos espreitavam na escuridão, os de um elfo e um elfo negro.

"Vamos dizer isso apenas uma vez, Ottar."

"O garoto que chamou a atenção dela — Bell Cranel. Não gostamos dele."

"Seguiremos a vontade da deusa e eliminaremos todas as ameaças."

"Mas nos recusamos a ajudá-lo."

"... Façam como quiserem."

Os quatro Pallums não mostraram medo em falar francamente com o comandante da família. Os outros três não disseram nada, o silêncio indicando que compartilhavam a mesma opinião.

A expressão de Ottar permaneceu firme, apesar de seus aliados insubordinados. No entanto, ele estabeleceu um limite.

"A deusa Ishtar não deve escapar. Bloqueiem as saídas."

"E aqueles que ficarem no nosso caminho?"

"— Eliminem todos."

O tom de Ottar permaneceu calmo enquanto liderava o time de sete aventureiros em direção ao palácio dourado.

O grupo de batalha mais forte de Orario, composto completamente de aventureiros de primeira classe, entrou em Belit Babili.


Por Rodrigon | 17/04/21 às 11:14 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO