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06º Mito - O Fim da Missão

Epopeia do Fim (EDF)

06º Mito - O Fim da Missão

Autor: Sora

Os Dez Apóstolos seguiram para explorar o resto da cidade no Deserto das Almas Perdidas, seu real objetivo era um artefato antigo que provavelmente estava enterrado na cidade, o Amuleto de Ouroboros. As Sirenas, provavelmente, também defendiam a entrada de humanos exatamente para guardar esse amuleto. Porém, o possível poder ou a importância dele, eram desconhecidos até então.

Os dez andavam pela cidade desértica e abandonada, avançando mais adentro dela. As pequenas palafitas que haviam ali, assim como a de onde eles acharam os túneis das Sirenas, estavam aos pedaços, eram muito antigas e estavam desgastadas pelo tempo e por elas.

Essa cidade não é tão grande. – Disse Damon, que andava à frente dos outros nove – Mesmo assim é.

Você poderia se decidir entre ‘é’ ou ‘não é’, hein? – Lilith retrucou de um jeito impaciente e Damon apenas deu de ombros.

Mas onde poderia estar escondido esse amuleto aí? – Silver foi o próximo a perguntar.

Ué, não é óbvio? – Chloe respondeu, fazendo todos olharem para ela, excluindo Julie, que estava de seu lado – O subterrâneo! Seria o melhor lugar para esconder um artefato desses!

Tem razão. Mas se está no subterrâneo... POR QUE DIABOS VOLTAMOS PARA CÁ PRA CIMA?! – Grey gritou, quase que arrancando seus cabelos.

Eu estou com a Chloe, mas não acho que o amuleto estaria naqueles subterrâneos. Pensa bem, faria sentido as Sirenas estarem lá. – Pensativo, Silver respondeu, olhando para os arredores.

Eles agora, se encontravam no centro da cidade desértica.

Então, vamos achar esse outro subterrâneo! – Damon bateu as mãos com um sorriso e em seguida forçou um pigarro – Mas antes, alguém sabe o que é esse amuleto?

Resposta: – Todos olharam para Julie – Segundo minha mãe, o Amuleto de Ouroboros é um amuleto divino que pertencia ao Oráculo de Delfos, Aletheia, mas foi roubada por Pisinoe, a líder das Irmãs Rainhas para uso próprio em prol da juventude eterna. Ela então...

A feel minutes later...

...esse objeto pode reconstruir ou desconstruir um outro objeto, podendo assim “ver sua vida”. Esse poder é chamado de Ciclo da Vida e tem a capacidade de construir até desconstruir grandes construções inacabadas, acabadas, e-.

CHEEEEEGAAAAAA! – Damon gritou, após a gigantesca e cansativa explicação de Julie, que estava fazendo quase todos morrerem de sono e desgosto.

Pergunta: Não está satisfeito? – Ela seguiu com o olhar inanimado para ele.

Claro que não! Por que você não resume isso tudo em menos de dez palavras?! Isso enche o saco e gasta tempo!

Resposta: Isso é impossível. É necessária uma explicação meticulosamente detalhada sobre esse artefato que procuramos, para completarmos de fato nossa missão, e-.

DE NOVO NÃO! Já entendemos então! Vamos procurar essa entrada de uma vez e dar o fora daqui!

Está bem. – Julie respondeu de forma casual ao que todos suspiraram aliviados.

Depois eu que falo demais... – Chloe relembrou a contestação que Julie fez mais cedo no túnel. Ela olhou para sua irmã piscando desentendida.

Ei, olhem só! – E retornando ao normal, Elaine chamou a todos, apontando para frente. Ali se encontrava uma espécie de pedestal, em forma de uma mão gigante segurando outro pedestal.

Uma mão gigante segurando um pedestal...? No meio da cidade?!

Ué, e isso não é normal? – Perguntou Silver, olhando para o pedestal que a enorme mão amarela segurava, enquanto se aproximava com os outros.

Era como um típico pedestal grego, de coloração branca, porém um pouco maior. Por isso a estranheza de Silver em achar isso normal. Até mesmo nas cidades gregas era normal encontrar esses pedestais diversificados.

Ah, só falta dizer que isso aqui vai abrir a passagem para o subterrâneo... – Damon, com toda a displicência do mundo deu um tapa na gigantesca mão. Em seguida, ele fez o mesmo no pedestal que ela segurava. Segundos se passaram e nada aconteceu – Ok, por que o clichê não se fez presente?

Foi quando ele foi se virar. Seu pé esquerdo milimétricamente tocou o chão mais à esquerda, o que fez aquela parte específica do chão afundar. Damon e os outros tiveram a mesma reação, piscando várias vezes e esperando o pior.

Acho que fiz merda... – Ele disse, sem tirar o pé do pedaço de chão afundado.

Mas, ao contrário do que ele pensava, novamente nada aconteceu. E após alguns segundos de silêncio, ele esbravejou:

AAAAAH, QUE MERDA É ESSA AFINAL?!?!

Oh, olha só. – Novamente Elaine, com toda calma do mundo, chamou a atenção dos nove, que olharam juntos. Ela se agachou e viu uma pequena rachadura na mão amarela, bem pequena mesmo, quase que de tamanho microscópico. Ela deu dois toques e ouviu um barulho estranho – É oca...

Hein...?!

Então, Elaine simplesmente pegou a Lâmina da Lua, Hatsuki sem ninguém entender, e destruiu a parte da mão mais abaixo, abrindo um pequeno buraco. Todos os outros olhavam sem entender absolutamente nada.

Achei! – Elaine deu um sorriso de contentamento, quando todos olharam junto com ela. Ali dentro havia uma alavanca.

Quem diabos esconde uma alavanca dentro de uma mão gigante segurando um pedestal branco no meio de uma cidade no MEIO DE UM F*DENDO DESERTO?! – Damon perguntou sem pausar suas palavras, totalmente desamparado e sem paciência.

Esse mundo é tão cheio de loucuras que você nem vai querer saber... – Respondeu Grey, da mesma forma, com uma expressão desconcertada. Elaine então guardou sua lâmina.

Viu só? Achamos! Agora, é só puxar, e-.

— ESPERE! NÃO FAÇA IS-! – Damon tentou impedir, mas Elaine puxou a alavanca com um largo sorriso no rosto.

E agora sim o clichê aconteceu, e abaixo dos pés de Damon, Lilith, Silver, Elaine e Grey, o chão se abriu, fazendo os cinco caírem juntos no buraco escuro.

EU DISSEEEEEEEEE!!!! – A voz de Damon foi se aprofundando, enquanto os cinco caíam. Os únicos que ficaram na parte de cima foram Julie, Chloe, Meade, Brandt e Arthur, que não caíram por estarem estrategicamente mais afastados.

Consideração: Isso que dá criticar os outros. Punição divina, Damonidiota. – Julie, agachada e olhando para o buraco, fez um sinal com o polegar virado para baixo, ainda unindo a palavra ‘idiota’ com o nome de Damon.

EU ESCUTEI ISSO, JULIE! – Ele gritou, lá de baixo, provocando um pequeno eco. Mas...

Ué... – Julie inclinou levemente o pescoço, sem entender. E o som foi bem... próximo.

Iluminação do Sol. – Grey ativou sua Arma Divina, Taiyukuro, e elas começaram a brilhar no buraco, iluminando os cinco que haviam caído, assim como o buraco.

A queda não era tão grande. Havia ali, no mínimo, uns cinco metros de profundidade. Enquanto Damon, Grey e Silver estavam de pé, Elaine estava sentada e Lilith havia caído de cara no chão. E nas costas deles, havia uma continuidade, uma passagem reta.

Vocês vão ficar aí em cima ou o que...? – Damon perguntou, olhando para os cinco sortudos. Silver limpava sua roupa da areia.

Ok, já estamos descendo. – Respondeu Chloe, ao mesmo tempo que deu um salto junto com Julie para o buraco. Em seguida, Meade, Brandt e Arthur fizeram o mesmo.

Ok, então tudo leva a essa rota! – Disse Damon, se virando para a curta passagem para frente quando os dez se reuniram mais abaixo – Se bem que é pequenina... hm?

Damon olhou para baixo e viu que Lilith ainda estava com a cara enfiada no chão, se tornando parte do mesmo. Elaine também ainda estava sentada, com uma expressão de culpa, quando viu a garota de cabelo vermelho estapeada no chão, sem reação.

L-Lilith... m-me desculpe por fazer isso sem pensar... hehehe... – Elaine deu um leve sorrisinho para a bunda de Lilith, já que a cara estava pregada no chão. Porém, ela não respondia – Lilith...?

Será que ela morreu? – Grey perguntou, com a mão sob o queixo, com toda a naturalidade do mundo.

GREY! NÃO DIGA ESSAS COISAS! – Elaine gritou desesperada, no momento em que ela tirou o rosto do chão, com a mão no nariz, ainda de costas para os nove – Ei, Lilith, você está bem...?

Sim... não se preocupe. – O chão, quer dizer, a garota não estava nada bem. Lágrimas se acumulavam no canto de seus olhos e ela estava com a mão no nariz, que aparentemente estava sangrando pela queda.

Pessoal, eu acho que a Lili-. – Elaine olhou para trás e viu que os oito já estavam no fim do corredor – MAS JÁ?!

Não acredito nisso... – Todos, inclusive Damon, estavam com uma expressão morta e desamparada. – Não está...

Não está... – Silver disse.

Não está mesmo... – Grey também falou.

A situação que representava essas três mesmas falas consecutivas era que, no pequeno altar de pedra que estava à frente dos oito, o tal do amuleto não estava ali, como era para estar...

FOMOS TAPEADOS! – Damon gritou, com raiva por não encontrarem aquilo que procuravam, o Amuleto de Ouroboros.

Mas como alguém conseguiu pegar o amuleto, se a entrada ainda estava daquela forma? – Chloe se perguntou, com uma expressão espantada.

Elaine e Lilith andaram pelo corredor se juntaram aos oito. A segunda garota já estava normal, porém seu nariz estava um pouco vermelho, ainda pela queda.

Cacete, tudo isso por nada! – Reclamou Damon, ainda irritado – Tem certeza que não há mais nenhum local?!

Podemos procurar, mas já vai ficar tarde e logo irá anoitecer. Esse deserto de noite é mais perigoso do que de dia e, se mesmo assim formos arriscar e não encontrarmos nada... – Chloe nem completou a frase que já era óbvia, olhando para o lado com uma expressão preocupada.

Ela tem razão. Acho que devemos dar essa missão como “parcialmente completa”. – Complementou Silver.

“Parcialmente” uma ova! Logo nossa primeira missão desse nível mais alto e não conseguimos completar?!

A culpa também é sua, por deixar a Sirena fugir. – Lilith entrou no meio da conversa, fazendo com que todos olhassem para ela. Damon sorriu sarcasticamente.

Ué? Sobreviveu à queda no chão e já pode falar?

Cala a sua boca. Por sinal eu estou completamente bem, aquilo não foi nada! – Lilith estufou o peito, orgulhosa, no mesmo momento em que um pouco de sangue escorreu do seu nariz. Damon riu e ela rapidamente limpou o sangue e escondeu o rosto puxando seu twintail esquerdo para frente do rosto.

Ah... quer saber? Eu já tô ficando paranoico aqui. Vamos voltar... – Damon disse, com vontade de chorar, mas com um sorriso de escárnio.

 

***

 

Os dez retornaram até a parte superior da cidade no meio do Deserto das Almas Perdidas. Eles usavam um pouco do tempo para recuperarem o fôlego para, assim, retornarem para casa. Já haviam se passado dez minutos, quando Damon se levantou.

Bom, fizemos o que pudemos, não é mesmo? – O sorriso de escárnio seguia no rosto de Damon – Vamos então retornar para casa, sem mais!

Até que foi boa essa missão diferente.

Apesar de não termos completado... – Silver se espreguiçou, após Grey falar. Meade bocejou.

Vamos embora então... andar isso tudo vai ser um saco. – Ele disse. Lilith seguia limpando o sangue que levemente escorria do nariz, de minuto a minuto.

Os dez então ficaram de pé.

Todos prontos? Vamos nessa.

Sim!

Todos, exceto Arthur e Brandt, falaram em coro. De repente, enquanto andava para sair da cidade, Arthur olhou rapidamente para seu lado esquerdo, meio desconfiado.

— O que foi, Arthur? – Meade perguntou. Arthur observou atentamente, por mais alguns segundos.

— Não é nada. – Arthur voltou seu olhar para frente e começou a andar...

Alguns minutos depois, todos estavam saindo da cidade. Pelo mesmo caminho que entraram, os dez saíram andando tranquilamente. A missão não foi nada demais, nada difícil. Testar suas forças atuais foi bom. Talvez esse tenha sido o propósito da missão. Ou então... Bom, deixando isso de lado, os dez seguiram em frente. E então, quando estavam um pouco mais distantes da cidade...

— Mas até que não foi difícil. – Falou Silver.

— Realmente! Mas não encontramos nada demais lá.  – E Elaine concordou com o garoto.

Os dez seguiam em frente quando, de repente, Damon parou. Ele pensou em algo e deu um leve sorriso. Todos viram que ele havia parado e olharam pare ele, parando mais a frente

Ah, mas antes... – Ele murmurou, todos o olharam.

— Damon?

Damon fechou e abriu os olhos. Ele pegou sua Arma Divina de suas costas. Ninguém entendia. Para que? Damon olhou atentamente para a Ryūken e novamente sorrira. Então, ele a levantou, a levou para suas costas, em uma posição de backhand como se fosse jogar tênis e cortou o ar com força.

Onda de Choque!

Damon, com um simples corte no ar com a Ryūken, provou uma grande massa de ar condensada, junto de uma pressão absurdamente forte. Uma literal e gigantesca onda de choque provocada pelo ar, colidiu com a cidade desértica, a derrubando de uma vez.

O que restou dela foi apenas poeira e areia. A cidade inteira foi destruída e pereceu ali. A maioria olhou boquiaberta para ele, ninguém cogitaria que Damon faria isso. Ele então, guardou a espada, que voltara a sua forma mais simples. Damon então, sorriu, demonstrando tranquilidade e confiança, perante a diversas expressões espantadas.

Agora sim, eu posso dormir tranquilo...! – Ele disse com o permanente sorriso de escárnio.


[A missão falha parcialmente e a cidade desértica cai...!!]

Por Sora | 07/01/18 às 21:36 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen