CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
10º Mito - Ataque Noturno

Epopeia do Fim (EDF)

10º Mito - Ataque Noturno

Autor: Sora

Cidade de Olímpia, quase 20h.

Damon perseguia as duas misteriosas pessoas de capuz que atacaram Elaine. Os dois eram rápidos, mas ainda assim o garoto não ficava para trás, mantinham em uma distância considerável. Grey havia ficado com Elaine e Daisy na casa do garoto, mas ainda havia uma incógnita no ar.

Damon não sabia qual era o nível do poder dos dois e ainda mais, em caso de uma batalha, seria ele sozinho contra os dois. O filho de Zeus estava completamente em desvantagem, dadas as circunstâncias ocultas, mas isso poderia ser confirmado pelo fato de Elaine ter sido desacordada no ataque.

Ele resolveu não pensar muito nisso enquanto seguia atrás dos dois, era necessário manter o foco. Ele não sabia com quem estava lidando e isso era perigoso.

Damon seguia à toda velocidade atrás dos dois. “Eles são bem rápidos”, pensava enquanto ia pulando pelas casas simples ao redor da cidade. De repente, um deles se virou ao ar, fazendo ele ficar em alerta. A pessoa de capuz sorriu e de repente, uma explosão de fumaça ocorreu, deixando Damon sem poder enxergar nada em sua frente.

— Merda! – O garoto pegou a Ryūken em suas costas, já a ativando, e cortou a cortina de fumaça a fazendo se dissipar levemente, retomando a sua visão.

Os dois não estavam mais à sua frente, Damon pensou ter perdido ambos de vista, porém, não foi o caso. Para sua surpresa, um deles veio por trás dele para atacar com uma espécie de lâmina negra que não foi possível de se distinguir na velocidade da situação.

— Morra. – O garoto de capuz disse, quando Damon virou lentamente o olhar, sem poder fazer nada.

Ele cortou o ar em vertical e procurou as costas do filho de Zeus, porém, foi paralisado junto ao som da colisão de outra arma. O garoto teve seu ataque bloqueado por uma gigantesca foice, acompanhada de uma silhueta mais à sua esquerda, virada para ele.

— Você é quem vai... – Murmurou em resposta a pessoa da foice, em um tom perigoso.

Em seguida, o garoto do capuz foi jogado com força para trás, caindo no telhado de uma das casas ao lado do suposto companheiro que observava apenas.

— O que...?! – Damon reconheceu a voz cortante e feroz, assim que viu o garoto de cabelo loiro em suas costas. E então, junto de Arthur, ele parou acima de outra casa, de frente para os dois encapuzados – Arthur!?! O que está fazendo aqui?!

— Essa pergunta é meio idiota, não é? – Arthur não tirou os olhos dos dois adversários de capuz com o mesmo olhar frio de sempre.

“Ah” pensou Damon após lembrar que Arthur foi o primeiro a perceber essa situação. E eles ainda estavam próximos do Monte Olimpo. Não seria nenhuma bizarrice Arthur ter visto a perseguição, ou até mesmo ter começado a perseguir eles antes dele.

— Quando você foi embora... – Disse Arthur, lembrando-se de ter sentido algo estranho atrás de uma das casas – Eu disse. São eles.

O filho de Afrodite matinha o olhar preso para os dois misteriosos de capuz. Damon olhava para ele enquanto escutava, mas seguiu o olhar de seu companheiro e fez o mesmo. Eram os caras com ‘auras sombrias’ que Arthur falava.

“Com certeza são perigosos. Sinto algo de diferente neles comparado às Sirenas...”, pensou o filho de Zeus.

— E agoraaaa?! O que fazeeeemos?! – A outra pessoa de capuz, uma garota, perguntou. Sua voz era suave.

— Vamos voltar. Keith deve estar esperando. – Respondeu o que atacou com a lâmina.

“Keith?!”, se perguntou Damon. “De quem seria esse nome? Quem são essas pessoas afinal?!”, ele se perguntava.

“E por que dizer esse nome assim, na frente de seus inimigos...?”, quem se perguntou agora foi Arthur.

— Vocês não irão fugir. – Após pensar e analisar, o garoto de cabelo loiro segurou a grande foice com força em sua mão direita.

— Essa foice pareeeece perigosa. – A garota exclamou, sempre puxando uma das palavras de sua frase, coisa que irritava profundamente Arthur.

— Hmpf.

— Então essa é a poderosa Arma Divina, Konrama. – Completou o garoto ao lado.

“O que?”

As palavras dele fizeram Damon ficar êxtase. O primeiro arregalou os olhos, espantado, já Arthur não reagiu como Damon, mas por dentro também ficou um pouco inquieto.

“Como eles conhecem a Arma Divina do Arthur?!”, se perguntou Damon.

“Até o nome eles conhecem...”

Konrama, do japonês, a união das palavras ‘Konran’ (Caos) e ‘Kama’ (Foice). A Foice do Caos.

Arthur apenas olhava, em silêncio o garoto que sorria descaradamente, até que não esperou por mais tempo e partiu para cima dele, com um forte impulso, que quase fez o telhado se partir. A velocidade de Arthur foi tão grande que os dois se assustaram e tiveram que desviar do forte ataque com a Foice do Caos.

— Uaaaau! É bem forte meeeesmo!

— Como esperado de uma Arma Divina. – Os dois pularam e pousaram em outra casa, noutro telhado. Arthur fez o máximo de esforço para não destruir nada com o ataque.

“Ele reduziu a força e a velocidade do ataque ao máximo para não destruir as casas. Mesmo assim...”, Damon pensava em frenesi. E mesmo assim, com a redução forçada de Arthur, o ataque saiu com muita força como ele imaginava.

Era uma clara evidência de que seu poder era grotesco até mesmo para Damon. E, para piorar – ou melhorar, ainda não era o total dele, na verdade nem se imaginava o total dele. ‘Imensurável’ poderia ser uma palavra boa para especificar.

— Não é bom brincar com isso. Então, se nos permite... – O garoto, ainda sorrindo, disse.

— Acha mesmo que vão ir embora depois disso tudo? – O olhar de Arthur ficava cada vez mais cortante, assim como sua voz. Chegava a arrepiar a espinha de qualquer um.

O garoto de capuz engoliu seco, ele sentia que o poder dele estava aumentando mais e mais. Arthur era considerado o mais forte dos Dez Apóstolos. Ficar ali e lutar seria o mesmo que atiçar um leão selvagem sem nenhuma arma para se defender.

— Vocês perderam a chance de fugir quando usaram aquela bomba de fumaça. – Disse Damon lembrando do momento, também ingressando na pequena batalha que provavelmente ficaria maior.

— Tsc. – E, em consequência desse fato, o garoto estalou a língua e deu um passo para trás, assim com sua companheira.

— Agora vocês vão me responder... – Damon segurou firme a Ryūken, também dando uma elevada em seu poder – Por que atacaram a Elaine!

O poder de Damon pôde ser sentido por todos, até mesmo por Lilith, no Submundo, e também por Grey e Daisy na casa do mesmo. Os dois de capuz ficaram em alerta, sabiam que não seria fácil escapar dali. Não agora.

Eles precisariam lutar de qualquer forma. O garoto pensou em usar uma nova bomba de fumaça, mas Damon e Arthur não eram idiotas e não iriam cair no mesmo truque novamente.

— Hm... Hehe! – Entretanto, de longe, uma outra pessoa estava observando agachada. Ela se levantou sorrindo.

Damon e Arthur estavam preparados para atacar os dois de capuz quando perceberam algo vindo da esquerda e olharam perifericamente. Só depois que os dois perceberam com precisão que algo estava vindo, eram duas esferas estranhas e prateadas que ia na direção deles em alta-velocidade.

— O que!?! – Damon e Arthur tomaram distância e quando viram, os dois de capuz não estavam mais à frente deles – Sumi-!

BAAM!

A frase do primeiro garoto foi interrompida assim que ele olhou para a casa que havia sido totalmente destruída pelo ataque. Ele estava incrédulo. Quantas pessoas deviam morar ali? Ele não parava de tremer o olhar e Arthur se levantou, sem expressões.

— Oh, foi mal. – Ambos olharam para a direção que a voz veio. Os dois de capuz estavam ao lado do garoto, cuja face era coberta pela sombra. – Vocês estão feridos? – Ele falava com um tom irônico, sorrindo.

— ... – Arthur também olhou, mas manteve o silêncio.

— Seu maldito...! Foi você que fez isso?! – Damon ficou furioso, quando...

— Sim, fui eu. – O garoto misterioso respondeu na sequência sem pensar duas vezes, deixando Damon mais nervoso ainda, se segurando enquanto cerrava seu punho esquerdo com força o suficiente para quebrar seus próprios ossos da mão – O que vai fazer? Me atacar?

— Tsc! Maldito...!

— Desculpe. Mas não pretendo ficar por mais tempo aqui. – Ele fechou os olhos, ainda sorrindo – Vamos...

— Sim. – Disseram os dois de capuz, em coro. Eles se viraram e foram embora rapidamente.

— Esperem! – Quando Damon e Arthur pensaram em segui-los, mais uma bomba de fumaça cobriu dessa vez os três, que após alguns segundos, sumiram da vista dos dois – Tsc! Merda! – Damon socou o ar, revoltado.

“O que foi isso tudo?!”, ele se perguntava, ainda tremendo de raiva.

— ... – Já Arthur se manteve em silêncio.

Os dois guardaram suas Armas Divinas ao mesmo tempo, já com os três tendo sumido da vista deles. Mas, uma pergunta que não queria calar: quem eram esses caras?

“Os dois de capuz tudo bem. Mas aquele outro... Ele era selvagem. Feroz”, Damon nunca havia sentido isso antes. Ele olhou para sua mão, dessa vez a direita, e a cerrou com força de novo.

— O que faremos agora? – E perguntou.

— Isso parece mesmo ser sério. Irei voltar ao Olimpo, melhor que você volte para analisar a situação da Elaine. – Disse Arthur, sempre com seu tom acima, porém com Damon era um pouco diferente. Ele o respeitava mais do que qualquer um dos Dez Apóstolos.

Os dois se entreolharam e Damon rangeu os dentes ao observar a pequena casa totalmente destruída, até que...

— O que aconteceu!?! – Uma voz fraca e rouca se perguntou, com certo desespero.

— Nossa casa... destruída! – Dois idosos.

Parecia que eram os moradores dali e eles não estavam na casa no momento do ataque. Damon ficou mais calmo e aliviado ao ver que esse último ataque não provocou nenhuma vítima fatal, dando um sorriso discreto, contente por ninguém ter se ferido.

— Está bem, faça isso. – Ele falou, voltando suas atenções para Arthur – Eu vou até em casa agora.

— Não se preocupe, pode ir.

— Ok. – Os dois então, se despediram momentaneamente, e tomaram rumos diferentes.

Enquanto isso, os dois encapuzados, mais o outro, estavam observando eles bem mais distantes de onde estavam.

— Muito bem. – Disse o terceiro – Nos apresentamos de forma bem singela para eles. Agora vamos ver o que acontece... – Ele deu um sorriso maligno.


[O perigo anunciado à luz do luar...]

Por Sora | 07/01/18 às 21:41 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen