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31º Mito - Os Dotes da Irmã Mais Nova

Epopeia do Fim (EDF)

31º Mito - Os Dotes da Irmã Mais Nova

Autor: Sora

A batalha esperada entre irmãos estava prestes a começar! Enquanto isso, as garotas falavam com Daisy no vestuário feminino. Estavam lá as quatro – Lilith, Chloe, Julie e Elaine.

— Daisy! – Lilith chamou primeiro – Você fez um desafio bem inesperado. Tem algo em mente pra vencer o Damon?!

— Eu só conheço alguns ataques dele, por ver seu treinamento com papai. 

— É, mas mesmo assim não abaixe sua guarda. Ele pode ter truques na manga.

Chloe falava por experiência em observar bem as pessoas e as sentir. Ela, assim como sua mãe Atena, era uma expert nessa área. E sabia que Damon ainda não havia lutado após sua conclusão de treinamento.

Lilith matou Medusa sozinha, e quem lutou contra Bluebell em seguida foi Elaine. Ou seja, ninguém ali sabia a verdadeira evolução de Damon, só Lilith – que lutou junto dele contra Zeus – e a própria Daisy que acompanhava seus treinos e, inclusive, acompanhou a luta dele contra Zeus.

— Além das surpresas da última batalha contra tio Zeus, ele ainda tem poder para mostrar. Aquela "Arte Secreta dos Deuses"...

Lilith lembrou da batalha dela com Damon, contra Zeus, a última do forte e intenso treinamento de duas semanas após as derrotas na Floresta Negra e no Mar Egeu. O momento em que ele usou sua técnica mais forte.

O poder que ela sentiu foi absurdo. Era, com certeza, o poder de um deus. Mas ainda estava incompleto.

— Ele disse que ainda estava incompleta. Mesmo assim é poderosa demais...! – Lilith alertava Daisy, que não parecia surpresa e seguia sorrindo.

— Hmmm! Bom... – Daisy fechou o cinto que prendia seu pequeno short de batalha – Vamos ver na hora!

O sorriso confiante dela abalava as estruturas das quatro garotas ali. Ela não se abatia, mesmo sabendo da força de seu irmão mais velho.

O quanto essa garota evoluiu? Essa era a pergunta que as quatro ali faziam simultaneamente. E agora, elas iriam ter sua resposta. Mas, uma das perguntas que Chloe e Julie principalmente pensavam...

“Onde está...?”

Já, no outro vestuário...

Com Damon, estavam Silver, Grey e Meade. Ambos pareciam calmos, porém ansiosos para a batalha. Já Damon, diferente de horas atrás, estava tranquilo e concentrado.

— Damon, você vai lutar a sério? – Perguntou Grey, com uma expressão mais séria.

— Hã? E por que eu não lutaria?! – Todos ficaram confusos.

— Mesmo que ela tenha evoluído bastante, não sabemos. – Silver falou – Mas ainda assim, ela é sua irmã mais nova.

— Eu sei. Mas se eu me segurasse e não levasse a sério, sinto que estaria não só desapontando ela, como a mim mesmo...

Damon falava tão naturalmente, que nem parecia com ele. Os três ali, sentiram um pequeno calafrio na espinha. E ele continuou.

— E mais! Daisy conhece alguns ataques meus por me acompanhar nos treinos. Mas não sei nenhum ataque dela. Isso pode ser complicado.

— Bom, provavelmente você ainda é o favorito para vencer.

— Mas mesmo assim ela parece estar mais forte.

— Sim. É bem diferente de antes...! – Meade e Grey relembraram de minutos atrás, quando olharam para Daisy e sentiram a grande mudança.

— Eu sei. Mal posso esperar por isso!

Damon estava muito animado por ter que lutar com sua irmã mais nova. Um prodígio que podia estar florescendo ainda mais, isso o animava muito. Ele então, terminou de se preparar e olhou para os três.

— Então, torçam por mim! – Todos olharam para ele e estenderam seus punhos. E os quatro fizeram o toque final.

— Leve-a ao limite!

— Sim, queremos ver o verdadeiro potencial dela.

— E não ouse perder para uma garota 5 anos mais nova que você!! – Grey, Meade e Silver falaram um após o outro.

— Então, vamos nessa! – Damon começou a andar para fora do local. Do outro lado...

— Estaremos torcendo por você, Daisy!

— Sim, acabe com aquela cara superconfiante!

— Expressão: Boa sorte.

— Estamos ansiosos, Daisinha! – Chloe, Lilith, Julie e Elaine também deram suas palavras de motivação para a pequena garota.

— Sim! Vou fazer o meu melhor! – Todas bateram suas mãos sorrindo. Mas Chloe seguia inquieta. Não estava ali...

E então, o momento chegou. Damon andou até sair do vestuário. Daisy saiu ao mesmo tempo. Os dois se entreolharam, sorrindo, confiantes até demais. Os que estavam com eles foram se acomodar ao lado de Arthur e Brandt. E ficou uma cena engraçada.

— Ei, ouvimos vocês apoiando o Damon, sabe?! – Disse Elaine, com um sorriso de escárnio no rosto. Todos, inclusive as deusas olharam.

— Hein?! – Grey perguntou, sem entender.

— Então, isso é uma disputa? Quem vai vencer é a Daisinha, podem ficar na de vocês aí!

Agora, o sorriso de Elaine transmitia uma sede de matança desenfreada. E foi como se chamas ardentes aparecessem atrás dela, formando um cenário amedrontador. Lilith e Chloe também olhavam de canto e com expressões assustadoras, porém sorrindo.

Exato, isso tinha virado mais que uma luta casual. Se tornou uma disputa de garotos contra garotas!

— Oh, então é isso, não é?! – Silver retrucou, também sorrindo.

— Hm?

— São vocês que tem de ficar na de você! Até porque já sabemos quem vai vencer essa bagaça!

Como se fosse refletido em um espelho, a mesma coisa de Elaine, acontecia em Silver, enquanto Grey e Meade sorriam.

— “Bagaça”?! – Atena perguntou-se, murmurando para si mesma. Afrodite e Perséfone riam da situação. Zeus seguia quieto.

Arthur e Brandt, fechados como sempre. Ambos, um ao lado de cada de Afrodite. Parecia que eles davam mais atenção a eles mesmos do que aos outros. Por que será...?

— Veremos então! Se a Daisy vencer, vocês garotos farão tudo que mandarmos por um dia inteiro! – Lilith desafiou primeiro!

“Ela disse isso mesmo!?!”, Atena, Afrodite e Perséfone se perguntaram em coro, pela mente.

— Ah é?! Está apostado! Se o Damon ganhar, vocês é quem irão fazer tudo que mandarmos por um dia! – Respondeu Grey, apontando para as quatro. Garotos de um lado, torcendo para Damon. Garotas de outro, torcendo por Daisy. Quem diria...

— EI, DAMON! É BOM VOCÊ VENCER ESSA LUTA, PELO SEU PRÓPRIO BEM! – Silver gritou, fazendo Damon olhar para ele, sem entender nada.

— Que...?! – Ele estava incrédulo com a situação. Mas não era só ele...

— DAISY! ACABE COM A RAÇA DESSE MALDITO, PELO SEU PRÓPRIO BEM TAMBÉM! – Lilith gritou em seguida para Daisy

— Lili...? O que vocês estão fazendo...? – Daisy também estava na mesma situação de Damon – E espera, meu próprio bem? – Agora Daisy também estava em risco com essa aposta?!

— Ei, Brandt, Arthur! Juntem-se a nós e fortaleçam o grupo!

— Morram. – Os dois falaram ao mesmo tempo, enquanto seguiam se olhando, e quebraram Grey, que ficou sem reação.

— Que situação, hein?! Mas, esquecendo isso...

 Damon e Daisy se aproximaram indo para o meio da arena de batalha. Os dois andaram juntos até ficarem um de frente com o outro. Eles seguiam sorrindo, inabaláveis.

 — Está pronta, irmãzinha?

— Sim, irmão!

Todos então, ficaram sem silêncio, sérios, como uma mudança incrível. Eles voltaram suas atenções para a arena, onde os dois irmãos estavam. O clima ficou pesado. Todos sentiram o ar dinâmico que se alastrava pelo local e se instalava ali.

— Então, vamos começar...!

 Damon colocou a mão em sua espada, nas suas costas, e uma enorme rajada de energia percorreu a sala, mesmo sem ter sacado ela! Todos ficaram impressionados. Lilith mais ainda. Há dois dias eles lutaram contra Zeus e  não havia essa pressão absurda de Damon. Ela aumentou em apenas dois dias!?! Ou então...

“Ele não mostrou tudo que podia naquela luta!?!”

Os olhos de Lilith tremiam, arregalados. Mas por incrível que pareça, Daisy não se assustou.

 Ela ficou impressionada, apenas, e protegeu o rosto, evitando a ventania.

— Arma Divina: Ryūken...! – Ele desembainhou sua espada e a apontou em direção de Daisy. Ela ainda estava na forma mais simples, como uma espada normal.

— Você realmente é incrível, irmão!

Daisy sussurrou para si mesma. Mesmo com a espada no estado mais simples, veio essa pressão toda, e até mesmo antes de ele pegá-la. Após isso, a garota fechou os olhos e levantou a mão esquerda para frente. Damon ficou perplexo com isso.

Aliás, onde estava sua Arma Divina!?! Sim, essa era a pergunta que chacoalhava a mente de Chloe. E só agora Damon notou isso. E sóóóó então, que ele começou a entender e arregalou os olhos.

Um círculo dourado, com formas geométricas complexas no chão apareceu e então uma espada dourada começou a sair de baixo para cima, lentamente. Todos pensaram ao mesmo tempo:

IMPOSSÍVEL!

Esse é um dos resultados de seu treinamento!?! Ela consegue guardar sua arma em uma dimensão própria! Mas isso requer um treinamento de meses, ou até anos! Até mesmo para os deuses isso era muito complexo e difícil. E então, uma garotinha de apenas 11 anos quebra esse tabu. Era assustador!

Atena olhou assustada para Zeus, que continuou olhando para a arena. E então, quando a espada subiu completamente, com a ponta para baixo, Daisy pegou em seu apoio com a mão esquerda e o círculo dourado se desfez.

— Arma Divina: Soraken!

A lâmina dourada que Zeus havia dado a ela uma semana atrás tinha sido empunhada. Totalmente banhada em ouro, com um enorme "X" na bainha. Ao desembainhar a espada, outro "X" enorme no cabo de apoio.

Todos estavam sem palavras. O quão forte era Daisy!?! Até mesmo Brandt se impressionou. Apenas Arthur parecia ter todo o orgulho do mundo, para continuar tranquilo. Para ele, era como se fosse brincadeira de criança. Mesmo assim, ele semicerrou seus olhos vermelhos.

— Vamos lá, ir-! Hm?! – Daisy parou sua frase quando viu Damon sem reação e tremendo por algum motivo. Ele estava de cabeça baixa.

— O que aconteceu?! – Atena perguntou, preocupada.

— Será que ela é tão forte assim que ele está assustado...?! – Lilith estava sem palavras.

— O que houve, Damon...? – Silver perguntou, suando, com os olhos ainda arregalados.

“Irmão?!” 

 Daisy não podia dizer nada. Seu irmão, a quem ela se espelha e se inspira, tremendo à sua frente, logo após ela pegar a Soraken.

— Não é possível...! – Damon falou baixo. Mas alguns escutaram.

— Então, ele está mesmo...?

— Irmão, o que aconteceu?! Você está bem?! – Daisy perguntou, preocupada. Mas a resposta que ninguém esperava viria agora.

— Daisy. Você...!

“Não é possível que ela está mais forte que Damon”, pensava Atena. Mas para ter essa reação, só essa era a resposta, certo? Errado. Damon então encheu seus pulmões e soltou a pérola:

— VOCÊ É CANHOTA!?!

Crec.

Todos racharam a cara e caíram no chão simultaneamente. Inacreditável! Daisy ficou com uma expressão engraçada, totalmente surpresa.

Damon era destro, mas Daisy estava segurando a sua arma com a mão esquerda. Todos estavam caídos ainda, quando Lilith se levantou e, furiosa, gritou com toda sua raiva:

— VOCÊ TÁ DE SACANAGEM COMIGO?! TUDO ISSO SÓ POR ESSA MERDA!?! 

— Modos, Lilith. – Perséfone chamou sua atenção. E adiantava...?

— B-Bom, isso foi inesperado... – Quando Atena falou com um sorrisinho torto, Zeus deu um sorriso leve. Ela ficou curiosa e voltou seu olhar ao campo de batalha.

“Mas Damon não se surpreendeu nem um pouco, ou muito pouco. Ele está em outro nível também”, pensou Atena. Ela olhou para Arthur e Brandt, que seguiam de braços cruzados, observando totalmente sérios. “E eles também”, complementou a deusa.

— Você não sabe o quão nervoso me dá só de ver pessoas canhotas! Mesmo sendo minha irmãzinha eu não vou te perdoar! – Damon olhou inclinando a cabeça para cima, como um suspiro. Daisy entrou em guarda – Lá vou eu...! – Ele murmurou.

Daisy, porém, escutou e se preparou para o ataque. Ao mesmo tempo, seu irmão sumiu de sua vista como um raio azul e apareceu pelo lado esquerdo. Ela, como se já estivesse programada para isso, defendeu o golpe com sua lâmina, que se chocou com a espada de Damon e foi empurrada para trás pelo impacto.

“Rápido!” , pensou a garota enquanto retomava a posição. Ela segurou a lâmina dourada com as duas mãos, com o apoio mais firme na esquerda.

— Começou! – Grey disse, eufórico. Todos então, voltaram ao normal e observaram o início da batalha.

— Boa defesa...! – Murmurou Damon, com um sorriso espantado.

— Seu ataque foi surpreendente, como sempre você é muito rápido! E eu já esperava por isso... Não se contenha na próxima, irmão! – Daisy seguia muito confiante.

“Não... Apesar de eu não ter ido com minha velocidade máxima, essa que usei foi suficiente para derrotar um oponente normal”, pensou Damon enquanto sorria.

“Que idiota, eu sei que ela não é normal... Como eu esperava, ela é um oponente mais que formidável!”

“Mesmo que ela tenha bloqueado por pouco, ainda assim foi um bloqueio consistente”, Atena pensava enquanto olhava para a luta. Ela viu os movimentos de Damon, mesmo que tenha sido por um breve momento.

“Mas isso não é de se surpreender. Nas minhas lutas contra o velhote...”

Damon lembrou dos seus treinamentos de batalha com Zeus, não faz nem dois dias. Sim, Daisy... Ela via tudo perfeitamente. Sua observação era impecável. Seus olhos grudavam nos dois e não saíam mais. Ela simplesmente não perdia nada, uma capacidade de observação incrível. Talvez...

“Tenho que tomar cuidado com isso”, Damon então, colocou força no pé de apoio.

“Aí vem!”, pensou Daisy, mais uma vez se preparando.

 Damon então foi mais rápido e a atacou de frente. Daisy arregalou os olhos, mas se recuperou instantaneamente e defendeu o golpe com mais dificuldade. Damon estava indo a sério contra ela, dava para ver, por sua expressão mais fechada...

— Ele ficou mais rápido!

Daisy retomou o equilíbrio e Damon atacou de novo, por trás. Isso se repetiu diversas vezes. Até que ele começou a alternar os lugares. Ora na esquerda, ora na direita, ora por trás, ora no meio...

Daisy não conseguia acompanhar seus movimentos e apenas se deixou levar pelo seu instinto. Ela bloqueava sempre, mas cada vez que isso acontecia ficava mais complicado de repor e bloquear novamente. E seu bloqueio ia começando a dar brechas, de tão rápido que os ataques de Damon eram. E começou a ir falhando de pouco em pouco, sucumbindo à velocidade de seu irmão.

“Isso não é bom! Não consigo ver!” 

 Daisy chegou a fechar o olho direito pela dificuldade e pela pressão que Damon colocava nela. E quando ela conseguiu se preparar para contra-atacar em um singelo momento... seu irmão sumiu de sua vista.

Onde?! Daisy, depois de uma pequena fração de milésimos de segundos incrédula, sentiu seu reiki e então descobriu.

 “Em cima!” 

 Ela olhou para cima e Damon veio em queda livre de forma alucinante, sem dar chances. Ele atacou de cima para baixo com a espada com bastante força. Ela fez o movimento de defesa na mesma hora, deitando a lâmina em horizontal, a segurando com as duas mãos e o chão sentiu o impacto, afundando com a pressão.

Quando todos viram, a Ryūken já estava em sua forma original, com a separação entre cabo de apoio e lâmina com uma forma de dragão, brilhando. Damon a liberou em um momento que ninguém pôde notar, o que era incrível.

Se todos aqueles ataques em sequência com a espada em seu estado simples já pressionavam Daisy, imagine agora.... Uma cortina de fumaça teve origem e não era possível ver nada ali no centro.

— Hm... Que nostalgia. – Zeus disse, se lembrando de sua luta com Damon e Lilith. Ele tinha feito a mesma coisa.

Atena olhou para seu pai, o Rei dos Deuses. Ela ouviu um som forte e voltou a atenção ao centro do campo enfumaçado. Daisy voou para trás, com alguns arranhões leves pelo corpo, de dentro da fumaça, e parou perto da parede mais próxima.

— Suposição: Parece que a tática de Damon funcionou. 

— Daisinha está com problemas... – Julie analisou a situação e Elaine demonstrou preocupação.

Ele estava com o olho direito fechado ainda, respirando de forma ofegante, tentando retomar o ar perdido pela pressão e pela fumaça.

— Onda... – A voz dele se sobressaiu e Daisy abriu o outro olho, sendo pega de surpresa – ...de Choque!

Damon, sem dar tempo algum nem para Daisy retomar o fôlego, brandiu a Espada do Dragão e produziu uma onda de choque mais forte que a usada antes. Sua irmãzinha tentou se esquivar, mas foi pega no ataque e voou para trás. Ela enfim se chocou contra a parede detrás dela, que afundou e abriu uma grande cratera, assim como o chão.

Sem chances de defender, com várias aberturas...

— Minha nossa...!

— Era o esperado, Damon é muito para ela ainda. Com certeza, o fato dela conseguir guardar sua arma em uma dimensão própria foi surpreendente, e também ela segurou ataques super-velozes dele. Mas, mesmo assim, ela não pode se equiparar a ele. Pelo menos não agora... – Silver disse tudo, com calma e consciência, parecia até a Julie. E todos escutaram, uns olhando para ele, outros vidrados na sequência da batalha.

 Damon então pulou sem pestanejar para dar o golpe final, fazendo agora todos olharem, ansiosos e em êxtase. O garoto de cabelo escuro preparou a sua espada, que brilhava, e foi para cima dela, que já parecia abatida.

— A vitória é minha, Daisy! – Ele gritou.

— Essa não! – Lilith reagiu, se levantando. As garotas, exceto Julie, para variar, estavam atônitas.

— Acabou. – Silver fechou os olhos e deu um leve sorriso.

Atena olhou para Zeus, que seguia sorrindo. Damon ia se aproximando, mais e mais, com o ataque em curso. Sua espada começou a brilhar em azul. Não havia saída alguma para Daisy. Ela não poderia defender. Mesmo assim, ela forçou sua lâmina para a defesa, sem desistir! Mas não havia tempo...

— Não vai dar tempo para ela defender. É o fim. – Brandt disse, seguindo sério. E se ele disse, então era sinal de que estava acabado mesmo.

— Corte dos Mil Pássaros!!

Damon então, abriu mais os olhos ao ver algo, logo após falar, mas ele seguiu com o ataque veloz e mortal. O impacto foi forte demais, com os três rápidos ataques em sequência.

Após o impacto do golpe, outra cortina de fumaça se formou, mais densa dessa vez. Depois de um tempo, todos viram Damon sair da mesma cortina de fumaça, indo para trás, com sua espada descansada em seu ombro direito.

— Acabou. Damon venceu... – Disse Meade, com os olhos semicerrados.

Todos observaram espantados e Damon olhou para a cortina por um momento, pensando se tinha exagerado e preocupado com Daisy. Mas então, assim como todos os outros na plateia, ele arregalou seus olhos...

Por Sora | 26/01/18 às 14:28 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen