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05º Mito - O Fim das Sirenas

Epopeia do Fim (EDF)

05º Mito - O Fim das Sirenas

Autor: Sora

Cair da tarde, Deserto das Almas Perdidas, por volta de 16h. A Sirena Leucosia estava dando trabalho para Elaine em um dos túneis, entretanto a luta não estava tão complicada assim. E Arthur seguia assistindo. Ele parecia não ter motivos para ingressar na batalha, porém, começava a ficar um pouco cansado de esperar...

Elaine usava com maestria a Hatsuki, Arma Divina entregue por sua mãe, a própria Deusa da Lua e da Caça, Ártemis. A garota, de cabelos azuis e olhos cor marrons, parecia dançar enquanto lutava. Era nítido que Leucosia não teria nenhuma chance, mas isso não era tudo que Elaine podia fazer. Refazendo uma afirmação há um capítulo, faltava o fator maturidade. Era ainda necessário crescer.

Não que Elaine e os outros fossem fracos, muito pelo contrário. Mas ainda faltava aquela coisa... Colocando em palavras mais simples, faltava a maior experiência no campo de batalha. Um batalhador, por mais velho que seja, necessita da sua experiência para sobreviver às adversidades e isso não era diferente com eles. Mas, mesmo sem essa ‘experiência’ acumulada, Elaine – assim como os outros – eram dominantes.

Leucosia não conseguia atacar direito, porém, achou uma pequena brecha deixada pela garota. A Sirena conseguiu acertar um forte ataque com suas garras, que fez Elaine defender com sua lâmina e recuar levemente.

Opa, opa...! – A garota se equilibrou e ficou de pé ainda.

Então isso é tudo, humana? – Leucosia tentava esconder, mas estava ofegante com a pressão de sua adversária.

Claro que não. Eu nem estou lutando a sério ainda! – Elaine fez bico e fechou os olhos, como uma criança pirracenta.

A Sirena fez que ia arregalar os olhos, mas se controlou em não demonstrar surpresa ou abatimento. Ela, porém, cerrou os punhos de forma agressiva e quase chegou a ranger os dentes.

É bem esse papo furado mesmo. Até quando terei que te bater para você ‘lutar a sério’?!

— Oi? Mas sou eu que está na ofensiva e não você. – Elaine retrucou;

— Ugh... – Leucosia não aguentou. Ela então, tomou ar e se preparou para gritar, a garota percebeu, mas...

O grito dela, como de praxe, não fora um grito normal. Era como se unhas finíssimas arranhassem um quadro negro com força e lentidão, algo que machucava até os tímpanos de quem escutasse. Elaine, que tentou até tampar os ouvidos para evitar, não conseguiu. O som ensurdecedor penetrou em sua cabeça que parou de pensar e os olhos de Elaine ficaram escuros, como se ela estivesse em transe.

— Desculpe se você não sabia, mas eu sou Leucosia, aquela que paralisa as mentes. – Ela riu pela garota que tinha a subestimado até esse ponto.

E era exatamente isso. O grito da Sirena Leucosia libera a paralisia mental no seu oponente. Elaine não se mexia e seguia com as mãos aos ouvidos, totalmente paralisada e vegetativa.

— E agora...? O que eu devo fazer com você? – Ela colocou o dedo indicador no seu lábio inferior – Tão jovem...

Ela olhou para o corpo de Elaine, que não era tão esbelto assim, mas para ela, era considerável. Dos Dez Apóstolos, ela era só mais velha que Damon, Grey e Lilith. Mas não era de todo ruim assim...

— Que belo corpinho você tem... sabe? Eu tive uma boa ideia do que fazer, e-.

Me dê isso. – A Sirena ouviu uma voz masculina e mais séria, a interrompendo.

— Hã?

Quando a Sirena foi olhar, viu passos largos em sua direção até que uma rajada de vento fez a mesma recuar, seguido de um rápido e forte ataque em vertical na altura da cintura.

— Guoh! – O corpo de Leucosia se dividiu e muito sangue jorrou no chão.

Ela ainda pôde ver o motivo daquilo ter acontecido. Arthur, que até então estava parado apenas observando, pegou a Lâmina da Lua e cortou a Sirena sem piedade.

Hã? Ah... Eu... – Elaine finalmente saiu da paralisia e seus olhos voltaram a coloração original após o ataque do garoto.

Ela olhou para os lados e para suas mãos, tentando entender o que havia ocorrido ali.

— C-C... Como...?!

Leucosia foi partida ao meio por Arthur. Sua parte do torso e da cintura para baixo, separadamente, caíram no chão. Sangue escorria das duas partes cortadas e também da boca da Sirena.

— Como... você...?! – Leucosia não entendia. Sua paralisia não funcionara com Arthur? – Minha...  paralisia...!

Ela falava pausadamente, com dificuldade de respirar. Arthur apenas olhou para ela. Seus olhos radiantes e de cor escarlate pareciam queimar a alma da Sirena, que sentiu um calafrio mortal no corpo recém fatiado.

Um olhar assassino e impiedoso.

— Por que... não... funcionou... em você...?! – Mas a Sirena, em seu leito de morte, ainda queria saber...

— Por que uma coisa tão fraca iria funcionar comigo?

As palavras foram com um tom cortante até Leucosia, sem expressão. Arthur ainda olhava com ar matador para a Sirena, praticamente desfalecida no chão. Os olhos dela, então, foram perdendo sua luz aos poucos e Leucosia pereceu ali mesmo, de olhos e boca abertos.

Elaine olhou espantada, mas ela já estava um pouco acostumada com a natureza de Arthur. Ele não era de falar muito, e bom, sua força ainda era desconhecida até mesmo pelos outros nove.

Após confirmar a morte da Sirena, ele olhou para trás, para Elaine, que deu um sorriso gentil.

Muito bom, Arthur, você... NÃO, ESPERE UM MOMENTO AÍ. POR QUE VOCÊ PEGOU MINHA ARMA DIVINA SENDO QUE VOCÊ TEM A SUA?! – Quebrando totalmente o clima, a garota gritou desacreditada do que tinha ocorrido.

Todos os Dez Apóstolos possuem as Armas Divinas, artefatos com poderes divinos criadas pelo Deus Ferreiro, Hefesto.

Não só eles, mas os próprios deuses e também os demais semideuses possuíam suas armas com dotes divinos. Ou seja, Arthur tinha sua própria arma e era isso que Elaine não entendia.

Ele usou a dela ao invés da sua própria.

Porque achei mais prático. – Arthur jogou a Lâmina da Lua de volta para sua proprietária original, que a pegou.

Droga. Eu nem pude lutar mais um pouco a sério... – Elaine resmungou, enquanto guardava a lâmina na sua cintura.

— Você foi paralisada de forma grotesca.

Cala a boca!

Arthur, cabelo volumoso – loiro – e olhos tão escarlates quanto um rubi, um garoto que tem uma força desconhecida. Parece que de todos os dez, ele é o que mais tem maturidade. Não era concreto, mas o jovem orgulhoso e sombrio, era o dito mais forte dos Dez Apóstolos. Bem, só o tempo iria provar...

Então, vamos voltar, já que terminamos...! – Elaine tentou relevar e se virou para retornar. Foi quando ela escutou dedos serem estalados – Arth-?!

Antes que ela pudesse se virar completamente e perguntar, Arthur deu um soco com toda sua força na parede esquerda, a rachando e fazendo não só seu túnel, mas os outros entrarem em colapso instantânea e simultaneamente.

QUEEEEEEE?! – Elaine arregalou os olhos e gritou com a cena, apavorada.

 

***

 

E o impacto chegou ao outro túnel à esquerda. Mais precisamente, o túnel onde Damon e Lilith estavam.

Que tremor é esseeeee?! – Lilith caiu no chão com a força do abalo.

Isso foi... Arthur?! – Damon olhava para os lados.

QUE?! COMO ASSIM?!

Ele quer soterrar tudo! Vamos sair daqui logo! – O garoto sentiu o reiki de Arthur com Elaine, sua dupla, no túnel ao lado e então matou que seria ele o responsável por isso.

MAS COMO?! NÃO TEM SAÍDA! – Lágrimas se acumulavam no canto dos olhos de Lilith.

PARA DE GRITAR, CACETE! – Damon gritou de volta, de forma cômica.

Ele então viu que o super-soco do senhor Arthur serviu não só para derrubar todos os túneis ao mesmo tempo, como para abrir saídas no teto.

Entendi...! Ele queria isso também!

O que?! – Lilith seguiu o olhar de Damon, que apontou para os buracos criados lá em cima.

Lá está a nossa saída! Vamos! – Damon foi inteligente e pensou em tudo em segundos.

Com as paredes e outras coisas que caíam junto do túnel, ele e Lilith foram usando como plataformas para subirem à toda velocidade e chegar na saída. E foi bem rápido e tranquilo.

Vendo aquele colapso inteiro, os que já haviam retornado e estavam na superfície, olharam espantados e saíram de perto. E eles só viram, após isso, quatro silhuetas chegando na superfície.

Ao mesmo tempo que Damon e Lilith, Elaine e Arthur também chegaram na superfície, escapando do soterramento. Os quatro se entreolharam, surpresos.

— Oh! – Disseram em coro, Damon, Lilith e Elaine, Arthur não esboçou reação. Ao mesmo tempo, os que já estavam ali; Silver, Grey, Meade e Brandt; olharam para eles.

— Só uma pergunta rápida. Foi você, não foi? – Damon olhou para Arthur ao fazer a pergunta, e ele olhou para o lado – FOI VOCÊ MESMO!

— O-Olá, pessoal... – Elaine disse, rindo de forma desconcertante para os outros quatro.

Vocês demoraram. – Os demais escutaram o que Meade falou e se juntaram a eles.

Ah, tivemos alguns problemas. – Disse Damon passou a mão na sua cabeça, sorrindo.

Então, vocês as mataram? – Silver perguntou em seguida.

Sim, Arthur a matou. – Elaine falou apontando para ele, com um tom irônico.

E eu matei a minha. – Lilith também respondeu tranquilamente.

Damon, porém, estava olhando para o nada, de uma forma engraçada, tentando passar despercebido. Grey e Silver perceberam e foram para cima dele.

Damon!?! – Os dois pareciam ter gritado para chamar a atenção dele, que os olhou assustado.

Ah, eu, bem...

Damon começou a ficar nervoso e a suar frio. Ele tentava achar uma explicação para falar o que aconteceu a eles.

“E seu eu disser que não encontrei ela? Não, isso seria impossível! E se eu falar que ela resolveu fugir ao invés de lutar e que eu tentei segui-la e não consegui?!”

A cabeça de Damon fritava apenas para achar uma escapatória desse beco impiedoso e sem saída. Ele pensava a toda velocidade. O impasse aumentava mais e mais. Até que...

Ah, ele simplesmente deixou a chefona fugir.

Lilith respondeu por ele com um sorriso no rosto, da forma mais simples e inimaginável possível para aquele momento. E era um sorriso de sarcasmo que ela fez de propósito com toda certeza. Literalmente um demônio.

Damon reagiu apenas olhando para ela, com um sorriso de escárnio, enquanto tremia paralisado.

“LILITH, SUA MALDITA! EU TE AMALDIÇOO PELO RESTO DA MINHA VIDA!!”

— Ah, é mesmo...?

— Então você falhou, é...?

 Com expressões e um tom de mafiosos, Grey e Silver se uniram para chutá-lo com a sola de seus pés, jogando o mesmo para baixo.

Ah, qual é a de vocês agora?! – Damon se livrou dos dois os empurrando para trás.

Idiota, por que deixou ela fugir?! –Respondeu Silver, indignado.

Você só tinha um trabalho. E você falhou miseravelmente!! – Grey falou, batendo os punhos.

Não foi culpa minha, droga! A Lilith me atrapalhou! – Ele, com a mão na cabeça que foi acertada por pontapés impiedosos, apontou para o tal demônio de cabelo vermelho.

Eu te atrapalhei!?! – E o demônio retrucou com um tom mais alto – Para de falar merda e assume suas responsabilidades!!

Você já está me tirando do sério sua capetinha! – Os dois levaram para o coração, literalmente...

Ah, mas olha só, o senhor estressadinho está estressado! Eu não tenho culpa se você não consegue cumprir bem um trabalhozinho de merda!!

O ar era descontraído e pesado ao mesmo tempo, era uma mistura maluca. Damon e Lilith se encaravam com tanta vontade, que era possível ver um raio azul e vermelho saindo dos olhos de cada um dos dois e se chocando ao ar.

Vocês se dão muito bem, não é? – Disse Meade, quebrando o clima enquanto sorria.

CLARO QUE NÃO! – Os dois falaram, digo, gritaram em coro.

Ele era assim mesmo, esse tipo de pessoa. O cara de cabelos verdes e olhos da mesma cor, estava sempre com um sorriso indecifrável no rosto. Ele era um quebra-clima perfeito. Talvez fosse sua preguiça, vai saber. Não era concreto.

Após todo esse confronto, essa maluquice toda – que por sinal, era supernormal para esses garotos e garotas – mais duas pessoas, as últimas, as esquecidas garotas saíram debaixo dos escombros dos túneis colapsados.

UAH! – A de cabelo roxo sugou todo o ar que pôde e voltou a respirar após quase morrer sufocada – Eu pensei que iria morrer!!

Pergunta: Quem foi que fez isso? – A de cabelo branco, também pegou ar e perguntou, de forma mais serena que a outra.

Todos pararam e olharam, em silêncio. As duas que estavam ali, com a parte debaixo do corpo inteira soterradas, eram as irmãs gêmeas Chloe e Julie.

Oh. Olha só, as que faltavam. – Damon falou com tom irônico.

Ah, só isso, Damon?! Quase fomos enterradas vivas no túnel! – Chloe exclamou. Ela e Julie pareciam duas toupeiras, presas daquele jeito – Eu quero chorar, não tá vendo?!

Hahaha! Mas vocês estão muito bonitinhas aí. Por acaso querem ajuda? – Damon se aproximou das duas, que estavam imóveis. Chloe franziu a testa, rangendo seus dentes.

Contestação: Isso é desnecessário, Damon. – Completou Julie, com sua voz robótica e sem emoções de sempre.

Realmente, pelo menos ajude elas, droga! – Lilith e Elaine foram as duas que se ofereceram e puxaram as duas irmãs gêmeas dos escombros.

Elas estavam com respingos de sangue em suas roupas leves e feitas de seda branca, quase iguais as das outras duas garotas. Elas então, bateram com a mãos nelas para se livrarem da poeira e da areia.

E por que demoraram tanto? – Grey cruzou os braços.

Tivemos uns contratempos. – Respondeu Chloe, curta e grossa, olhando para Damon de forma irritada.

O que foi também, hein...? – E ele perguntou, sem entender.

— Correção: Na verdade eu salvei minha irmã. – Julie deu um sorriso sem expressão, orgulhosa de seu ato, colocando as duas mãos na cintura.

Julie?!?!

Oh... – Damon colocou a mão sob o queixo e sorriu, vendo como Chloe ficou um pouco corada. Todos chegaram perto e finalmente se juntaram.

— Explicação: Mas é a verdade, você foi atacada por trás então não tinha mais o que fazer.

Hm, por trás né? – Grey perguntou, olhando para cima.

PARE DE SER PERVERTIDO! – Elaine chutou o garoto na cara e o jogou para o chão, desacordado.

“Que ruim...”, pensaram ao mesmo tempo, Damon, Lilith e Silver. Chloe ficou surpresa. Julie e os outros só olharam.

Explicação: Foi mais ou menos isso que aconteceu... 

...

Julie remeteu a alguns minutos atrás, quando ela e sua irmã estavam no túnel mais abaixo contra Ligeia, uma das Irmãs Rainhas.

Aviso: Olhe isso. – Julie falou, sem expressões e Chloe parou de andar para ver o que era.

O que?

Ela levantou. – A garota de cabelo branco como a neve completou, quando as duas observaram a Sirena, ainda ensanguentada, de pé.

QUE!?!

— VOCÊS VÃO MORRER AQUI!

Ligeia conseguiu pegar um forte impulso para atacar Chloe, que se virou rapidamente e foi pega de surpresa pela Sirena. A garota não pôde reagir.

Na mesma hora, Julie saltou, abraçando a sua irmã e se jogando com ela no chão para evitar o golpe, fazendo a Sirena errar e passar direto das duas, parando bruscamente na sequência.

Malditas!! – Ligeia rangeu os dentes e olhou surpreendida. Chloe e Julie se levantaram rapidamente do chão e se prepararam.

 E-ela ainda está viva?! – Chloe perguntou, mas aquilo soava mais como uma exclamação surpreendida.

 — Resposta: Sim, mas parece que não está com toda sua força. – Julie olhou para a Sirena com frieza – Análise: Vai ser fácil apagar sua existência.

Até mesmo sua irmã Chloe, a qual estava acostumada em conviver com Julie assim, engoliu em seco.

As falas daquela garota de olhos verde-escuros, assim como suas expressões, não tinham emoção. É meio doentio, mas parecia um robô. E olha que robôs nem existiam nessa época...

Seus cabelos totalmente brancos como a neve combinavam com seu jeito. Sim, por mais que você não deve pensar, combina. É só fazer um esfocinho...

Pedido: Deixe eu dar um fim nisso. – Julie prosseguiu, levando a mão direita até suas costas.

— Hã, Julie...? – Após isso, a garota puxou um objeto que estava em suas costas e o revelou.

Arma Divina: Tenyumi.

Julie pegou sua arma, um arco e flecha grande e branco como a cor do céu, com detalhes sutis, porém complexos e bonitos em azul e vermelho e alguns adornos dourados.

Tenyumi, do japonês, a união das palavras ‘Ten’ (Celestial) e ‘Yumi’ (Arco). O Arco Celestial.

 Julie já começou mirando na Sirena, carregando a flecha no máximo, a fazendo ganhar um brilho branco. Segurando o arco com a destra e manejando as flechas com a canhota: três tiros. Três rápidos tiros foram na direção da Sirena que, de alguma forma, se esquivou.

“Essa arma é perigosa!”, pensava Ligeia, assustada.

— Avaliação: Parece que ela ainda tem bons reflexos. Nesse caso não tenho escolha... – A garota pegou uma nova flecha.

— O que!?!

Julie dessa vez carregou o arco até o extremo e o segurou por um tempo, fazendo o brilho ficar maior. Ela olhava, sem expressão alguma para frente. Ligeia, cativada e assustada, apenas observou.

Luz da Morte.

Julie, como sempre, falou sem emoção alguma. Chegava a ser assustadora a sua frieza. E ela soltou a corda espessa de seu arco, liberando o tiro. A flecha foi como um jato propulsor, quase que quebrando a barreira do som, assim acertando Ligeia em cheio. Assim que elas acertaram, uma explosão de luz, acompanhada por uma outra explosão, dessa vez sonora, ocorreu.

Era mais brilhante que o mais puro diamante, perfeitamente lapidado. Julie observou, parada. Chloe colocou as mãos em frente aos olhos. E, quando a luz regrediu, as duas viram Ligeia, que caiu no chão, totalmente queimada e ferida pelo corpo quase todo.

— Pronto, acabado. – Julie relaxou o arco e Chloe a olhou com uma expressão espantada...

— Ah, é...

— Afirmação: Isso significa que eu te salvei, irmã. – Ela disse sem dificuldade alguma. Chloe balançou positivamente a cabeça.

— Sim, sim e... O QUE!?! – Mas logo ela percebeu. Julie guardou seu arco novamente em suas costas.

— Pergunta: Preciso repetir...? – A garota de cabelo branco inclinou levemente a cabeça para a esquerda, enquanto sua irmã corava, gritando em seguida:

— Claro que não, idiota! – E logo após seu grito, um tremor chacoalhou o túnel onde elas estavam – O que foi isso?!

— Colapso...

— Qu-?! – Chloe nem teve tempo de terminar a pergunta, quando viu que tudo começou a desmoronar acima delas.

...

— Conclusão: E foi mais ou menos isso. – Voltando ao presente, Julie terminou sua pequena história do confronto contra a Sirena e também sobre o soterramento das duas.

Sua irmã seguia de braços cruzados, com as bochechas vermelhas, enquanto todo o resto olhava para Julie sem expressões no rosto.

Só isso? – Silver, Grey, Lilith e Elaine perguntaram em coro.

Eu esperava mais emoção nisso...

Damon falou, como se o fato de ter permitido que Pisinoe fugisse já tivesse passado. Todos olharam para ele com olhares repudiosos, porém, apenas na amizade...

O que foi, Damon? – Silver, com uma cara engraçada, perguntou de forma sombria.

Você disse algo, não é? Pode repetir que eu não escutei?! – Grey, após ressuscitar do golpe sofrido por Elaine fez o mesmo, fazendo Damon se distanciar.

B-Bom, a chefe fugiu, mas não é o fim do mundo! E o trabalho nem terminou ainda, então paciência, não é?!

Todos então se levantaram, olhando para Damon, que olhou de volta para todos e suspirou.

Tá bem, erro meu...

Melhorou agora! – Disse Grey, sorrindo. Silver apenas balançou a cabeça positivamente enquanto os outros observavam em silêncio.

Então, agora que acabamos com boa parcialidade do problema, vamos ao que interessa. – Com uma expressão mais séria, Damon se virou. Ele olhou para o resto da cidade perdida.

Finalmente vamos procurar...

É, nosso verdadeiro objetivo. O Amuleto de Ouroboros.


[O verdadeiro objetivo da missão é o amuleto misterioso...!!]

Por Sora | 07/01/18 às 21:35 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen