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03º Mito - Irmãs Rainhas

Epopeia do Fim (EDF)

03º Mito - Irmãs Rainhas

Autor: Sora

Enquanto Lilith e Damon faziam suas apresentações com as Irmãs Rainhas, Elaine e Arthur já estavam lutando contra mais uma Sirena em outro túnel.

E ela não estava para brincadeiras. Atacava seriamente enquanto Elaine e Arthur procuravam uma brecha para derrotar a oponente. Até que, em um movimento rápido para a esquerda, a Sirena preparou e deu um forte grito bem em cima de Arthur, que colocou as mãos nos ouvidos.

— ...

— AGORA EU TE MATO! – O silêncio de Arthur irritou a Sirena, que era Leucosia a Paralisadora de Mentes, ela tentou desferir o golpe fatal, mas foi impedida por Elaine que estava com uma lâmina em mãos.

— Que!?! – A Sirena arregalou os olhos e tomou distância.

— Arthur, você está bem? – Elaine perguntou, sem olhar para ele, concentrada em Leucosia.

— Não é necessário que se preocupe comigo.

O tom de Arthur foi bem confiante e, de certa forma, orgulhoso. A garota de cabelo azul-escuro ficou aliviada, mesmo que, por algum motivo, já esperasse por essa resposta.

“O que é aquilo nas mãos dela?!”, se perguntou Leucosia, intrigada enquanto olhava para os dois, Elaine mais à frente, e Arthur posicionado mais atrás. E a garota deu um leve sorriso ao notar a cautela adotada pela Sirena...

— Bom, vamos lá. – Elaine segurou firme em sua lâmina, que começou a tomar uma coloração púrpura, iluminando o túnel – Arma Divina: Hatsuki!

Leucosia ficou assustada, protegendo seu rosto do forte brilho que aumentava cada vez mais, até cessar e voltar ao normal na lâmina.

Um pressentimento ruim percorreu a espinha da Sirena, que hesitou ao sentir que Elaine dominava o local. Sua lâmina era grande, com um leve formato de um ‘z’ vertical para cima.

A Arma Divina de Elaine, Hatsuki, do japonês, a junção das palavras ‘Ha’ (Lâmina) e ‘Tsuki’ (Lua). A Lâmina da Lua.

— Bom, lá vou eu, ok? – A garota postou sua lâmina em posição horizontal e se preparou para o embate, sorridente e animada, enquanto Arthur estava de braços cruzados apenas observando.

Elaine atacou Leucosia com uma forte rajada de vento provocada apenas ao brandir da Lâmina da Lua no ar. A Sirena não sofreu danos, mas ficou com um arranhão considerável no rosto, já que o corte veio que nem uma navalha e passou logo ao lado, de raspão.

Impressionante... – Ela falou após alguns segundos - Pela primeira vez um humano me dá tanto trabalho... – A Sirena passou a mão no corte, sentindo um leve resquício de sangue em seus dedos – E me machuca.

Desculpe te decepcionar, mas não sou como um humano qualquer! – Respondeu Elaine, com um tom orgulhoso, como se estivesse imitando Arthur.

“Ela é uma criança, por acaso...?”, o garoto pensou logo após essa reação.

Sério...? – Leucosia arregalou os olhos, em tom de ironia – Então mostre-me mais do que você pode ser feita!

Com todo prazer...! – Elaine murmurou para si mesma como resposta e se preparou para a verdadeira batalha contra a Sirena Leucosia.

 

***

Im...possível...! – Em outro túnel ao lado, a cena era de uma Sirena se arrastando pelo chão – Hu...manas...! – Toda ensanguentada e com um rastro carmesim no solo, ela mal conseguia pronunciar suas palavras de ódio, até que...

Em uma velocidade incrível, menos que um piscar de olhos, uma lança simplesmente atravessou o peito da Sirena, que cuspiu mais sangue e perdeu a consciência na hora.

Bastante sangue – mais do que já havia – foi espirrado no chão e nas paredes, fazendo-a ficar desacordada com os olhos ainda abertos instantaneamente. A Sirena da vez era Ligeia e a mesma havia sido derrotada.

Reclamação: Você é da Harmonia e não teve nenhuma piedade com ela, irmã. – Passos largos se aproximaram da Sirena e de uma outra pessoa que estava acima dela.

Mas Damon falou para não termos piedade com elas. – Respondeu a garota da frente, olhando para a outra que se aproximou.

— Afirmação: Na verdade ele disse para termos cuidado. Você chegou até a usar sua Arma Divina.

Hm...

Reclamação: Eu nem tive chance de usar a minha.

Chloe e Julie – 17 anos cada, recapitulando – as duas irmãs gêmeas, por motivos quase óbvios, uma era a cara de outra, não importa como você as visse. Só não dava para confundir graças às cores de cabelo e olhos. Ainda assim, a beleza das duas era reluzente. Seus rostos eram suaves e a pele era branca como neve.

E o que diferia as duas também eram suas expressões. Enquanto Chloe tinha uma expressão mais tranquila e aberta, Julie tinha uma mais melancólica e fechada.

As duas agora estavam uma ao lado da outra e olhavam para Ligeia agonizando no chão, pois a Sirena estava ainda levemente viva. Chloe então, puxou a lança que havia atirado em Ligeia e a brandiu para o lado, fazendo o sangue que estava na mesma espirrar na parede e sair da arma.

Ah, não se preocupe, já fizemos nossa parte. E você não teve chance de usar porque eu terminei rapidamente com a luta. – Chloe girou a lança, que de repente, se comprimiu em um objeto menor, como uma lança em miniatura e a guardou em um porta-objetos em sua cintura.

— Contestação: Você fala muito... – Julie respondeu, sem demonstrar maiores expressões.

FIQUE QUIETA! – Chloe gritou, envergonhada – Droga, você não era tão chata assim quando éramos crianças!!

Resposta: Isso não vem ao caso aqui. Mas, está bem, eu fico quieta. – Julie, sem demonstrar reação, respondeu rapidamente, fazendo sua irmã suspirar enquanto corada e se virar.

B-Bom, vamos voltar logo! – Chloe se virou e começou a andar com passos apertados, já sua irmã ainda estava de olho na Sirena.

Sangue saía da área estomacal, onde fora perfurada e caía incessantemente no chão, como pingos de uma chuva forte. A garota então se virou para seguir sua irmã alguns-minutos-mais-velha e ouviu um barulho estranho, que a fez se virar.

Aviso: Olhe isso. – Julie falou, sem expressões e Chloe parou de andar para ver o que era.

O que?

Ela levantou. – A garota de cabelo branco como a neve completou, quando as duas observaram a Sirena, ainda ensanguentada, de pé.

QUE!?!

— VOCÊS VÃO MORRER AQUI!

Ligeia conseguiu dar um salto impulsivo para atacar Chloe, que se virou rapidamente e foi pega de surpresa pela Sirena, sem que a garota pudesse reagir. Ela ainda tentou pegar sua lança na cintura para ativá-la na forma de Arma Divina, mas era tarde...

 

***

 

 Nesse agora, havia mais sangue ainda espalhado pelo chão e pelas paredes que no túnel em que Chloe e Julie lutavam com Ligeia. E, acima desse sangue, que caía como uma goteira aberta no chão, uma outra Sirena estava de pé, de alguma forma, ofegante e ferida.

Eu os... subestimei...! – Ela disse com dificuldades, enquanto olhava de forma vil em forma retilínea.

Ah, você nos subestimou mesmo.

O garoto com uma lâmina azul na mão direita, Silver, respondeu enquanto andava na direção dela com uma expressão séria. Atrás dele, Grey, o de cabelo amarelo-escuro espetado para a parte superior esquerda, observava tudo de braços cruzados e com um leve sorriso.

Desde o ponto onde achou que realmente somos humanos comuns. – Silver preparou a lâmina para um último ataque, porém...

Droga...! Não pensem que vou deixar assim tão fácil para vocês! – A Sirena era Patérnope. Ela deu um forte grito que ecoou pelo túnel e retardou Silver e Grey.

O que...? – O segundo estava com as mãos no ouvido, enquanto forçou para manter um dos olhos abertos.

Hahaha! Acha que realmente vou morrer tão fácil assim?! Não subestimem as Irmãs Rainhas, pirral-!

Sua voz é irritante!

Antes que Patérnope terminasse, Silver cortou sua garganta a fazendo arregalar pela última vez seus olhos enquanto mais e mais sangue jorrava pelo chão. A expressão dele era fria e calculista, porém era leve e não tão pesada com as de Brandt e Arthur mais cedo.

Sem dizer mais nada, e nem poderia, a Sirena caiu no chão se debatendo como se estivesse tendo um ataque epiléptico por ter a parte da frente de sua garganta totalmente destruída pelo ataque do garoto.

Foi bem rápido até, mas meus ouvidos ainda estão zunindo... – Disse Grey, olhando para o trabalho acabado enquanto ainda sentia seus ouvidos.

Você nem lutou direito. – Silver, limpando o sangue e guardando sua lâmina azul em sua cintura retrucou.

Haha! É que estava bem fácil, deixei o trabalho para você!

Mas esqueça essas coisas, como vamos subir isso e voltar...? – Olhando para cima, Silver perguntou, seguido de Grey.

O buraco estava fechado, sair dali seria algo a se questionar com toda a certeza. Silver tinha uma mentalidade bem tranquila, porém um pouco invejosa, principalmente com Damon, Arthur e Brandt. Por mais que ele nunca admita isso – ou então ninguém note, mas ele demonstra isso corriqueiramente desde que os Apóstolos foram formados.

Grey era mais elétrico, ganancioso por batalhas e desafios, até mais do que Damon. Silver despontava um pouco na frente em questão de inteligência e análise, mas em certos momentos, Grey conseguia pensar de formas mais eficazes, mesmo sendo mais cabeça oca.

E o mais simples possível, talvez.

Bom, você eu não sei...! – O garoto de cabelo amarelo respondeu, dando um sorriso.

— E você então?

— Eu vou dar meu jeito!

Grey abriu os braços, seguidos por suas duas mãos, e um brilho dourado se envolveu nas duas. Silver colocou as mãos à frente de seus olhos, se protegendo do forte brilho emitido pelo objeto que já estava nas mãos do garoto desde o começo: duas luvas.

Arma Divina: Taiyukuro!!

As Armas Divinas de Grey eram luvas altamente refinadas de compostos de aço que possuem pequenas partículas solares que o mesmo já usava quando saía em missões, entretanto, ele apenas as ativava concentrando sua energia nelas.

Taiyukuro, do japonês, a junção das palavras ‘Taiyō’ (Sol) e ‘Tebukuro’ (Luvas). As Luvas do Sol.

Bom, vejo você lá em cima! – O garoto deu um salto para o alto.

— Que...? – Silver parecia ter captado, mas parecia não acreditar.

Punho Espinhoso!!

Vários espinhos grandes, de cor prateada, apareceram na parte superior das duas luvas, onde ficavam os superiores de seus dedos. Grey fincou elas na parede de e foi subindo até chegar no topo como um maníaco alterado.

— Gahahahahahaha! Isso é legal demais!! – Escalando igual um doido, ele foi se aproximando do topo onde estava o buraco fechado.

EI ISSO É TRAPAÇA! – Silver gritou lá de baixo enquanto o garoto frenético se distanciava mais.

Isso é sobrevivência! – Grey respondeu, ainda subindo em alta velocidade.

Ah, você não me deixa escol...! Hm?!

Silver olhou para frente e deu um sorriso diabolicamente sarcástico, paralisando até sua fala quando ele planejava saltar e subir da mesma forma com sua lâmina. Já no topo Grey quebrou a entrada do túnel que estava fechada com um poderoso soco de esquerda e deu um salto, parando de pé de onde tinha descido.

Hehe! – Ele olhou para frente, já se vangloriando de ter chegado quando viu Silver sorrindo, fazendo com que a expressão de Grey mudasse na hora – Ué...?!

Olha só, se não é o Grey! – Silver exclamou, ironicamente – O que foi, o gato comeu sua língua?!

O QUE!?! COMO CHEGOU PRIMEIRO QUE EU, SEU MALDITO?!?! – Grey gritou, apontando para Silver, que seguia com seu sorriso diabólico.

Tinha uma subida escondida na parede. – O garoto de cabelo prateado respondeu, apontando para trás.

Grey andou até atrás de Silver e olhou a escadaria escondida. Ele estava suado, mas escondeu isso, além de sua respiração também estar ofegante, na qual ele tentava esconder da mesma forma, porém, sem grande sucesso...

Isso é trapaça!!

Isso é sobrevivência.

“Ele é um péssimo mentiroso. Ele correu para chegar primeiro que eu”, Grey fez uma expressão engraçada.

Além disso parece que Brandt e Meade também já estão aqui. – Silver deu um suspiro e prosseguiu, olhando para atrás de Grey, que se virou.

O que?! – O garoto olhou e viu os dois sentados, em uma pedra cada. – Vocês estão a quanto tempo aqui?!

Os dois que acabaram de chegar foram andando tranquilamente até os dois, que foram os primeiros a regressar do túnel.

Hm? Uns dez minutos, acho. – Meade respondeu de forma serena, coçando seu cabelo verde.

Uau, vocês foram rápidos! – Silver não demonstrava, mas estava um pouco surpreso.

Foi bem fácil, os outros que estão demorando demais.

“Que convencido”, pensaram Silver e Grey ao mesmo tempo.

Meade era um tipo de cara tranquilo que não brigava nem arrumava confusão com ninguém. Na verdade, ele era bastante preguiçoso para fazer algo do tipo... para bastantes coisas na realidade...

Demorando...?! – Silver murmurou, olhando para o lado.

Talvez eles não encontraram ninguém, ou seus adversários são mais fortes. – Grey murmurou, olhando para os outros buracos ainda fechados, à exceção do qual eles saíram e o outro do qual saíram os outros dois.

Bom... Damon e Lilith foram sozinhos. Mas Elaine e Arthur já deviam estar aqui, se pensarmos desse jeito. – Disse Meade, bocejando em seguida.

Realmente, pegando por essa rota, ele estava certo. Damon e Lilith sozinhos teriam naturalmente mais demora e dificuldade do que uma dupla.

Principalmente uma dupla com Arthur, o provavelmente, mais forte dos dez – ao menos é o que era dito por todos. Se bem que ainda não era seguro ter tal afirmação.

Espero que eles estejam bem... – Silver falou, mas não aparentava preocupação.

Afinal, o resultado dessa missão já era o esperado...


[Os resultados da missão começam a ser revelados!!]

Por Sora | 07/01/18 às 21:29 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen