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Capítulo 7.7 – Guerra das Deusas (parte 1)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 7.7 – Guerra das Deusas (parte 1)

Tradução: Rodrigon | Revisão: Hazel | QC: Sir


Gritos de agonia encheram o Distrito Noturno.

O que antes eram ruas movimentadas totalmente equipadas para atender os desejos exóticos de seus muitos clientes, agora era um conjunto de estruturas em chamas. Os prédios sortudos tinham buracos enormes e longos cortes nas paredes externas; o resto não passava de pilhas de entulho. Até o Distrito da Luz Vermelha foi feito em pedaços. O ar estava pesado com os resíduos de energia mágica gasta. As árvores sobreviventes se dobravam e balançavam com as ondas de calor provenientes das chamas próximas. Rajadas de vento carregavam faíscas para o meio de suas pétalas azuis. Desprovido de atividade humana, as prostitutas que não haviam escapado a tempo estavam sendo mantidas pelos invasores em um pátio aberto.

Outras áreas do Quarteirão do Prazer ainda estavam em caos, os gritos de prostitutas aterrorizadas e o choque de espadas nunca cessavam. As chamas da guerra se espalharam por todo o terceiro distrito de Orario, chegando cada vez mais perto do palácio em seu centro, Belit Babili.

"O que aconteceu aqui...?"

Hestia sussurrou para si mesma. Seu grupo finalmente forçou o caminho para o salão principal no primeiro andar do palácio. A jovem deusa se esqueceu de respirar ao ver com seus próprios olhos a extensão do dano.

Pedaços do chão de pedra branca e paredes estavam faltando. Pilares decorativos desabaram e caíram no chão como as árvores. Os corpos de guerreiras Amazonas gravemente feridas estavam misturadas aos escombros. A julgar pelo seu estado, Hestia deduziu que as Amazonas não tiveram chance contra seus atacantes. A batalha ainda estava ocorrendo fora do prédio. Chigusa e o resto da <Família Takemikazuchi> estava chocada demais para falar. Lili engoliu o ar em sua garganta antes de dizer o mais calmamente possível:

"Provavelmente um ataque planejado. Mas que família atacaria...?"

Hestia ouviu atentamente sua seguidora. Takemikazuchi olhou para a deusa com uma expressão sombria. Ela encontrou seu olhar e ambos concordaram com relutância.

Eles viram os invasores entrando — mais especificamente, eles viram o símbolo gravado em suas armas e armaduras. Hestia sabia que não havia como negar.

"Freya, ela fez um movimento...!"


O som de uma lâmina perfurando uma armadura, e sangue espirrando no chão, ecoaram pelos andares mais altos do palácio.

"Me... ajudem...!"

A gravidade puxou seu corpo de uma lâmina negra. Separada de sua equipe, uma Berbera caiu no chão. O elfo negro não ouviu seus apelos, observando silenciosamente enquanto uma poça de sangue se espalhava a seus pés.

"Hegni, sem matar", veio à voz aguda de um elfo logo atrás no corredor. Os corpos de mais Berberas estavam no chão atrás dele, contraindo-se de dor ou completamente imóveis. Uma delas lutou para ficar de pé, seu corpo ferido se recusando a cooperar. O elfo girou, estendeu a mão, murmurou um feitiço de ativação extremamente curto, e impiedosamente enviou um poderoso raio em seu peito. O feitiço atingiu com tanta força que seu corpo atravessou a parede, deixando para trás um buraco aberto. Marcas de queimaduras apareceram no chão e nas paredes assim que a poeira baixou.

"Os Quatro Cavaleiros da Chama Dourada... Bringar...?!"

Em um andar diferente, quatro dardos perfuraram cada um dos membros de uma guerreira Amazona aterrorizada.

Quatro botas colidiram com seu torso um momento depois, derrubando os dardos e enviando a aventureira de Nível 3 para o chão. Quatro Pallums, cada um equipado com armadura e capacetes, dividiram-se para atacar os alvos restantes. O resto das Amazonas foram lançadas através das paredes, caíram no chão ou ricochetearam no teto em questão de segundos. Nenhuma delas conseguiu manter sua posição.

Os quatro avançaram para uma escada no final do corredor que levava a uma passagem externa. Um deles carregava sobre o ombro um martelo de guerra que era maior do que ele mesmo. [SLAM!] [CRASH!!] A escada não era nada mais do que um monte de madeira e pedra na parte de trás do corredor quando a poeira baixou.

"Cada lance de escadas na parte de trás do palácio até o vigésimo andar foi demolido."

"Qualquer lutador que ainda esteja de pé é o próximo. Tirem as opções da deusa Ishtar."

Os quatro Pallums se reuniram para confirmar sua estratégia antes de se separarem. Eles desapareceram pelos corredores, escondidos na escuridão.

As forças restantes de Ishtar dentro da metade inferior do palácio não puderam manter suas posições, seus gritos de dor se espalhando pelos corredores de Belit Babili.

"— Ei, grandão! Estamos indo no caminho certo?"

"Como se eu soubesse! Todas as escadas estão em pedaços!"

Em um andar diferente, Welf e Ouka correram sala após sala com suas armas em punho.

Assim como no Quarteirão do Prazer, os dois ficaram boquiabertos com o nível de destruição enquanto abriam caminho através do palácio com os outros em sua retaguarda. Grato que os invasores misteriosos não tinham prestado atenção neles, eles passaram através do caos e pânico que tomou conta de Belit Babili.

"?!"

"Uma Berbera!"

Uma das prostitutas guerreiras apareceu na frente de Welf e Ouka. Eles conseguiram evitar o encontro de inimigos desde que entraram na construção principal, mas sua maré de sorte chegou ao fim.

No entanto, a Amazona já havia enfrentado muitas batalhas. Sangue vazava de cortes recentes por todo o corpo, ela segurava uma longa clava na mão esquerda enquanto a direita agarrava o lado de seu peito. Respirando ofegantemente, ela ficou bem na frente da entrada para a próxima sala.

"Wa — AWWAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA."

Seus olhos se arregalaram quando ela avançou, em uma mistura de poder e desespero.

Ela balançou a clava por cima do ombro como um tigre mostrando suas garras. Ouka conseguiu absorver o golpe usando seu machado como escudo. Contudo, ele não conseguiu manter os pés firmes e cambaleou para trás.

"Grandão!"

"Esta é de Nível 3!"

A dor atravessando as mãos de Ouka quase o fez largar o machado. Welf avançou para protegê-lo, mas foi derrubado no chão pelo próximo golpe da Amazona.

Welf tinha esgotado seu estoque de materiais fazendo espadas mágicas para os Jogos de Guerra. Não houve uma chance de reabastecer e produzir mais. "Droga!" ele amaldiçoou, desejando ter alguma maneira de superar a diferença de nível em frente a ele. A mera presença da Amazona era opressora, mas, de repente, uma parede próxima explodiu.

"!"

Ouka, Welf e sua oponente assistiram surpresos as lascas de madeira e pedaços de pedra voando para o meio da sala.

Uma Amazona apareceu em meio aos escombros.

"Você não vale meu tempo, puta."

Um homem-gato apareceu atrás do buraco na parede, olhando para o corpo da mulher no chão.

Sangue fresco pingava da ponta da longa lança em sua mão direita, presas curtas à mostra em um sorriso de desprezo. O aventureiro de baixa estatura percebeu rapidamente a Amazona parada no meio da sala.

"HYE — HYYEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!"

Ela jogou sua clava para o lado e correu para a saída. Mas o homem-gato foi mais rápido.

Ele se tornou um borrão para os olhos de Welf e Ouka. Em um momento ele estava fora do buraco na parede. No próximo, a ponta cega de sua lança enviou a Amazona através de uma parede diferente. Foi exatamente o que aconteceu momentos antes, só que desta vez eles puderam ver como aconteceu. Os humanos piscaram algumas vezes em descrença.

Os olhos do homem-gato se moveram em sua direção.

"Então, quem são vocês?"

Sua aura era tão intimidante que nenhum deles conseguia abrir a boca para falar. Ele se concentrou em Welf, e a julgar pelo equipamento e o ar sobre o jovem humano, adivinhou corretamente que ele era um ferreiro. O homem-gato não gostou.

"Ferreiros pertencem à forja... Vá balançar seu martelo, operário."

"O que... Diga isso de novo, seu pedaço de merda!"

O orgulho de Welf como um ferreiro o deixou furioso. O homem-gato o ignorou, nem mesmo olhou em sua direção ao sair da sala.

Apenas o primeiro de seus passos pôde ser ouvido enquanto o homem-gato desaparecia através do novo buraco na parede. Welf estava fervendo de raiva, mas Ouka estava pasmo.

"Nível Seis, <Vana Freya>... Allen Fromel."

O nome do aventureiro de primeira classe pertencente à <Família Freya> saiu da boca de Ouka.

Um sentimento de impotência tomou conta de Welf enquanto ele cambaleava para frente e socava a parede com um baque alto.


Por Rodrigon | 24/04/21 às 10:37 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO