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20º Mito - Nas Sombras

Epopeia do Fim (EDF)

20º Mito - Nas Sombras

Autor: Sora

Mesmo dia, já passavam das 2h30 da madrugada. Monte Olimpo, centro da Cidade de Olímpia. Na resplandecente montanha ainda estavam Damon, Daisy, Chloe, Julie e Lilith. Além de Atena e Zeus também... O resto já tinha ido embora para suas respectivas residências.

— Oooh. – Sempre sem expressões no rosto, Julie observava bastante impressionada para a lâmina de Daisy.

— Ela é dourada mesmo. Incrível...! – Lilith dizia, boquiaberta. As duas estavam quase que esmagando Daisy com seus olhares próximos, enquanto a mesma seguia abraçando sua arma, recuando levemente com um sorriso desconcertado.

— Hehehe...

— O que foi Lilith? Está com inveja porque a arma dela é melhor e mais bonita que a sua? – Damon... Como sempre, voltando ao habitual, ele falou com sarcasmo, fazendo uma veia de Lilith pular.

— Oh. Você quer mesmo me tirar do sério, não é? – Olhou dando um sorriso de escárnio para ele.

— Não se esqueça que eu te salvei na Floresta Negra, sua idiota. – Devolveu o sorriso.

É. Voltamos à programação normal.

— Mas você perdeu completamente a luta, então isso não muda nada. – Agora foi a vez de Lilith fazer uma veia de Damon pular.

“Esses dois são um problema”, pensava Atena enquanto olhava para a treta formada, totalmente desacreditada.

— Ah é?! Se eu não aparecesse você estaria morta sua-!

— Hahahahaha! – A risada de Daisy quebrou o clima pesado e fez os dois a olharem ao mesmo tempo.

— Daisy...? – Damon perguntou com a voz fraca.

— O que houve...? – Lilith fez o mesmo.

— Nada, vocês só se dão muito bem juntos!

CREC

Baque total. O que Daisy disse pareceu abrir um gigantesco buraco na camada de ozônio. Uma sombra encobriu a expressão de nojo de Damon e Lilith.

“Até você, Daisy?!” , Damon e Lilith disseram mentalmente, com voz de choro.

— Agora temos mais um membro com uma Arma Divina. Ela só precisa de treinamento, como minha mãe disse, mas...

Agora foi Chloe quem se pronunciou. Ela colocou a mão no queixo, pensativa sobre tudo que analisou em pouco tempo atrás.

— Não se preocupe, Daisy vai ficar forte. Não é? – Damon disse sorrindo para ela.

— Sim!

— Sua falta de preocupação me preocupa. – Afirmou Chloe, com um leve sorriso.

— Pergunta: Nós também vamos, não é, irmã? – Julie perguntou para Chloe logo em seguida. Mas antes dela responder, Atena andou até as duas.

— Não se preocupem meus bebês. Assim como todos, vocês também irão ficar mais fortes comigo. Portanto se preparem! – Disse a mãe de ambas, a Deusa da Sabedoria.

— Sim.

— Bebês...? – Enquanto Julie afirmou, Chloe murmurou com um tom estranho.

— Não importa como, nós vamos acabar com esses Imperadores da Escuridão. Vamos mostrar para eles o verdadeiro poder dos Dez Apóstolos. – Disse Damon, batendo seu punho cerrado na sua mão direita, aberta.

— Claro que vamos. – Lilith disse, olhando para o lado. Damon então voltou sua atenção para ela.

— E você, o que vai fazer?

— Hein?

— Ué, eu e Daisy vamos treinar com nosso pai, Silver vai com tio Poseidon com certeza; Elaine e Grey com Ártemis e Apolo, os pais deles; Julie e Chloe com a mãe delas. Bom, creio que o Brandt, o Arthur e o Meade vão dar um bom jeito. Mas e você...?

— Você é retardado por acaso?! É óbvio que irei pedir meu pai para me treinar! – Lilith ficou nervosa e novamente virou o rosto, fechando os olhos e cruzando os braços.

— Ah, tio Hades... – Damon sorriu sarcasticamente – Acho que alguém vai virar carvão.

— DÁ PRA CALAR ESSA BOCA, DÁ?!

— Reclamação: Lilith, você grita demais quando está irritada. Desnecessário. – Julie disse com a maior normalidade do mundo.

— Dá pra parar você também?!

— Bem, bem, acho que tá na hora de irmos, não é? – Atena andou até Daisy e fez carinho em sua cabeça – Até mais, Daisy. Treine bastante para ficar forte.

— Eu irei, irmã!

— E você, juízo. – Ela falou para Damon, que deu de ombros e bufou – Então vamos, Julie, Chloe.

— Táááá. Então, vemos vocês depois. – Chloe deu um sorriso e acompanhou Atena.

— Até. – Julie fez o mesmo. E então, as três desceram o Olimpo e se foram, voltando para sua casa, em Atenas.

— Então, também irei para casa. – Disse Lilith, se virando.

— Ok. Eu e Daisy também vamos.

— Não, ainda não. – Disse o Rei dos Deuses, Zeus, chamando a atenção de Damon, Daisy e Lilith – Ainda tenho alguns assuntos a tratar com vocês dois. Principalmente sobre seus treinos.

— Ainda... – Damon suspirou.

— Então irei na frente. Tchau tchau, Daisy, tio Zeus! – Lilith acenou e se virou.

— Tchau pra você também, demônio. – Damon retrucou e Lilith rengeu os dentes, cerrou o punho e se segurou.

— T-c-h-a-u, D-a-m-o-n. – Ela disse, sem se virar. E então, pegou o mesmo destino de Atena, Julie e Chloe, e desceu para sua casa, o Reino do Submundo.

— Que problemática...

— Hahaha! Eu gosto dela, irmão! – Daisy falou, sorrindo. Damon observou em silêncio – Você não se sente assim também.

— Hm... – Damon seguiu olhando para frente, quando uma leve brisa noturna de outono bateu no hall olimpiano – Sei lá...

 

***

 

Tarde daquele dia, bem longe do Olimpo, local desconhecido. Por volta de 16h30 da tarde. Era um local escuro, como uma caverna. Ali estavam algumas pessoas. A sombra feita pelo local que tampava a luz solar não deixava que a face de algumas fosse vista.

— Por que Keith nos reuniu aqui? – Um garoto falou de braços cruzados. Sua voz era séria até demais.

— É isso mesmo que eu quero saber... – Quem o respondeu foi uma garota. Seu tom de voz era um tanto que... Psicopata – Bem, eu tenho uma hipótese. – Ela levantou o indicador direito.

— ... – Enquanto a garota falava, os outros que estavam ali, escutavam em silêncio.

— É simples. Pelo jeito ele encontrou com eles. – A garota disse, levantando um pouco da curiosidade do garoto que estava em sua frente.

— Eles...

— E também...

De repente, os dois ouviram um barulho e olharam para o lado, o mesmo interrompeu a garota. Além deles, as outras quatro pessoas no total, que estavam lá atrás, também observaram. Era muito escuro, não era possível ver suas faces. E o barulho era o de passos em pequenas poças d’água da própria caverna.

— Opa! Cheguei!

Uma garota de aparentes 16 ou 17 anos, com cabelo de cor rosa com dois coques laterais e olhos da mesma cor – Bluebell.

— O que é isso? Por que estão todos aqui? – Ela pergunta após ver todos em sua frente, com uma expressão de surpresa.

— Bluebell... – Responde a outra garota, com um tom estranho – Onde você estava?

— Haha! É isso que eu queria falar com o Keith! Mas onde está ele?! Simplesmente me chamou aqui. Ele chamou vocês também?

— Deve estar chegando. – Disse o garoto.

— Oh! Então finalmente deve acontecer! – Ela bateu sua mão direita fechada, na esquerda aberta, como um pequeno martelinho – Hm, será que vai demorar?

— E como eu vou saber? – A garota já parecia estar perdendo sua paciência. Bluebell fechou os olhos sorrindo.

— Hazelzinha, você é muito estressada. Tem que se acalmar um pouco!

— É você quem me irrita, Bluebell. – A garota andou até Bluebell e seu rosto foi revelado.

Seu cabelo tinha duas cores. A parte superior era de um vermelho radiante, e da queda para a parte inferior se transformava em um vermelho mais escuro, quase chegando ao vinho. Na parte de trás, o cabelo era amarrado nas laterais, caindo como tranças lisas, também na cor de vermelho escuro. Essa garota, com seu olhar totalmente tirano se chama Hazel.

— Eu te irrito? Ora, mas por que será?!

— Sua-!

— Parece que todos estão aqui. – Antes de Hazel esboçar alguma reação inusitada, um garoto as interrompeu.

Cabelo com pontas cuneiformes desarrumadas, de cor verde- o líder dos Imperadores da Escuridão, Keith apareceu para os demais... companheiros naquela caverna.

— Keith! – Todos olharam para ele ao mesmo tempo – Eu queria falar com você! Eu enfrentei os Dez Apóstolos hoje! Quer dizer, ontem...? – Ela murmurou, tentando contar nos dedos.

Bluebell não tirava seu estampado sorriso do rosto. Keith apenas olhou e Hazel ficou mais calma; e os outros quatro mais atrás se aproximaram. Porém, ainda não era possível ver seus rostos com clareza. E quem reagiu às palavras de Bluebell foi...

— Você o que?! – Foi Hazel. Ela não estava acreditando no que ouvia, voltando a ficar nervosa.

— E então...? – Keith ignorou a reação dela e perguntou. Seu olho esquerdo, o olho de cor laranja-escuro impôs uma pressão absurda só de olhar para as duas. Hazel se aquietou. 

— Hmmm. Eu ia acabar com eles, mas o Deus dos Mares apareceu. Aí tive que me retirar! – Todos ficaram bem impressionados, diria.

— Hmpf. Creio que estava brincando com eles, mas não se preocupe. Reuni todos aqui hoje para falar sobre nosso plano e inicia-lo.

— O plano...! – Um garoto nas sombras, bem lá atrás disse.

— Então vai começar... foi bem cedo. – Dessa vez quem falou foi o com a voz mais séria, que estava ao lado de Hazel.

— Sim. Eles são fracos, porém são perigosos. Melhor, são inexperientes demais. Tiveram tudo de mão beijada por serem filhos de deuses... – Keith cerrou seu punho esquerdo – Após tal experiência desesperadora, com certeza vão fazer algo para nos deter.

— Então, vamos nos divertir um pouco mais! – Hazel disse, com um olhar e sorriso cortantes, mudando sua expressão de segundos atrás. Keith então, deu um sorriso também, em seguida.

— Muito bem... – Keith se virou, colocando um capuz negro, assim como Hazel, Bluebell e os outros cinco mais atrás. – Então começa aqui e agora... o plano para o domínio do mundo. E também o extermínio dos Dez Apóstolos... e dos deuses!

Keith disse, sorrindo. E de repente, algo inusitado aconteceu. O sorriso de Bluebell desapareceu como mágica. Ela olhou para Keith, com uma expressão... Triste...

Distante de tudo. Era diferente. Não era a mesma de sempre. Ela então, olhou para a esquerda, sozinha. E franziu o cenho...

 

***

 

Duas semanas depois.

De longe do Olimpo, dava para ouvir. Ruídos e sons absurdamente altos. Trovões chacoalhavam a terra dos homens na Cidade de Olímpia. Se fosse um terremoto, provavelmente seria no grau 4.5 da Escala Richter (escala logarítmica arbitrária, de base 10, utilizada para quantificar a magnitude de um sismo). Mas eram só... Duas espadas em colisão. Era a cena que vinha de dentro da Sala de Batalhas do Monte Olimpo. Apenas deuses e semideuses - ou então os Dez Apóstolos - poderiam acompanhar a tamanha velocidade. Mas uma pessoa, que não se encaixava muito nesses requisitos, conseguia ter o conhecimento do que olhava.

 Daisy, filha mais nova de Zeus, com seus olhos azuis-claros estava atenta a todos os movimentos, em uma bancada de mármore, fora da zona de combate. A velocidade era estupenda, porém ela acompanhava firmemente a batalha diante de seus olhos. Damon e Zeus se colidiam uma, duas, três, até quatro vezes ao passar dos segundos. Apesar da expressão séria, Damon parecia se divertir. Ele podia lutar com tudo contra seu pai.

Zeus, no entanto, não perdia a calma. A força do Rei dos Deuses era inimaginável, até mesmo para seus filhos mais velhos. Damon parou um pouco e Zeus o olhou. Ele respirou fundo e partiu para cima. Zeus ao mesmo tempo, reagiu e o cortou em dois. Daisy sabia, mas Zeus não. Era uma ilusão de ótica, feita pela Ryūken de Damon. Zeus ficou alerta e então, Damon veio por cima.

— Corte dos Mil Pássaros! – Damon atacou.

Zeus aceitou o golpe. Damon deu um sorriso e, quando pensava ter ganhado, viu Zeus segurando sua espada com as mãos! Damon, porém, não ficou chocado ou assustado. Isso já era esperado do Rei dos Deuses. Damon não parava de tremer no ar, até que Zeus o jogou para longe. Ele usou as pernas para parar e isso o fez ficar quase que com as costas coladas na parede. Ao olhar para cima, a lâmina de Zeus estava em seu pescoço.

— Gh! – Damon ficou sem reação. Seu pai então, deu um suspiro.

— Por hoje chega.

Zeus retirou a lâmina do pescoço de Damon. Daisy ficou de certa forma aliviada. Deu para escutar um baixinho “ufa” vindo dela, da bancada. Damon então, guardou a Ryūken, sua Arma Divina, em suas costas.

 — Você está melhorando, mas precisa ficar mais atento. – Zeus afirmou, guardando sua lâmina em sua cintura.

— É. Eu sei.

Damon estava bastante suado. É o mínimo também. Ele está há mais de uma semana e pouca treinando com nada mais, nada menos do que o Rei dos Deuses. Daisy veio rapidamente correndo com uma toalha em mãos.

— Você foi incrível irmão! – Daisy estendeu suas mãos, oferecendo a toalha a seu irmão.

— Creio que não tanto assim como você diz. – Damon pegou a toalha e se secou do suor no rosto – A propósito velhote, por que a Daisy não treina junto comigo? 

— No momento isso não é necessário. Foque em apenas melhorar a si mesmo. Ela está indo bem em seu treinamento, não se preocupe.

— Hmmm. – Damon fez uma cara de dúvida, enquanto pensava.

— Bom, então tire o tempo para descansar, Damon. Daisy, vamos começar em dez minutos.

— Sim, papai!

Após a resposta animada de Daisy, Zeus saiu da sala de combate. Damon e sua irmã mais nova apenas observaram.

 — Desculpe, irmão. Não sei o motivo do papai não deixar você acompanhar meu treino. 

— Não se preocupe. O importante é que você fique forte. Então você será uma de nós! Trabalhe duro e dê seu melhor! – Damon falou acariciando sua cabeça, como sempre fazia. Daisy apenas aceitou o carinho, fechando os olhos como um gatinho.

— Sim! Obrigada, irmão! – Ela retribuiu com um sorriso. Damon também sorriu.

— Então, eu vou dar uma volta. Até mais!

— Ok. Tenha cuidado!

Damon saiu da sala e deixou Daisy lá dentro, se preparando para sua parte do treinamento com Zeus. Como será que ela estava se saindo? Não faz nem duas semanas direito que uma garotinha de 11 anos de idade recebeu uma Arma Divina do próprio Rei dos Deuses e está treinando separadamente com o mesmo. O que tem de tão secreto nisso? Nem seu irmão pode acompanhar, mas ela pode acompanhar o dele. Bom, esquecendo um pouco tudo isso, Damon colocou a toalha em cima de uma pilastra e se direcionou até uma entrada enorme. Ele deu um pulo. E foi caindo e caindo. Mas dessa vez, não foi pra cidade e sim, chegou diretamente ao Submundo.

— Droga, isso aqui não muda nunca. – Damon olhou para os lados, com a iluminação em roxo se destacando. – Hm?

Damon ouviu sons de batalha. O mesmo som que ele e seu pai faziam no treinamento. Ele andou até uma porta, de onde o som ficava mais alto e perto.

— O que será que está acontece-?

Quando Damon abriu a porta e colocou sua cara para olhar, uma estaca gigante perfurou a parede atrás dele. E a estaca parou do lado, quase o acertando. Ele ficou com uma cara de medo, bem engraçada. E suava mais ainda do que suou na batalha contra seu pai.

— O-O-O que...?

— Chamas Polivalentes!

O fogo subiu do chão. Era mais forte do que quando usado contra Keith na Floresta Negra. Era ela, Lilith, a Princesa do Submundo. Damon ficou impressionado com a evolução da magia de sua amiga. Então ele viu uma sombra rapidamente. Sem nem ter tempo de reagir, Hades apareceu com suas armas em forma de garras e rendeu Lilith, como Zeus fizera com Damon alguns minutos atrás.

— Gh! – Lilith ficou sem reação, assim como Damon.

— Por hoje chega. – Disse o Deus do Submundo.

— Aaaah... – Lilith caiu sentada de cansaço. Hades guardou suas garras e Lilith deitou sua foice no chão, ao seu lado.

— Hm. Déjà-vu? – Damon colocou a mão no queixo e inclinou sua cabeça para o lado. Lilith então, ainda recuperando o fôlego, olhou para o lado e o viu.

— Hã?! Damon?! O que está fazendo aqui?! – Hades também olhou para o lado, sério como sempre.

— Nada. Meu treino acabou e não tinha nada para fazer, então dei uma passada aqui. Ah, olá tio Hades! – Ele acenou para o deus, que bufou.

— Damon... – A voz de Hades sempre foi assim, absoluta mesmo. Ele falou em um tom severo ao ver o filho de seu irmão e rival, Zeus.

— Na verdade eu vim pedir uma coisa para a Lilith. – Lilith ficou curiosa. Damon andava até os dois, com as mãos cruzadas por trás da cabeça. 

— E o que seria...?

— Nós também temos algo para pedir...

A voz feminina veio de longe. Damon, Lilith e Hades olharam para cima e viram Julie e Chloe, que caíram na frente dos três, de pé.

— Uah! – A parada das duas irmãs, filhas de Atena, fizeram Damon dar um pulinho de susto.

— ...tio Hades. – Chloe completou a frase. Ela e Julie olharam para Hades, que semicerrou um pouco os olhos. O que elas queriam ali?

— Chloe e Julie?! – Damon e Lilith olharam para as duas. E o deus, Hades, só as encarou... 

Por Sora | 15/01/18 às 14:28 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen