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09º Mito - Prelúdio da Nova Batalha

Epopeia do Fim (EDF)

09º Mito - Prelúdio da Nova Batalha

Autor: Sora

Após alguns minutos andando normalmente do Olimpo, Damon e Daisy então chegaram em casa. Era uma casinha simples, bem antiga, o suficiente para Damon e sua irmã morarem. Mas, se são filhos de Zeus, por que não moram no Monte Olimpo?

Para Damon, morar no Olimpo é ‘complicado’. Não é esclarecido o porquê disso, mas para ele é melhor viver em uma casa normal e simples na Cidade de Olímpia. Não esclarece muita coisa, mas não é necessário agora.

Assim que entraram, o irmão mais velho se sentou em uma cadeira, a primeira que apareceu na pequena sala, e ficou pensando ao se lembrar das palavras de Arthur há alguns minutos.

“A aura deles é intensamente sombria”.

A aura de alguém determina sua índole, suas pretensões e seus desejos. Uma aura sombria era um sinal ruim em vários sentidos...

Sombria, né? Hm...- Ele murmurou, enquanto pensava distante.

Irmão, o que houve? – Daisy, que estava arrumando alguns pequenos livros que estavam ao chão e os pondo à mesinha baixa dali, perguntou.

Não é nada, seu irmão apenas está pensando em algumas coisas...! – Ele acariciou a cabeça de Daisy, que fechou os seus olhos como um gatinho. Já era um gesto afetivo entre os dois. Damon sempre fazia isso, era a marca dos dois irmãos.

Sei... parece que aquela conversa com o Arthurzinho tá fazendo você esconder algo importante... – Ela disse, fazendo beiço. Damon engoliu em seco, pois Daisy falava com convicção e assustava ele.

Não se preocupe, já disse que não é nada demais, ao menos por enquanto... – Ele tentou ocultar o fato de que aquilo realmente poderia ser perigoso. Talvez seu sentido de “irmão protetor” estivesse falando mais alto.

Daisy tinha apenas onze anos afinal, e ela não lutava. Mantê-la segura era sua prioridade, caso uma ameaça viesse a surgir. Mas parecia até que Daisy sabia... que ele mentia.

Então, vai me ajudar a fazer o jantar? – Ele mudou abruptamente de assunto, mas foi com sucesso, pois ela deu um largo sorriso.

Sim! – Ela disse.

Então, avante para a cozinha!

Siiim! – Os dois então se levantaram e foram andando na direção da cozinha. Damon, de certa forma, aliviado por conseguir ocultar.

Daisy de repente parou de andar e olhou para a janela que dava a vista do lado externo da casa. Ela olhou por um tempo, curiosa. Ela não sabia ao certo por ser uma criança ainda, mas tinha sentido uma presença estranha a observando, como Arthur disse. Damon viu sua irmã olhando para a janela, parou e voltou.

Ele também olhou, mas não havia nada.

— Daisy? O que houve?

— Não sei... – A garotinha respondeu ao que parecia estar hipnotizada. Damon viu a reação de sua irmã e ficou mais preocupado ainda, olhando para o lado de fora junto dela.

“Isso está começando a ficar esquisito”, pensou Damon. Ele não estava errado. Havia realmente algo esquisito no ar. Tudo levava para essa rota...

 

***

 

Reino do Submundo, quase 20h da noite.

Diferente de como muitos pensam, o Submundo não é só fogo e destruição. Assim como o Monte Olimpo, a terra de Hades, o Deus do Submundo, era bem construída e até bonita, por incrível que pareça para vocês. Quase todo o acabamento era tingido de pedras rochosas e um brilho roxo escuro.

Ali, perto do trono de Hades, estava Lilith, sentada em uma cadeira ao lado do Rei dos Mortos. Ela estava com um filhote de cérbero em seu colo que possuía uma coloração mais avermelhada. Diferente dos cérberos selvagens, esses eram ‘domesticados’ para servirem à Hades e sua família.

Isso, isso, bom garoto... – Lilith alisava o cérbero filhote em seu colo – Ei, pai, que nome eu dou para ele?

O que?

Não importa com quem fosse, uma pessoa qualquer ou até mesmo sua filha, o tom de voz de Hades não mudava. Ele, com seu negro cabelo e seus olhos vermelhos como o sangue, olharam diretamente para Lilith.

Eu quero dar um nome legal para ele.

Ah, só você mesmo... – Ele bufou, apoiando seu rosto em sua mão direita.

Mesmo que seu tom de voz não mudasse, ele era meio que diferente com Lilith. Não é possível dizer que ele é mais doce com ela, pois ninguém reconheceria o todo poderoso Hades dessa forma. Ele nunca era doce com ninguém, mas podemos dizer que ele era mais amistoso.

 Soube que o filho de Zeus deixou seu alvo escapar. – Ele disse para Lilith, mudando o assunto – Você por outro lado fez muito bem em derrotar o seu. Estou orgulhoso, de certa forma.

Tinha que ver a cara que ele fez na hora. O senhor iria rir muito. – Lilith deu uma risada – E ‘de certa forma’...? – Ela murmurou, ficando com uma expressão engraçada.

E ainda assim vocês precisaram se unir para enfrentá-las. – Lilith e Hades olharam, com a voz feminina chamando a atenção dos dois. Era Perséfone, a Deusa das Flores. A Rainha do Submundo veio andando até seu marido e sua filha – Chegaram até a usar suas Armas Divinas.

É, e-eu... Hmmm. Eu só queria terminar rápido. – Lilith tentou achar uma desculpa para escapar de sua mãe.

Você não engana ninguém mocinha. – Sem sucesso. Perséfone deu um puxão na bochecha de Lilith, que fez com que uma lágrima caísse de seu olho.

Mãe! Isso dói! – Ela gritou em resposta – E mesmo assim, nosso objetivo principal nem estava lá!

Sim, fiquei sabendo que o amuleto que procuravam tinha sumido quando chegaram. Uma pena.

Cara, eu cheguei a machucar meu nariz... – Lilith passou de leve a mão no nariz, ao qual se chocou com o chão quando caiu. Ele já não sangrava mais – Isso é bem cruel, sabia?

Querido, aqui está. – Perséfone entregou alguns papéis para Hades após isso. Ele os abriu e leu o que estava escrito ali.

Entendo. Então é isso que está acontecendo...

Hã? – Lilith não entendeu, ainda com os olhos marejados pelo puxão de bochecha de sua mãe e sobre seu nariz também.

— Curiosa mesmo. – Perséfone falou com um tom engraçado.

— Mãe!

— Estou brincando! Isso é para a próxima missão de vocês. – Ela disse, dando um sorriso. Lilith ergueu seu olhar.

— Nossa próxima missão?

— Parece que as coisas vão ficar agitadas.

Perséfone sorriu, enquanto Hades suspirava. Lilith seguia sem entender nada. O que ela queria dizer com tais palavras? Ninguém sabia...

 

***

 

Cidade de Atenas. A lua já iluminava quase todo o local da cidade enquanto a deusa posta em sua armadura de bronze, a Deusa da Sabedoria Atena, andava tranquilamente pelas já vazias ruas de sua cidade.

Mais do que casas haviam diversos templos, grandes, médios e pequenos, para a adoração de seus seguidores fiéis. E então, depois de algum tempo, ela chegou ao maior templo dali. Sua casa, e além de sua, também a casa de suas duas filhas. Atena deu um sorriso, abriu a grande porta e entrou, seguindo em frente, ela abriu mais uma pequena porta, e entrou na sala.

Estou de vol-.

Eu já disse que esse último doce de morango é meu! – Gritava Chloe, em cima de Julie interrompendo a deusa.

Contestação: Seu nome não está escrito nele. – Julie, respondeu, sem intimidação no olhar abaixo da irmã.

Chloe estava segurando a mão esquerda de Julie, que segurava o pequeno doce vermelho, e a prendia ao chão. Enquanto Julie segurava a mão direita de Chloe, com a sua, ao ar. As duas mediam forças, o cabelo da primeira caía com a gravidade e quase tampava a boca da sua irmã.

Eu estava guardando para comer hoje assim que voltássemos! – Chloe esbravejou novamente.

Contestação: Eu peguei primeiro, então é meu. – Julie respondeu, forçando a mão direita de Chloe mais para trás.

Não faça isso, Julie... me dê o doce e eu divido ele com você. – Chloe tentou falar com calma, mas ela tremia de nervoso.

Ponto de vista: Você me dar esse doce, irmã, poderia ser uma retribuição ao momento em que te salvei daquela Sirena hoje.

MAS NEM PENSAR! – Diante da cena, Atena parecia chocada e sem palavras.

O doce preferido de ambas as duas, Chloe e Julie, era esse pequenino docinho de morango, feito pelas cidadãs de Atenas. As duas sempre ganhavam de presente, dez cada uma, para não ter brigas como essa.

Só que, dessa vez, as duas receberam ao todo, cinco doces, quatro já rodaram, ou seja, só restava esse. E Chloe planejava comer sem que sua irmã visse, mas foi surpreendida. E agora estamos nessa situação.

Ideia: Então podemos tirar no par ou ímpar.

Par ou ímpar...?

Resposta:  Vamos jogar. Se der par, eu ganho o docinho e se der ímpar você ganha, irmã.

Hm... – Chloe então, largou o braço de Julie, que fez o mesmo e se levantou – Está bem. Vamos decidir isso.

Alerta: Como quiser, irmã. Não irei perder.

Eu digo o mesmo...! – A convicção cortante no olhar das duas deixou Atena acuada, ela sorria de forma desconcertada. As duas estavam tão concentradas em seu alvo que nem perceberam que sua mãe estava ali, olhando tudo de forma chocante.

Então... – As duas se prepararam. Julie jogou o pequeno doce para cima e as duas moveram suas mãos para trás.

Par ou ímpar! – As duas disseram em uníssono – Um. Dois. Três. Já!

Julie colocou com toda calma do mundo, dois dedos, enquanto Chloe, com um frenesi louco, colocou quatro. Quatro mais dois, seis. Par.

Julie wins.

QUEEEEEEEEE?! – Chloe arregalou os olhos e abriu a boca, chocada. O docinho girava ao ar, até que foi puxado pela gravidade novamente.

Conclusão: Eu venci. – Julie simplesmente abriu a mão esquerda e o docinho caiu exatamente em sua palma. Ela então, fechou os olhos e o levou à boca – Aaaaanh.

ESPERE, JULIE! NÃO FAÇA ISSOOO! – Lágrimas se prendiam nos cantos dos olhos violeta de Chloe.

Negado. – Julie simplesmente negou e colocou o docinho na boca, o mastigando, sua irmã ficou em choque e paralisou. Atena seguia parada quando Julie, enquanto mastigava, finalmente percebeu a presença de sua mãe – Bem-vinda de volta, mãe.

Mãe... – Chloe, com voz chorosa enquanto dois rios de lágrimas caíam pelos olhos, disse – Você voltou...

Agora que vocês perceberam...? – Atena murmurou para si mesma, vendo a diferença na expressão de suas duas filhas gêmeas.

 

***

 

Cidade de Olímpia, casa de Damon e Daisy, os dois estavam sentados à mesa para jantar. A lua não brilhava tanto quanto uma hora atrás, mas ainda estava lá, bem plena e bonita como sempre.

Bom, então vamos comer.

Sim! – Os olhos dos dois brilhavam de fome. Era o normal, já Damon saiu em missão desde cedo e só comeu uma pequena maçã quando retornou.

E Daisy só tinha almoçado. A brincadeira de “lutinha” com sua irmã mais velha, Atena, a fez esquecer do lanche vespertino e por isso sua barriguinha roncava mais até que a do seu irmão.

Os dois rasparam as mãos uma na outra, com a língua para fora, pegaram um garfo simples feito pela própria garotinha, sorriram fechando os olhos, e disseram do fundo de suas almas:

Obrigado pela comi-!

BLAM!

Damon! – Antes dos dois terminarem de agradecer, a porta da casa foi aberta por Grey com uma força tamanha que quase a arrancou dali.

UAAAH! – Os dois pularam de susto da mesa e olharam para o garoto, que estava com Elaine desacordada em seus braços.

Grey!?! O que houve? – Damon viu Elaine nos braços dele e retornou ao normal, ficando preocupado.

É a Elaine! – Damon olhou para ele, confuso. Daisy também se levantou, com um olhar trêmulo – Fomos atacados por duas pessoas enquanto voltávamos para casa! E então...!!

— O que?! Duas pessoas...?!

Damon então olhou para a porta e vagamente olhou duas sombras que se moveram rapidamente e sumiram dali. Ele não pensou duas vezes e foi até o lado de fora correndo para observar. Ao olhar para a direita, viu duas pessoas com um capuz preto correndo após ele chegar do lado externo.

 Parece que tem alguém nos observando. Elas podem estar atrás de nossas Armas Divinas ou até mesmo de nós.

Damon lembrou novamente das palavras de Arthur há pouco. Ele também lembrou de ver Daisy olhando vidrada para o lado de fora antes de prepararem o jantar consequentemente estalando a língua.

  Como ela está?! Está correndo perigo?! – Damon voltou para dentro rapidamente.

Não, ela apenas está desacordada. – Grey respondeu.

Então, fique aqui com Daisy e Elaine! Não saia de dentro de casa! – Damon pegou a sua Arma Divina, Ryūken, encostada na parede.

Onde você vai?! – Grey perguntou, enquanto Daisy apenas olhava preocupada, com a mão no peito. Damon colocou a espada em suas costas e disse:

Vou descobrir o que está havendo!

Após responder, ele pegou impulso e saiu em alta velocidade, indo em direção ao local para onde as duas pessoas fugiram. Grey deitou Elaine no chão e apenas olhou. Daisy estava preocupada, com um olhar trêmulo.

“O que aconteceu? O que significa tudo isso?”, Damon apenas seguiu em frente rapidamente, enquanto as duas pessoas, que ele já conseguia visualizar, seguiam em alta velocidade na escapada.


[A perseguição começa...!]

Por Sora | 07/01/18 às 21:40 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen