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25º Mito - Confronto Predestinado

Epopeia do Fim (EDF)

25º Mito - Confronto Predestinado

Autor: Sora

Já era por volta de 20h30 da noite no País da Noite Eterna, Criméia. O local era o templo da cidade. A nuvem que estava na frente da lua, evitando que sua luz se propagasse entre as fendas e brechas do destruído templo, permanecia lá.

Dentro do templo estavam seis dos Dez Apóstolos – Damon, Lilith, Grey, Elaine, Chloe e Julie – procurando por Pisinoe, a última das Irmãs Rainhas que havia sobrevivido no Deserto das Almas Perdidas. Mas, para a surpresa e aflição dos três, ela já estava morta faz alguns minutos. E a responsável por isso, foi aquela que humilhou todos os dez no Mar Egeu, duas semanas atrás – a garota que faz parte dos Imperadores da Escuridão, Bluebell.

O nível de reiki dela não sofreu grandes mudanças – seguia no Nível Gama. Mesmo que os Dez Apóstolos – para ser mais específico e exato, os seis que ali estavam – tenham evoluído bastante durante as quase duas semanas de treino, eles ainda não conheciam o total poder de Bluebell. O nível de reiki de ambos ainda estava em transição do Nível Alpha para o Gama. Não era tão fácil como parecia passar de um nível para outro.

Mas, talvez, e apenas talvez, haja um evento em que isso possa ser desencadeado de forma mais sucinta possível. Exatamente, em uma batalha. E com um adversário como Bluebell, era arriscado, porém as chances não eram pequenas.

Os seis encaravam a garota sorridente de cabelo e olhos de cor rosa. Ela seguia segurando a cabeça da Sirena Pisinoe. Ela a matou, sem que os seis percebessem. O silêncio. A pressão. O clima era pesado no local. Memórias de duas semanas atrás percorriam a mente de ambos os seis. Era normal, afinal de contas ver Bluebell de novo e não lembrar da derrota e da humilhação sofridas é a mesma coisa que fazer uma certa escolha e não sofrer as consequências dela. Meio que se conecta.

A dor da ferida aberta ainda pulsava nos seis. Eles sabiam que para aliviar um pouco isso, precisariam apenas de uma coisa antes de saírem de Criméia. Dar o troco. Em alguns segundos de silêncio, tudo isso foi pensado e repensado por todos. Até que o silêncio foi quebrado, exatamente por ela.

— Mas espera. Um, dois, três, quatro, cinco, seis... – Bluebell contou, apontando para cada um de uma vez – Onde estão os outros?!

— Bom, eles estão meio ocupados, então não puderam vir. – Damon respondeu, sem raiva ou ódio em seu tom de fala. O mais sucinto possível – Mas antes...

— Já sei, vocês querem isso, não é? – Ela mostrou o Amuleto de Ouroboros na sua outra mão. Todos observaram sem reagir – Podem levar, não tenho interesse.

Bluebell jogou o amuleto para Chloe, que o pegou com dificuldade, quase deixando o mesmo cair no chão. Todos ficaram surpresos.

— Que complacente você... – Damon disse, sem mostrar nenhum pingo de nervosismo.

Mas ele não parecia se controlar ou nada do tipo. Parece que já superou as derrotas humilhantes de duas semanas. Sim, no plural mesmo. Damon antes de perder pra Bluebell com os outros, também foi derrotado por Keith, o líder, na Floresta Negra. Mas o treino os amadureceu bastante. Talvez, parte do amadurecimento que faltava aos dez, ditos no início. Eles finalmente cresceram.

— Aaah, que chato! Então eu vou ter que matar seis e depois quatro. Eu queria logo todos os dez!

Bluebell jogou a cabeça de Pisinoe para o alto e estalou os dedos de sua mão direita. Uma pressão incomum fez a cabeça da Sirena, já morta – óbvio, estourar, espalhando pedaços internos de sua cabeça, como cérebro, olhos e muito sangue escuro.

— Então, vamos começar de onde paramos? – Ela pulou e ficou de pé, na frente dos seis, dando um sorriso leve.

— Com todo o prazer... – Disse Damon, devolvendo o sorriso e colocando a mão direita no cabo de sua espada em suas costas.

Todos se prepararam para lutar junto dele, já pegando suas Armas Divinas. Era iminente a vontade de todos de derrotar Bluebell. Um, para testar os resultados de seu treinamento e seus possíveis novos poderes, como os mesmos tem abordado frequentemente. Dois, como dito antes, para devolver o favor de duas semanas atrás no Mar Egeu. Mas, uma pessoa dos seis que ali estavam, interrompeu o clima por um momento, com as seguintes palavras:

— Esperem.

Todos olharam para Elaine que foi andando até chegar na frente de Damon e dos outros. Grey arregalou os olhos, Lilith ficou de boca aberta, Chloe e Julie observaram, e Damon não esboçou reação. Mas isso mudaria com as próximas palavras dela.

— Deixem que eu cuido disso.

Uma Elaine diferente, exalando confiança, tomou a responsabilidade para si de enfrentar Bluebell no mano a mano! E agora, não só Lilith e Grey, mas todos ficaram boquiabertos e com olhos arregalados.

— Oh?! – Bluebell fez uma expressão irônica.

Provavelmente qualquer um faria. Sim, ela derrotou todos os dez de uma vez, ao mesmo tempo, sem chances. Quer dizer, talvez Arthur e Brandt pudessem a derrotar no momento, mas não aconteceu. Se não fosse por Poseidon, eles estariam com certeza mortos, pelo menos excluindo aqueles dois.

Ela derrotou dez sozinha, de uma vez. E agora Elaine quer a enfrentar sozinha também?!

“Faça-me o favor, você só pode estar brincando”, pensava Bluebell enquanto prendia a risada. Dava até pra ver um pouco de sua boca alinhada, se mexendo enquanto a risada gritava para sair.

— Elaine?! – Grey, tentando entender de fato o que Elaine quis dizer, disse.

— Você me atacou naquele dia. Tenho de retribuir o favor... – Ela disse para Bluebell, ao mesmo tempo respondendo a ele.

Exato, naquela noite, quem colocou desmaiou Elaine foi Bluebell, disso ela já sabia. Ela encarou sua oponente com um olhar frio – coisa que ela não costuma fazer, porém sorrindo. Parecia confiante. Não, refazendo; ela estava confiante. Bluebell deu um sorriso mais vil, mostrando os seus dentes. Ela viu que Elaine falava sério.

 — Podem, por favor, não interferirem? – Todos olharam para as costas de Elaine, que pareceu crescer à frente de todos...

— Mas-!

— Está bem. – Damon respondeu de forma rápida e simples, cortando o protesto de Grey.

Ele guardou sua Arma Divina. Todos olharam para ele com uma expressão de surpresa e espanto. Grey principalmente...

— Damon?! – Lilith tentava entender o estranho aval de Damon para Elaine. Era irresponsável e arriscado demais!

— Não iremos interferir na luta. – Damon ignorou a reação dos outros e continuou – Porém se, em algum momento, você não aguentar mais, iremos interferir.

Com as palavras e condições de Damon, Elaine deu um leve sorriso, aliviada de certa forma.

— Está bem. Mas isso não será necessário! – Sua confiança abalava Grey, que estava sem palavras.

— Ahaha! Acha que pode comigo depois d-?!

A frase irônica e convencida de Bluebell foi cortada com uma rajada de vento cortante, que passou do lado dela, raspando seu rosto e fazendo um leve corte na bochecha. A garota de cabelo rosa fez uma expressão mais séria.

— Não atrapalhe a conversa dos outros...

Mal pôde se ver, mas Elaine havia sacado sua Arma Divina, Hatsuki, que já estava brilhando. E também mal pôde se ver, mas ela foi quem atacou Bluebell com um simples corte ao ar, que produziu a rajada de vento cortante. Em resposta, Bluebell estalou a língua.

— Maldita! – Ela deu um sorriso de escárnio.

— Mas, Damon. – Disse Grey– Isso realmente é o certo a se fazer?!

Damon andou para trás, abrindo espaço para Elaine lutar contra Bluebell. Ela parou ao lado dos outros quatro, mais especificamente, ao lado de Grey. Sem olhar para ele, Damon apenas disse:

— Acredite na Elaine, Grey.

As poucas palavras de Damon foram o suficiente. Grey então parou e como um flashback, relembrou da conversa que teve com sua prima, na noite que foram atacados por Bluebell e um outro companheiro desconhecido ainda.

— Grey...

— O que foi?

— Eu sou fraca. Talvez, a mais fraca de todos os dez.

— ...

— Eu não consigo... por mais que eu tente, não consigo alcançar vocês. Por que? Porque vocês continuam contando com alguém como eu?

— Você é idiota? É claro que você não é fraca. Não se trata de ser mais forte ou mais fraco. Você é minha prima e nossa amiga. O que mais importa?

— Mas, se eu continuar só irei atrapalhar vocês e-...

— Você pode ficar mais forte. É só treinar e se esforçar mais! Vamos, eu te acompanho.

— O que!?! Você?

— Sim. A partir de amanhã vamos pedir aos nossos pais para nos ajudarem, se eles estiverem livres, é claro.

E após lembrar dessa conversa, ele olhou para Elaine que deu um sorriso e se virou novamente para Bluebell. Essa era a resposta que ela conseguiu. E ela iria mostrar a eles agora, que não era fraca, nenhum empecilho! Grey apenas assentiu sorrindo e guardou sua Arma Divina, assim como as outras três garotas.

“Obrigada, Damon, Grey, pessoal... Eu vou vencer, com certeza!!”

Damon, Grey, Lilith, Chloe e Julie se afastaram do ‘campo de batalha’ recém-formado ali naquele despedaçado e em ruínas templo. Elaine olhou mais seriamente   para Bluebell.

— Hã?! Você acha que realmente pode me derrotar?! – Bluebell disse sorrindo, ainda mostrando seus dentes.

— Eu vou te derrotar... AGORA!

Elaine segurou firme sua Lâmina da Lua. Damon e os outros se distanciaram na hora. Eles foram na direção da escada um pouco destruída, na outra extremidade do templo, ou seja, contrária a que Bluebell estava, para acompanhar a luta. Chloe e Lilith sentaram, enquanto Damon, Grey e Julie ficaram em pé. Estava tudo pronto para a batalha (até mesmo o improvisado camarote).

— Muito bem... Então me mostre do que é capaz! – Bluebell disse, em um tom musical.

Ela estalou os dedos e aquela pressão gigantesca que pôs todos os dez no chão, desceu em Elaine. A gravidade. Elaine, porém, com esforço, permaneceu de pé. Sim, ela estava se esforçando. O suor começou a escorrer sobre seu corpo, era martirizante, mas ela precisava aguentar. Já demonstrava um grande avanço só de aguentar.

— Oh! Então você consegue aguentar o nível 5! Interessante... – Elaine olhou para Bluebell, sua expressão demonstrava um pouco de seu esforço para se manter de pé – Então que tal...!

Antes que Bluebell aumentasse a gravidade, Elaine foi rápida com um forte impulso e a golpeou com um corte horizontal na barriga. Bluebell pulou para trás e desviou no reflexo, porém sua roupa foi levemente cortada mesmo assim. Ela estalou os dedos novamente. Elaine teve que fazer mais força ainda para ficar em pé. Porém, seus joelhos já começavam a tocar o chão.

— Isso realmente foi surpreendente. – Disse Bluebell, olhando para a parte de sua roupa na barriga, rasgada pelo ataque que desviou – Você mal consegue ficar em pé no nível 10, mas lhe dou os meus sinceros parabéns. Ninguém até hoje sobreviveu ao nível 10 para contar história!

Os olhos castanhos de Elaine estavam arregalados e ela mal conseguia respirar. Esse é o poder verdadeiro de Bluebell, com sua poderosa magia da gravidade.

— Ah, é?! Me sinto orgulhosa disso!

— Uau! – A resposta de Elaine, sorrindo, fez Bluebell sorrir mais ainda, impressionada. Era uma adversária a sua altura naquele momento. 

— Posso começar, Bluebell?!

Sua adversária de cabelo rosa abriu os olhos. Enquanto isso, Elaine com bastante esforço, levantou sua arma e a fincou no chão. Grey já sabia do que se tratava. Ela iria usar aquela magia.

— Lilith, se prepare! – Grey avisou para Lilith, que sentada, olhou para ele com duas piscadinhas.

— Hein?

— Eclipse!

E então, como mágica em um estalar de dedos ou um bater de palmas, o museu inteiro ficou envolto à total escuridão. Bluebell teve então sua magia cortada simultaneamente a sua visão. Damon e os outros agora entendiam o motivo da escuridão total de alguns minutos atrás. Lilith, por fim, ativou sua visão noturna, seus olhos começaram a brilhar em um vermelho mais radiante e puro.

— Sua maldita!

— O que foi? Não pode usar mais sua gravidade?!

Bluebell ficou aparentemente irritada, obviamente. Mas uma correção deve ser feita; escuridão total não permitia que ela usasse a gravidade perfeitamente, mas não a anulava por completo. E ainda mais, ela não podia enxergar nada. Mesmo assim, Bluebell tentou não se exaltar e manteve a calma.

“Onde ela está?”

Bluebell forçou os olhos na vazia escuridão, e como se Elaine lesse seus pensamentos...

— Estou aqui. – Ela atacou Bluebell por trás, que voou e se chocou contra a parede com uma força absurda.

E então, após isso instantaneamente, a escuridão foi embora. Elaine estava um pouco ofegante, pois usar o Eclipse sem se concentrar e ter o contato com a lâmina presa ao chão gastava muito mais reiki do que fazer como ela fez contra a Górgona Euríale, mais cedo.

— Análise: Parece que o limite acabou. – Disse Julie, observando a respiração de Elaine. Da última vez a escuridão do Eclipse ficou por bastante tempo. Mas agora, se foi rapidamente, por aquele motivo. Mas ainda havia outro...

— Ela só pode usar isso duas vezes seguidas. Na segunda vez o limite da magia é menor...! – Afirmou Grey, como se soubesse o que Julie queria dizer.

Então, além de não poder usar com perfeição e gastando muito reiki, quando ela não se concentra totalmente naquilo, ela só pode usar duas vezes seguidas. E a segunda sempre será menos efetiva, não importa a concentração.

— Então ela poderia ganhar sem problemas se essa fosse a primeira vez!

— Não acho que seria assim. – Damon respondeu Chloe, sem rodeios, olhando para Elaine. Ela e os outros o olharam.

— Por que diz isso?

— Olhe só... – Damon olhava atentamente para as duas agora. E os outros acompanharam seu olhar.

— Hahahahaha! Você realmente me surpreendeu!! – Bluebell riu, cerrando os punhos e saindo da parede onde foi jogada pela filha de Ártemis.

— Você tem o péssimo hábito de subestimar as pessoas... Isso pode te prejudicar uma hora! – Elaine respondeu, com um sorriso confiante.

— Sim, sim, obrigada pela dica. Pena que eu não te perguntei nada!!

O sorriso de Bluebell sumiu e seu semblante demonstrou uma outra pessoa de antes. Um calafrio percorreu a espinha de Elaine que gelou na mesma hora, ela engoliu seco.

E então, Elaine pôde ver por um singelo momento... a cor do olho esquerdo de Bluebell, do natural rosa, mudou repentinamente para a cor ciano.

— Você é a segunda... – Bluebell murmurou, como um sussurro. Mal deu para escutar...

— O que?

— Você é a segunda pessoa que consegue me tirar do sério de verdade! – Bluebell voltou a sorrir, agora, de uma forma totalmente diabólica.

Seu olho esquerdo alternava instantaneamente entre a cor rosa e ciano, deixando Elaine aflita. E também os outros que acompanhavam a batalha, inclusive Damon e Lilith.

— Ela ainda nem mostrou toda sua força. E também ainda não lutou com a arma dela... – Damon completou, tentando segurar sua aflição pessoal. Todos estavam espantados – Essa batalha não será fácil...

— Isso é... – Chloe disse, hesitante. E ele completou novamente.

— Sim. É um problema.

 Ele estava sério. Lilith viu seu semblante e deduziu o que imaginava. Se Damon estava assim, então era realmente sério, além do outro fator que os deixaram aflitos. E logo depois, as atenções de todos se fixaram novamente nas duas...

— Eu vou te mostrar o que acontece com as pessoas que me tiram do sério...!

Uma aura sinistra começou a percorrer o corpo de Bluebell, que agora sim, mudou fixamente a cor do olho esquerdo, para o ciano, como se estivesse corrompida. E então, todos ali, exceto Damon e principalmente Chloe, arregalaram os seus olhos, assustados.

— Ei, aquilo é...! – Chloe indagou, tremulando seu olhar – Esse reiki...

“Sim. É o mesmo...”, Damon pensou nisso e se lembrou brevemente de Keith. Sua face assustadora. A pressão de seu olhar... E a cor de seus olhos, diferentes.

— Isso é... Incrível!

— Ela tinha tanto poder escondido assim?! – Lilith se levantou de forma abrupta, ao mesmo tempo que Grey rangeu os dentes. Julie seguia observando com calma e inércia, porém uma gota de suor escorreu por seu rosto.

O reiki de Bluebell começou a esquentar ainda mais. Era um reiki calmo, porém estranho, anômalo. Chloe, a mais sensível em questão de sentir o reiki das pessoas ali, começou a sentir algo estranho percorrer seu corpo. Julie viu que sua irmã gêmea mais velha estava meio que ‘se segurando’ e percebeu que tinha algo errado.

“Mentira! Isso que acontece quando eu sinto o reiki verdadeiro deles?! Ou então...”

Exato. Isso não era efeito por sentir o reiki dos Imperadores da Escuridão; isso era o reiki de Bluebell. Aquilo que causava a estranheza que Chloe sentia, era isso. A dor. Esse era o verdadeiro reiki de Bluebell e o que ele representava.

— Realmente... Os Imperadores da Escuridão são monstros. – Disse Damon, sentindo a dor do reiki de Bluebell.

“Isso não é bom. Preciso tomar cuidado!”, pensou Elaine, com calma.

A situação começaria a ficar apertada agora que sua adversário se ‘liberou’. E então, Bluebell, ainda com o sorriso diabólico e o heterocrômico, em rosa e ciano, olhar assustador, levantou lentamente sua mão direita para cima.

— Venha, minha arma... Kanadzumi!! 

— Ela vai usar agora! – Exclamou Grey.

— Agora que as coisas vão complicar pra Elaine... – Damon disse, ainda sério. E então, o martelo enorme caiu nas mãos de Bluebell, como se surgisse do nada.

— Aquele martelo gigante... – Grey, se lembrando de o ver antes de Poseidon os salvar no Mar Egeu, murmurou

Aquela sensação assustadora de antes, se tornou mais forte quando Bluebell pôs suas mãos em sua arma, Kanadzumi, o Martelo da Dor. Sua própria arma era a representação de seu reiki... e de si mesma.

— Agora eu vou acabar com você!!

Ela apontou e rodou o martelo três vezes em espiral, até parar em uma posição horizontal. Elaine ficou em alerta e optou por ir para cima de Bluebell para evitar um ataque da mesma, que fechou os olhos e os abriu cinco segundos depois, de forma arregalada.

— Queda de Gravidade! – As palavras de Bluebell, fizeram Elaine arregalar seus olhos enquanto avançava.

De repente, como se uma mão gigante invisível a pegasse pela barriga e a arremessasse no chão com violência, Elaine caiu. Com um som de como se alguém caísse do décimo andar de um prédio, o solo abriu uma enorme cratera e esmagou a garota.

— GAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!!!!

A dor era extrema. Seus ossos pareciam se partir em pedaços microscópicos. Seus órgãos pareciam ser totalmente amassados por uma compressão de aço de uma tonelada. Era maior que o poder que vinha do estelar de dedos de Bluebell. Muito maior. Elaine só podia gritar, como se suas cordas vocais fossem ser destruídas a qualquer instante.

— ELAINE! – Grey gritou, desesperado, se segurando com seus punhos cerrados e tremendo.

— Isso não é bom... – Damon disse.

— O qu-?!

— HAHAHAHAHAHAHA! – A risada maléfica de Bluebell interrompeu Grey – Isso dói, não é?! Meu estalar de dedos eleva a gravidade até o nível 15! Mas a minha magia Queda de Gravidade faz a gravidade ir até o nível 50!

Todos ficaram chocados. Se 15 níveis com o estalar de dedos era muito, imagine 50 mais fortes...!

— Realmente, não dá. Vamos-!

— Es...pe...rem! – Elaine interrompeu a ordem de Damon de entrar na luta – N-Não... ve...nham! – Ela mal conseguia falar ou se mover.

— Elaine! – Lilith gritou, desesperada.

— I-I..sso... n-n...ão é... na...da....!

— Hmmmm. Acho que fui boazinha demais colocando no nível 30. – Que!?! – Que tal o nível máximo então?!

Bluebell já começou do nível 30!?! Mas ela... Não, não era confirmado. Mas era o que indicava. Será que ela mudou sua opinião sobre Elaine e decidiu que subestima-la não seria o correto?

— P-Pare...! – Bluebell começou a rodar o seu martelo – Pare...! – Grey parecia suplicar. Ela o parou ele horizontalmente como antes – PAREEEEE!!!!

— QUEDA DE GRAVIDADE!

E então, com o aumento excessivo da força da magia gravitacional de Bluebell, o museu todo tremeu, colapsou e foi abaixo com a gigantesca pressão de sua magia...

Por Sora | 22/01/18 às 14:28 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen