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287º Mito - Réquiem Celestial 『Requisitos』

Epopeia do Fim (EDF)

287º Mito - Réquiem Celestial 『Requisitos』

Autor: Sora

Na superfície da colônia dos humanos, o local nem tão grande e nem tão espaçoso onde cabiam apenas vinte ou menos pessoas adultas sem muitos problemas. Lá estavam as duas irmãs gêmeas superinteligentes que foram capazes de desvendar rotas, anagramas, organizações internas da colônia e informações desprovidas de outras raças, assim como criaram binóculos e consertaram um antigo telescópio.

Sim, estamos falando de Ruby e Zoey, que nesse momento, estavam exatamente no local de seu feito mais atual, o telescópio que podia observar a quilômetros de distância de onde estavam, alcançando até os mares após a longa passagem de terra infestada por restos de Neve Elemental, com precisão.

No momento, a primeira estava observando o que acontecia nesse raio de distância, enquanto a sua irmã estava sentada no chão com um grande mapa apoiado em um pedaço de madeira acima de suas pernas cruzadas, anotando as informações que a de cabelo laranja passava.

Ela conseguia visualizar várias Elementais andarilhas, bem distantes dali, em sua maioria Flammanides. Ainda podiam ver, raramente, Caelínides sobrevoando certas áreas terrestres e marítimas. Por fim, nenhuma delas ameaçava a colônia, mesmo se usassem um poderoso ataque mágico com concentração total de suas Energias Espirituais.

No máximo, a onda de choque provavelmente chegaria ali e danos leves poderiam ser considerados, dado o poder destrutivo das Elementais; isso sem contar a Anjo da Vida e da Morte e as Dádivas da Luz e das Sombras, que estavam “sumidas” desde suas aparições mais importantes; a primeira há seis e as outras duas há três anos.

— Mais uma vez, não consegui ver nada demais... – Murmurou a Ruby, tirando o olho direito do círculo de vidro do telescópio e olhando para sua irmã sentada ao chão – Já se passaram quase um mês desde que os garotos trouxeram aquelas informações das Elementais da Terra, mas por enquanto nada grandioso ocorreu.

— Análise: As Oceânides ainda não saem para a superfície, as Caelínides apenas observam, as Flammanides viraram nômades, as Dádivas da Luz e das Sombras e a Anjo da Morte seguem sem paradeiro. – Zoey tratou de reafirmar tudo que as duas já sabiam, vindo observando o curso desses seres após terem consertado o telescópio – Mas...

— Sim... a cada dia que passa, elas vêm se aproximando mais de onde estamos...

Ruby respondeu, como se já soubesse o que aquele murmúrio incompleto de Zoey significava, ao mesmo tempo que a garota de cabelo cinza e olhos azuis se levantou e as duas irmãs olharam juntas para o horizonte distante, presenciando a Neve Elemental que caía sob aquele céu de sangue.

Por mais que o perigo primeiro seria quase que inofensivo, a questão era que as Elementais, principalmente as do Fogo, se aproximavam cada vez mais da “última base” dos humanos, a colônia. E, caso elas alcançassem aquele local até então inabitado, poderia ser o fim.

— De qualquer forma, vamos voltar. Eu estou com fome. – Complementou a Ruby, passando por sua irmã que seguiu dando uma olhada para o lado de fora, a seguindo depois.

As duas desceram a pequena e estreita escadaria que as levavam de volta para o templo de organização interna, pesquisas e análises, abrindo a porta e vendo que todos já haviam saído para almoçar; com exceção de Archer, Lilah e Michella.

— E então, como foram lá em cima?! – Pela primeira vez a terceira apresentada, de cabelo loiro e olhos verdes, perguntava abertamente às duas, que se entreolharam por um momento.

— Sem mudanças drásticas. Entretanto, é como já observamos com o passar do tempo. Elas estão cada vez mais se aproximando. – Ruby relatou e isso fez Lilah colocar a mão direita sob seu queixo, pensativa.

— Então, a hora de agirmos está chegando...? – Archer murmurou, com sua mão direita, a única que lhe restou, acima de um outro mapa interno da colônia, que continha demais informações sobre suas instalações e localidades.

— Mesmo que você e Vergil tenham despertado Energia Espiritual, ainda assim é impossível que consigam derrotar um exército de Elementais. – Lilah, que também era uma das que já sabiam sobre os poderes despertos dos dois garotos, comentou – Acho que é mais positivo dizer... que a concretização daquelas informações das Silvânides está se aproximando.

— Isso é simplista demais.

— Mas, então, há outra saída? – A segunda pergunta de Lilah fez Archer ficar em silêncio pela primeira vez, ao menos que as irmãs gêmeas viram desde que se conhecem. E isso as fez ficarem impressionadas, cada uma de sua forma – Mesmo que os outros nove liberassem Energia Espiritual... mesmo que a colônia inteira conseguisse. Jamais tivemos chances, Archer...

— Senhorita Lilah... – Michella murmurou ao tomar aquela “dose de verdade” de uma das pessoas mais positivas e “mãezona” da colônia, que sempre buscava levantar o astral de todos com seu jeito e jamais tocar nesses assuntos.

— Que raro... você falando dessa forma. Está aceitando mais a realidade agora, Lilah? – E Archer não perdeu a oportunidade de cutucar o ego da mulher, que ainda assim abriu um sorriso gentil para com ele.

— Não se preocupe, Archerzinho! Eu ainda não joguei a toalha... e vocês com certeza não farão isso facilmente, não é? – Lilah respondeu, se lembrando de palavras que ecoavam em sua mente... há três exatos anos.

...

— Talvez... talvez realmente haja uma possibilidade...

...

— Quem falou isso... foi o Levizinho... não foi...? – Ela murmurou baixinho, mas os quatro puderam escutar suas palavras e a observaram ao mesmo tempo – Sobre haver uma possibilidade. Mas, o que era mesmo...?

— Lil-.

— Ah, vocês estão aqui. – Interrompendo a Ruby, que provavelmente falaria algo para Lilah, Levi, Dola e Shiro apareceram abrindo as portas de madeira da entrada do templo – Finalmente, estávamos os procurando! – E quem estava exclamando era a garota de cabelo roxo com dois twintails laterais e olhos da mesma cor.

— Espere, você já sabe qual vai ser a resposta! – E o garoto de cabelo vermelho-escuro e olhos também da mesma cor protestava, tentando impedir as duas garotas de prosseguirem com suas palavras.

— E eu já disse, não custa perguntar! – Dola retrucou, olhando com confiança para Archer, Lilah e Michella, logo atrás também vendo Ruby e Zoey – Então, sem mais delongas, iremos pedir... – E, em seguida, as duas garotas se curvaram – Por favor, deixe-nos ingressar nas equipes de busca!!

— ...

Mais do que obvio, o silêncio retumbou de forma pesada sobre o templo, deixando as duas gêmeas e as duas anfitriãs mais velhas boquiabertas, enquanto tentavam entender o que levou aquelas duas a fazerem tal pedido.

Levi, que antes tentava impedir, bateu a mão direita em sua testa, demonstrando uma expressão cansada; e, mais do que obvio também, já era possível saber sobre sua resposta diante daquilo. Restava apenas Archer: era ele quem decidiria se as duas poderiam entrar ou não, já que ele era o novo comandante. E, como de praxe, sua expressão seguiu fria e calculada.

E, como se fosse algo previsível diante do nervosismo claro das duas, ele olhou bem na cara delas e respondeu, curta e grossamente.

— Não. – E como se elas esperassem uma resposta positiva (iludidas), arregalaram os olhos e ergueram suas cabeças mais uma vez.

— Mas-!

— Eu já dei minha resposta. Não é não. – O garoto sem o braço direito cortou qualquer tentativa das duas garotas de protestarem, com seu mesmo olhar frio de sempre – Encerramos por aqui, bom trabalho Ruby e Zoey. – E o garoto de cabelo marrom e olhos violetas passou pelas outras duas e por Levi, saindo do templo.

— Eu disse... ele não vai arriscar de mandar vocês para a linha de frente.

— O comandante Yuri também era assim. – Dando cabo para a explicação de Levi, Lilah prosseguiu – Uma vez, eu e Michella pedimos para nos juntarmos às buscas, mas ele falou a mesma coisa que o Archerzinho. E da mesma forma...

— Nós... só queremos ajudar... – Dola murmurou de forma cabisbaixa, assim como Shiro, quando a própria anfitriã se aproximou delas e passou a mão em suas cabeças.

— Vocês já nos ajudam bastante aqui dentro da colônia. Tenho certeza que Archerzinho negou para as proteger, inclusive o Levizinho. – Lilah continuou e fez Levi virar o rosto e coçar a cabeça – Ok, vocês devem estar todos com fome. Vamos comer, então!

— Bem... se você diz, então aceitamos, tia Lilah! – E, com o sorriso gentil de Shiro, todos acabaram prosseguindo com a ideia da anfitriã e foram se alimentar.

 

Ω Ω Ω

 

— T-Tia Leyriel...?!

— Oh, vocês estão aqui. Provavelmente passaram pela Nirfiel. – Disse a Elemental, esboçando um sorriso em meio ao repentino silêncio dos dois – Bem, ao menos trouxe uma boa notícia para vocês!

E com essas palavras, a Elemental prendeu a atenção dos dois que ficaram totalmente curiosos com o que ela iria dizer; se bem que não seria nada tão complicado de descobrir, e era exatamente o que eles esperavam.

— Podemos dar uma visitinha... ao lado de fora!

E retornando alguns minutos no tempo, aí está a Silvânide Leyriel, com um grande sorriso para os filhos de Gaia e Uranus, Cronos e Mnemosine, um Titã e uma Titânide; logo após essas palavras da Elemental, eles ficaram alguns segundos sem esboçar nenhuma reação, até que lentamente abriram um enorme sorriso e se entreolharam.

— AÍ SIM!! – Os dois irmãos gritaram felizes, batendo suas mãos um com o outro e quase saltando de extrema felicidade por Leyriel ter permitido que eles fossem com ela visitar o lado de fora.

Entretanto, em resposta à reação animada dos dois, ela ergueu seu indicador esquerdo e o posicionou em frente à sua boca, fazendo com que os dois parassem e ficassem em silêncio, as observando de novo.

— Melhor não fazerem tanto alarde. Vamos sair sem que a vossa mãe perceba.

— Ué... ela não sabe? – Mnemosine perguntou, com uma expressão curiosa, e a resposta de Leyriel foi uma balançada negativa de sua cabeça.

— Ela não iria deixar, nem se eu pedisse. Então, como sou muito boazinha e vocês tem treinado de forma corretinha, irei leva-los até lá. Mas, não iremos muito longe e nem iremos demorar tanto, ouviram?!

— Sim, está ótimo! – Obvio que a Titânide ficaria mais animada, graças a sua grande capacidade de memorização, como seu próprio irmão havia abordado anteriormente.

— Então, venham comigo. Iremos usar uma saída secreta sem que vossa mãe nos sinta. – Leyriel virou e começou a andar em direção à saída, sendo seguida pelos dois irmãos Titãs...

...

Dito e feito, a Silvânide caminhou com eles por cinco minutos até os três chegarem a uma pequena passagem que os levava para cima, por mais cinco minutos de subida. Até que, finalmente, a Elemental criada pela Gaia pôs sua mão no “teto” que estava abaixo da terra e fechou seus olhos, concentrando sua Energia Espiritual.

Lentamente o chão se abriu por livre vontade e o solo abaixo dos três se ergueu em uma velocidade pequena, com um leve tremor na terra; Gaia, sendo a própria Mãe-Terra, sentia qualquer abalo sísmico que ocorresse nos solos em geral daquele mundo, inclusive esse.

Por isso, para não ser descoberta pela Primordial, Leyriel contou com cinco abalos sísmicos diferentes e espaçados em termos de localidade, bem distantes uns dos outros. Isso foi o suficiente para enganar a Mãe-Terra e fez com que ela não percebesse que um desses tremores foi por conta de a Elemental estar saindo de sua “casa”. E, seguindo esse acontecimento, o solo subiu com os três, que logo arregalaram os olhos e ficaram boquiabertos ao presenciarem, pela primeira vez, o mundo.

— Isso é... incrível...! – Mnemosine foi a única que conseguiu tirar palavras enquanto via a azulada Neve Elemental caindo em pequenos flocos e se reunindo no chão. Ao olhar para o alto, puderam ver pela primeira vez o céu escarlate, da cor do sangue, que tanto ouviram falar. Mas... – O céu... não era azul?

O “céu” que tanto ouviram falar, principalmente da própria Gaia, não era dessa cor que eles fitavam nesse exato momento; diziam que a coloração do firmamento seria de um azul puro e tranquilo, com nuvens brancas compondo sua plenitude.

Afinal, foi assim que a própria Mãe-Terra criou o Céu Resplandecente, o pai dos Titãs, Titânides, Gigantes e Ciclopes; Uranus. Leyriel, após fechar o buraco que criou naquela parte do solo, andou até os dois e jogou para eles dois pedaços de mantos escuros.

— Vistam. Vão precisar para se proteger dessa Neve Elemental. Mesmo que sejam filhos de Gaia, suas peles expostas podem ter queimaduras.

— Ué, mas... tia Leyriel, você vai ficar bem?

— Não se preocupem, ela não afeta a nós, próprias Elementais. Temos uma camada de Energia Espiritual externa nos protegendo das queimaduras e da corrosão. – A Silvânide explicou, enquanto Cronos e Mnemosine colocavam os mantos e seguiam olhando para o alto – Bem, sobre o céu que você falou... de fato, ele era originalmente azul.

— Sério...?!

— Porém, apenas vossa mãe conseguiu ver o céu assim... afinal, foi ela quem o criou. – Leyriel prosseguiu, também olhando para o alto e fitando o céu vermelho, resultado de uma guerra interminável – Ok, vamos andar um pouco. Não ficaremos tanto tempo aqui, portanto, tratem de aproveitar bastante.

— Claro! Vamos lá, Cronos! – Mnemosine, totalmente animada, puxou o braço de seu irmão, ambos já com os mantos os protegendo e começaram a caminhar pelo lado de fora com a Silvânide.

Os três caminhavam pela superfície acima da Mãe-Terra, enquanto Leyriel ensinava aos dois tudo que sabia sobre Gaia, sua criadora. As demais Elementais, a guerra que perdurava naquele mundo desde que o tempo e o destino tiveram suas origens, não à toa era chamada de “Guerra da Eternidade”.

O motivo de o céu ter ficado dessa cor é exatamente o conflito infinito, sem começo e sem fim, naquele mundo. A Neve Elemental eram os restos de Elementais que já morreram unidas com a poderosa Energia Espiritual das mesmas, além do choque das Essências de cada Deus, mesmo os que não lutavam naquela guerra.

— Cara, é mais incrível do que as histórias...! – Mnemosine seguia animada e com um grande sorriso no rosto enquanto fitava todos os mínimos e máximos detalhes do lado de fora – Cara, devíamos ter vindo para cá bem mais cedo.

— Você tá realmente animada, hein... – Cronos murmurou, dando um suspiro; óbvio que o Titã também estava impressionado com o que via, mas não chegava a estar com a mesma euforia de sua irmã.

— Ok, acho que é meio obvio, mas não custa avisar. Em hipótese alguma vocês devem contar isso para alguém, nem mesmo para seus outros irmãos e irmãs. – Leyriel olhou para os dois, enquanto seguia andando em frente – Qualquer deslize pode levar à descoberta pela vossa mãe. E, caso aconteça, não vai ser nada legal para vocês e nem para mim.

— Que pena... queria que eles estivessem aqui com a gente. De uma forma bem estranha, mas é tão lindo. – Mnemosine respondeu, quando a Silvânide repentinamente parou na frente dos dois e saiu da frente deles, estendendo sua mão direita – Uau...

À frente dos dois, em um local bem elevado e que poderia ser confundido com um penhasco, eles tiveram uma ótima vista panorâmica do mar cristalino, que era ofuscado pelo céu escuro e sangrento. Ainda assim, alheio à queda da Neve Elemental, era um cenário digno de aplausos.

Parecia até injusto algo tão bonito existir em um mundo desses, ainda mais sendo a composição disso não ser nada digno de elogios. O feio que, em ocasiões raras, se tornava o bonito. Tudo isso estava por trás dessa vista que fazia os olhos de Mnemosine e Cronos brilharem.

— Chega a ser irônico, não é...? – Pensando em tudo que foi dito acima, Leyriel murmurou enquanto semicerrava seus olhos marrons.

— E também... tão triste ao mesmo tempo. – A Titânide de cabelo roxo-escuro complementou, enquanto seu irmão seguia em silêncio ao seu lado. Os dois seguiram observando aquela vista por exatos dois minutos e meio, até que a Silvânide colocou ambas as mãos nos ombros dos dois.

— Vamos voltar. Se demorarmos mais, vossa mãe irá perceber. – Leyriel nem foi protestada ao dizer aquilo para os dois, que se viraram após alguns segundos e passaram a segui-la de volta para sua “casa”.

Porém, enquanto se dirigiam para descer o local e retornar, a Silvânide e os irmãos sentiram uma presença hostil se aproximando por trás deles e isso fez com que os pelos de seus corpos arrepiassem de forma sinistra, congelando suas espinhas no processo.

— Isso... acabou de se transformar no pior cenário... – Leyriel murmurou para si mesma, sendo Cronos e Mnemosine apenas escutando os murmúrios sem entender bem o que ela tinha dito.

Na velocidade máxima que pôde fazer, ela moveu o braço direito e logo os dois notaram que precisariam se abaixar. Entretanto, a Silvânide hesitou e, quando o laser de luz saiu na direção de trás, foi totalmente destruído por uma defesa simplesmente bem fortificada, com apenas a mão direita daquele ser.

Cronos e Mnemosine tremularam seus olhos ao ver aquele par de asas brilhantes e majestosas, que estavam se abrindo lentamente os intimidando. Ao observarem com mais atenção, puderam ver aquela mulher de longo cabelo escuro e olhos azuis, que usava um vestido branco com adornos azulados, com uma gargantilha branca de pano com uma rosa da mesma cor de seus olhos.

Entretanto, a aparência dela não era a de uma adulta, e sim, de uma garota que tinha provavelmente a mesma idade de Mnemosine e Cronos, completamente paralisados e sem alguma reação; era tão jovem que o termo “beleza divina” poderia ser facilmente aplicada a ela. Porém, um outro termo mais famoso era designado para ela.

— É a pior pessoa que poderíamos encontrar... – Ela era a própria calamidade – Anjo da Morte...! 

Por Sora | 13/03/19 às 13:51 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen