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11º Mito - Ataque Noturno: Parte 2

Epopeia do Fim (EDF)

11º Mito - Ataque Noturno: Parte 2

Autor: Sora

Depois de alguns minutos, Damon retornou à sua casa. Ali seguiam Grey, Daisy e Elaine, ainda desacordada, porém sem riscos de vida.

— Irmão! – Daisy foi até ele após ver sua irmã abriu a porta e entrou.

— Estou de volta... – O tom da voz de Damon demonstrava preocupação e frustração. Grey e Daisy perceberam isso, ainda mais a garota.

— Damon, o que aconteceu? – Grey perguntou, se levantando e olhando para ele.

— Eu e Arthur enfrentamos os caras.

— Arthur?! – O garoto de cabelo amarelo perguntou, surpreso.

— Grey, me diga. O que aconteceu quando atacaram vocês dois? – Ele olhou seriamente para Damon, que devolveu o olhar trocado em silêncio.

— Aconteceu logo após nos despedirmos... – Ele disse, com uma expressão cabisbaixa, relembrando de minutos atrás...

...

 

Minutos atrás, após os Dez Apóstolos se separarem e partirem para suas respectivas casas.

Grey e Elaine moram no mesmo lugar, o Panteão do Sol e da Lua, uma espécie de templo nos arredores de um médio bosque nas extremidades da Cidade de Olímpia. Eles se dirigiam para casa, andando tranquilamente sob a luz da lua.

— Vou te contar, aquele Arthur...! – Exclamou Elaine, com uma expressão emburrada.

— O que tem ele? – Grey a olhou, vendo que a garota se segurava, até que ela soltou.

— AAAAAAAH! Você acredita que ele pegou minha Arma Divina para ganhar aquela Sirena!?! Ele não tem sua própria arma?! Inacreditável!!

— Pff!! – Grey prendeu a risada – Ele pegou sua Arma Divina e a usou mesmo sem seu consentimento, tendo a própria?! Hahahahaha!!!

— Não é para você rir! Greydiota! – Elaine começou a apertar a cabeça de Grey, fazendo força para baixo, após juntar a palavra ‘idiota’ com seu nome.

— Ai, ai, ai!! Para com isso!! Você quer que eu chore!?! – Ele se livrou da punição de forma engraçada.

— Não é isso...! – Elaine parou de apertar a cabeça de Grey. Ela então mudou a expressão, olhando cabisbaixa, para frente.

Ela ficou em silêncio. Grey olhou para ela por alguns segundos, seu olhar demonstrava dúvida, aparente tristeza também. A luz da lua então ficou mais brilhante e iluminou mais o local, como um holofote apontado na direção do dois.

— Grey... – Ela murmurou.

— O que foi? – Elaine seguia sem olhar em seu rosto, cruzando as duas mãos, de forma um pouco envergonhada

— Eu sou fraca, não é? Talvez, a mais fraca de todos nós.

— ... – Grey apenas escutava em silêncio o que Elaine dizia.

— Eu não consigo... por mais que eu tente, não consigo alcançar vocês. – Ela dizia, sem se importar e ele só escutava – Por que? Porque vocês continuam contando com alguém como eu? – Grey ficou em silêncio por um momento. Ele deu um leve suspiro e então:

— Elaine...

— O que f-? – Elaine foi interrompida com um forte peteleco que recebeu na orelha – Ai!! O que foi?!

— Você é idiota? É claro que você não é fraca.

Elaine olhou para Grey, sem entender. Ela piscou duas vezes, como uma criancinha que estava no mundo da lua e então, ele com seu olhar flamejante prosseguiu.

— Não se trata de ser mais forte ou mais fraco. Você é minha prima e nossa amiga! O que mais importa?! – Ela se sentiu feliz com essas palavras, mas seguiu com o mártir.

— Mas, se eu continuar só irei atrapalhar vocês e-...

— Idiota! – Deu outro peteleco nela, que foi para trás com a mão na orelha.

— Ai! D-Dá para parar com isso?! – Lágrimas se acumularam no canto de seus olhos, enquanto ela passava a mão na orelha vermelha.

— Não irei parar enquanto continuar dizendo essas coisas! – Elaine olhou para Grey, mais calma e convicta agora – Você pode ficar mais forte! É só treinar e se esforçar mais, vamos, eu te acompanho!

— O que!?! Você?! – Ela fez cara de espanto.

— Claro que sim! A partir de amanhã vamos pedir aos nossos pais para nos ajudarem, se eles estiverem livres, é claro! – Elaine então deu um sorriso – E nada de ficar se martirizando assim, hein! Ou então sua orelha vai ficar igual um tomate!

— Obrigada, Grey...! – Ela murmurou, sorrindo e ele escutou.

— Hã?! Não precisa agradecer...! – Ele ficou corado e coçou a cabeça.

— Hahaha! Obrigada! – Ele olhou, um pouco envergonhado, e forçou um leve pigarro.

— Bom... então vamos, e-.

— Uau. Que cena bonita.

Grey e Elaine escutaram a voz de um garoto estranho. Eles se viraram rapidamente, ficando em guarda e alertas e então o garoto foi atacado repentinamente pelo garoto de capuz, jogado para trás.

O golpe foi um soco na barriga, que fez Grey até cuspir um pouco de sangue. Ele caiu no chão, tossindo, enquanto Elaine virava desesperada e de olhos arregalados.

— GREY!!

“Que força absurda!”, pensou Grey, com um dos olhos fechados e seus dentes a mostra. O garoto de capuz parou à frente de Elaine, ela olhou para ele nervosa, conseguia sentir o poder desse misterioso garoto. Ela colocou a mão em sua lâmina repousada na cintura...

— Seu...! – Elaine não pensou duas vezes em pegar a Hatsuki a lâmina que começou a brilhar na cor roxa.

— Hatsuki... Criada pela própria Deusa da Lua, Ártemis. – O garoto disse, sorrindo de forma psicótica.

 “Como eles sabem disso?!”, Elaine se perguntou, assustada. Seus olhos ficaram mais arregalados ainda após as palavras do garoto. Ele sorria, o que a deixava mais ansiosa e nervosa ainda. Grey então, ainda caído, notou algo péssimo o fazendo abrir os olhos espantado.

— ELAINE! ELES SÃO FORTES, NÃO LUTE!!

— Eles?! Hã?! – Elaine demorou para perceber a outra pessoa encapuzada... atrás dela, sorrindo como uma criança.

— Olá. E... – O outro garoto simplesmente tocou na testa de Elaine com seu dedo indicador – Good Night.

Elaine então, simples e lentamente fechou os olhos e caiu no chão, desacordada. A Hatsuki perdeu seu brilho roxo ficando sem cor, e caiu junto dela. Grey ficou nervoso se levantando rapidamente. Os dois garotos encapuzados pararam à frente dela e o que fez Elaine desmaiar, moveu sua mão até a lâmina roxa, porém...

— SAIAM! – Grey apareceu em alta velocidade e tentou socar os dois, que esquivaram rapidamente.

— Oooh, essa é a Taiyukuro. Luvas altamente refinadas de aço e compostos solares. Vocês têm armas bem interessantes...

“Como eles conhecem nossas armas?!”, se perguntou Grey, incrédulo. Ele ficou à frente de Elaine, ainda desmaiada e vulnerável.

— Bom, vam-. – O garoto interrompeu a fala e ficou diferente, ou melhor, atento. Grey olhou, sem entender nada.

— O que?!

— Mudança de planos. Vamos nos retirar. – O garoto novamente disse, sem que Grey entendesse nada ainda – Foi bom conhecer vocês. Espero que nos encontremos novamente.

Os dois então, por algum acaso, foram embora, como se alguém tivesse ordenado a eles que retornassem. Grey olhou por um tempo, tentando processar tudo que aconteceu ali, naquele momento. Ele então, girou até a garota desacordada.

— Elaine! – Ele guardou a sua arma e a de Elaine, a pegando no colo em seguida – Preciso de alguém. Eles podem voltar. A casa mais próxima é a do... Damon. Isso!

...

— Foi isso... – Retornando ao presente, Grey completou o ocorrido para Damon.

— Então não foi só ela, como você também foi atacado... – Ele colocou uma mão sob o queixo, pensando.

— É, isso mesmo. Está doendo até agora... – Grey colocou a mão no local que recebeu o soco, a parte mais abaixo da boca do estomago.

— Aquele garoto e a garota são fortes mesmo... – Damon disse, com a mão sobre a boca, pensativo.

— Não, eram dois garotos. – As palavras de Grey fizeram Damon ficar mais curioso.

— Dois garotos? Então... eram pessoas diferentes!?!

Os dois ficaram em silêncio por um momento. Quatro pessoas, e não duas. E ainda mais uma que apareceu no fim contra Damon e Arthur, contabilizando cinco... Daisy preparava um chá na cozinha enquanto os dois estavam tentando organizar as coisas em suas mentes.

— Pelo que você está dizendo, há mais de três. – Indagou Grey – Isso não parece ser algo a ser relevado.

— Todos estavam de capuz, exceto o que destruiu a casa daqueles humanos. Provavelmente eles fazem parte de um mesmo grupo. Agora, o que eles procuram? – Damon se perguntou enquanto mordia a unha do dedão da mão direita.

— Os dois que vocês enfrentaram...

— Sim, eles eram fortes. – Damon respondeu, como se já antecipasse a pergunta que Grey faria – Tivemos sorte.

— Entendi...

— Enfim, teremos uma nova missão depois de amanhã. Agora, só podemos aguardar.

Você já falou com os outros? – Grey perguntou.

Arthur vai falar pelo que parece, não precisa se preocupar. Ele foi ao Monte Olimpo, onde a mãe dele e meu pai estão.

— Está pronto! – O clima foi totalmente quebrado por Daisy, que estava com duas xícaras de chá, feitos por ela própria, sorrindo.

Parecia que o seu sorriso acalmava e acalentava os dois, que olharam quietos. Ela moveu as xícaras de porcelana até eles, lentamente e eles pegaram. Grey olhou, parecia ótimo.

— O que foi? Beba de uma vez. – Falou Damon, ao mesmo tempo que tomava um gole de sua xícara.

— Ok... – Grey também fez o mesmo.

— Como está? – Daisy perguntou, um pouco insegura. Grey ficou em silêncio por um tempo.

Está delicioso, Daisy! – Daisy deu um sorriso maior agora.

Obrigada, Greyzinho! Foi meu irmão que me ensinou a fazer.

— Entendo... – Ele olhou com uma cara engraçada para Damon.

“Greyzinho...?”, se perguntou com uma expressão engraçada.

Então me sirva um copo também... – Os três olharam para o lado ao ver que Elanie havia acabado de acordar – Quero saber se é tão delicioso como o Grey falou.

Elaine! Você está bem? – Grey perguntou, preocupado.

Uaaaaah! – Ela se espreguiçou – Estou um pouco fraca ainda. Mas foi um belo de um sono! – Ela deu um sorriso.

Você lembra do que aconteceu? – Damon não ficou muito surpreso por ela ter despertado repentinamente e fez a pergunta de forma direta.

Eu e Grey estávamos indo para casa quando de repente duas pessoas de preto fizeram eu desmaiar... eu lembro de tudo sim. – Ela se lembrava e Damon colocou a mão sobre o queixo, pensativo – E então...? – Ela olhou para Daisy.

Uah, s-sim! Já vou trazer! – Daisy sorriu e foi correndo para a pequena cozinha. Elaine deu um sorrisinho e olhou para sua cintura.

Ué, cadê minha arma?

Não se preocupe, está ali. – Damon apontou para a esquerda, quando Elaine viu a lâmina sem cor encostada na parede.

Quem são eram aquelas pessoas afinal? – A garota perguntou.

Não sei. Provavelmente iremos descobrir em breve... – Disse Damon – Só sabemos que eles são fortes, até diferentes daquelas Sirenas...

Damon começou a pensar na sua próxima missão. Arthur foi ao Olimpo onde estavam Afrodite, a Deusa do Amor e seu pai, Zeus. A Deusa da Sabedoria disse que a próxima missão era segredo, então havia chance de Zeus e ela já saberem da atual situação.

“Arthur foi reportar o que havia acontecido do mesmo jeito. Algo será feito, com certeza”, era isso que Damon conclua em sua cabeça, mantendo a calma.

Aqui está, Elinha! – Daisy chegou com uma xícara de chá para Elaine.

Obrigada, Daisy. – Ela aceitou e pegou. Elaine bebeu o chá feito pela irmã mais nova de Damon, assim como ele e Grey fizeram – Hmmm! É muito bom mesmo!

Daisy esboçou um novo sorriso. Elaine olhou para Damon e depois para a garotinha novamente, com uma expressão meio que desconfiada.

Foi realmente seu irmão que te ensinou?!

S-sim! Foi ele! – Daisy sorriu, com os olhinhos brilhando.

É incrível. Damon fez alguma coisa boa. – Elaine murmurou baixo, surpresa e espantada.

Ei! Se é para ficar avacalhado, pode ir embora, tá?! – Damon cerrou o punho, de forma engraçada.

Hahaha! Estou brincando, estou brincando!

Grey prendeu uma risada, disfarçando ao olhar para o lado. Damon fez uma expressão irritada para os dois...

Você também, é...?!

Então... – Elaine deu mais um gole no chá – O que aconteceu depois que eu desmaiei?!

Grey te trouxe e então eu persegui outras duas pessoas, só que eles conseguiram fugir. – Damon respondeu de forma direta. Ele não gostava de enrolar com muitos detalhes, era de sua personalidade mesmo.

— Outras duas? – A garota de cabelo azul arregalou os olhos, surpresa.

— Sim. Provavelmente eles eram do mesmo grupo que os dois que atacaram vocês, Arthur também estava comigo, então...

Oh, que surpresa! Se eles fugiram de você e do Arthur, então eles não são qualquer um! – Ela exclamou entendendo mais a gravidade da situação.

— Não foi só isso. – Ele prosseguiu, sério – Em seguida apareceu outro...

Damon se lembrou do ataque que destruiu completamente a casa de dois idosos que por sorte estavam fora no momento da luta.

— Outro?!

— É, e parecia ser mais forte que os outros...

Nesse momento, o silêncio tomou conta do local mais uma vez. Damon, Grey, Elaine e Daisy não fizeram um pio sequer. A situação não era tão fácil quanto eles pensavam.

Em qualquer caso com informações seria tranquilo, por mais que os oponentes fossem poderosos. Mas eles não faziam a mínima ideia de quem eram essas pessoas.

E depois disso?! – Elaine prosseguiu com as perguntas.

Arthur foi ao Olimpo avisar meu pai. Soube que vamos ter uma nova missão depois de amanhã, hoje mais cedo, mas não sei qual será ainda...

Elaine passou o dedo pelas bordas de sua xícara de porcelana.

Pode ser... sobre isso que aconteceu hoje. – Ela olhou para os dois. Daisy também havia feito uma pequena xícara de chá para si mesma, e a estava tomando com calma, enquanto prestava atenção na conversa dos três.

E, após algum momento de silêncio por parte deles...

Então vamos, Grey? – Elaine colocou a xícara de chá na mesinha central e se levantou, andando até a Hatsuki.

Você está realmente bem? – O garoto de cabelo amarelo perguntou.

Já disse que sim! E também temos que descansar para depois de amanhã! – Ela pegou a lança incolor e a colocou em sua cintura – E também, o que você disse?

Grey se lembrou do que havia dito para Elaine, antes de serem atacados.

“A partir de amanhã vamos pedir aos nossos pais para nos ajudarem”, foi o que ele disse.

Ok... – Ele também se levantou após isso. Seguido de Damon, os três, junto também com Daisy, foram até a porta.

Se cuidem vocês dois. – Damon falou, sorrindo.

Vocês também. – Respondeu Grey. Elaine se agachou e fez carinho na cabeça de Daisy, como Damon fazia.

Não deixe nada acontecer com sua irmãzinha, tá? – Elaine falou com um tom doce. Damon ficou com ciúme e Daisy fez bico, respondendo.

Eu sou bem forte, tá?!

Ahahaha! É claro! – Ela sorriu e se levantou, acenando pela última vez – Então, até depois de amanhã, ou amanhã!

Os dois foram embora. Damon fez uma expressão séria. Daisy olhou para ele, preocupada.

Irmão... – Ela disse, com um tom preocupado. Damon estalou a língua.

Maldita Elaine... fez carinho em você, como eu faço... – Daisy mudou sua expressão para surpresa – Só eu posso fazer isso, sua maldita!!

“Ah, então era isso”, Daisy pensou, com uma expressão morta.

 

***

 

Enquanto isso, no Monte Olimpo...

Alguns minutos atrás, antes da conversa entre Damon, Grey e Elaine; no momento em que Arthur se dirigiu até a montanha após confrontar os encapuzados. O filho de Afrodite chegou no topo da montanha, onde a deusa e Zeus estavam, rapidamente, fazendo os dois olharem.

— Arthur?! – Afrodite ficou surpresa ao vê-lo. Ela sabia, só de olhar, que Arthur tinha feito algo...

— Mãe, senhor Zeus. Preciso relatar algo. – Ele disse rapidamente, se erguendo.

— Eu já esperava por isso. – A Deusa do Amor o interrompeu.

— Hm?! – Afrodite olhou para Zeus, sorrindo. Ele devolveu o olhar, de forma incompreensível e indecifrável. Ele só olhou para Arthur depois, que, com o mesmo olhar...

— Vocês já sabiam? – Perguntou Arthur, olhando para ambos.

— Mais ou menos. – Respondeu sua mãe, de forma descontraída – Tivemos a confirmação agora.

— E então?

— Vocês serão atualizados conforme o dia de amanhã passar. Damon com certeza virá aqui, não tenho dúvidas. – Zeus respondeu, sem delongas.

— Então, vamos Arthur? Você não está preocupado, está? – Afrodite se virou e foi até seu filho, com um sorriso.

— Hmpf. Você não me conhece, mãe? – Afrodite deu um sorriso maior depois do que Arthur disse. Ele sorria de forma convicta e orgulhosa.

— Então, até mais, pequeno Zeus.

Afrodite e Arthur deram a despedida com um sorriso no rosto. Os dois se dirigiram até a saída do Monte Olimpo e se foram. Zeus suspirou e coçou sua longa barba de nuvens brancas. Ele se levantou de seu trono e andou um pouco até o hall do local. O Rei dos Deuses olhou para a Cidade de Olímpia e depois para o céu. As nuvens começaram a se formar mais e mais e acabaram tomando a frente da lua, impedindo sua luz de passar. Nublado.

Provavelmente o dia seguinte seria de tempo fechado.


[As consequências dos ataques são...]

Por Sora | 07/01/18 às 21:43 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen