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24º Mito - Jardim Espiral

Epopeia do Fim (EDF)

24º Mito - Jardim Espiral

Autor: Sora

— D... Damon?! – Lilith estava incrédula ao ver Damon petrificado ao seu lado.

— Hahahahaha! O que foi?! Ficou chocada ao ver seu amigo petrificado?! Ahahahahahahaha! – A risada de Medusa era medonha até demais.

— Nem tanto...

— Ahahaha...! Hã?! – Medusa parou de rir e fez uma expressão de dúvida após a resposta calma de Lilith. Mas havia um motivo para tal. Pois Lilith sabia...

— Eu só preciso te matar para traze-lo de volta, não é?

Ela fez uma pergunta bem retórica, sorrindo, o que fez o corpo de Medusa gelar. Esse era o segredo, essa era a saída. Se Lilith conseguisse matar Medusa, Damon voltaria ao normal. Essa é a única maneira de livrar alguém recém-petrificado. Mas havia um porém... Lilith tinha em torno de cinco minutos para fazer isso. Passado esse tempo, Damon ficaria dessa forma para sempre. Esse é o motivo pelo qual humanos petrificados não podem voltar ao normal...

Ela sabia disso, portanto, resolveu se livrar de todas as informações desnecessárias e se concentrou ao máximo. Seu reiki começou a ferver mais e mais, até que...

“Isso. Continue assim.”

Aquela mesma voz estranha na mente de Lilith a fez congelar por um momento. Era mais alta agora, deu para escutar claramente. O que era isso afinal? Não importava, esqueça isso! Não pode perder nem um segundo sequer!

Lilith removeu sua dúvida de sua mente e fechou os olhos. Medusa se preparou, quando Lilith partiu para cima da Górgona, que já estava sem um braço, obra da própria filha de Hades.

— E quem disse que será fácil assim?! Você não pode me ver!

 Lilith então atacou Medusa com a foice. Mas o que aconteceu depois... Lilith, mesmo de olhos fechados, previu a esquiva da Górgona, que iria para a direita dela.

— O QUE?!?

Lilith com sua Jigokuma, a Foice do Inferno, cortou a barriga de Medusa com um golpe horizontal, fazendo mais sangue ainda espirrar pelo chão. A Górgona colocou a mão no chão, olhando para baixo, de olhos arregalados e boquiaberta. Lilith parou atrás dela.

— C-Como é possível?! Você, de olhos fechados...! – A Górgona balbuciava, incrédula.

— Infelizmente você escolheu a pior adversária, Medusa. Afinal, eu já estou acostumada com a escuridão...!

Lilith atacou Medusa de novo, sem pestanejar. Ela caiu para trás e gritou novamente de dor. Parecia que sua pele queimava a cada vez que a foice de Lilith a tocava e a cortava. A Górgona não tinha espaço nem para pensar em algo, já que Lilith a cercava mais e mais, e cada vez mais...

No próximo ataque, restavam agora dois minutos para Lilith matar Medusa e libertar Damon da petrificação. A Górgona cuspia sangue no chão. Muito sangue vermelho escuro.

— Mas... quem é você!?!

 A Górgona perguntou, desesperada... E Lilith apenas deitou sua foice sobre suas costas e respondeu, com os seus olhos vermelho-rubi brilhando frente à lua cheia.

— Quem eu sou? – Ela mudou seu tom de voz, olhando para ela de forma cortante – Eu sou Lilith.

— Lilith... Esse nome... – Ela murmurou, tremendo os olhos cinzas – Você, é a mais nova descendente de Lorde Hades!?! – Lilith, com a pergunta de Medusa, deu um sorriso internamente. Ela então desceu a foice, a deitando em direção ao solo, voltando a fechar seus olhos.

— Chega de conversas... – Lilith rodou a foice três vezes em espiral, com uma mão só e bateu com a ponta do apoio no chão com força – Chamas Polivalentes!

O chão esquentou de forma mais rápida que o normal e um grande pilar de fogo vermelho engoliu Medusa. As chamas fizeram Medusa rugir de tanta dor que sentia, enquanto suas escamas ardiam em chamas.

— P-Por fav-vor...! P-Par-re! – Medusa aparentava e sofria muito. Lilith era impiedosa.

— Eu vou fazer você provar o pior inferno...

Era como se Lilith estivesse executando uma certa vingança pessoa. Ela realmente ficou irritada. Ela bateu novamente a foice no chão e o pilar de fogo ficou maior de novo e Medusa foi para trás. A Górgona já estava quase toda deformada. Mas o pior aconteceu na sequência. Ao dar um leve passo para esquerda, sua cabeça foi cortada em três pedaços simultaneamente. Sangue saiu para todos os lados e sujou um pouco a bochecha esquerda de Lilith que abriu os olhos. Seus olhos frios e vermelhos brilhavam como dois rubis refinados.

— Linhas do Inferno...

— Eu... não...!

Medusa não pôde falar mais nada. Lilith matou a Rainha das Górgonas. Isso foi o suficiente para desfazer a maldição e Damon voltar ao normal, assim que a petrificação foi destruída. Ele caiu no chão meio que desacordado por alguns segundos.

— Damon! – Lilith então, foi até ele.


...


Alguns minutos depois.

Damon levemente abriu os olhos. Ele ainda enxergava tudo meio embaçado, quando começou a clarear de vez. E quando ele se deu conta, viu o rosto de Lilith, logo acima dele, o olhando diretamente nos olhos.

— Lilith...?

Os dois ficaram se olhando. Damon se lembrou de a empurrar para evitar o ataque de Medusa e em seguida ser petrificado. Ele então foi virando seu olhar para o lado. Sua cabeça estava deitada no colo de Lilith...

— Damon, ah, enfim acordou! Você está-?

— O QUE, O QUE SIGNIFICA ISSO!?!

Damon deu um pulo como um gato, apontando seu dedo para ela, antes da mesma terminar sua pergunta.

— Hã? – Ela era lenta para entender as coisas, assim dando duas piscadas com a boca aberta. E quando entendeu, ficou totalmente corada –NÃO É NADA DISSO SEU IDIOTAAAAA!

— MAS NÃO É O QUE PARECIA! – Os gritos dos dois podiam ser escutados de longe.

— SEU...! ERA MELHOR EU TER DEIXADO VOCÊ COMO ESTAVA, IDIOTA! 

— Hein? Mas o que-?! – Damon olhou para o lado e viu Medusa totalmente decapitada – O QUEEEEEE!?!?!?! Você a matou sozinha!?!

— É, foi isso mesmo! Na hora que você me jogou no chão, você acabou sendo petrificado, então tive que desfazer a maldição matando ela! – Ainda nervosa, ela respondeu bufando.

Lilith pegou um paninho de seu chíton preto e limpou o sangue de sua bochecha que ela havia esquecido de limpar após ter vencido a Górgona. Ela estava mais preocupada com vocês sabem quem.

— Então, eu fui petrificado mesmo... – Damon olhou para os pedaços de pedra que restaram de sua petrificação quebrada.

— "Mesmo"?! – Lilith perguntou, destacando a palavra de Damon, em dúvida.

— Sim, eu realmente me senti preso. Parecia que eu estava trancado por correntes e não podia me mexer, nem falar. Era estranho... – Ele pisou nas pequenas pedras, as destruindo.

— Hm... Então é assim que uma pessoa petrificada se sente? – Lilith pôs a mão no queixo, inclinando sua cabeça.

 — Bom, vamos procurar os outros agora. – Damon andou até Lilith – Será que eles conseguiram?

— Isso não vai ser necessário.

Lilith e Damon olharam para o lado e viram Grey, Elaine, Chloe e Julie, juntos, andando até eles.

— V. – Disse Julie, fazendo o sinal da vitória com as duas mãos, como uma criança.

— Oh, vocês também acabaram! Bom trabalho! – Damon se animou.

— Sim, não foi tão difícil assim! Parece que aí também!

— É, foi bem fácil! – Após Lilith falar, um outro ruído estranho chamou a atenção dos seis que olharam para o lado.

Ao olhar, sem nenhum precedente, Medusa, que antes estava decapitada, atacou. Todos desviaram no reflexo. Mas, como? Lilith com certeza matou Medusa. E o pior nem era esse.

— O que...?!

— GAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!

A Górgona recém-revivida gargalhava. Os seis, principalmente Lilith observavam de olhos arregalados. Porém, eles tiveram que fechá-los rapidamente ao perceber. Sim, o pior não era esse. Medusa estava totalmente recuperada.

Seu braço decepado por Lilith estava normal. Suas escamas de serpente também não estavam derretidas e cremadas. Elas brilhavam como diamantes. E sua cabeça, totalmente decepada três vezes, estava intacta.

— Ei, Lilith! Você não tinha matado ela?! – Damon, assim como os outros cinco, se forçavam a não abrir seus olhos.

— Mas, eu decapitei ela de todas as formas possíveis. Não é possível que ela sobreviveu...! – Disse Lilith, mais calma, pois podia lutar dessa forma.

— Mas então... Como ela está viva ainda?! – Agora foi Grey, que também estava de olhos fechados quem se pronunciou.

— Eu não sei! A maior prova que ela morreu foi você ter voltado ao normal, Damon!

— Faz sentido...

— Espera, ele foi petrificado por ela?! – Chloe ficou espantada.

— AAAAAAH, FALAMOS DISSO DEPOIS! – E Damon encerrou esse assunto.

— Então ela reviveu?! – Grey perguntou.

— Eu sinto um reiki diferente nela... diferente do que senti antes... – Chloe analisou com calma.

— Não... – Damon falou baixo, porém em um tom que todos puderam escutar – Me explique uma coisa. Como estamos conseguindo olhar para ela e não estamos sendo petrificados?

Mas como assim, Damon? Todos estavam de olhos fechados, não estavam? A não ser que ele tenha simplesmente esquecido de fechar os olhos. Sim, Medusa apareceu, mas Damon não fechou os olhos instantaneamente. Ou seja, era para ele estar petrificado, mas não era o caso.

— Então isso é...

— Teoria: Uma ilusão. – Todos olharam para Julie, assim que ela falou isso, rapidamente matando a charada. Era de se esperar da filha de Atena.

— Espere aí... VOCÊ ESQUECEU DE FECHAR OS OLHOS MESMO!?! POR ISSO FOI PETRIFICADO A PRIMEIRA VEZ, IMBECIL!!! – Lilith gritou no ouvido de Damon.

— PARA DE GRITAR ASSIM, MERDA!

— Dá para vocês dois pararem por um minuto!?! – Quem entrou na discussão/gritaria agora foi Chloe.

E quem interrompeu a todos foi uma risada sarcástica.

— Hahahahaha! Então vocês descobriram. Fui descuidada ao deixar esse detalhe passar! – Era uma voz diferente, porém conhecida para Damon, que abriu os olhos...

— Mas quem diabos...

— Espere! – Ele falou, chamando a atenção dos outros – Essa voz... eu conheço essa voz!

— Então você lembrou de mim, humano... Isso mesmo! – A ilusão então foi desfeita. Damon e Lilith ficaram surpresos ao confirmarem com os próprios olhos.

Quem apareceu à frente de todos os seis, foi uma pessoa totalmente inesperada parta todos. Isso mesmo, aquela que não foi derrotada por Damon no Deserto das Almas Perdidas, a líder e mais poderosa das Irmãs Rainhas.

— Então foi você mesmo! Sirena! 

Exatamente. Ela era Pisinoe. A Sirena seguia com seu braço cortado, porém amarrado por uma faixa no cotoco.

— Eu voltei... Para me vingar de vocês! – Disse a Sirena, com uma expressão cortante.

— Essa é a líder das Irmãs Rainhas que escapou naquele dia?! – Perguntou Lilith, para ter certeza.

— É ela mesmo, mas me desculpe, Sirena. Sua vingança não irá se concretizar! – Damon deu um sorriso desafiador.

— Haha! Isso é o que vamos ver! – E então, a Sirena pegou uma pequena pedra verde com a mão esquerda. Todos arregalaram os olhos – Vou matar todos vocês...!

— Ei, aquilo é...! – Chloe afirmou – O Amuleto de Ouroboros!

— Mentira! Então foi ela que pegou naquele dia?! – Era um pequeno amuleto com uma pedra verde central, e adornos em bronze. Esse era o amuleto que eles procuravam na primeira missão.

— Agora, eu vou acabar com voc-!

Antes dela terminar a frase, Damon, em um movimento super-rápido, cortou o braço que restava da Sirena. Ela arregalou os olhos em reação. Damon estava sério, mais sério do que o habitual.

— DE NOVO, HUMANO DE MERDA! – Ela esbravejou.

— Acabou, Sirena. É melhor você... Hã?!

Damon se virou e todos ali de repente... SUMIRAM. Ele simplesmente não entendia. Só que, ao piscar duas vezes, sua visão ficou embaçada. E ao piscar mais duas vezes, ele se viu em um local totalmente árido e quente. O lugar que ele estava naquele momento, era o Deserto das Almas Perdidas.

“O Deserto?! Mas como?! Outra ilusão?!”

Damon se questionou mentalmente, até começar a suar freneticamente, como uma torneira. Ele estava com roupas de frio no meio de um deserto com quase 60 ou 80°C!!

Era inevitável, mas ele sabia que não era real. Porém a cada segundo que passava, seu corpo se sentia como se ardesse mais ainda em chamas. 

— Essa é uma ilusão bem realista...! – Ele abriu um sorriso de escárnio.

Damon pôs sua mão sobre o rosto, tapando o sol brilhante e escaldante, que atrapalhava sua visão. E então fechou os olhos. Ele sabia que não era real, uma ilusão, portanto.

“Eu só preciso me concentrar...”

Damon começou a reunir seu reiki para achar o reiki da Sirena, Pisinoe, mais uma vez um localizador. A partir do momento em que ele encontrasse uma brecha, uma singela e pequena brecha, a sua saída estaria a postos. Ele se concentrou, se aprofundou, como se estivesse submergindo mais e mais...

Até que, um minuto depois:

“Ali!” 

Após abrir os olhos como um tiro e encontrar a anomalia na ilusão, Damon fez um rápido movimento, pegou a Ryūken de suas costas e cortou o ar diagonalmente. Mas, não era o ‘ar’. Era na verdade, o local onde Pisinoe estava. Resumindo, ela estava o tempo todo no mesmo lugar, na frente dele! Mas ainda assim, não havia ninguém, nenhum dos seus cinco companheiros ali. Ou seja, a ilusão não havia terminado ainda.

— Mas, como!?! – Pisinoe foi para trás, com sua mão na ferida que sangrava bastante.

Mas Damon sabia que ainda estava no efeito da ilusão da Sirena. Que aliás, também era produto da própria ilusão.

— Você é a Controladora de Mentes. Isso funcionaria melhor comigo se eu fosse o mesmo de antes. – Ele sorriu.

Pisinoe recuou com medo e Damon preparou sua Arma Divina, Ryūken, a Espada do Dragão. Ele apontou para a Sirena... e atacou.

— Desapareça! Corte dos Mil Pássaros!

A Sirena foi completamente despedaçada com o ataque letal! Sem chances de escapar. Então, logo após isso, tudo ficou escuro. Depois de alguns segundos, Damon voltou a abriu os olhos. Na sua frente estavam Lilith e os outros.

— Você acordou! – Lilith disse, aliviada. Damon olhou para eles e sua mão direita.

— O que aconteceu?

— A Sirena me pegou em uma ilusão, mas eu consegui derrotá-la e escapei. Ah... como é bom sentir esse frio de novo! – Damon se sentiu aliviado com o frio da Criméia comparado ao calor do deserto. Realmente, bem melhor... – A propósito onde ela está?

— Ela fugiu para lá! – Elaine apontou para a direita. Parecia um templo abandonado, bem pertinho dali.

— Engraçado. Eu não tinha notado esse templo antes. – Lilith disse, curiosa.

— Bom... – Damon colocou a mão no ombro e o rodou em círculos – Então vamos lá! Vamos terminar logo isso!

E então, os seis foram até o templo próximo dali, para onde a Sirena fugiu após hipnotizar Damon.

 

***

 

Os seis entraram no templo da Criméia. Ele já estava totalmente velho e em ruínas. Não havia mais nada de valor ali. O local era empoeirado, criando um clima bem sombrio. O seu teto, era parcialmente destruído, algumas partes dele já haviam desmoronado lá de cima. As fendas do teto e também do entorno do local, permitiam que a luz da lua cheia entrasse como feixes médios e iluminassem o interior destruído.

— Aonde foi que ela se meteu?! – Grey perguntou, enquanto andavam pelo templo.

— Procurem em todos os cantos. Não deixem ela escapar de novo.

Damon com certeza não podia deixar Pisinoe escapar uma segunda vez. Ele estava mais forte e provavelmente a Sirena estava da mesma forma que o primeiro encontro. A grande e única chance de completar uma missão que estava “pela metade”. Foi quando um barulho de um objeto caindo foi escutado. Todos olharam para o lado, mas não havia nada.

— Que barulho foi esse...? – Perguntou Elaine.

Um silêncio mortal se espalhou pelo templo destruído e aos pedaços. Uma nuvem grande entrou na frente da brilhante lua, e tapou sua luz, deixando o templo às escuras por um tempo.

— Pode ser ela. Fiquem alertas. – Disse Chloe, tentando sentir um resquício que fosse de reiki ao redor.

Uma risada... apenas uma pequena risada presa, de uma voz feminina percorreu a sala. E ela era familiar...

— Vocês estão procurando por isso? – Perguntou a voz, fazendo todos arregalarem os olhos e sentirem a pressão.

Chloe sentiu novamente aquele reiki. Ao olhar para o lado, os seis viram aquela mesma garota de cabelo longo e rosa, com dois coques laterais caindo como twintails, olhos tão rosas quanto e um sorriso confiante no rosto. Bluebell, sentada no hall em cima da escada, de pernas cruzadas. E o que ela estava segurando em sua mão esquerda, era a cabeça de Pisinoe pelos cabelos.

O corpo da mais poderosa das Irmãs Rainhas havia sido completamente esmigalhado no chão. Todos olharam chocados para a cena. Uma poça de sangue encharcava o solo cheio de pedras derivadas da queda do teto e ia se espalhando de pouco em pouco para mais longe.

— Você de novo?! – Grey disse, furioso apenas por ver Bluebell.

— Bluebell, dos Imperadores da Escuridão. – Chloe afirmou de forma séria.

— Hihi. A própria! – Bluebell disse, sorrindo mais ainda...

Por Sora | 19/01/18 às 23:27 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen